"Maybe the past is like an anchor..."

O dia de hoje foi pretty slow, nenhuma aventura digna de registo, mas aproveitei a tarde hoje para passar com dois dos meus amigos que mais gosto, e com os quais passo menos tempo... o AxPeGiK e o BB. Fomos os 3 lanchar, e 3 rapazes na mesma mesa, o tema sobre esta há-de ser invariavelmente sempre o mesmo... isso mesmo, raparigas! Chegámos basicamente as conclusões de sempre, mas uma chamou-me em particular a atenção... Os arrependimentos.

Apercebi-me que nem eu nem nenhum de nós nos arrependemos de nada já feito, mas sempre daquilo que ficou por fazer... Em termos amorosos arrependo-me de duas coisas na minha vida, arrependo-me de não ter arriscado algo mais sério com a "Fofíssima" e arrependo-me de ter acabado com a "a minha Deusa", para o caso os nomes delas são pouco importantes e o fundamental é mesmo aquilo que foram, são e sempre vão ser na minha vida, para começar, são elas as duas espinhas na minha garganta.

A explicação pode até parecer fácil, a "Fofíssima" estuda em Braga, e uma relação iria significar semanas afastados, horas infindas de inter-regional, dolorosos telefonemas que iriam sempre saber a pouco e uma astronómica conta telefónica que nunca iria ser suficiente para matar as saudades... no meio de tudo isto, tento vezes sem conta convencer-me que tomei a decisão correcta quando lhe disse que sabia por experiência própria que uma relação á distancia estava condenada á partida, mas naqueles cantos mais escondidos do coração onde a razão não chega e só o que sentia por ela ditava as leis, algo me diz que ela merecia tudo e tanto mais de mim, e o mínimo que podia ter feito era ter arriscado, por mim, por ela ... na procura de um "nós!"... a "Fossimima" é linda, loura de olhos verdes, das mais brilhantes raparigas que alguma vez hei-de o prazer de conhecer, a pele mais sedosa que jamais toquei... e deixei-a fugir, ela é a 2ª espinha atravessada na minha garganta.

A minha Deusa, foi a mais perfeita das relações que alguém pode querer, éramos o casal que todos gostavam de ver, passeávamos nas ruas, e os transeuntes olhavam para nós e sorriam perante a nossa harmonia, nem sequer passeávamos pelas ruas, agora pensando nisso tenho a impressão que sempre flutuamos cm/s acima de cada calçada Barreirense. Tudo aquilo que achava ser um "mus" na minha namorada ela tinha em dobro, tudo aquilo que queria que a minha namorada fosse, ela era... e não para me agradar, mas por ser mesmo a maneira dela ser. Imaginem tudo aquilo que nunca souberam que sempre queriam aliado a tudo aquilo que desde sempre quiseram, ela era a personificação de todos os meus desejos. Não fui capaz, tive medo, a pressão de não a decepcionar e de estar á altura de todos os momentos que ela me proporcionava tornou-se insustentável e eu cedi, e não fui capaz de aguentar tamanho fardo que tanto quanto sei podia ate ser partilhado por ela ou apenas fruto da minha imaginação, o meu amor platónico, a minha deusa não foi um Crush ... foi "O CRASH", O Big Bang de todos os meus amores... Ela é a 1ª e a maior espinha que tenho atravessada em mim.

Ainda hoje penso nelas... ainda hoje pensei, mas hoje pensei de maneira diferente, não em como gostava que as coisas tivessem corrido de outra maneira, em como gostava de voltar atras e emendar tudo aquilo que sei agora que fiz mal, pensei naquilo que elas significam para mim, e olhando em retrospectiva vejo nelas dos momentos mais felizes por que passei, as mais áureas épocas da minha vida, e hoje vi-me confrontado com uma duvida até hoje inexistente, será que vejo nelas uma maquina do tempo que me traga de volta o tempo em que tudo era perfeito e tão simples, em que tinha tudo aquilo com que sempre tinha sonhada á distancia de um telefonema, será que aquilo que ainda guardo delas é amor ou saudade de tempos que não voltam mais? Serão elas uma amarra impedindo-me de novas épocas douradas?

Ou nas palavras de Carrie BradShaw... "Maybe the past is like an anchor holding us back. Maybe, you have to let go of who you were to become who you will be."

Para elas... a minha eterna ternura.
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