O melhor amigo do homem.

... O Cão, estive mesmo tentado a escrever a Mulher, ou até mesmo o seu carro, mas vou manter o cliché e acredita que o cão é mesmo o melhor amigo do homem.

Antes de vir bloggar, se por acaso estou no msn a falar com os meus amigos, gosto quando eles reparam que já passa da meia-noite e perguntam - "então, não vais bloggar", no fundo sei que assim que passa da meia-noite começam a questionar-se sobre qual o tema do post de hoje. Hoje foi a Mariana que perguntou se já não eram horas de bloggar, e quando lhe disse que o tema eram cães, ela estranhou... pois bem Mariana, é mesmo sobre cães que vou falar hoje, sorry ;)

No outro dia assim que entrei no messenger a Ana veio falar comigo atrapalhadissíma a perguntar se eu sabia de algum veterinário aberto 24H por dia, é obvio que não sabia, os únicos animais de estimação que tive nos últimos anos foram canários que foram todos baptizados de "João", e esses nunca adoecem, vivem saudáveis até ao dia em que os encontramos duros no chão da gaiola, suponho que o ultimo "João" que tivemos já devia ser o "João XIV".

No caso da Ana, o motivo de tanta preocupação era mesmo um cão, ou um cadela se bem me recordo uma boxer que estava super doente e precisava de cuidados urgentes! Agarrei-me ás Paginas amarelas... e fui pelos meus dedos! Depressa arranjámos uma clinica veterinária aberta ás 4 da manhã, e segundo a ultimas noticias que tive acho que tudo acabou bem!

Isto perturba-me, eu quando era puto... okay, mais puto, tive um cão, um Epanhol Breton de nome "Snob", veio cá para casa ainda cachorro e dada a tenra idade de ambos, limitava-me a brincar com ele e pouco queria saber se ele nos destruía a casa sempre que era deixado sozinho, se roía tudo quanto apanhava ou fazia xixi no tapete da sala, era o meu cão e era um espectáculo, o Epanhol Breton é um cão de caça, e fica enorme, era impossível tê-lo no apartamento e como tal, assim que ficou maior foi despachado para a herdade dum primo ou tio qualquer, nunca mais o vi. No outro dia por acaso encontrei as filmagens do dia em que o recebi e tive saudades dele, o mais certo é já ter morrido, e é isso que me custa, e acho que é por isso que hoje escrevo sobre ele.

Lembro-me que me custou ver o "Snob" partir, mas sei que me custava muito mais vê-lo morrer hoje depois de todos estes anos com ele, estou certo que a minha vida tinha sido muito diferente e que ia ter óptimas recordações de tudo o que tinha passado com o meu fiel companheiro, mas 10/15 anos passam a correr e não estou tão certo se estou disposto a amar um animal como um irmão sabendo que num curto/médio espaço de tempo ele vai morrer e eu vou ficar de coração partido... prefiro não ter e livrar-me assim do sofrimento que a morte dele ia originar.

Out of the blue... lembro-me da ultima vez que fui ao jardim zoológico e passei pelo cemitério dos cães, nunca tinha reparado no cemitério dos cães e fiquei super comovido, no meio de todas as campas li o epitáfio de uma delas e nunca mais me esqueci das palavras gravadas na pedra, diziam "A casa ficou vazia sem ti", e acho que dizem tudo sobre a dor que fica quando eles partem e, não muito obrigado!
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