Tragam só aquilo... que podem deixar para trás!

Muitas vezes pergunto-me a mim mesmo se numa situação de emergência tivesse de sair de casa a correr e só tivesse tempo de pegar numa de todas as minhas coisa em qual é que pegava?

Ainda não consegui encontrar uma resposta a esta pergunta, eu sei é suposto levarmos única e exclusivamente o indispensável, e seguindo esse raciocínio ponho-me a pensar o que é que me é mais indispensável... e a 1ª coisa que me ocorre é o computador... Sim, porque é impensável ficar sem os meus 12gigas de Mp3s, as fotografias de todos os meus momentos Kodak desde á uns anos para cá, vídeos das saídas nocturnas do people do PuntoPt entre tanta outra tralha, logo penso que o computador seria aquilo que iria resgatar no meio da correria. E podem pensar que o meu computador não se enquadra propriamente nas coisas "indispensáveis", muito provavelmente até têm razão, mas é aqui que eu discordo, não daqueles que acham que o computador é dispensável, mas do cliché em si.

Acho absurdo levar-se o indispensável, pois bem, por definição, o indispensável, é aquilo que nos faz falta a toda a hora, ou pelo menos diariamente, logo ao deixarmos para trás algo dito "indispensável" mais tarde ou mais cedo daremos pela falta disso e arranjaremos maneira de o substituir por algo que cumpra as mesmas funções... no entanto, o dispensável podem ser as mais ridículas coisas, como o ramo de rosas já seco na cómoda do meu quarto, os bolos em forma de coração oferecidos no dia dos namorados de á 2 anos atrás que ainda perduram no móvel da parede, as velas em forma de estrela em cima da mesa de cabeceira... agora que estão lá, sou capazes de vos descrever detalhadamente todas as bugigangas que preenchem o meu quarto, mas se por acaso todas elas desaparecem dum momento para o outro, para onde quer que me mudasse, iria estar sempre a faltar qualquer coisa, coisa essa que não iria saber muito bem o que era, apenas que falta "ali" algo, algo que por não ser indispensável não consigo identificar, mas são essas insignificâncias que pouca ou nenhuma importância têm que fazem toda a diferença, são elas que tornam meu, o meu quarto, e fazem da minha vida... só minha!
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