Nobody ever died of a broken heart!

Hoje reservo-me o direito de fazer gazeta ao blog, o dia de hoje foi um turbilhão de emoções. Tantas que não consigo sequer enumera-las nem mesmo chama-las pelos nomes sem as confundir... "dor", ou seria "pena"?! "Amor" ou secalhar nem tanto?! "Alivio" misturado com "perda". Esperança camuflada de saudade.

Não sei se o dia de hoje foi o fim de uma época ou o inicio do resto da minha vida que têm impreterivelmente de continuar, provavelmente o concilio das duas mas ainda não sei qual delas a mais vincada. Para lá do condão do tempo tornar boas todas as más recordações, é ele que cura todas a feridas, aquelas "feridas que doem e não se sentem", e que doem tão mais que todas as outras.

"Somethings you cannot change", e só nos apercebemos disso quando é tarde demais, meus amigos, "when you dance with the devil, you don't change the Devil .. the Devil changes you!"... protelei durante tanto tempo esta situação, quando sabia desde o inicio que "No matter how far you've gone down the wrong road... turn back!" pois "Nobody ever died of a broken heart" e eu não serei com certeza o primeiro.

Se o passado era mesmo uma âncora prendendo-me a quem eu era impedindo-me tornar em quem vou ser... larguei-a em alto mar bem no meio duma tempestade sem saber que rumo tomar... e no meio de tudo isto... a letra de "Um Pouco de Céu" nunca fez tanto sentido e é agora transparente como água, água essa que espelha tão bem grande parte daquilo que sinto agora...

Só hoje senti
Que o rumo a seguir
Levava pra longe

Senti que este chão
Já não tinha espaço
Pra tudo o que foge
Não sei o motivo pra ir
Só sei que não posso ficar
Não sei o que vem a seguir
Mas quero procurar

E hoje deixei
De tentar erguer
Os planos de sempre
Aqueles que são
Pra outro amanhã
Que há-de ser diferente
Não quero levar o que dei
Talvez nem sequer o que é meu
É que hoje parece bastar
Um pouco de céu

Um pouco de céu


Só hoje esperei
Já sem desespero
Que a noite caísse
Nenhuma palavra
Foi hoje diferente
Do que já se disse

E há qualquer coisa a nascer
Bem dentro no fundo de mim
E há uma força a vencer
Qualquer outro fim

Não quero levar o que dei
Talvez nem sequer o que é meu
É que hoje parece bastar
Um pouco de céu
Um pouco de céu
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