Saudades de pisar merda.

Em resposta ao comment da YuKs ... Voltei! Desculpem a ausência fieis leitores, mas tenho tido uns dias que não lembram a ninguém. A minha velhota bazou para a Grécia na 5ª feira e desde então que tenho a casa por minha conta. Tem sido muita borga, muita festa, muitas noitadas com a krew na sala a jogar "assassin", de voltar a mesa de snooker e dos dardos ou agarrados ao computador, o trabalho tambem me deu bastante que fazer durante os últimos dias, mas 3ª feira acabei de traduzir o ultimo documentário que aqui tinha ficando com tempo para .... ir pá praia! Isso mesmo! Beach Time! O tempo ajuda e como um bronze fica sempre a matar, tirei os dois últimos dias para ir Pa praia, um cheirinho do verão que promete ser em grande!

Mas falando do Post de hoje.... é isso mesmo tenho saudades de pisar merda! Existem coisas que são comuns acontecer quando somos novos e que com o passar do tempo começam a ser mais raras, e passam de algo natural, a uma chatice. Pisar merda é dos melhores exemplos que encontro, o outro é cair no chão, e mesmo que o 1º ainda aconteça ocasionalmente, aos anos que não caio no chão e enquanto a maioria dirá ... sorte a tua... eu digo, não, azar o meu! Lembro-me que sempre que me estatelava no chão era o resultado de um dobrar de esquina a correr seguido dum derrapanso, um correr a descer as escadas para ir jogar futebol com os gajos pó campo de areia junto ao rio.

Recordo com particular saudade uma das minhas maiores quedas, a rua tinha acabado de ser alcatroada e como todas as noites, lá estávamos nós a jogar aos "centros" na descida com uma baliza pintada a spray na parede e com um bola improvisada que era mais oval que propriamente esférica. Faziam-se apostas sobre quem seria o 1º a estrear o alcatrão, e saiu-me a fava! Um centro mal medido, um pontapé inventado, e piso a improvisada bola e lá fui eu de cara ao chão e estrear o alcatrão novo com os joelhos ... devo ter ficado tão maltratado que a minha mãe desmaiou quando me viu entrar em casa para os 1º's curativos.

Hoje não caiu, não faço corridas á volta do quarteirão, não corro para me esconder depois de andar a tocas as campainhas, não jogo a apanhada nem aos policias e ladrões, não rastejo para debaixo de carros ou trepar arvores a jogar ás escondidas.

O mesmo acontece com pisar merda. Esta dia sim dia sim ... corridas pela relva que ocultava sempre um ou outro dejecto que só nos apercebíamos quando era tarde de mais .... e chateavam-nos!? Nahhhhhhhhhh, continuávamos a brincar, a correr e a pular como se nada fosse. E quando voltava a casa ouvia sempre a frase, "quando é que aprendes a olhar pá frente?!" e eu nada... lá continuava eu no mundo da lua olhando para o céu até o próximo incidente se dar.

No outro dia o lado mais infantil em mim veio ao de cima e resolvi ir brincar para dentro do lago, na altura vazio em, que se encontra em torno da estátua do Alfredo da Silva no parque do Barreiro, corri para lá e sinto-me aterrar em algo escorregadio e quando reparo no que tinha pisado, os meus temor confirma-se, tinha aterrado com os meus ténis de 30cts em cima duma bosta que só pode ter sido largada por uma vaca, cão algum é capaz de expelir algo de tão gigante. A pessoa grande que existem dentro de mim ficou pior que estragada.... aquele que ia a correr para o lago sem uma única preocupação no mundo pensou ... "Ohhhh outra vez paciência!! Que se lixe! Baril! "
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