Operação STOP

Como é habito nosso desde uma eternidade para cá, as nossas noites de sexta e sabado são acabadas em Coina no "Pinto's Bar" que de bar não tem nada, é só o nome pomposo da nossa barraca dos cachorros!

Digo-vos á uma eternidade porque nem sequer vos sei dizer a 1ª vez que lá fui, nem á quanto tempo isso foi, sei que já deve ter sido ah muitos anos atras, lembro-me de ir para lá á boleia porque ainda não tinha carta, e já tenho carta ah 5 anos, logo podem concluir que á muito que aquela barraquinha faz parte do nosso roteiro nocturno. O nosso oasis depois da noitada na disco quando cada dentada no "Especial c/Ovo" é um re.abastecer de energias, palco de muitas gargalhadas, estórias, aventuras... estranho, agora que penso nisso, como uma roulote que vende cachorros num descanpando a km's da minha casa pode vir a fazer parte de mim...

Mas este sábado foi diferente, nas estrada nacional junto á nossa barraquinha de cachorros decorria uma Operação Stop gigantesca, com carros da Brigada de Trânsito parados em ambos os sentidos mandando parar toda a gente.... ou quase toda a gente!

Já que não tinhamos nada para fazer... e não, enquanto comiamos resolvemos analisar o "modu operatis" das nossas forças policias, por outras palavras tentámos ver qual o padrão pelo qual uma operação STOP se rege.

A conclusão a que chegámos foi de que... não há padrão! Não há computador neste mundo capaz de calcular a probablidade de carro A ou B serem parados numa operação STOP visto que esta não segue nenhum padrão concreto, a não ser, o da vontade do policia com o bastão luminoso.

A logica que mais se aproxima do não padrão que aquela operação STOP tinha era mesmo... Pim Pu Ne Ta Pi Tá Pi Tá Pi Tu Xa... PLIMG! e este PLING! era o carro que era mandado parar... chamo a vossa atenção para o meticuloso estudo que foi levado ate se chegar a esta conclusão, de realçar que outros metodos foram testados para comprovar a sua veracidade, concluimos tambem que o metodo "Em cima do piano esta um copo com veneno quem bebeu morreu... o culpado ñ fui eu!" nunca estava em sincronismo com a realidade constactada, ao contrário do 1º que ocasionalmente lá acertava.

Por outro ládo, conseguimos encontrar alguns padroes que se mantinham inalteraveis com o passar dos carros, um deles foi de que nunca é mandado parar um carro de cavalagem superior ao da Brigada de Transito, por exp. passou um Fiat Uno que não obedecendo aos agentes d'autoridade, não parou como indicado, e ai, os Guardas correram para dentro do carro, ligaram as sirenes e mais depressa que os fugitivos conseguissem dizer "Blueberry pie" estavam a ser apanhados. Por outro lado... passou um Porsche Carrera 2 que não foi sequer mandado parar, a unica explicação que encontramos para tal é o facto de que caso este condutor resolvesse não respeitar o sinal de paragem os GNR's jamais o conseguiriam apanhar e então... "just in case" de ele não parar e nós passarmos vergonha.. deixa.o lá seguir".

Ou seja, do estudo realizado entre o "Especial c/Ovo" e o "Cachorrão com tudo", a conclusão a que a conceituada equipa de investigação constituida pela minha pessoa, o Xastre, o Jhonny, o Fabs, o Diogo, o Fruter, a Xana e a Fudgy, foi que a unica coisa que se pode concluir é mesmo que as probabilidades de ser mandado parar são inversamente proporcionais á cilindrada do seu carro... boa viagem!
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