Um cão anda a dar comigo em doido.

Eu moro no 2º dos 12 andares do meu prédio, e ao contrario dos ultimos andars não tenho vista pa Lisboa, não consigo ver o Cristo Rei, o Rio, nem tudo o que está num raio de 20kms que vem por acrescimo quando se compra um apartamento nos ultimos andares do prédio mais alto do Barreiro, no entanto ficar cá por baixo tambem tem as suas vantagens, nomeadamente quando as bombas d'agua do prédio entram em greve e os andares acima do meu ficam sem água, ou mesmo quando os elevadores pifam e a mim não aquece nem arrefece ao contrario dos habitantes do 12º.

Mas desde á uns meses para cá que dava tudo por trocar a minha casita por um dos andares do topo. Debaixo do meu prédio á duas lojas, a loja d'informática do Rafael que trabalha ate de madrugada e me passa a vida a trancar o carro quando eu quero sair, mas que posso sempre contar com ele para me ceder o lugar dele no parque quando não há outro sitio para estacionar. A outra é um café/padaria, não falo com os donos e já tive bem perto de re.estruturar a cara do dono com o meu punho (longa estória, depois conto-vos).

Desde á uns meses para cá que alguem que vái lá beber café resolveu arranjar um cão, e o unico motivo porque eu sei isto é porque desde á uns meses para cá, todos os dias entre as 10h e as 11h, o cão está preso a uma arvore á frente do café enquando o dono toma o café da manhã, e como cão obdediente que não é, passa a hora inteira a ladrar. Eu que me todos os dias me deito muito cedo (ou não), á hora do café do dono do cão estou a dormir profundamente, bem, profudamente até ao instante em que o raio do animal começa a ladrar e lá se foi a tranquilidade da minha noite/manhã de sono.... e isto acontece todos os dias desde á meses para cá, começo a dár em doido!

Tal não é a maneira que o ladrar do cão me altera o sistema nervoso que este sabado não aguentei e fui pá janela á espera que o dono do cão acabasse de beber o café e fosse lá buscar o animal do demónio, de modo a que eu lhe pedisse encarecidamente para não voltar a prender ali o cão. Quando o dono, ou que neste caso acabou por ser uma dona vai buscar o cão, havia um motim nas janelas do meu prédio, erá a Sofia do 1ºC a mandar vir com a mulher a dizer que queria dormir, era eu no 2º andar a dizer que se ouvia o raio do cão ladrar mais uma vez dava em doido... enfim! Acho que ela percebeu a mensagem.

São 4:44 da manhã, estou-me a ir deitar, e garanto-vos que se daqui a 5 horas e 20 minutos começo a ouvir o ladrar do cão debaixo da minha janela, vou pessoalmente inaugurar a epoca de caça ao cão na Rua Francisco Casal... está visto que esta rua não é suficientemente grande para nós os dois!
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