How the end... always end.

Ultimo Post... 12 minutos depois do dia 26 de Dezembro ter acabado, com ele vái-se o espirito natalício...

... e desta vez o meu blog.

Estranho como algo que eu e só eu criei, com tudo aquilo que tinha dentro de mim, é agora também parte integrante da pessoa que sou, com o fim morre também uma parte de mim, a parte de mim que foi este ano que passei com todos vós. Sempre foi um dos pontos altos do meu dia escrever o URL do Blogger e vir aqui tér, estranho como estas cores me inspiram, como este template me fala de mim. Ás vezes tentava escrever no Word e copiar mais tarde para aqui, mas não era a mesma coisa, nunca foi, nunca nada voltará a ser.

Hoje contudo, assim que escrevi a morada do blog, fui esmagado pelo peso duma tremenda tristeza, acho que só a consigo comparar ao dia em que vi o meu 1º carro ir embora nas mãos d'outro dono que já não era eu, tenho saudades desse carro, ainda hoje tenho uma matricula pendurada no quarto para matar saudades, também vou ter saudades do meu blog, e também dele guardei algo para um dia mais tarde re-ler e ver como foi a minha vida durante o ano de 2004, imprimi o meu blog, 206 páginas que dizem quem sou, em cada uma dessas páginas tá um pouco, as vezes bastante de quem sou agora, hoje!

O porquê de acabar! Esta é a parte que me fáz mais confusão, ainda agora pensava se tudo isto fazia sentido, e para mim fáz, e é só isso que importa! Durante este ano que passou, dei o melhor e o pior de mim, os dias mais felizes e aqueles que me correram menos mal, em cada um dos posts que escrevi déi a conhecer a quêm lia a minha visão do mundo em algo que genuinamente me incomodáva, agradava ou a que eu pura e simplesmente não era indiferente, esta foi a minha visão do mundo, ou pelo menos do meu mundo! Não digo que não tenho mais nada para dizer, claro que tenho, mas não sei até que ponto o ainda que tenho para dizer é tão relevante ou digno do tempo de todos vocês que aqui passam para "me" ler, e eu odeio desapontar, "I'll rather die than fade away" e como tál, ponho um ponto final, e sei e sinto convictamente que este é e foi o melhor blog que podia ter tido, e que agora chegou ao fim, não por não ter mais nada de mim para dár, que tenho, só pelo facto de saber que o ano que se segue, não ia dizer tanto de mim como o que passou.

Á mais de um mês que ando a tentar idealizar o post ideal para por fim ao relatos da minha vida, já pensei me tentar fazer um resumo, um apanhado de tudo aquilo que aqui foi dito durante um ano mas depressa me apercebi que se o ano que passou já não o fez, decerto não o vou conseguir fazer num unico post, por mais carga sentimental que a ele esteja associada.

Decidi então que despedidas are "like a bandage... faster is better!". Todos aqueles que fizeram de mim quêm sou hoje e que duma maneira ou d'outra contribuiram para cada uma destas linhas, a cada comentário que me fez ver que não estou só ou que não tenho uma visão assim tão deturpada das coisas, estarão sempre no meu coração, e espero que um sent (esta foi a parte em que comecei a chorar) ido Muitissimo OBRIGADO, diga metade de tudo aquilo que me vái na alma!

Sou agora alguêm melhor graças a vocês, espero que sejam tambêm alguem melhor... graças a mim! Adeus.

Feliz Natal

Tardou a chegar, mas passou depressa. Fizemos a contagem decrescente para a 0.00 como se da passagem d'ano se tratasse tál não era a expectativa para abrir as prendas, casa cheia, quatorze aqui por casa, e um mar de prendas espalhadas pelo chão em redor da árvore que as guardava.

O Natal é de longe a epóca festiva que mais gosto, não pelo nascimento de Jesus e bla bla bla, no fundo gosto de comprar algo que sei que alguêm quer muito, gosto de ver o sorriso na cara, o brilho nos olhos no momento em que rasga o embrulho. Gosto, de receber prendas mas acho que gosto mesmo mais de as dár, e acho que isso diz muito sobre a pessoa que sou. Cada um dá o melhor de si, o meu tio por exemplo pinta quandros e então normalmente oferece um quadro pintado por ele a cada um de nós, ele é optimo, mas melhor que os quadros são as dedicarórias, lembro-me o ano passado da dedicatória para a minha avó (mãe do meu tio) O quadro com uma rosa pintada que dizia no verso "Uma rosa, para a mais linda das rosas, a minha mãe!", este ano a do Duarte, o filho de 30 anos do meu tio dizia "Não deixes nunca que a felicidade te fuja!". Eu, não sei pintar, em contra-partida sou um optimo profiler, e idealizo sempre a prenda ideal que sei que este ou aquele ia adorar receber, muitas das vezes o mais complicado é encontrá-la, mas com mais ou menos esforço lá a encontro e é mais o custo das minha ideias que me choca, mas não me demove, eu não dou muito valor ao dinheiro mesmo.

Normalmente nunca peço nada, e acabam por me dar dinheiro que junto para comprar algo carissimo que doutra maneira não conseguiria comprar, mas este ano foi diferente, pedi os dvd's que faltavam para completar a série do "Sexo e a Cidade", um substituto pó Bottled que acabou, o livro "1001 Filmes a ver antes de morrer", uns dados bem pirosos que adoro para pendurar no retrovisor da menina, e foi pretty much aquilo que recebi.

... mas como antes, como o ano passado, como sempre a prenda que mais gostei foi um envelope pequenino que trazia 5 euros lá dentro e tinha escrito... "um beijinho, da Tia Alice".

O meu super-herói deste ano!

“An essential characteristic of the superhero mythology is, there's the superhero, and there's the alter ego. Batman is actually Bruce Wayne, Spider-Man is actually Peter Parker. When he wakes up in the morning, he's Peter Parker. He has to put on a costume to become Spider-Man. And it is in that characteristic that Superman stands alone. Superman did not become Superman, Superman was born Superman. When Superman wakes up in the morning, he's Superman. His alter ego is Clark Kent. His outfit with the big red "S", that's the blanket he was wrapped in as a baby when the Kents found him. Those are his clothes. What Kent wears, the glasses, the business suit, that's the costume. That's the costume Superman wears to blend in with us. Clark Kent is how Superman views us. And what are the characteristics of Clark Kent? He's weak, he's unsure of himself... he's a coward. Clark Kent is Superman's critique on the whole human race.”



Provávelmente reconhecem o texo acima do Kill Bill Vol.2, foi precisamente este excerto que despoltou uma das mais hilariantes e ao mesmo tempo interessantes discuções que o meu grupo d'amigos teve nos ultimos tempos, quêm era o nosso super herói d'eleição.

Ficavam surpreendidos com a quantidade de super.heróis que existem, desde o Super-Homem, o Homem-Aranha, o Hulk, o Capitão America, o Batman, Cyclops, Wolverine e uma catrefada de outros X-Men e seus rivais, o Songoku, Quartermain, Dr. Jackyl, a Super.Mulher, o Vegeta, o Flash... well the list goes on foreve, para terem uma ideia de quantos são, digo-vos que a Marvel os tem organizados alfabéticamente... simmm, assim tantos! Aquilo que á partida parece facil, escolher um super.herói que admiremos, para lá de todo o aparato, capas, e collans justinhas nós pusémo-nos a pensar aquilo que faz de cada super.herói... bem, Super, e chegámos á conclusão que se calhar não são tão Super's assim.

Mas ser um Super-Herói, têm mais que se lhe diga que simplesmente "blow shit up", têm de ser alguêm cuja palavra que melhor o defina seja altrúista, alguêm com principios bem defenidos e que faça um optimo julgamento daquilo que é bem daquilo que é mal, alguem brilhante (sorry Hulk)! O Super.homem por exemplo que o Tarantino aparentemente tanto admira, não é sequer daqui, todos os seus super.poderes são algo de banalíssimo em Krypton, tál não é que depressa apareceram 3 bully's de kripton para lhe roubar o dinheiro do almoço(Super-Homem 2). O Homem.Aranha, "he's just a kid" e como tál sofre de todos os mesmo problemas de qualquer jovem no fim da puberdade, problemas cas miudas, e o part.time job não chega para a renda de casa, ninguem disse que ser um super.herói era facil, está certo que é forte, trepa paredes e lança teias dos pulsos, so whaat!? É tão mutante como qualquer um dos outros X-Men! No entanto, há dois Super.Heróis pelos quais tenho particular admiração, o Cyclops e o Batman!

O Cyclops porque acho que é aquele que melhor vive com o seu super poder! Dispara lasers plos olhos, sooo what? Usa uns googles todos da Fashion, tem uma namorada mto nice (Jean Grey) e até é compreensivo e tolerante ao ponto de aceitar os avanços do Wolverine sobre a sua miuda e não fazer disso um big deal! O Batman porque, acho que bottom line é só um tipo inteligente que conseguiu vingar no mundo dos Super.Heróis por conta própria, não tem nenhum super.poder a não ser uma infinita conta bancária que lhe permite fazer,comprar,construir todo o tipo de gadjets que fazem dele tão bom ou melhor que todos os outros, é um super-herói por mérito próprio and that goes a long way! Lembro-me de tár a ver um epísódio da Liga da Justiça e ver o Flash a ser carregado em braços pelo Super-Homem para cima duma montanha porque não conseguia voar, o Batman lançou um gancho do seu cinto multi.funções e içou-se a ele mesmo, e se á regra pela qual me regi desde sempre é que super.herói que se preze não apanha boleia de ninguem, no entanto, é movido por vingança e isso não fica bem na folha de serviço.

Todos eles salvaram o mundo vezes sem conta e livraram-nos de mil cientistas loucos que construiram um laboratório no espaço com um laser do tamanho das torres Petronas para rebentar ca Terra, thankx a million, mas quantos deles tornaram de facto a Terra um sitio melhor, um sitio que mereça ser salvo?! Quantos deles tentaram acabar com a fome, ou levar brinquedos a crianças que não teem nada!? Nenhum!

Como ainda agora dizia no messenger ao Rui, á Tânia e ao Pedro, os unicos contacto que resistem até as 4 e 30 da manhã, é dia 24 de Dezembro e estou a 20 horas away de abrir as prendas e não me sinto nada en"natal"ado, não sei porque, mas tirando o dia em que postei sobre o espirito natalicio, não me parece nada natal, no entanto consola-me saber que apesar de eu estar en"natal"ado ou não, milhares de desalojados jantaram bacalhau, milhares de putos tiveram presentes e que mesmo que para mim este natal até agora não tenha sido nada de especial, já o foi para muitos mais e todos esses já sentiram na pele que hoje não é só mais um dia, é Natal e tudo está bem no mundo, nem que seja só por 24horas.

E como tal, resta-me eleger aquele/a que foi para mim o Super-Herói do ano, não vê através de chumbo, não é mais rapida que uma bala e provavelmente não conseguia para um comboio em andamento, mas fez deste mundo um sitio melhor, um lugar que mereça ser salvo por todos os outros Super-Heróis... a Leopoldina!

Ohh pa mim aqui tão perto!

Fomos ao cinema no outro dia ver o The Appartment (lindo lindo lindo, mas isso é outra estória) e sem saber muito bem porquê, até porque quêm no atendeu não era uma rapariga nada por ai além, pensei ...

"E se por uma remota hipotese esta rapargia a quem acabei de pedir um papote de pipócas normal e um refrigerante médio, tivesse vontade de falar de novo comigo ou conhecer-me melhor, até que ponto era possivel, apartir do momento em qu eu volto costas e me vou embora..."

... e foi ai que a Fudgy disse "Risques, pede-me ai uma Coca-Cola", e dito o Risques, vamos partir daí.

Se quizesse mesmo mesmo mesmo mesmo tentar encontrar alguem, o melhor mesmo era fazer uso do All_Knowing_All_Seeing Google (Amén!) e tentar procurar por "Risques", e mesmo por ai é capaz de ser complicado filtrar algo de realmente importante dos 3 milhões 450 mil paginas que ele ia encontrar, mas podiamos sempre pôr para procurar só páginas em português, o que reduzia aquele número pornográfico para umas muito mais simpáticas 854! Dái a encontrar-me eram 20 longas páginas até dár comigo, num link para o PuntoPT, apartir dai não só ficava a saber o meu 1º nome, como o meu nick R1sk3z.

Pelo PuntoPt já dava para chegar mesmo a saber o meu nº de telemovel e morada, estou certo que estão algures num dos 3600 posts meus que existem no forum, a matricula do meu carro em fotos tiradas á porta do meu prédio, o meu contacto de messenger, e até mesmo umas quantas fotos minhas nas fotos dos encontros.

Procurando por R1sk3z... vinha dár aqui, onde se se desse ao trabalho de passar em revista 1 ano da minha vida em cada post deste blog, acabaria por me conhecer melhor que muitos daqueles a quêm chamo amigos.

Okay, é certo que a coisa era muito mais complicada se o meu apelido fosse "Silva" ou "Santos", mas o que importá e que este mundo já foi bem maior e ohhh pa mim... aqui tão perto!

Hoje sinto-me velho.

Não foi a primeira vez e de certo não será a ultima que passamos o tempo que estamos sentádos á mesa do café a recordar as sérias que preenchiam as tarde da nossa infância.

Eu sou o mais velho do gang, e como tál lembro-me de todas aquelas que eles se lembram, como os Transformers, os Moto-Ratos de Marte, o Bocas e a Tartaruga Touché, El Cabong e o Babalú (pa pensar estou cá eu...) O Pequeno Pónei e um monte de tantas outras que por me terem apanhado já na puberdade não me dizem tanto! Mas calma, não estou assim tão velho, "eu ainda sou do tempo" :P do Dragon Ball e continuo a achar que o dia em que o Songohan derrotou o Cell devia ter sido decretado feriádo naciona,

Não é isso que me custa, custa-me é que os mais novos não se lembrem do Tom Sawyer, não é preciso saberem de cór o "Vês passar o barco, rumando pó Sul, brincando na proa, gostavas de estar"... nada d'isso, basta que o nome Tom Sawyer lhes traga um calorzinho à alma, ou que sorriam quando ouvem o nome Dartacão!!Custa-me é quando começo a entrar por séries que já só eu é que conheço como o He-Man, e eu não estou a falar da versão amaricada em que o meu héroi de pequeno aparecia com um brushing e vestido de cor.de.rosa, estou a falar do tempo em que ele andava de tanga, a cavalo num tigre verde ás riscas laranjas! Os ThunderCats e o Lion-O, a Cheetara, o Panthro e o Pumra, lembro-me de gritar a subir a rua "THUNDEEEERRR... Thundeeerrr, Thundercats OHHHHHHHHHHH"! "A senhora Pimentinha", que quando espirrava ficava do tamanho dum polegar e andava a cavalo no seu cão (não num sentido pornográfico), um S. Bernardo se bem me lembro. Os Monchichis, uns macacos esquesitos que pulavam de árvore em árvore, a "Árvore da Barafunda" que já aqui foi falado... e mais importante ainda... O CAPITÃO POWER!


Será possivel que ninguem se lembra do Capitão Power!? Comecei mesmo a por em causa a sua existência como algo de real e concreto face a ser um produto a minha imaginação, era impossivel ser a unica pessoa a lembra-me do mitico Capitão Power e os Soldados do Futuro! Mas a minha busca deu frutos e lá dei com o meu querido e saudoso Capitão Power e os Soldadinhos todos em www.captainpower.com, e lá estavam eles como eu sempre me lembrei deles prontos "for some serious ass kicking" ao Lord Dread, e ao ptérodacltilo metálico com os googles vermelhos episódio atrás d'episódio! E nem vou falar dos Visitors, uns tipos verdes de lingua bífida, que resolveram conquistar a Terra!

Hoje resolvi abrir o E-Mule e sacar sacar sacar episódios do Capitão Power e depressa me lembrei duma das frases feitas que ouvi nos ultimos tempos e que ficou. "When you finally go back to your old hometown, you find it wasn't the old home you missed but your childhood"... e acho que bottom line é isso tudo! Não vou cancelar os downloads do meu Capitãozinho, e sim, vái-me fazer bem matar saudades dele, mas lá bem no fundo, aquilo que sinto mesmo é a falta do tempo em que tudo era bem simples, do tempo em que o mundo podia acabar á nossa volta... desde que fosse depois do "Agora Escolha!".

Se há merdas que me revoltam...

... estupidez é de longe uma delas!

Estupidez tem o condão de me estragar por completo o dia, pior ainda quando os rasgos de pura estupidez vêem d'alguem por quêm tenho a mais alta das considerações e parte integrante do grupo d'amigos com quêm estou todos os dias.

Para mim a estupidez é algo de inaceitável, não há, agora, nem há-de haver nunca ninguem melhor que eu, e se por acaso houver, só quer dizer que vou ter de me esforçar 10x mais que aquilo que me esforço agora para "keep up" e juro-vos que me afecta de tal maneira o sistema nervoso ver alguem contentar-se com a mediocridade que me chega a dár vómitos!

Nem chego ao ponto de por a "estupidez" na ponta oposta á "inteligência", conheço gente que não é necessariamente muito brilhante mas é curiosa e procura aprender sempre mais e estar sempre por dentro de tudo um pouco, e muito por dentro daquilo que mais lhe interessa, e a meu ver a estupidez prende-se neste factor, o contentar-se com aquilo que sabe e a ausência de algo que as mova a querer saber mais!
No entanto a estupidez há-de invariávelmente vir ao de cima nas atitudes mais banais do quotidiano, em situações em que alguem que tenha minimamente dois dedos de testa sabe o que deve ou não fazer ou mesmo pensar á frente no sentido em que é capaz de antecipar consequencias, pensando "ñ vou fazer isto porque señ isto vái acontecer", alguem limitado não é capaz de antecipar tais situações.

Imaginemos, e isto é uma situação claramente hipotética e qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência, que eu estou com um amigo e vou a entrar para o lugar do condutor do meu carro levando uma caixa dum DVD na mão, é obvio que se entrar 1º no carro, não vou por a caixa do DVD que trago na mão em cima do banco do pendura uma vez que quando quem está comigo se for sentar, logicamente no lugar do pendura, se vái sentar em cima da caixa do DVD partindo-a, eu por exemplo sou capaz de antecipar isto, e pôr, por exemplo a caixa do DVD em cima do tablier. No entanto, alguem que não perceba isto e nem sequer pensa onde poisa a caixa, e não percebe que se a deixar em cima do banco em que alguem dentro de 30 segundos se vái sentar, este se vái sentar em cima da mesma!

Agora é a parte em que dizem, exacto, mas o pendura antes de se sentar no carro tambem pode ver se está alguma coisa em cima do banco, de facto pode, mas uma vez que não lá estava quando ele saiu do carro, e uma vez que ninguem minimamente inteligente ia por nada no sitio onde ele logicamente se ia sentar, why bother? Mas o pior é que a estupidez acaba por vir ao de cima, acabando por revelar mesmo aqueles que até fazem um optimo trabalho a disfarça-la maior parte do tempo.

Quêm disse que mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo... não devia conhecer muita gente estupida!

Inabalável reputação!

Curioso como podemos passar uma vida inteira a tentar construir um bom nome para nós mesmo, ou a imagem de alguem respeitável e de boa reputação e um tropeçar uma falha ou deslize deitam por terra todo o progresso até ai alcançado!

Foi isso que eu e o Muckey resolvemos por á prova uns dias atras nas ruas do Barreiro, pensámos na coisa mais parva que podiamos fazer, e fizémo-la para que toda a gente pudesse ver.

À vista desarmada e para aqueles que olhavam para nós com um ar estranho, podiam pensar que estavamos só a fazer figura de parvos, quando na realidade testávamos um metodo tão meticuloso, cientifico e fidedigno como o próprio Google*, sobre o quão bem cimentada estavam a os nossos 23 anos de reputação.

A coisa mais parva que nos lembrámos de fazer foi, ir passear pelas ruas do Barreiro com o radio aos berros, já aquela altura em que começa a destorcer e não se perceber bem o que estão a dizer, com os vidros abertos, com um ar á gangster com o braço em cima da porta e a olhar para os trauseantes pelo canto do olho enquanto ouviamos... Ace Of Base!

Sim... Ace Of Base, curiosamente o "Lucky Love", "Sign" ou "All That She Wants" não tiveram o impacto desejado e tivemos de recorrer a medidas drásticas e metemos a tocar Wham! e ai sim notámos que já olhavam para nós de lado e abanavam a cabeça em ar de reprovação!

No entanto, no dia seguinte era como se nada tivesse passado e as pessoas continuaram a olhar para nós de maneira normal, ou pelo menos como até então sempre olharam, e como conclusão da nossa experiência, apurámos que 23 anos de reputação não são abalados em 3 minutos e 51 segundos...

...bem agora que penso nisso, acho que não devia descartar a possibilidade de a nossa reputação já não ser das melhores, e pensar que não conseguimos descer any lower, daí não ter havido uma alteração notória no comportamento de ninguem, quando pelo contrario só viemos reforçar a ideia ,má, por sinal, que já tinham de nós... será? ....... naaaahhhhhhhhhh!! :P



* Decidimos á mesa do café e por unanimidade que o Google é de longe o método mais científico de se apurar seja o que for! Por exp, quanto á ex-duvida se os gajos tinham 7 ou 9 vidas, fomos ao Google e procurámos por Cats "9 Lives" e Cats "7 Lives", foram encontrados 41.900 matches para o 9 e 1.000 matches para o 7, logo, tá apurada a verdade! O Google sabe tudo!

Couros estupidos e o seu sucesso.

Mais um post de associação estupida do genero, Arroz -> Arroz Doce -> Doce -> Worten!, por incrivel que pareça agora que tenho data marcada para o fim do blog tenho andado numa onda de Brainstorming como á tempos já não tinha!

No outro dia, e derivado ao lançamento do How To Dismantle An Atomic Bomb, o novo album dos U2, o Curto-Circuito tinha como tema do mini-forum, se eles eram ou não a melhor banda do mundo, e alguem disse algo que eu partilho em pleno. Hoje em dia já não há o culto a uma banda em particular, e ouve-se uma musica que se gosta de cada banda e que isto se devia ao facil acesso há musica pela internet num mundo onde o Nabster abriu as portas, seguido mais tarde pelo Audiogalaxy, KaZaA, E-Mule, Soulseek e milhares de tantos outros.

Agora é a parte da associação parva, ou não tão parva assim! Passa-se o mesmo com rapazes e raparigas! No seguimento do comment que deixei no post anterior, tal como o BB, o Pedro e tantos outros meus amigos com os quais convivo diáriamente, tambem a mim me incomoda o facto de não ser capaz de encontrar uma miuda interessante ou mesmo "á minha altura", e eu sei que tenho muito high standars, mas acho que bottom line, sofremos todos do mesmo sindrome da musica... facil acesso!

Hoje em dia e por muito que me custe admitir, uma rapariga não tem de ser necessáriamente interessante para cativar um rapaz, visto que "boys will be boys" e a grande maioria, estão numa classe na qual faço questão de frisar que não é a minha, batem-se a tudo aquilo que mexe e pensam a curto prazo, I'm thinking life they're thinking more like... what's up tonight! e como tal nem ele nem ela teem de ser cativantes para que algo aconteça, e quando o fogo de vista passa, tambem o rapaz/rapariga passa e com a facilidade dos dias de hoje, por sms do numero gamado do telefone da amiga, messenger ou outro qualquer couro estupido, segue-se para a proxima, and soo on!

Acontece quando se procura de facto alguem interesante, não se encontra, sofreram todas de uma morte evolutiva no sentido em que raparigas interessantes deixaram de ter lugar na ciclo da vida dos relacionamentos! Até vos dou um exemplo... uma amiga minha foi comprar um computador a uma loja d'informática, o tipo da loja d'informática achou-a gira (e achou mto bem) sacou-lhe o nº de telefone da ficha de cliente e mandou-lhe uma msg anónima com o mail dele para o adicionar ao messenger, ela que verdade seja dita nunca há-de por um satélite em orbita, adicionou.o e no outro dia fui beber café co CoLT e tropecamos neles a tomar café juntos. Agora o que mais me revolta nestes couros estupidos é o seu sucesso, pois são exactamente estes couros que arruinam e deitam por terra tudo aquilo que eu acho que devia ser um relacionamento com tudo aquilo que o antecede!

Eu lembro-me de esquemas do arco da velha eu inventava para conhecer a rapariga que mais me despertava a atenção, da maneira mais casual possivel sem nunca dár a entender que estava interessado, por achar que um rapaz que dê parte fraca ao inicio está condenado ao fracasso, as longas conversas, debates, trocas de ideias até a fazer ver do quanto temos em comum, as saidas geniais, que fazem com que voltemos para casa com um sorriso vitorioso e a sensação de ter dado um passo á frente no consumar duma futura relação.

E agora não há ninguem que dê valor ás nossas saidas geniais, porque é muito mais facil deixar-se levar por o primeiro gajo que aparece e se esse acabar por se revelar um idiota ou quando 3 dias depois descobrem que não teem nada em comum, arranja-se outro nº de telemovel, outro contacto de msn e espera-se lá chegar por um metodo de tentativa/erro numa sociedade de consumo imediato. Tal como nos fotoblogs que desprezo, era muito mais facil cativar pelo meu palminho de cara, que tentar chegar pela minha whizzz.

Provavelmente é isso que ainda vejo na Carolina, poucas foram as que depois dela me presentearam com frases "You're my favorite mistake" quando fui ter com ela já depois de termos acabado vindo dum concerto de Eric Clapton... "you're my favorite mistake" é a frase do refrão do "My Favorite Mistake" da musica da Sheryl Crown que na altura andava com o Eric Clapton e porque de facto, era um mistake continuar com a nossa cumplicade depois de termos acabado... e ela resumio tudo numa frase que por 1001 razões, fazia todo em sentido.

As raparigas dignas do meu tempo e dedicação são com um grande pesar meu, uma especie em vias de extinção, bem como os rapazes, e a culpa eh unica e exclusivamente delas, os rapazes teem couros estupidos e ridiculos porquem funcionam, porque apartir do dia em que um rapaz com um couro mega.estupido leva tampa atras de tampa, há-de perceber que ser como é não chega para cativar ninguem d'interesse plo menos e é ai que resolve aplicar-se e instruir-se, o pior é que ele não precisa, porque couros estupido e ridiculos é o que está a dar e hoje em dia já ninguem tirando eu, tem paciencia para noites de cumplicade em claro em conversa que encham a alma e tornem ambas as partes em pessoas melhores, e enquanto for assim, vou continuar como estou, só... mas antes só, a mal acompanhado!

Imperfeitos by themselfs, but...

O Muckey acha que o meu maior defeito é achar que tenho sempre razão, só tenho a dizer que ele está errado porque eu é que sei!! :P O Xástre acha que o meu maior defeito é ser exibicionista, mas acho que depois de 2 minutos de troca d'ideias acho que reconsiderou chegamos á conclusão que afinal eu já não era exibicionista e eu é que tinha razão (TOMA LÁ MUCKEY!), depois saimos da piscina aquecida da minha casa e fomos dár uma volta de descapotável (eheheheh, kiddin'), a Tânia acha que o meu maior defeito é ser orgulhoso, querendo com isto dizer...

...três pessoas distintas, e cada uma encontra em mim algo que a incomoda que não é necessariamente aquilo que incomoda a um dos outros, isto porque nem todos dão importância ás mesmas coisas, e se calhar o facto de eu ser orgulhoso não incomoda o Muckey nem o Xástre e como tál não é coisa que eles reparem, ou o facto de querer ter sempre razão passa ao lado á Tânia.

Agora, e se pegarmos nas máximas de que ninguem é perfeito e aquilo que por experiencia própria aprendi que é, não se consegue mudar verdadeiramente uma pessoa, na melhor das hipoteses conseguimos limar umas arestas, vimos que é muito complicado uma relação durar para sempre, visto que há-de sempre haver defeitos na cara metade que nos incomodam e nada vái mudar isso, regardless dos nossos esforços, a única maneira é mesmo, fazer com que os defeitos que vimos nela/nele sejam coisas ás quais nós não damos importância, eu explico.

Se há caracteristica à qual eu dou valor numa minha hipotética namorada é guiar bem, era incapaz de namorar com uma rapariga que fosse a personificação da expressão "mulher ao volante", por outro lado a Susana acabou com o namorado no outro dia, e em tom de desabafo disse-me "Ohh Risques, era horrivel, ele dava erros a escrever!", e muito sinceramente, é coisa à qual não ligo minimamente, eu mesmo tambem dou uns quantos.

Ou seja, se eu hierarquizar as coisas ás quais dou importância, resta-me encontrar alguêm cujas qualidades vão de encontro aos lugares cimeiros da minha pirâmide de valores, e cujos defeitos estejam perto da base da mesma, logo, ela não vái ser perfeita, ninguem o é, mas os defeitos que ela possa ter, não me vão incomodar porque não é nada a que eu dê importância e como tal vái ser perfeita para mim.

Simplificando, ela pode ter todos os defeitos do mundo, desde que sejam coisas que eu não repare, mas é condição cin qua non que tenha como qualidades aquilo que para mim de facto conta, e o mesmo ao contrário, não no sentido de Ying e Yang, mas mesmo num sentido de abstracção de irrelevante.

Em suma, não procurem ninguem perfeito, é uma caça aos gambuzinos, procurem antes ver aquilo que realmente importa a cada um de nós e guiem-se com base nisso se querem "viver felizes para sempre" meaning que podem mesmo ser imperfeitos by themselfs but perfect for each other, que traduzido dá qualquer coisa como, não me importo que ela dê erros ortográficos... desde que guie bem!

O inicio do fim...

Tal como vos tinha dito o final já esteve bem mais longe, mais concretamente a 24 dias away.

It's official, o aparecer do "Dezembro 2004" na minha máquina do tempo antecipa o fim deste blog, vou escrever o ultimo post no dia 26 de Dezembro, precisamente 1 ano depois de ter escrito o 1º.

A blogesfera é grande, duvido sequer que dê pela minha falta, todos aqueles que por aqui passam me dizem "ñ acredito que deixes de escrever no blog", e em tom de resposta/confissão, tambem me custa acreditar a mim, mas "os cães ladram e a caravana passa" (damm, como esta expressão me deixa triste) e prefiro saber que enquanto o tive, fiz dele o melhor blog que sabia como, que em nenhum post cheguei e disse "hoje ñ sei o que escrever, e como tal aqui fica uma fotografia minha em tronco nú!", tentei sempre mostrar a todos como sou, como vejo e estou no mundo e relatar o meu esforço de Atlas de o tentar mudar, obvio que sei que não o mudei, mas tenho tempo, uma vida inteira e morro feliz mesmo que só lhe faça uma moça.

So this is how it's gonna be, vou tirar a próxima semana e fazer do meu Blog, um Photoblog, e não, não vai ser com fotos minhas. A semana seguinte vou ao bau buscar os posts que no ano que passou mais me disseram, aquelas que mais lagrimas me fizeram verter, aqueles dos quais vou sentir mais falta, e vou guardar a ultima semana para o adeus, coz everything that has a beginning... has an end, even my blog!

A minha condição clinica.

Sounding very "mementish" sofro de uma condição clinica (piada pseudo.intlectual que pretendia fazer um trocadilho com o filme Memento e o termo "Clinical Condition" no mesmo utilizado, esta é a parte em que o Xástre me diz que a next worst thing a uma Bad Joke, é tentar explicar uma Bad Joke)que fáz com que de tempos a tempos sinta um aperto no peito que me tira as forças, me deixa zonzo, com frio e a tremer.

Normalmente é coisa que dura uns 10segundos e passa-me, se bem que dói-me bastante enquanto dura, depois fico normal outra vez até me voltar a doer de novo, seja isso quando for, passado umas semanas, uns meses, não há padrão que explique o porque destas dores nem o que as origina, estou sempre calmo, sem fazer nada, e desaparecem tão misteriosamente como aparecem.

Ontem no entanto foi diferente, aquilo que normalmente dura 10 segundos, durou uma meia hora e senti-me de facto muito mal, se 10 segundos costumam ser suficientes para eu ficar com todos os sintomas descritos em cima, imaginem meia hora de sofrimento, tive d'ir pó hospital, mas a caminho de lá, a dor eventualmente passou-me e no hospital tambem não viram nada d'errado comigo, vou esta semana fazer exames.

O que tiro de bom desta pessima experiência foi o apoio incondicional de todos aqueles que tavam comigo, estavam todos super.preocupados, a Tânia chorava, o Xastre agarrava-me, o Fábio carregou-me para fora do bar, a Fugdy vez inumeras viagens ao bar para me ir buscar água, o Johnny foi comigo pó hospital, o BB foi prontamente com a Tânia buscar o carro, o Sousa fez Lx - Barreiro em tempo record para um Clio 1.1, já para não falar em todos os telefonemas que recebi hoje todos a quererem saber como é que estava e se me sentia melhor.

Acho que é algo que passa pela cabeça de todos nós, como seria o nosso funeral, quem iria sentir MESMO a minha falta, quem é que ia lá estar, e quem seriam aqueles desfeitos em lágrimas no dia em que eu morre-se. Ontem, e apesar de estar longe de tár a morrer (or so I hope) deu para ter uma optima ideia da bigger picture e como dantes, como sempre, acho que se ontem fosse a minha ultima noite por "cá" não podia partir em melhor companhia.

Para todos aqueles que aparam as minhas quedas e me pegam ao colo em cada momento de fraqueza... aos meus irmãos de outros páis que estão invariávelmente por perto para me carregar ás costas até ao fim do mundo sempre que preciso, a todos aqueles que partilham parte da minha dor, quando é só a mim que ela toca, que ficam com um nó na garganta sempre que o peito me aperta... para todos aqueles que são um prolongamento de mim, e vivem sempre comigo, o mais sentido dos obrigados.

Zé Vs. Risques

Okay, confesso! Sou um esquizófrenico!

Não sei mesmo por onde começar por vos explicar a distinção que criei para definir o outro que há em mim, mas posso desde já dizer-vos para encostárem-se para trás na cadeira do escrítório... este vái ser longo!

O José (Zé) é o meu primeiro nome, mas toda a gente, ou quase toda a gente, me trata por Risques, o meu apelido, as unicas pessoas que me chamam Zé tirando a minha familia, são os meus irmãos de outros páis, aqueles me conhecem tão bem como me conheço a mim mesmo.

Tudo começou no secundário, mudei de escola e era a maskote na turma dos maiores bandidos que passaram por Sto. André, e como tal, apesar de ser muito menos caparroso que aquilo que as pessoas normalmente pensam (já explico) toda a gente me tinha muito respeito, visto saberem que muita gente ia gostar pouco que alguem implica-se comigo.

Tive 3 turmas difernetes no preparatório, mudei de escola 3x, tive "N" turmas de colégio inglês, morava na rua ao lado da Secundária logo, toda "a minha rua" andava lá na escola, e ainda para mais, era o menino querido da turma, posso dizer que sempre tive as costas muito quentes desde o inicio, e toda a gente sabia que era má politica implicarem com... o Risques.

Acho que foi ai que se desenvolveu o meu Alter.Ego, o Risques passou a representar uma parte de mim que se foi desenvolvendo com base em todo este mundo que me passou a rodear, era um tipo bastante popular lá na escola, e tinha a atenção de umas quantas raparigas, o que em contra-partida me fazia ser odiado pelos rapazes que gostavam das mesmas rapargias que, não digo gostavam de mim porque não me conheciam sequer bem o suficiente ou de todo para gostarem, acho que era mais o sindrome pseudo-pop-star que elas viam em mim, a grande maioria nunca chegava mesmo a trocar duas palavras comigo, elas só pensavam que gostavam de mim porque de facto não deviam gostar assim tanto... e assim apareceu o Risques, o tipo popular lá da escola, o tipo f*dido com que ninguem queria ter espigas, ou mesmo aqueles a quem os tipos que se metiam em problemas lhe vinha pedir ajuda, tudo sem que eu nunca fizesse um esforço no sentido de cultivar esse Alter.Ego, apenas o fui moldando ás situações, e confesso, por vezes, tirando partido do status que me dava, em situações de aperto... é muito interessante o que um voz colocada, uma expressão inabalável, e um nome precedido de uma reputação conseguem fazer por ti. ;)

Mas sinceramente... esse não é quem eu sou. Eu no fundo sou mesmo o Zé, um tipo que prefere uma noite em casa cos amigos em frente á televisão a ver um DVD, a uma noitada pá discoteca, eu prefiro resolver as coisas a bem, que sair na pancada com alguêm, eu gosto que as pessoas que me rodeiam estejam comigo porque gostam da minha companhia, e não para niguem ver que "é amigo do Risques", odeio grande parte daquilo que ser o Risques trouxe para o mundinnho calmo e sereno do Zé.

Mas chega um dia em que o Zé e o Risques são uma e só pessoa, e como um Ying e Yang não podem viver separados, o Zé é super ingénuo, acredita na bondade das pessoas, e como tál é muito facil sair magoado ou enganado de uma qualquer situação em que se entregue mais que aquilo que era suposto. O Zé provavelmente não tinha a frieza de dizer as coisas que diz á quem diz e com o ar implacável com que o diz, que faz com que dissuada todos aqueles que desde sempre apareceram... wanting a piece of me... ou era o rapaz que gostava da rapariga que gostava de mim, e então queria-me bater porque ela não andava com ele por minha causa, ou porque adorava ser super-famoso lá na escola e achava que bater no tipo popular era um optimo atalho até ao topo, entre milhares de outras situações cada uma mais parva que as anteriores, em que o Risques teve de se impor e livrar o Zé de apanhar umas surras... no final do dia, o Zé precisa do Risques a guardar-lhe as costas, tal como o Risques precisa do Zé para lhe ensinar que não é preciso viver a vida a olhar por cima do ombro, e andar na rua de olhar serrado e cabeça erguida, dizer-lhe que não faz mal sair de casa de calças de ganga e t-shirt em vez dos Adidas, calças largas, camisa branca e gravata! Para lhe dizer que algures dentro de cada uma das pessoas inda á algo de bom, um Zé dentro de cada Risques que por nós passa, com os mesmo receios que todos nós.

É complicado gerir os dois, mas acho que posso dizer que a linha que separa um do outro nunca foi mais ténue e chega mesmo a haver dias ou situações em que já ñ consigo dizer quêm é que estou a ser naquele momento, gostava de puder ser sempre o Zé, mas o mundo é demasiado cruel para me deixar, gostava de por o Risques de parte, mas por muito que custe admitir, dá jeito de tempos a tempos.

Ainda distintos, espero um dia, e já agora que esse dia não esteja muito distante em que o Zé e o Risques sejam uma só pessoa, na saude e na doença, na riqueza e na probeza em algo que nem a morte separe... just me!

Vou ter saudades do meu blog.

De vez em quando em conversa, vem ao de cima um tema sobre o qual que sei que já divaguei por aqui num outro qualquer dia, e tenho em tão alta estima tudo o que aqui escrevo de tão sentido que é tudo aquilo que aqui é escrito, que por norma vou á procura da minha exortação sobre o tema.

Hoje falava com a Isa sobre o Risques Vs Zé e Zé Vs Risques ... e tentava dizer-lhe que não sou o mesmo d'outrora, independentemente dos titânicos esforços que fiz no sentido de permancer igual, mas que sei e sinto que não sou o mesmo que era antes.

Procurei o post em que falava d'isso, 16 de Janeiro para os mais curiosos e enquanto não o encontrava, fazia scroll por internáveis linhas que relatam a minha vida não só deste ultimo ano... mas desde sempre!

Diz-me tanto que chega mesmo a doer, tudo aquilo que aqui escrevi foi com a alma aberta e muitas das vezes a sangrar, vái-me custar deixar de escrever, mas vou, um dia, dia esse que já esteve mais longe... muito mais longe.

Life has a way of its own!

O Zé no outro dia colocou-me a mais estranha das questões...

- Risques, se um casal amigo teu engravidasse e te pedissem dinheiro emprestado para fazer um aborto, emprestávas?

Via-se claramente, tanto que não foi sequer preciso perguntar-lhe se aquilo ela uma questão hipotética, era obvio que era algo real e concreto, uma situação na qual ele foi posto no meio, destinado a decidir a vida de 2, ou 3 pessoas.

Ela estava supostamente de 4 meses de gravidez e decidiram ir fazer um aborto, mas faltava-lhes parte do dinheiro e pediram ao Zé para emprestar-lhe o que faltava, mas se fosse só isso! Nem o pái de um nem de outro sabia, eles não são "daqui", e estão só "cá" por causa da universidade, vivem ambos sozinho, decidiram ir na 2ª feira passada a Madrid para o aborto, já tinha a consulta marcada de tudo, faltava mesmo só o resto da verba.

Eu disse ao Zé que na situação dele emprestava, acho que não depende dele tomar uma "life changing decision" que tem sempre de ser feita por eles, os pais, e caso ele não emprestá-se, não havia sequer decisão a tomar uma vez que o aborto era financeiramente inviável, e como tál, disse ao Zé que ele ao emprestar o dinheiro estava somente a possibilitar uma escolha, escolha essa que já não ia ou tinha de ser feita por ele, mas que era muito humano, por mais irónico que pareça, possibilitá-la.

Ele tinha um peso enorme ás costas, dizia-me "e se lhe acontece alguma coisa?" "e se ela morre lá?", "e se teem um acidente na viagem e os pais não sabem onde é que eles estão?!"... realmente é muito complicado e não é decisão que se tome de animo leve, mas são tudo questões que não lhe dizem respeito e por mais que custe ele tem de se abstrair e pensar que ele só está a emprestár dinheiro para algo que cabe aos pais decidir, disse-lhe tambem que, life has a way of its own, e que se algo não tiver destinado a não acontecer não acontece, regardless dos esforços que se façam no sentido contrário.

Ontem cheguei ao café, e o Zé veio-me contar as novidades, segunda-feira o casal sempre foi pa Madrid, quando lá chegaram viram que afinal ela não estava de 4, mas 5 meses e meio, e o aborto não podia ser feito em Madrid, só em Barcelona, foram pa Barcelona, em Barcelona era 100cts mais caro e eles não tinham o dinheiro, ligaram para os páis, contaram tudo, voltaram para casa e decidiram ter o filho.

Espero que seja um rapaz ou rapariga que tenha muito para dár a este mundo, está visto que tem uma vontade muito forte de fazer parte dele, e Zé contou-me o desfecho da aventura com um sorriso de felicidade, ou alivio mas pouco inmporta, o final é feliz, e disse-me que de tudo o que eu lhe disse, quando soube do final da estória o que mais depressa lhe veio á mente foi de que efectivamente ... life has a way of its own!

Anti-Fotos

Antes de começar, tenho-vos a dizer que, para variar a arranjar qualquer coisa no carro, magoei-me no polegar e fiz um golpe no dedo que me rasgou a pele paralelamente á unha e que... dói pa caraças! Agora custa-me á brava dár espaços no teclado e se a meio do post de hoje "começaremavertudoassim" é porque isto estava mesmo a doer-me. Só agora é que vejo como foi importante o girár do rádio (osso do lado do polegar) e a opisição do polegar para a evolução da especie... mas adiante!

No outro dia falava com a Cúmplice sobre fotografias, e dizia-lhe em como ainda não me tinah decidido se éra a favor ou contra fotografias. A ideia iluminou-me durante o festival da Zambujeira do Mar, numa daquelas tardes quentes e abafadas debaixo do nosso oleado verde que tapava as tendas que tão carinhosamente viemos a chamar de "o belo do estáminé".

A grande maioria era completamente pró-fotos, diziam que era importante na nossa vida termos albuns de fotos a monte para desfolharmos naquelas domingos frios de dezembro, com uma manta no colo em frente a uma lareira ao som da lenha a estalar quando já formos velhinhos, e realmente é um bocado assim, para encontrar cada foto que meto aqui no blog, fosse ela a do post da minhã mãe, do meu pái, o parapeito da nossa janela, passo horas de volta das fotos a recordar tudo aquilo que já passou... tudo aquilo por que já passei, it's official... sou um saudosista e uma fotografia é isso mesmo, uma recordação impressa... "para mais tarde recordar, purummmmm"

É mais ou menos por aqui que entra a máxima "Aceitar uma recordação tua, seria admitir que podia esquecer-te" e se instaura a minha duvida. Sou da opinião que os momentos que vale efectivamente a pena mais tarde recordar não carecem de qualquer outra fotografia a não ser aquela guardada dentro de cada um de nós!

O mais certo é daqui a meio século me tentar lembrar de qualquer coisa e algumas imprecissões virem ao de cima. Lembrar-me de estar com o Xastre, o Muckey e o BB, e afinal não ser o BB e ser o CoLT, mas tambem esses lapsos são bem-vindos, é ai que sou corrigido pelos meus amigos que espero que ainda estejam comigo daqui a 50 anos e ouvi-los dizer "Não era nada o BB páh! Era o CoLT... atão o BB não tinha ido não sei pá onde bater-se a irmã duma amiga dele e não veio com a gente!" e eu respondo "Ihhhh, pois foi pá! Agora é que eu me tou a lembrar, aquela miudinha engraçadita dos cabelos encaracolados" ... e eles corrigem-me "Não pá... essa era a irmã... a do BB era aquela do cu arrebitado!" e eu digo "Tens razão! tens... era essa mesmo!", e é ai que eu acho que está toda a piada! Com uma foto á mão, nada d'isto acontecia e eu vi-a logo á partida quem é que estava e não estava comigo em dado momento.

Por outro lado... cada fotografia é um momento congelado no tempo que, como disse no photoblog da Cumplice, nos remete para o tempo em que eramos felizes, fotografias daqueles que já não estão connosco, de sitios onde não podemos mais voltar, de coisas que não voltam a ser as mesmas.

Do nada lembro-me do Pedro, o Pedro tem a mania de aparecer em todas as fotos com o polegar estentido como quem diz "fixe!", eu á uns anos atrás tinha a mania de aparecer em todas as minhas fotos com um olhar de um tipo mauzão e com ar de poucos amigos, hoje sorrio, e se voltasse atrás acho que fazia os possiveis para ficar a rir em todas as fotos que tirásse. Ia ser complicado, principalmente aquelas fotos tiradas no colégio ás 8 da manhã com os olhos ainda enramelados e um flash que mais parecia o Sol dentro duma maquina fotográfica, essas fotos acabam invariavelmente por parecer que me puxaram da cama, me prenderam os olhos com fita adesiva e me meteram a olhar pó sol, ia ser complicado rir nessas ai :| Mas pelo menos em todas as outras, para que quem vier depois de mim, os meus netos, os meus bisnétos olharem para as fotos do avô a rir e perguntarem:

- Porque é que o avô está sempre a rir nas fotos mãe?
- Não sei querido... provávelmente porque era uma pessoa muito... feliz!

O Tiago...

Há coisas, imagens, nomes, memórias, que independentemente de quanto tempo passe nunca se esquecem, acompanham-nos para sempre durante cada dia da nossa vida, podemos nem sequer ter consciencia delas a todas as horas, não digo algo em que estejamos sempre a pensar, digo antes algo que daqui a 10, 20 anos inda vou olhar, ou pensar e me vaí remeter para um sitio, um nome, uma cara, uma situação, uma lembrança... uma vida.

É isso tudo que o Tiago é, era, foi... uma vida, uma estória, uma lembrança, alguem que mesmo nunca chegando a conhecer muito bem, bem ou mesmo mal, não o conhecia de todo, suponho que sabia quem ele era de vista sempre que o via passar lá na escola á uns 7/8 anos atrás, e se eventualmente alguem me pergunta-se se sabia quem ele aquele rapaz eu dizia... "Sim, sei que se chama Tiago porque é da turma da minha irmã mais nova" e acho que isso era a unica coisa que sabia do Tiago Coelho.

Um dia como tantos outros, o Tiago e o Gil sairam da escola depois das aulas, tal como a minha irmã e seguiram pa casa, a Ines chegou a casa, o Tiago e o Gil não. Estavam no passeio á espera que o sinal luminoso ficasse verde para os peões para eles atravessarem a estrada, um carro despistou-se e foi embater contra um candeeiro, o candeeiro tombou e caiu em cima deles dos dois, o Tiago morreu.

Lembro-me que foi uma situaçao estranha aqui em casa, suponho que depois da morte do meu avô que era uma pessoa velhota, deve ter sido a 2ª vez na vida que tivemos de enfrentar a situação de perda, mas desta vez apesar de mais afastado, muito mais afastado, era um rapaz de 13 anos, da turma de 5º ano da minha irmã Inês que todos os dias fazia o mesmo caminho que ela, e que dum momento para o outro morreu, tão cedo, e isso fazia-nos muita confusão.

O mundo deve-se ter desmoronado á volta da mãe do Tiago, e ela, para que todos os colegas dele tivessem uma lembrança dele deu a cada um, um dos brinquedos do Tiago, e como tál, a Inês tambem teve um, um palhaço de madeira.

De tempos a tempos, sempre que a minhã mãe resolve dár uma razia ás coisas velhas e deitar tudo fora, tropeçamos no palhaço que era do Tiago. Muitas das vezes deitamos fora os nossos brinquedos d'infância, aqueles que em dada altura tanto nos disseram, e no entanto, não foi sequer posta a hipotese de se deitar fora o palhaço que tinha sido do Tiago, o colega da Inês.

Sempre que tropeçamos no palhaço, pensamos nele, e independentemente de quanto tempo passou desde que ele morreu, ou de á quanto tempo aquele palhaço vive no fundo duma das gavetas, esquecido, um relance é quanto basta para nos trazer de novo á memória o nome do Tiago, a cara, a estória... a vida.

Não... não posso dizer que o conheci, mas vou-me sempre lembrar, e custa-me sempre que penso nele.

Doutrina Espirita

Hoje foi um dia complicado, tivemos um pequeno incidente com armas de fogo aqui por casa, mas que felizmente não resultou em nada de muito grave, no entanto, toda a situação me fez pensar nos "se's" da situação e tudo aquilo que podia ter corrido mal e afins, e toda esta linha de raciocinio remeteu-me para uma conversa que á uns dias atras tinha tido com a Susana sobre a "Doutrina Espirita".

Eu sou da opinião de que alguêm que se suicide no seu ultimo momento de consciencia depois de premir o gatilho duma arma ou apartir do momento que salta para a frente do parapeito duma ponte... apartir do momento em que temos a certeza absoluta de que vamos morrer, acho que os invade uma sensação de arrependimento e o pensamento de que, tudo podia ter sido diferente e que as coisas não tinham necessáriamente de ter aquele fim.

Isto fez-me lembrar um dialogo do Antes do Amanhecer em que eles se questionam sobre o facto de tanta gente que nasce e que morre, e se todos temos uma alma, uma vez que somos agora tantos milhões a mais que aqueles que inicialmente viveram neste planeta, donde é que vinham todas estas almas? Será que as almas são criadas desde o inicio dos tempos para cada uma das pessoas que viveu neste planeta ou seremos nós fragmentos de almas d'outrora? Uma milionéssima parte de uma alma completa de alguem que viveu á uns milhares de anos atrás que se foi fragmentanto dando origem a uma alma infindas vezes mais pequenas que a original... serão as nossas almas, pedaço da alma d'alguem passado?

É aqui que entra a explicação da Susana sobre a Doutrina Espirita. Eu sou agnóstico e acho que a existência de Deus ou de um ser superior está para lá da compreensão humana e como tal resumo-me á minha insignificância e limito a gozar o tempo que me é dado, seja Ele quem for que mo "dá"! A Susana é o oposto, muito incitada por uma prima que acho que leva isto do espiritismo muito a sério, já ela fica com aquele brilho nos olhos quando fala de algo do paranormal.

Pois bem, segundo o que percebi da meticulosa explicação da Susana, as almas são criadas desde sempre, mas nem todas as pessoas teem uma alma nova! As almas ou quem somos muda connosco de corpo para corpo depois da nossa morte e sucessiva re.encarnação, fazendo tudo isto parte dum processo de aperfeiçoamento até sermos um espirito perfeito onde atingimos a felicidade eterna.

Explicando melhor... imaginé-mos que alguem morre, e que durante a vida, essa pessoa não foi de longe a melhor pessoa que podia ter sido, depois de morrer, essa pessoa volta a re.encarnar e começa de novo, todo um processo de aperfeiçoamento a que nós chamamos "Vida", quanto mais vezes essa pessoa morrer e re.encarnar mais perto vái estar de se tornar um espirito perfeito, dai a existência de almas novas, e almas velhas, aquelas que ainda viveram poucas vezes e aquelas que andam cá desde o inicio dos tempos e que pouco já podem aperfeiçoar, assim de repente penso na minha avó, amor da minha vida, suponho que ela seja uma alma já bem velhota pois acho que não podia ser uma pessoa melhor que aquilo que é.

Temos de admitir, não é facil o pecado mora ao lado e a tentação espreita a cada esquina, é complicado tentar tornar-mos-nos um espirito perfeito mas deito-me todos os dias sabendo que nas 24 horas que passaram fiz mais bem que mal, e espero que isso seja o suficiente... no dia do meu julgamento final.

Ciencia em auxilio do coração!

Tinha acabado com a Sónia á pouco tempo, e mesmo que todos os meus namoros sempre tivesse durado mais de meio ano, estava farto de coisas passageiras, queria "acentar" em algo de concreto, algo que durasse mais que meio ano, mais que um ano, algo para durar uma vida. Sabia que encontrar alguêm que preenche-se todos os meus very high standards não ia ser facil, mas resolvi dar uma ajuda ao destino, ao elaborar o plano a que chamei de "Ciencia em Auxilio ao Coração".

O meu plano era muito facil, idealizar a mulher dos meus sonhos, aquela com quêm me via passar o resto dos meus dias, a mãe dos meus filhos "to be", aquela que na saude e na doença, na riqueza e na pobreza estaria do meu lado a todas as horas. Depois era enumerar as qualidades cine qua non que fariam de alguem a mulher dos meus sonhos e, a parte mais complicada... encontra-lá!

O plano era bastante básico, ou assim eu pensava e não havia margem para enganos, como os Fairground Attraction, "its got to beeeeeeee ........ perrrrrrrrrfeeeeeecccccccctttttttt!" e como tál, nada de "second best" afinal de contas tavamos a tratar da miuda dos meus sonhos!

Por exemplo, se a mulher com quem eu me imaginava a passar o resto dos meus dias, tinha obrigatóriamente de se chamar Beatriz, Carolina, Catarina, Isabel ou Margarida... todos as outras raparigas eram postas de parte! Podia até encontrar uma Teresa muito gira, mas visto "Teresa" não ser o nome daquela com quem eu sempre ideializei, não tinha nada com uma hipotética "Teresa", pois era claramente uma relação condenada ao fracasso que iria, mais tarde ou mais cedo, eventualmente acabar visto que não ser uma "Teresa" que me levaria ao altar!

Mas a lista era infinda, se a minha musa tinha de ter cabelos pretos e olhos verdes... sim... always a sucker for green eyes... podia de lá vi a mais espadauda das dinamarquesas que não me dizia nada! Se a minha perdição de mulher havia de ter 1.78m, qualquer outra mais alta ou mais baixa era uma carta fora do baralho.

Mas nem tudo era caracteristicas fisicas, aliás, tirando o morena de 1.78 com 60kg?s, cabelo comprido e escadeado, 36 copa D de peito, pernas compridas, olhos verdes e fundamentalmente uns pés perfeitos, poucas eram, okay, se calhar ñ eram assim tão poucas! Mas a grande maioria eram mesmo caracteristicas do foro intlectual.

Eu tenho um gosto musical muito eclético e bem vasto, e se há coisas que em mim funciona como "Turn On" é uma rapariga me dár a conhecer uma musica ou banda que eu ainda não conheça e a qual venha mais tarde a adorar. Não indo tão longe, bastava que conhecesse e se identificasse tanto como eu com a musica que eu ouvia, Tom Waits, Aretha Franklin, Marvin Gaye, The Platters, os mais contemporaneos Matchbox 20 ou Dave Matthews Band, ou os portugueses The Gift, Mafalda Veiga, Jorge Palma, Antonio Variações e claro está, venerar Carlos Tê e Rui Veloso!

Tinhamos de conseguir ter um dialogo sobre tudo aquilo que nos lembrasse-mos, desde o orçamento de estado, ao sub-desenvolvimento dos paises de 3º mundo, ao ultimo filme do Richard Linklater, alguêm que tivesse uma opinão própria sobre tudo e não fosse facilmente influenciavél, que soubesse admitir quando estava errada e sempre disposta a aprender fosse o que fosse que alguem lhe tivesse para ensinar, guiar exímiamente bem para mostrar aos homens que nem todas as mulheres são "mulheres ao volante". Alguem que me ensiná-se algo de novo todos os dias e me surpreende-se quando eu menos esperava...Ideializei-a perfeita não foi?!

E todo corria bem na busca da minha princesa encantada... até ao dia em que me cruzei com uma rapariga de 1.70m, de cabelos curtos e olhos castanhos que me roubou o coração, e lá se foi o meu Masterplan pelo cano! Olha... merda!

A lição que tirei de tudo isto é que, não há ciencia ou probabilidade naquilo que toca ao amor... "when it comes to love, no matter how hard you try to dodge it, it will always end up hitting you straight in the face"

Curriculum Vitae

Retrocedendo até aos meu 16 anos, altura do meu 1º trabalho, eu que tenho por habito ser conotado como alguem que não quer fazer nada, surpreendo-me com tudo aquilo que já fiz, por todos os trabalhos por que já passei, ainda que por dias, semanas ou top of the tops, meses, senão... vejamos!

Dezaseis anos, namorava com a Marta que morava no Porto, sim, a net tem destas coisas e quando somos jovens e ingenuos deixámos-nos cair na esparrela de que "it's Ok" namorar com alguem que está a 300km's de distância, depois cresci, estou mais maturo e sensato "or so I hope", e agora sei que qualquer relação com uma rapariga que não partilhe o mesmo indicativo telefonico que eu está condenada ao fracasso... e sim, codigos postáis diferentes não é traição! eheheh.

O que é certo é que quase que tinha de vender um rim para ir d'Alfa Pendurlar, já o inter.cidades era carissimo, e a solução encontrada para lá ir o maior numero de vezes possivel passava pelo inter.regional com direito a paragem a todas as estações e apeadeiros, desesperante! Mas nem por isso, sempre amei meter-me no comboio e rumar ao Porto, adorava aquelas 5 horas de viagem que até ir ter com a minha namorada passava a ser secundário, desde o velhote que entrava nas carruagens a vender o Borda D'água aos militares de regresso a casa á sexta feira, a materialização da canção do Rui Veloso "Quem vem e atravessa o rio...", a vista do Porto depois de se sair da estação de Gaia, imagens tatuadas na memória até ao fim dos meus dias.

Para as puder patrocinar, e estar com a minha namorada, fui trabalhar para a Telepizza como distribuidor de mota, tinha 16 anos, entrava depois das aulas ás 7 da tarde até as 11 da noite, acho que é justo dizer que gostava de lá estar, dependendo do modo como encaravas o trabalho, se o levásses muito a sério, provavelmente recebias muito mais gorjetas ou comissões por nº de pizzas entregue, mas não te divertias nada, por outro lado, se a produtividade não tinha lugar cimeiro na tua hierarquia de valores, era um trabalho bem fixe! Chegavamos a esperar uns pelos outros á saida do tunel da Telepizza e irmos todos juntos entregar as pizzas de cada um, numa correria pela cidade de Casal Boss que nos fazia sempre voltar á loja com um sorriso rasgado de puro divertimento, até tinhamos o Rap da Telepizza inventado por mim e pelo AJP.

"Não importa chuva ou vento
desde ca pizza chegue a tempo
picar pedidos sem demoras
pa ca pizza chegue a horas."

... bons tempos!

Depois, e como vão ver por todo o meu percurso, tive um desentendimento com o meu chefe e mandei.o pó... dár uma volta e despedi.me!

Com 18 anos fui trabalhar para uma loja de informática que abriu no Barreiro, era uma loja nova com gandes ambições, e como tal, tinha 4 empregados, 2 deles a full.time e outros dois a part.time, acontece que cedo perceberam que tinham ambições a mais e que era preferivel se estruturarem de modo a os dois empregados a full.time tomarem conta do barco e despedir os dois a part.time, guess who?! ;) Lembro-me de acabar de passar no exame de condução e ir trabalhar, querer sair o mais rapido possivel para puder ir de carro para o Porto ... simm, ainda... sempre... o Porto, e sempre a Marta

Depois eu e a Marta acabamos, deixei de ir para o Porto e como tal, deixei de precisar de dinheiro para as viagens, consequentemente deixem de trabalhar, por uns tempos... de notar que todos estes trabalhos, sempre em part.time, foram conciliados com os estudos, ou algum estudo pelo menos!

Quando fiz 19 anos, a minha mãe achou que eu devia arranjar um trabalho a sério, das 9 ás 5, ou neste caso das 11 ás 8 como tecnico de manutenção de sistemas informáticos da Mundial Confiança, e foi ai que tive pela 1ª vez noção da triste realidade do mercado de trabalho. Eu tava no HelpDesk da Mundial Confiança, o HelpDesk era constituido por 4 pessoas, eu e o Nuno, o Rafa (o brazuca), e o Lindeza. Todos trabalhavamos por outsourcing, tirando o Lindeza que era dos quadros da companhia á 20 anos. O Rafa era todo o Helpdesk era ele que fazia tudo, eu e o Nuno, os ultimos a entrar, faziamos o que podiamos para apanhar o ritmo e aprender tudo o mais depressa possivel, o Lindeza, o mais velho e mais antigo não fazia porra nenhuma, era o lambe-botas do chefão, um inutil de merda que para agravar a sua situação de parasita ainda tinha por hábito criticar o trabalho daqueles que efectivamente faziam alguma coisa. Tive lá 6 meses, e resolvi vir-me embora antes que o queixo do Lindeza tivesse um encontro imediato de 1º grau com o meu punho.

De resto tive um monte de trabalhos de 2 ou 3 dias. Uma tarde de mudanças com o people do Vale da Amoreira que me pediram para os ir ajudar e ganhar 10cts, foi um dia fixe passado a carregar pianos para um 5º andar, "We are professionals, dont try this at home". Carregar parquect para um predio em construção com o Kalu, o João e o Suren. As traduções, já é do tempo deste Blog, ou como piloto de testes na AutoEuropa agora durante o verão, até a brevissima passagem pelo telemarketing já por mim relatada num post passado.

Agora foi a vez dos óleos, azeites, como lhe quizerem chamar, o que é certo é que estou farto! Começou por ser 4 dias, depois mais 2, agora mais a proxima semana, e agora até dia 15! Não consigo! De por uma promoção qualquer em garrafas de oleo Fula, já me meteram a fazer paletes, a agrafar cartões para fazer caixas, a carregar 2500 garrafões de 3L e já vi mais longe o dia em que me dão uma vara pá mão, e me mandam bater nas oliveiras para apanhar azeitonas.

Hoje tive o dia todo a agrafar caixas, que coisa horrorosa, cada agrafo que pregava o meu cerebro gemia de dor e pensava para com ele mesmo, "eu sou tão melhor que isto o que é que eu estou aqui a fazer" e até vos consigo dizer, estou lá a tirar o lugar a alguem que provavelmente fazia qualquer coisa para ter o trabalho que eu desprezo, que precisa do dinheiro para alimentar uma familia de 4, ao contrario de mim que anda a juntar para jantes "17 para o carro, alguem que não sabe mais que aquilo e que não se importa de passar uma vida a agrafar caixas e carregar garrafas d'oleo, mas não eu, eu sou tão melhor que aquilo. Para terem uma ideia, para que aquele trabalho merdoso me estimula-se de alguma maneira eu já re.organizava as paletes de modo a ficare mais consistentes, optimzava os movimentos do agrafador de modo a fazer as caixas mais depressa, com o minimo de movimentos e agrafos possiveis, tudo que me fizesse pensar em algo que não aquele movimento mecanizado de fazer caixas de cartão durante 8h.

Não consigo... tal como a minha consciencia não me permitia enganar a senhora velhota para quem telefonei no dia em que me despedi do telemarketing, o meu cerebro não me deixa continuar a trabalhar naquele sitio horrivel, amanha vou voltar, só para dizer... no more!

Hora nova.

Mudou a hora na madrugada de hoje, quando o relógio marcava 2 da manhã passou a ser 1h da matina, nada de extraordinário aqui.

Curioso é o facto de aquele relógio aqui de casa que ninguem sabe acertar, e que esteve com uma hora a menos o ano todo, era hoje de manhã, o unico relógio certo cá em casa, faz-me pensar como de um dia para o outro tudo muda e aquilo que estava certo, não o está mais, e aquilo que tá sempre teve errado é agora as regras ou neste caso horas pelas quais nos regemos, faz-me pensar como... tudo na vida, é uma questão de tempo!

"Até um relógio parado, está certo 2x por dia."

4 people away.

O Sousa, sempre o Sousa, dá-me a conhecer as mais inacreditáveis estórias, acontecimentos ou estatisticas que não lembra a ninguem, o ultimo dado estatistico que ele me deu a conhecer foi de que estatisticamente todas as pessoas do mundo estão a 4 pessoas de distância.

Ora bem, como é que isto funciona? É muito simples, seja que pessoa for, esteja ela em que lugar esteja no mundo, já esteve no mesmo sitio, ou se cruzou, falou ou efectivamente conhecer alguem que por sua vez conhece alguem, que conhece alguem ... eu me conhece a mim!

Parece complicado, mas se eu pegar num exemplo práctico a coisa é muito mais simples.

Para eu por á prova esta teoria escolhi pessoas que eu não conheço, nunca vi na vida mas que teem algum protagonismo social, por exp. o primeiro ministro Santana Lopes.

Pois bem, quando eu ia ver os jogos do Sporting a alvalade nos convites para camarotes, quem se sentava ao meu lado era o filho do Santana Lopes que como é obvio, conhece o pái! Ou seja, no caso do 1º ministro não estou sequer a 4 pessoas de distância.

Vamos fazer o mesmo teste com o Presidente da República... well, o Bruno, meu tio por afenidade é filho do embaixador de Portugal no Zimbabue, e o Sr. Embaixador lá está, conhece o Dr. Jorge Sampáio.

Bem, nestes casos não chego a estar sequer a 4 pessoas de distância, mas os exemplos tambem eram acessiveis, vamos complicar as coisas... O Presidente dos Estador Unidos, Jorge W. Bush. ... Bem... eu sou amigo da Vânia, que vive em Washington e cujo pái trabalha no Pentagono, logo, o pái da Vania há.de conhecer alguem que conhece o Presidente dos Estados Unidos, voilá, Vania -> Pái da Vania -> Alguem do Pentágono -> Jorge W. Bush.

It works... wierd hein!? ;)

Home Is Where Your Heart Is!

A Joana vái mudar de casa, os pais dela compraram um apartamento novo no fundo da rua onde ela vive, a diferença em termos geográficos é minima, coisa de uns 50 metros de diferença, mas quando se muda de casa, o impacto geográfico é de longe o mais negligênciavél!

Ela em tom depreciativo que eu é que sou demasiado sentimentalista e apegado a tudo o que diz respeito ao meu passado, tenta, inutilmente fazer.me querer de que estou errado em ser assim e que para melhor se muda sempre... mas... e se não houver melhor no mundo!?

Pois é, a casa da minha avó Nita, foi a minha 1ª casa, foi lá que vivi com os meus páis e a minha avó antes de Inês nascer, quando ela veio ao mundo, as 3 assoalhadas começaram a ser pequenas e foi quando me mudei para o prédio onde vivo á 21 anos, mas a casa da avó nita foi, é e há-de sempre ser a minha verdadeira casa segundo a defenição de casa é onde o coração está.

Nem só a casa, tudo o que lhe diz respeito é um viajar no tempo para a minha infância, a rua, os amigos, a descida asfaltada de novo em que desgastei a sola dos meus ténis novos a descer a rua sentado no skate a travar com o calcanhar, a baliza pintada a spray na parede no parque de estacionamento, as quadrados da cirumba desenhados no chão, o campo de futebol nas traseira, o vidro ainda partido da marquisse do velho que nos roubava as bolas de futebol, podia divagar para sempre tantas nãos são as recordações que guardo "da minha rua".

Mas se muitas são as recordações da minha rua, muitas mais são as recordações da minha casa, desde os meus primeiros passos e mesmo antes deles, enquanto andava de andarilho e passava a vida a partir a cabeça... what can I say :P sempre fui amante da velocidade :D... As corridas de natal com carros feitos de lego onde toda a gente entrava, a corria consistia basicamente em partir da porta do quarto da avó, ir até á sala, dár uma volta á mesa de jantar e voltar para trás, normalmente era o meu pái que ganhava, mas era porque roubava peças dos nossos carros, o meu primo Duarte nunca chegava a acabar um corrida, inventava sempre um bolide super especial que se desfazia contra a parede do corredor, ou o dia em que ia arrancando o polegar ao Duarte quando o entalei na porta da varanda, quando inventámos a bomba Ovo kinder-Surpresa que atestámos de fósforo, as guerras com os blocos de esponja com papeis colados no tubo do aspirador a simular metrelhadoras, o canário João a esvoaçár pela casa.

Como o tempo corre, a vista do parapeito da janela tem vindo a mudar ao longo do anos, prédios cairam, outros nasceram no lugar deles, os carros que se vão multiplicando como coelhos, as putos que vão crescendo, os velhotes de sempre que vão morrendo, o ciclo da vida que vái seguindo o seu curso com o passar dos dias, a vista do parapeito pode ir mudando, mas o parapeito da janela do quarto é o mesmo, a casa é a mesma, e nós, mesmo mais velhos, somos os mesmos... na casa, morada do coração de todos nós.

“Home is not where you were born, but the place you were the happiest”.

PhotoBlogs

Mil desculpas a todos aqueles que por aqui teem passado e encontrado o blog por actualizar. Aquele trabalho horrivel prolongou-se por mais uma semana, e aquilo que era para durar 4 dias ... já vái em 6 a semana passada e mais 2 dias desta semana, supostamente há.de agora durar até ao fim desta semana, e quando acabar fico feliz por me vir embora... caso contrário e tenhamos de ficar lá até ao fim do mês, verdade seja dita, vou odiar aquilo durante 1 mês, mas a semana passada comprei duas baquects para a minha menina e então as minhas finaças ficaram um bocado desfalcadas, e trabalho até ao fim mês vinham de novo equilibra-las.

De facto odeio aquele trabalho, mas recentemente tenho me deparado com algo que começa a irritar-me fortemente... uma praga de fotoblogs!

Agora parece que é moda ter um photoblog, sinceramente eu acho dificil arranjar um tema interessante q.b. para escrever no meu "one and only" blog... quanto mais arranjar um tema para escrever no blog e outro para o fotoblog, mas se são capazes de manter ambos com temas e topicos cativante, acreditem que teem todo o meu respeito, aparentemente teem uma vida bem mais emocionante que a minha replecta de aventuras que podem relatar.

O pior é que não é nada d'isso que eu tenho visto nos Photoblogs, antes de mais não percebo o que é que leva alguem que não tem um blog a ter um photoblog! HELLO... pa que é que querem um photblog.... se podem por fotos no vosso blog? Aliás, acho que num fotoblog só se pode por uma foto por dia, enquanto num blog metes as que bem enterenderes... mas adiante!

Isso nem é o que mais me incomoda nos fotoblogs em que tenho tropeçado, aquilo que começa mesmo a entrar-me no sistema nervoso é ver fotoblogs atras de fotoblogs onde as unicas imagens que aparecem são fotos dos autores dos blogs, meaning consegues ver trinta fotos da mesma pessoa um dia com uma camisa lilás, outro dia comum casaco castanho, e o melhor de tudo, são gente tão despromovida de interesse que grande parte das vezes não escrevem nada digno de se ler, ou nada mesmo! Conclusão, teem um fotoblog para mostrarem 1000 fotografias deles desfilando penteados e guarda roupa quando, ou os rapazes frequentemente em tronco nu a expremerem-se todos para que qualquer musculozito que possa existar, salte á vista. Pois bem meus queridos, tomem nota desta aqui... vocês não são assim tão giros, vocês não são assim tão sexys, vocês não são de todo fotogenicos o suficiente para dia após dia porem uma foto (vossa para variar) num fotoblog.

E agora a parte ridicula da coisa... começo a ver o mundo dos blogs e fotoblogs que a inicio tanto admirei a tornar-se num antro de engates, que mais me lembra o SexAppeal do Clix em que fotoblog atrás de fotoblog vejo mensagens de miuditas a entrar na puberdade a deixar o comentário no fotoblog dum chavaleco que ainda nem faz a barba do genero "eX mTo FofInHux, PaXa nO mEu fLoG e DiX kk Xena, BjUfAs FoFitaS*",e quando este efectivamente lá passa (que passa) encontra um fotoblog da pitazita em 1001 poses convencida que é um estouro de mulher capaz de fazer qualquer rapaz cair por terra.

Aprendam que o silência é uma virtude, quando atraves dele se evita dizer ou ouvir uma idiotice! Silencio é ouro... e a menos que tenham algo mais valioso a dizer... não digam nada, principalmente quando uma imagem é suposto valer 1000 palavras!

Two thumbs up!

There... cheguei agora a casa vindo do Monumental Saldanha, onde para muito espanto meu é dos poucos cinemas com o "Antes do Anoitecer" em cartaz.

Nunca tinha ido ao Monumental, mas gostei que não tivessem acendito as luzes antes do fim dos créditos, ahhh e teem lugares marcados, Ufff.. só fica mesmo a faltar o intervalo, oh well, nada é perfeito! Se bem que tambem fiquei com a ideia de que passa por lá muito cinema alternativo e independente e menos blockbusters que o normal, o que tambem é bom, tirando o aglomerado de pseudo.intlectuais com look á militante do Partido Comunista Português vestidos com roupas compradas em 2ª mão!

O filme... só tenho a dizer que valeu os 9 anos de espera ;)

Absurd... or maybe not!

"What does it mean "the right one", "the love of you life"... the concept is absurd, the idea that you can only be complete with another person, is evil!!"

Or maybe we are just like pieces of a puzzle made to match each other... and one alone, just doesn't make any sense!

Before Sunset

Nine years ago two strangers met by chance and spent a night in viena that ended before sunrise... they're about to meet for the 1st time since... now they have one afternoon to find out if they belong together.

What if you got a second chance... with the one that got away...?

Before Sunrise

"- Olá, o meu nome é João, eu sei que nem nos conhecemos nem nada mas... és a mulher mais bonita que já vi na vida... queres casar comigo?
- Está bem!"

Provávelmente já viram esse anuncio que eu acho que está simplesmente genial, de facto era bom que tudo fosse assim tão simples, quantas e quantas vezes numa noite de discoteca não trocamos olhares e sorrisos com aquela que podia bem ser a mulher dos nossos sonhos e não tivemos coragem para ir falar com ela, quantas a quantas vezes não voltámos á mesma discoteca semana após semana na esperança de a voltar a ver sem sucesso, quantas a quantas noites não pensámos em como a nossa vida teria sido diferente se tivessemos tido a coragem que faltou naquele instante, se tudo fosse tão facil como no anuncio... mas ás vezes até é... nem que seja só no cinema!
"Before Sunrise" ou "Antes do Amanhacer" conta-nos a estória de um rapaz e uma rapariga que se conhecem num comboio a caminho de Viena, simpatizam de imediato um com o outro e pode-se mesmo falar e amor á primeira vista para aqueles que acreditam nisso, mas Viena, paragem de Jesse (Ethan Hawke) até ele convidar Celine (Julie Delpy) para sair com ele, e passar o resto da tarde e a noite com ele em Viena e apanhar de novo o comboio do dia seguinte, consegue persuadi-la falando-lhe exactamente do mesmo que vos disse em cima, fazendo-a imaginar a sua vida daqui a 20 anos num casamento infeliz e a olhar para trás e pensar em como a sua vida teria sido diferente se tivesse saido do comboio com aquele americano simpático em Viena á 20 anos atras, ou se ele se acabar por se revelar um idiota daki a 20 anos quando olhar para o seu casamento infeliz terá sempre algum conforto em saber que a alternatica era o idiota do comboio para Viena e se aperceber que está melhor assim.

Duma maneira ou d'outra acaba por a convencer (diga-se que tambem não foi preciso muito) e acabam por passar os dois um fim de tarde e a noite em Viena até ao comboio da manhã seguinte, e é como se testemunhasse-mos o encontrar de duas pessoas que nasceram para estár juntas numa sintonia que nós fáz sonhar com algo identico... quando a manhã chega e com ela o comboio de Celine, parte-nos o coração ve-la partir, numa derradeira tentativa de que a paixão de ambos não ficasse por ali, decidem voltar ao mesmo local dali a um ano e é assim que o filme acaba. Nada de tiroteios, nada de perseguições ou qualquer tipo de acção, apenas a sintonia entre duas peças de um puzzle que só ficam bem juntas.

Para terem uma ideia de algo identico bem mais recente, faz-me recordar o diálogo do taxista e a advogada no inicio do "Colateral", a unica diferença é que enquanto aquela dura 5 minutos, o Antes do Amanhecer prende-nos ao ecran durante todo o filme.

O filme foi feito em 1995, e o ano seguinte do reencontro acabou por nunca chegar visto que nunca foi feito uma sequela, até agora...

Another day... Another battle.

Por incrivel que pareça... por incrivél que pareça, não há nada, não há nada... que não me aconteça!

A letra é tirada duma série de desanhos animados que eu via á uns 20 anos atrás, eles viviam numa arvore e um deles que me lembro em particular só sabia dizer... "osóiotóio", penso que se chamava "Os Agapitos" mas sinceramente já nem me lembro bem do nome, o que é certo é que a musica parece que foi escrita para mim, porque algo de banalissimo como ir por gasolina no carro, pode acabar por se revelar uma grande aventura.

É por estas e por outras que eu não acordo cedo, eram 7 e pouco da manhã e era suposto ir ter com a Tânia a Coina, para ir com ela para Lisboa para enquanto ela tivesse nas aulas, levar o TT á AutoPamplona para montar a DumpValve, mas tinha o meu carro "running on vapors" e achei melhor meter gasolina antes de ir ter com ela.

Páro na BP da Quinta da Lomba á saida do Barreiro, e dirigo-me ao quichet para pagar, entrego 10euros á mulherzinha da caixa e ela pergunta-me, "Bomba 2?" ao que eu que tinha parado o carro na bomba quatro digo "Não, bomba 4!" e lá vou eu meter gasolina na minha menina d'olhos azuis. Chego ao carro, e começo a meter a abastecer, aqueles 10euros pareciam nunca mais terminar, e não fosse eu olhar para o indicador do total a pagar e ainda hoje lá estava a meter gasolina, a conta já ia em 20,09euros e quando vejo isto, largo a mangueira e vou até lá dentro e digo.

"Desculpe, eu tinha.lhe dito 10euros... mas a senhora não deve ter feito a pre.marcação e agora que reparei já vái em 20euros"

A senhora da caixa, respondeu logo, "Disse-me bomba 2! Agora vái ter de pagar os 10euros que faltam, ou paga agora, ou se não tiver vêm cá pagar depois, mas não vai andar por ai com gasolina á minha conta!"

Isto dito d'outra maneira, duma maneira, sei lá, mais humilde de quem se havia enganado na marcação da bomba e pedindo-me desculpa pelo engano e perguntado amabilmente se eu não me importava de pagar o excedente... provávelmente até tinha funcionado, mas não, tinha de ter a mania que era esperta!

É obvio que eu lhe disse que, se lhe tinha ido dár 10euros era porque não queria, não me interessava, ou não podia meter mais gasolina, neste caso era mesmo não queria e disse.lhe categóricamente que não ia pagar o excedente uma vez que o erro tinha sido dela em autorizar o meu abastecimento na bomba 2 quando lhe dei os 10euros e de seguida autorizar outro abastecimento meu quando levantei a mangueira da bomba 4, e visto que eu não tinha de sair prejudicado pelos erros dos outros, neste caso, o dela, não paguei!

Não demorou 10segudos até ela muito confiante dizer... "não tem problema nenhum, chama-se já a policia!" e eu... tudo bem! Bring on the Cops! Lá esperei mais uns 5 minutos que a policia chegasse e quando chegou, ouvio a minha versão e a da mulher que agora insistia que eu tinha dito bomba 2! Até pedi para se verem as filmagens, mas aparentemente estas não gravam audio. A policia pediu os meus dados e disse-lhe que era um assunto entre nós e que ela (policia) nada podia fazer! Foi mais ou menos nesta parte que a mulher ligou para uma oficina para pedir a um mecanico que lá fosse tirar-me o excesso de gasolina do depósito, prontificando-se a pagar o serviço e a deslocação... a gasolina é que não havia de lá ficar de maneira nenhuma, suponho que devo mesmo ter caido nas boas graças da mulherzinha hein :|

O mecanico disse que ia demorar 2h até puder mandar lá alguem fazer isso, mas que se eu me deslocasse á oficina era rápido! A empregada da bomba de gasolina desligou e antes que ela acabasse de suspirar já eu lhe tinha dito "Obvio está que o meu carro não vai andar 1 metro na direcção seja de que oficina for! Não vou gastar da gasolina que efecitvamente paguei para ir a uma oficina tirar aquela que por um erro seu lá está!"... e nisto já se havia passado uma meia hora, quando eu tinha dito deste antes de se chamar a policia que tinha 15 minutos para resolver a situação!

Pouco tempo passou desde o desligar do telefona para a oficina, voltar a perguntar á policia o que é que eles podiam fazer, que a mulher se apercebeu que não tinha maneira de sacar os 8 ou 9L de gasolina a mais que eu tinha posto... imprimiu-me o talão dos 20euros e disse-me "Tome lá o talão dos 20euros, e vá-se embora, mas não se esqueça disso!"... confesso que até me pareceu uma ameaça, mas decidi ignorar!

Aproximei-me e disse-lhe, "tinha sido tudo muito mais facil se me tivesse pedido gentilmente para pagar os 10euros que faltavam e admito desde o inicio que se tinha enganado, pois como pode ver, se não partisse de mim pagar o que faltava, não tinha maneira de os ter de volta, e pelo caminho ainda chamou a policia unica e exclusivamente para ver se me assutava? Como vê não resultou! A unica coisa que devia ter mudado desde o inicio de toda esta situação, era só a sua atitude!" e fui-me embora!

... em cima do balcão deixei os 10euros que faltavam!

Parabéns!

Já sei que este vái ser um daqueles posts complicados de digerir, provávelmente por este como uns quantos outros que já escrevi dizem demais de mim.

Nem sei como é que hei-de começar, podia ser com um "Parabens Amor" mas já não és o meu amor, és, sabes que és, mas oficialmente o direito que tinha de assim te chamar expirou no dia em que te disse que não queria mais tudo aquilo que tinhamos juntos.

Podia começar com "Parabens amiga" mas não consigo ainda, no fundo sei que nunca conseguirei olhar para ti como para todas as outras e fazer de conta que és igual, não és, és especial, e por isso mesmo me custa ver cada dia que passa nos deixa um dia mais longe daquilo que outrora fomos um para o outro, que erradamente ainda somos.

Mas o tempo passa, e mesmo que ache cá dentro que mais dia menos dia vái a chama que ainda arde por ti consuma o ar que á dentro de mim e se extinga, e que uma vez apagada, eu abra de novo as portas do meu coração e deixe ár novo entrar, ar que me pegue ao colo e me leve para os braços de uma outra qualquer... a chama não cede e teima em consumir tudo aquilo que pode acabando por me consumir a mim tambem.

Podia dizer "acabou, está acabado e eu vou seguir em frente" mas não consigo, e se é dificil dize-lo muito mais custa faze-lo, os braços das outras por que passei desde que os teus deixei, não me abraçam com a ternura dos teus, não me prendem com a força dos teus, e acabo sempre por voltar a ti.

Estou errado, eu sei que estou errado, sei que fiz bem em por um termo naquilo que tinhamos, magoáste-me e pior que me magoares foi o ires-me magoando dia após dia durante o par e meio de anos em que fui teu, a decisão foi minha, mas a culpa foi tua e ambos sabemos isso bem demais, e ainda assim volto!

Revolta-me não te conseguir esquecer, quero seguir com a minha vida e achar alguem que me encha as medidas, como tu enchias, que me faça feliz, como tu fazias, que diga me me ama, como tu dizias, que entenda quem sou, como penso, e o quê e o porquê de tudo o que faço, como tu entendias, que perceba o que eu digo mesmo quando estou a bocejar, como só tu percebias!... mas não te quero a ti! e não consigo!

Penso todos os dias em dizer-te "vamos tentar outra vez, famos fazer com que dê certo agora" mas não quero, e o meu orgulho não me deixa, e aterroriza-me pensar que se fizer isso, estou a dizer a mim mesmo "não consigo mais passar sem ela", o que é provávelmente verdade, mas quero ser hipócrita e fingir que não sei aquilo que tenho tatuado no coração, tenho 23 anos e não quero encontrar já aquela com quem quero ficar o resto da vida, mesmo que esse alguem sejas tu! Até lá quero "Amar amar perdidamente, amar só por amar aqui e alem, mais esta aquela a outra e toda a gente, amar amar... e não amar ninguem" e quando me fartar, quero em ti parar... e ficar, mas não agora, não tão cedo!

Não é de longe a melhor prenda do mundo, mas é sincera, e como hoje, e como sempre, sabes que em mim, podes sempre confiar! Sabes que comigo, podes sempre, mas sempre contar.

Parabéns "Amor"

Diz-me com quem andas... e eu digo-te quem és!

Tál como uns minutos antes tinha dito á minha querida Cumplice, a mesa do café é de longe a melhor fonte de inspiração para o meu blog, mesmo que a minha mente seja um deserto, 10 minutos de conversa com o gang do costume é matemático que algum tema há-de surgir para eu mais logo ah noite dissecar, mesmo que o tema seja a quantidade de parvoíce que discutimos!

E é mesmo assim, discutimos muita parvoíce, muita coisa sem nexo, muita conversa de gajo sobres... well... gajas! E muito esporádicamente temos efectivamente uma conversa de jeito que até para um outsider do grupo fáz sentido... mas é mesmo mais a parvoice, as cenas sem nexo e... claro está as gajas!

Hoje nenhum sumo se expremou da conversa de café, a não ser muitas gargalhadas, muito riso e um par de horas a passar num piscar de olhos, e mesmo que as nossas conversas não sejam sempre intlectuais q.b o que é certo é que adoro aqueles gajos!

Honest, adoro aqueles gajos, e adoro estar com eles e, adoro quem sou com eles, e é aqui que as duvidas surgem!

É um facto que adoro o meu grupo d'amigos, adoro estar com eles e saio de lá com um sorriso de satisfação de quem passou umas horas na companhia dos melhores amigos do mundo, sem se preocupar com aquilo que diz, com o politicamente correcto ou se dizer isto ou aquilo parece mal, junto deles, encontram-me no meu estado mais puro... mas... será que encontram mesmo!?

A duvida tem me feito pensar já de há uns tempos para cá, como é que eu sei que seria o mesmo com um grupo d'amigos diferente, pensaria as mesmas coisas, agiria da mesma maneira se aqueles que me rodeam fossem pessoas completamente diferentes, e até que ponto não seria eu alguem mais proximo daquilo que era suposto ser, na mesa do café ao lado, quem sou eu, ou quem é que é suposto eu ser?

Agora que penso nisso, tem mais que se lhe diga que aquilo que parece, é como que tirado duma cena do Matrix...

Oracle : I'd ask you to sit down, but, you're not going to anyway. And don't worry about the vase.
Neo : What vase?
[Neo vira-se á procura dum vaso, e assim que o fáz, derruba um vaso com flores, que cái contra o chão]
Oracle : That vase.
Neo : I'm sorry...
Oracle : I said don't worry about it. I'll get one of my kids to fix it.
Neo : How did you know?
Oracle : Ohh, what's really going to bake your noodle later on is, would you still have broken it if I hadn't said anything?

E é tudo isso, ñ consigo dizer se seria uma pessoa diferente com amigos diferentes, ou se no fundo a minha essencia seria a mesma e era apenas um tipo incompreendido num grupo d'amigos diferente, e se fosse efectivamente uma pessoa diferente, até que ponto não seria eu alguem mais proximo do verdadeiro "eu" se é que existe um "eu" que é susposto eu ser... ARGHHHHHHHHHH!!!!!

Esqueçam é impossivel dissecar sobre isto, é muito mais facil chegar a uma conclusão sobre o "Ovo e a Galinha", mas que dá que pensar... lá isso dá!

Times Change.

É incrivel como em coisas que não nos dizem nada de especial, conseguimos seguir uma linha de raciocinio a algo que é especial ou importante para nós.

Do genero... "Arroz Doce... Doce... Som... Worten", foi algo do genero que me aconteceu a ver hoje o American Pie 2, numa das partes perto do fim do filme, o Kevin diz...

"My brother said by the end of the summer I'll get the big picture. And I see it. No matter what, times change, things are different. But the problem is, I don't want them to be."

... que me trás á memoria uma quote do meu "all time favorite" Sexo e a Cidade em que a Carrie escrve...

"Maybe our mistakes are what make our fate. Without them, what would shape our lives? Perhaps if we never veered off course, we wouldn't fall in love, or have babies, or be who we are. After all, seasons change. So do cities. People come into your life and people go. But it's comforting to know the ones you love are always in your heart. And if you're very lucky, a plane ride away."

... que por sua vez me faz lembrar a conversa que tive co Muckey sobre os provérbios que nos deixavam tristes!

E sim, é complicado perceber como é que algo de tão absurdo como provérbios que 90% das vezes não fazem o minimo sentido ou, no meio de tudo, ainda arranjamos uns que contradizem outros, nos podem deixar abatidos.

Mas é isso tudo, não vos consigo dizer com precisão como é que é a versão do provérbio "Candeia que vái á frente, alumia duas vezes" que entristece o muckey, mas era algo do genero "Candeia que incendeia vái duas vezes á aldeia!" foi o Luís que disse, nos ultimos dias de vida quando já não sabia muito bem o que dizia.

A mim, mais importante que o provérbio, é o modo como até ele cheguei.

Á muitos anos atrás numa pura navegação pela net em que andava literalmente á deriva, tropecei na pagina do "Tretas" era assim o nome do autor da pagina que era tão banalissima como qualquer outra pagina pessoal, como que os primórdios dos blogs, lá nos dizia como ele era, daquilo que gostava de fazer e quem eram os seus amigos. No meio dos amigos estava o link para a pagina do "Bu" e para o "World Of Bu", http://worldofbu.cjb.net estranho como até hoje me recordo da pagina, hoje é só, como um dia tambem este blog há-de ser, um broken link da net. Confesso que a pagina do "Bu" me sensibilizou bem mais que a do Tretas, identificava-me muito mais com ele, e em tudo aquele que ele dizia, tal não é que já cá usei expressões que inicialmente lá li como "no tempo em que os telemóveis era ficção cientifica" ou "tenho saudades de me deitar entusiasmando com algo importante para fazer no dia seguinte" que traduzem com um incrivel rigor muito daquilo que sinto.

Tal como na pagina do "Tretas", tambem o "Bu" tinha um link com os amigos em que nos dava a conhecer um a um com a mais pura das descrições e a imagem que ele tinha deles, lembro-me dele falar com especial carinho de um cujo nome não me recordo, mas lembro-me de ele dizer "custa-me que as opções de cada um nos tenham afastado um do outro... mas os cães ladram e a caravana passa".

E foi assim que "Os cães ladram e a caravana passa" se tornou no provérbio que mais me entristece, aquele que me diz que independentemente dos nossos titanicos esforços para congelar o tempo nossa "happiest hour"... "seasons change. So do cities. People come into your life and people go. But it's comforting to know the ones you love are always in your heart. And if you're very lucky, a plane ride away."

Nós que nos unem.

Desde muito cedo que uso gravata, não quero exagerar mas acho que desde os meus 3 anos de idade por obrigatoriedade do uniforme do colégio que todos os dias de segunda a sexta usava gravata.

Há coisas que não se perdem, e como tal, sempre gostei de andar de gravata, era provavelmente o unico tipo da minha escola secundária que ia pás aulas de gravata. Adidas, calças largas, camisa branca e gravata um dos trajes tipicamente meus.

Como tal, á muito que sei dár nós de gravata o que não era propriamente vulgar num rapaz da minha idade, tanto que não é que acho que mais nenhum dos meus amigos sabe dár o nó numa gravata, como é o caso do CoLT, e embora nunca tenha visto nenhum dos outros de gravata, o CoLT até o vejo bastantes vezes, com o nó da gravata, lá esta, sempre feito por mim!

De tempos em tempos, sempre que uma gravata vai pa lavar, ou o nó já foi subido e descido tantas vezes que já não se parece com nada, lá vem o CoLt ter comigo de gravata na mão para eu lhe dár o nó antes de um "By Night" para uma disco qualquer. Estou certo que era muito mais facil eu ensiná-lo a fazer o nó e ele deixar de depender de mim para estas insignificâncias, mas, por outro lado, não vou a ládo nenhum e hei-de estár sempre por perto para dár os nós que forem precisos nas gravatas daqueles meus irmãos de outros pais, aqueles que podem sempre contar comigo, aqueles com quem eu posso sempre contar para outros quaisquer nós que eu não sáiba fazer... nós... que manteem esta nossa segunda familia, que por vezes é mesmo uma primeira... unida!

Dad!

Para terem consciencia da importancia do post de hoje, adianto.vos desde já que clickei no "STOP" do Winamp, para que pela 1ª vez em todo o dia de hoje, o meu computador parasse de cantar o Cover Sleeve dos Coldfinger, ando obcecado com o raio da musica e não consigo parar de a ouvir. Agora que já viram como este post é importante lets get down to bussines!

Como filho de qualquer casal dos dias que correm, sou filho de país divorciados, moro com a minha mãe e a minha irmã, o meu pai, mora a uns km's de mim com a minha madrásta e o filho dela... madrásta... dito desta maneira a Fátima ate parece ser uma pessoa horrososa, que, ao contrario daquilo que a minha mãe, que nunca aceitou muito bem a separação nos fez crêr, não é!

É estranho falar-vos do meu pai, podia dizer-vos que não tenho ávontade para falar d'alguem que mal conheço, mesmo quando essa pessoa é o meu pai, mas a verdade é bem capaz de ser mesmo essa, se me perguntarem se conheço verdadeiramente o meu pai, não vos consigo responder.

Os meus país separam-se á uns 10 anos atrás, muita da minha personalidade já estava bem vincada e consigo dizer-vos garantidamente que muito do meu feitio vem dele, sou, ou tento ser justo, honesto, correcto, não me contentar com o segundo lugar, e fazer de tudo para provar que não há ninguem melhor que eu e que consigo fazer tudo aquilo a que me proponho desde que o faça com esforço e dedicação, querer sempre ser o melhor!

A Lénia que fez a minha carta astral começou por me dizer "tens um pai ausente", provavelmente era mais facil de me mentalizar que ele é está de facto ausente porque os astros assim o ditaram, mas não... foi todo um desenrolar de situações que nos trouxe aonde estamos agora, não vejo o meu pai todas as semanas, se fizer bem as contas, se calhar nem vejo o meu pai todos os meses.

Mas o despertar para tudo isto é que me chocou, no outro dia fui visitar o meu priminho Miguel, paro o carro á porta da casa da minha tia (irmã do meu pai) e assim que me vou aproximando do prédio vejo a "station" do meu pai parada á porta, á medida que me aproximo o meu pai sái do carro e vem-me falar, diz-me "Então Zé, tudo bem, tava a dár a curva e vi-te a estacionar o carro e fiquei aqui á espera... novidades?", e eu naturalmente lhe contei o que de novo havia para contar, e no fim da conversa, despedimos-nos, ele volta a entrar no carro e vái embora... o meu pai!

Na altura nem me apercebi, só quando digeri toda esta banalidade, é que esta mesma banalidade me chocou e pensei para mim... "calma lá, o meu pai viu-me a parar o carro ficou á espera que eu passasse para trocar-mos dois dedos de conversa e foi-se embora" e foi então que percebi que podia substituir o meu pái por um qualquer amigo meu que não visse á 1 mês, que o relato dos acontecimentos seria exactamente o mesmo.

Garanto-vos que a minha vida seria completamente diferente caso os meus país não se tivessem separado, diferente para melhor? Não sei, se calhar só diferente. Mas que me custa ver que estreitos são os laços de pai e filho que tenho com o meu... custa-me! Custa-me conseguir substituir o meu pai por um qualquer amigo meu no relato duma situação do quotidiano e tudo continuar a bater certo, o meu pai deveria ser insubstituivel, e é, gostava apenas que fosse por tudo o resto e não por definição.

O meu pai faz anos hoje, e segundo sei tem de ir ao Algarve em trabalho, provavelmente não consegue estar cá para almoçar comigo, e se não o fôr ver logo á noite, não o vejo de todo, no dia em que o homem que me trouxe ao mundo nasceu, custa-me que assim seja, e choro quando penso nisso...

Por isso fica assim a dedicatória do post de hoje,

Para o meu pai, distante mas nunca ausente,
o maior dos beijos de parabens,
do teu filho, que teima em te amar!

"I was kid, you were my dad
I didn't always understand
I wanted freedom, you got mad
You were concerned, I got upset
I didn't recognize you yet
And did you cry, I know I did
When I lied to you
I didn't want to hurt you
I just never knew I did
You never told me that you loved me
I know you didn't know how
I guess that shows we're much the same
'Cause I love you too and until now
I've never said those words out loud
I hope you're proud
To be my dad..."

Serviço Publico.

É incrivel os temas de conversa que dissecamos quandon nos juntamos á mesa do café. Hoje o tema de conversa era "Qual a melhor actriz actualmente", se calhar "melhor" não é bem o termo, se calhar "a mais boa!" era mais apropriado. As opiniões são divergentes, desde Liz Hurley a Kate Beckinsale, de Jessica Biel passando pela Angelina Jolie até Nicole Kidman, todos estes nomes vieram á baila... e claro está, sem nunca esquecer as Catherine "Divinal" Zetha-Jones.

Mas se o tema de hoje era parvo... o de á uns dias atrás transcedia todos os limites do aceitavel, e visto que quando os rapazes se juntam á mesa o tema de conversa ha-de invariavelmente ser miudas, o tema da noite passada era nem mais nem menos que ..... (pausa dramática) ..... SEXO ORAL!

Sexo Oral, chegámos á conclusão, nós e a revista Maria, que ainda há muito tábu em torno de algo tão natural como o sexo oral e como tál, cabe ao rapaz quando afim de tais practicas, persuadir a rapariga o mais subtilmente possivel com vista a ver o seu desejo realizado.

Fiquei surpreendissimo com o que a nossa conversa veio revelar, eu, o ingénuo do grupo desconhecia por completo as tecnicas usadas por, aparentemente, toda a gente, visto que eu era o unico com a teoria de que ... a unica maneira de a convencer quando ela parece não estar muito inclinada para tál, é fazer primeiro e esperar que ela se sinta com a obrigação moral de retribuir o carinho.

Mas enganam-se todos aqueles que pensam como eu... ele há truques, artimanhas, variantes, tecnicas e "modos operantis" para que as coisas corram como queremos, como me vieram explicar o BB, o Muckey e até o Fábio.

Vamos começar pelo básico e só depois dissecar mais profundamente as tecnicas de cada um deles. Foi em concordância e unissono que prontamente afirmaram que a melhor tecnica é indubitávelmente as festas na nuca! Infalivel dizem eles! Deve haver na nuca algum nervo que quando estimulado com festas faz que inconscientemente as raparigas se dobrem e abram a boca em espanto como quem diz ... "Oooohhhhh"!

Outra tecnica com optima taxa de sucesso é... o encosto para a cabeça, isso mesmo minhas senhoras, se beijarem o peito a um rapaz e este elevar os braços, entrelaçar os dedos e meter as mãos atras da cabeça, está tudo dito! Acho mesmo que se o rapaz conseguir fazer isto, e a rapariga não se deslocar mais para sul que o peito, incorre num crime previsto na lei ao abrigo do Art. 1243A/94 C) do código penal, tão universal não é esta verdade!

Efectivamente, os beijos no peito são o inicio de todas as coisas, como a Teoria do BB nos vem mostrar, o BB tem uma tecnica apuradissima que não só surpreende pela eficacia como pela simplicidade com que é efectuada... a "Tecnica BB" consiste unica e simplesmente em colocar-se estratégicamente a meio da cama e esperar pacientemente pelos beijos no peito, quando estes chegam, o BB serpenteia na cama deslocando-se vagarosamente para cima até estar no ponto! Não vá ela não querer ir para sul, vái o BB para norte, just in case!

O Muckey por outro lado é muito mais calculista, a tecnica do muckey consiste em simulações de que ele vai fazer, e lentamente rodar no sentido dos ponteiros do relógio até a uma posição de 69 em que a parceira já tem poucas hipoteses de safa.!

Concluimos tambem que empurrar-lhe a cabeça para baixo com força nunca costuma dar bom resultado, qualquer força a mais que aquela exercida pelos dois dedos do meio na nuca pode ter um efeito contrário ao esperado. Dito isto, e clarificadas as intenções masculinas aquando daquilo a que as raparigas ingenuamente chama de "mimos", o autor deste blog espera genuinamente ter ajudado milhares de casais por este Portugal fora numa verdadeira demonstração de serviço publico!
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