Home Is Where Your Heart Is!

A Joana vái mudar de casa, os pais dela compraram um apartamento novo no fundo da rua onde ela vive, a diferença em termos geográficos é minima, coisa de uns 50 metros de diferença, mas quando se muda de casa, o impacto geográfico é de longe o mais negligênciavél!

Ela em tom depreciativo que eu é que sou demasiado sentimentalista e apegado a tudo o que diz respeito ao meu passado, tenta, inutilmente fazer.me querer de que estou errado em ser assim e que para melhor se muda sempre... mas... e se não houver melhor no mundo!?

Pois é, a casa da minha avó Nita, foi a minha 1ª casa, foi lá que vivi com os meus páis e a minha avó antes de Inês nascer, quando ela veio ao mundo, as 3 assoalhadas começaram a ser pequenas e foi quando me mudei para o prédio onde vivo á 21 anos, mas a casa da avó nita foi, é e há-de sempre ser a minha verdadeira casa segundo a defenição de casa é onde o coração está.

Nem só a casa, tudo o que lhe diz respeito é um viajar no tempo para a minha infância, a rua, os amigos, a descida asfaltada de novo em que desgastei a sola dos meus ténis novos a descer a rua sentado no skate a travar com o calcanhar, a baliza pintada a spray na parede no parque de estacionamento, as quadrados da cirumba desenhados no chão, o campo de futebol nas traseira, o vidro ainda partido da marquisse do velho que nos roubava as bolas de futebol, podia divagar para sempre tantas nãos são as recordações que guardo "da minha rua".

Mas se muitas são as recordações da minha rua, muitas mais são as recordações da minha casa, desde os meus primeiros passos e mesmo antes deles, enquanto andava de andarilho e passava a vida a partir a cabeça... what can I say :P sempre fui amante da velocidade :D... As corridas de natal com carros feitos de lego onde toda a gente entrava, a corria consistia basicamente em partir da porta do quarto da avó, ir até á sala, dár uma volta á mesa de jantar e voltar para trás, normalmente era o meu pái que ganhava, mas era porque roubava peças dos nossos carros, o meu primo Duarte nunca chegava a acabar um corrida, inventava sempre um bolide super especial que se desfazia contra a parede do corredor, ou o dia em que ia arrancando o polegar ao Duarte quando o entalei na porta da varanda, quando inventámos a bomba Ovo kinder-Surpresa que atestámos de fósforo, as guerras com os blocos de esponja com papeis colados no tubo do aspirador a simular metrelhadoras, o canário João a esvoaçár pela casa.

Como o tempo corre, a vista do parapeito da janela tem vindo a mudar ao longo do anos, prédios cairam, outros nasceram no lugar deles, os carros que se vão multiplicando como coelhos, as putos que vão crescendo, os velhotes de sempre que vão morrendo, o ciclo da vida que vái seguindo o seu curso com o passar dos dias, a vista do parapeito pode ir mudando, mas o parapeito da janela do quarto é o mesmo, a casa é a mesma, e nós, mesmo mais velhos, somos os mesmos... na casa, morada do coração de todos nós.

“Home is not where you were born, but the place you were the happiest”.
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