Mais perto do que é importante?

Se há coisa que detesto no natal e no reveillon, são as mensagens que recebo com votos de umas festas felizes, o que até parece contra-ditório, não ficar contente por se lembrarem de mim, e o gesto atencioso que é dizerem qualquer coisa. Pois está que eles não se lembram de mim, não em particular e é isso que não gosto.

Alguem tem de explicar a estes tipos que pegar numa mensagem padrão, isto é sem nomes, alcunhas, ou sequer especificar o genero chegando ao ponto mesmo de acabar com "Beijinhos ou abraços" ficando só a faltar um "risque aquilo que não interesse" entre parentesis, não se qualifica como uma mensagem de boas festas.

Outro das minhas preferidas, são aquelas que chegam dum tipo a quem á um ano atras vendi ou comprei uma peça para o carro, que só me lembro do nome do mesmo porque ainda o tenho guardado na lista desde então com uma nota para saber quem é, e recebo uma mensagem dele dizendo que o melhor deste natal são "os grandes amigos que tem e dos quais nunca se esquece e como tal, aqui ficam os meus votos de boas festas.". Se calhar naquelas 2 ou 3 vezes que falamos criámos uns laços de amizade fortissimos os quais nunca tinha reparado. Devia ligar-lhe de volta e dizer, "Oi, lembras-te de mim ?! Sou o teu grande amigo que conheces-te ah 1 ano atras, vendi-te uns colectores de escape, e nunca mais te voltei a ver. Ouve lá meu grande amigo, não tens ai uns 100€ que me possas dessenrascar até á proxima vez que nos virmos?!"

Outra das mensagens a desejar um bom natal que recebi tinha escrito, com uma linha de espaçamento em genero de post scriptum, que dizia, e cito "Já agora aproveito para te desejar uum bom 2006". Isto é o cumulo do impessoal e com isto interpretação que faço é "Estão masé malucos se acham que daqui a 15 dias vou voltar a dár-me ao trabalho de escrever duas linhas numa sms e carregar no enviar para a a lista toda". A minha retaliação é simples e suponho que eficaz, depois de receber a mensagem padrão respondo com outra mensagem na qual tento incluir tudo aquilo que me lembro do remetente o que resulta em qualquer coisa como "Querido amigo Pedro, muito obrigado por te teres lembrado de mim, afinal de contas já passou tanto tempo, como é ke está tudo ai por casa? Isso com a Silvia ainda dura ;) ? Manda-lhe um beijinho meu! Sempre comparam casa em Sacavem? E a tua mãe, tá melhor da perna, cumprimentos para todos ai em casa. Aquele abraço!" ... acho que o "aquele abraço" é o golpe fatal, e em 90% dos casos volto a receber uma mensagem de boas festas bem mais personalizada.

Mas toda esta questão das mensagens e telefonemas no natal a desejar umas festas felizes faz-me pensar numa questão que á muito havia pensado. Estamos com os telemovéis cada vez mais perto do que é importante, ou mais longe?! No tempo em que os telemoveis eram ficção cientifica e tinha o numero de casa de todos eles apontado numa agendazinha cizenta que guardava na carteira.. sim, naquela altura ainda usavamos os telefone de casa para falar uns com outros, e miraculosamente sobrevivemos. Na vespera de natal, sentava-me á beira do telefone e folheava pagina a pagina da agenda ligando para todos aqueles que me eram queridos a desejar um feliz natal e um prospero ano novo. Está certo que perdia dez vezes mais tempo que aquele que os meus grandes amigos das SMS perdem, entenda-se que eu perdia uns 10 minutos ao contrario do minuto que eles perdem.

Onde quero chegar é ao seguinte, enquanto ligava para a casa dos meus amigos, atendia.me a mãe deles, a quem eu desejava um bom natal, de seguida vinha ele ao telefone, ás vezes até calhava a ser alguem com quem já ñ falava á algum tempo e aproveitavamos a ocasião para por a conversa em dia, e desse modo estava, mesmo que anualmente, a par da vida dos meus amigos, agora manda-se uma mensagem e é quanto basta. E isto é só raspando na ponta do iceberg dum problema bem maior que isto, quantos beijos e abraços não são substituidos para uma chamada!? Quantas e quantas vezes um telefonema não faz as vezes duma "visita de médico" só pa dizer "olá".

Longe de mim achar o telefone uma má invenção, isso é absurdo, mas acho que é mais um daqueles "downside of good things" dos quais só nos apercebemos quando tiramos um minuto para pensar nisso, e constatamos que não estamos nada, mais perto do que é importante.

É natal...

Sexta feira, 23 de Dezembro... na vespera da vespera de natal, e tal como o ano passado, tanto me dá como se me deu (expressão gira), e isto chateia-me, o natal é a minha epoca preferida do ano e incomoda-me não ser invadido pelo espirito da epoca mas não sei se sou eu que não estou no espirito, ou se não há espirito de todo.

Já tentei arranjar uma explicação logica para o facto de andar pouco "enatalado", já pedi opiniões e estas eram as mais variadas para aqueles que como vim a descobrir estão tão pouco "enatalados" como eu. Já achamos que era da "crise", de haver pouco dinheiro e tal ñ permite longas tardes de passeios pelo centro comercial, milhões de sacos nas mãos e um sorriso nos lábios, em vez disso, temos caixinas na mão ou um saquinho em cima do banco do carro, todo um cenário pouco insipirador.

Já achamos que era por calhar num Sabado, devia ser instituida uma lei que estipulasse que o 24 de Dezembro tinha sempre de calhar a uma quarta, seguida do 25 feriado, e tolerância de ponte a 26! Isso é que é Natal! Agora despedir-me d'alguem com, bom natal na sexta feira, e voltar a ter com ele na segunda, estamos a associar o "um bom natal" a um genero de "Bom fim-de-semana" como se fosse naturalissimo, e não é!

Eu acho que o natal este ano, foi uma victima das circunstâncias, a crise, o calhar a um sábado, e sol .. ?! Sol no natal?! Porra será que nada corre bem?! Cadê a chuva a cântaros , está bem que está um frio a dar ares a Polo Norte, mas sem neve, o que torna o frio só chato e despromovido de significado! Só interessa fazer frio se for pa nevar, e se ñ vai nevar, então venham de lá os 20º outra vez s.f.f. , e pior, já tiraram uns minutos para dar uma vista d'olhos á programaçao e ver a que horas vai dár o Sozinho em casa?! Eu já, Sábado 24, ás 18h na TVI, Sozinho em Casa 4

... esperem... 4? Mas será que ninguem percebe a essência do Natal, ou os enhores da TVI não sabem que o Macaulay Culkkin não entra no 4? Acham que é meter um "Sozinho em casa" qualquer pó povinho ver?! Séra que ningem sabe que o Macaulay Culkin está lado a lado com as renas em termos de importancia da época? Para que quero eu um sozinho em casa sem ele!? É como um ter natal sem pinheiro! Natal é tradição, deixem a "Evolução" para Abril e metal lá o miudo a gritar enquanto põe aftershave e devolvam o sentido á quadra.

Não obstante de todos estes senãos, hoje tive a 1ª amostra de natal do ano, e por incrivel que parece até esta amostra do espirito veio por engano, quando atendo o telefone de casa e ouço do outro lado da linha, que parecia originária duma galaxia distante tal a qualidade do som, uma "gente rude do campo" que diz... "Tôuuuu?" e eu que respondo e pergunto de seguida, "Estou sim, quem fala?" e como que numa especia de eco ouço a mesma voz rouca e espantanda "Mas quem fala?" e eu preservando a minha identidade secreta pergunto "com quem é que o senhor deseja falar" e foi aqui que finalmente chegamos a algum lado, "Co o meu compadre António", e eu digo que é engano e a "gente (não assim tão) rude do campo" me diz, "Ohh, faça.me o favor de desculpar simm?! Uma boa noite... e um bom natal!"

E foi aqui neste ".... e um bom natal" que o meu coração se encheu de espirito natalício e retribui os votos com simpatia, apeteceu.me voltar a peegar no telefone e discar numeros ao calhas e desejar o mesmo a toda a gente. Em qualquer outra altura do ano, depois do "É engano" o equivocado pedia desculpa e desligava o telefone, mas não, não é uma qualquer outra altura do ano, é natal, a Inês chega de Itália amanhã, vou buscar a minha maninha ao aeroporto, 5 meses depois de a ter visto lá pela ultima vez, a minha querida veio-me deixar a minha prenda antes de ir passar o natal com a familia a "terrinha" (e se me esquecer de to dizer depois de a abrir, quero que saibas que adorei), e um estranho que calhou a falar comigo ao telefone desejou-me um bom natal, porque é isso que se faz nesta altura, e pouco iporta se está frio (ou muito frio), se chove ou faz sol, se calha a uma quarta ou a um sábado, está tudo bem no mundo porque ... é natal.

... they choose somethin' else

Choose life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, Choose washing machines, cars, compact disc players, and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol and dental insurance. Choose fixed- interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisure wear and matching luggage. Choose a three piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing sprit- crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing you last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you have spawned to replace yourself. Choose your future. Choose life... But why would I want to do a thing like that?

I chose not to choose life: I chose something else!


Tudo começou com a musica...

Ninguem gosta/ouve a musica que eu gosto, e verdade seja dita já estou para lá de os tentar fazer ouvir, tirando o brainwashing que levam sempre que vamos no meu carro para algum lado.

Jeff Buckley, Damien Rice, Jack Johnson, Elliot Smith, Nick Drake, Josh Rouse, David Gray, Ben Harper, Tom Waits, Billy Joel, Donovan Frankenreiter, Dave Matthews, John Mayer ... são alguns dos tipos que admiro.

E se é justo dizer que podemos saber muito deles por aquilo que escrevem, então ñ só os admiro como musicos como admiro como pessoas. Não tenho idolos, ñ sou do genero de venerar alguem, mas vejo-os como role models, exemplos a seguir, ordinary men whith things in perspective, e agora a parte que me faz confusão em ver os acima referidos como exemplos a seguir, alguns deles mataram-se.

É estranho dizê.lo desta maneira, alguns dos meus exemplos a seguir mataram-se, mas acho que isso só me faz gostar ainda mais deles, e isso abre as portas a todo um novo tema... o suicidio.

Foi este o tema da minha conversa com a Ana no outro dia. Eu sempre fui da opinião que era escolher a saida fácil, cobardia, que não era resolver mas fugir aos problemas que nos levaram aquele ponto, logo é contraditório admirar tipos que o fizeram, a Ana por outro lado, acha que é escolher, e que se nos foi dado livre-arbitrio não á que julgar aqueles que escolhem morrer.

Este podia ser o meu mais longo post se eu resolvesse alongar-me e dissertar sobre Ceu e Inferno ou se aquilo que nos espera para toda a eternidade é nada, preto, em branco, se voltamos, se acaba tudo, se já cá estivemos antes ... se temos consciencia de todas as coisas que já passamos. É muito mais bonito acreditar que sim, que se formos pessoas integras vamos para o Céu, e que se cedermos ás tentações e não formos as melhores pessoas que conseguimos ser, ardemos no fogo brando do Inferno... porque senão, se estes anos de vida for tudo aquilo a que temos direito sem nos termos de preocupar com o caminho que nos indicam no pugartório, que raio nos impede de fazer aquilo que nos apetece, de matar quem não gostavamos ou roubar aquilo que não podemos comprar, se o Ceu e o Inferno forem aqui na Terra e não tivermos de prestar contar a ninguem.

Mas voltando ao topico, e tentado explicar a contrariedade que me faz admirar alguem que, num acto que eu considero cobardia, se matou ... Jeff Buckley morreu afogado no Wolf River em Memphis no Tennessee enquanto nadava de costas, vestido e cantava, ninguem sabe se morreu, ou se escolheu outra coisa qualquer. Elliot Smith encostou uma faca ao peito e deixou-se cair, Nick Drake morreu de uma overdose de anti-depressivos.

Eis aquilo que que os admiro ... porque os compreendo, porque eram pessoas especiais que se viram presas num mundo vulgar, em que nada faz sentido para aqueles que não conseguem assimilar o nojo do mundo, um sitio onde aquilo que realmente importa foi destronado por cenas tão futeis como interesses, mesquinhez, vingança, ódio, ganância, mesmo eu já cheguei a achar que este não é um mundo para mim, mas prefiro ficar, e tentar mudar... a escolher somethin' else.

"It's all about love. Don't ever let anything be more important. It's love love love." - Jeff's last words.

Digo o que penso, faço o que digo!

De tempos a tempos acho que o melhor que tinha feito, tinha sido mesmo acabar com o blog na data que tinha inicialmente estipulado, ou seja, quando ele fez um ano. Está agora prestes a fazer dois e a pouca frequencia com que cá venho escrever diz-me que tinha razão, este segundo ano de blog é incomparável ao primeiro, no entanto, disse muito daquilo que tinha ficado por dizer, coisas que acho importante terem sido ditas, e como tál acho que este 2º ano de blog vale por isso mesmo, por um punhado de posts que considero os melhores que já escrevi, entre eles, o E um bocado de mim morreu como ele, o Mamas e tatuagens, piercings e bebedeiras o Eternamente Tu ou o Para a minha amiga Mariana entre outros tantos inspirados/dirigidos à Andreia como o Fácil de entender, enfim, rebentos meus dos quais me orgulho de ter escrito e que não teriam visto a luz do dia se o blog tivesse terminado quando era suposto.

O post que se segue, há-de ser outro daquele que mais tarde me vou orgulhar, não pela maneira como o vou escrever, aviso-vos desde já que pouco ou nada me vou preocupar com a escolha das palavras ou tentar escreve-lo da maneira mais harmoniosa que sei, caguei! Vou dizer o que tem de ser dito, da maneira que me é característica, ou seja, vou dizer o que penso sobre vocês, e como olhos nos olhos não faz o vosso género, deixo escrito aqui no blog para vocês virem a saber sem terem de o ouvir sair da minha boca, aqui fica, "gentinha" pela qual não tenho a mais pequena consideração e á qual acho que só o facto de perder o meu tempo para escrever sobre vós no meu respeitável blog, devia ser para vocês motivo de grande orgulho, adiante.

Vou começar com a Tânia, também conhecida pela "minha amiga Mariana" para os mais distraídos, a minha ex-namorada que se existir de facto um Deus no céu e justiça na Terra, está por esta altura morta a apodrecer numa vala qualquer, infelizmente, o mundo não é tão justo como eu queria crer, e nunca fui muito de acreditar em Deus. Como tal está viva e de saúde de regresso de um encontro do PuntoPt, lol, há gente sem a mínima noção de ridículo não há? O PuntoPT é uma comunidade de donos de Fiat Puntos que trocam ideias num fórum e ocasionalmente se juntam num qualquer ponto do país, hoje juntaram-se em Fátima, e a minha ex-namorada, que enquanto namorada foi comigo no meu Punto a estes encontros agora achou por bem ir por si só no seu Audi, sim claro, tudo a ver.

Até faço de advogado do Diabo e digo, sim está bem, mas ela com os anos de convivência ficou a dar-se bem com estes ou aqueles tipos e agora no encontro foi reve-los, de facto, ficou, dá-se bem com o Fruter e a Sandra, que moram em Sintra e com o Bruno e a Susana, que moram em Loures... ela vai para Fátima estar com eles, sim porque sabe Deus a distancia a que Loures e Sintra ficam da Margem Sul do Tejo... Fátima fica muito mais em conta. E agora o que eu acho piada, a Tânia vive convencida que toda a gente gosta muitoooo dela, o que é verdade, gostam todos muitoooo da Tânia, e vão gostar mais no dia em que ela se deitar e abrir as pernas para eles, (assim tipo aqueles que te metem ao barulho pa me riscar da passagem d'ano, já explico) porque não te iludas, todo o cinismo e simpatia que vês pelo PuntoPt sempre que resolves dar um ar da tua graça, são uma cambada de tipos que esperam pelo dia em que te levam pá cama. E depois brincam contigo a dizer que a frente do teu carro é igual á parte de trás... ha ha ha ... é tudo tão giro, e foda não? É claro que a Tânia se vai meter na boca do lobo, e é a única miúda a ir sozinha para o encontro, enquanto todas as outras, como miúdas respeitáveis que são, acompanham os namorados, a Tânia vai sozinha pó meio dos gajos dos carros que mandam piadinhas na net, pavonear-se para fomentar aquilo que alguém decente evita. E eu estranho isto, mas nem devia, porque vendo bem as coisas, até combina bem com o teu ar de galdéria... ia dizer "puta", mas podem haver crianças a ler isto.

E agora a parte deprimente, isto é tudo aquilo que a Tânia sabe fazer, porque é tão merdosa que nem amigos tem, ou tinha, foi preciso eu aparecer na vida dela para ela ter um grupo de amigos a que chamar dela, que nem era dela mas meu, mas ela é demasiado limitada para perceber isso. Para perceber seja o que for, limitada é pouco para alguém cuja única musica que tinha no computador era a que eu lhe passava, porque nem sequer tinha gosto próprio, e chegava ao ridículo de me mandar mensagens para o telemóvel que diziam "estou a ouvir Jack Johnson e já não sei se é porque gosto se é porque tu gostas". Mas calma, estamos a falar da miúda que criou um blog depois de eu criar o meu e de acabar com ele quando este fez um ano, depois de o meu ter acabado quando completou 1 ano, coincidências!? I think not! Dizia que a minha avó era a que ela queria ter, a sua confidente passou a ser a minha mãe, a sua melhor amiga a minha tia, os meus amigos os que ela queria, as musicas que eu gostava, as que ela ouvia e os meus filmes preferidos passaram a ser os predilectos dela, vái ter ao cinema com o meu grupo d'amigos, ao ponto de achar que tem o direito ou lugar de vir pá passagem d'ano connosco, ela que nos seus 25 anos de sua vida nunca passou a passagem d'ano sem ser em casa... e agora, vai de Audi pós encontros do Clube Fiat Punto. Wannabee alert anyone? Miudinha, tip of advice for free, arranja uma vida e um grupinho amigos para ti, e pára de tentar viver a minha, e te dár com os meus. Parece impossivel, mas já acabei contigo á quase 2 anos, e ainda tenho de te aturar mais ás tuas novelas e intrigas, e que tal ires apanhar uma doença e morreres, e desapareceres duma vez por todas hein?

Não sei se deva rir ou chorar da tua existência miserável, e agora assim de repente lembro-me da noite em que A MINHA MÃE me veio dizer que sabia que eu tinha ido pá cama com uma miúda qualquer, porque tu lhe tinhas contado, isto 3 meses depois de nós termos acabado... quando claro está que a minha vida sexual ainda te dizia respeito, quanto mais para ires partilhar com ela, aquilo que não diz respeito a ninguém, nem a ti... muito menos a ela. E como amor com amor se paga, se calhar é boa altura para eu partilhar com toda a gente a vidinha atarefada que o Thomas Crown ai de casa andava a levar nos últimos 3 anos, justo não achas?

E agora o Martins Junior, que catalogo do grupo da anterior, e que ao que parece levou muito a peito eu dizer que na minha opinião a probabilidade de encontrares aos 15 anos a pessoa com quem vais passar o resto da vida, muitíssimo baixa, dai achar que namoros que começam cedo, como o dele, tinha uma baixa probabilidade de dar em casamento.

Parece que o Junior foi dizer ao Diogo que se calhar bom bom, era eu não ir pá passagem d'ano pa ele não ter de me aturar mais a minha frontalidade que ele parece ter dificuldade em digerir, e o Diogo achou que se calhar era mais facil despachar-me metendo o nome da Tânia ao baralho uma vez que eu fui claro que não ia co-habitar a mesma casa, por meros 4 ou 5 dias que fosse, agora se era para o Junior ir mais a sua querida, se para ir a Tânia e o Diogo tentar fazê-la abrir as pernas pa ele, já não sei, e verdade seja dita estou a anos-luz d'isso bem como da vossa eterna mania de chafurdar na pocilga uns dos outros, como se não houvesse mais miudas no planeta, whatever. Segundo consta, sim, porque tenho pouca practica nisto dos mexericos e bisbilhotices, já se estava a organizar uma paassagem d'ano paralela á que se estava efectivamente a combinar, na qual nem eu nem aqueles que se dão bem comigo, estavamos incluidos, tudo para eu não ir. Pois é, a minha frontalidade que tanto parece incomodar-te tinha dado um jeitão e metido muito menos gente ao barulho, e muita intriga a menos, tivesses tu, homenzinho que és, ou devias ser, chegado ao pé de toda a gente e ter dito, se o "Risques for eu ñ vou", tal como eu fui peremptório da minha posição relativamente á suposta ida da Tania, se calhar tambem aqui devias olhar mais para mim como um exemplo a seguir.

Agora á parte que eu acho piada, incomodava-te, ou não gostavas, ou achavas mal, ou whatever... like I cared... de eu me achar superior a toda a gente, pois bem, a minha opinião vale daquilo que vale, e sou livre de me achar superior a quem bem entender, e tu, tal como na passagem d'ano, tens duas hipoteses, ou ignoras e pensas para ti "o tipo eh parvo, e não faz ideia doke tá a falar", ou ficas efectivamente incomodado pela minha maneira de pensar, e se ficas, se calhar... é porque até tenho rzão. Concluindo e em suma, fica por perto, e pode ser que aprendas algumas coisas e quem sabe um dia, com um bom bocado de sorte á mistura, possas vir a ser metade da pessoa que eu sou ;)

E voilá, roupa suja lavanda e estendida, da maneira que a vocês mais vos agrada, por entrelinhas e recadinhos, e agora posso cinicamente continuar a tentar imitar o papel de alguém que efectivamente fica contente por vos ver quando nos cruzamos na rua. Beijinhos *

Adoro... -a ( ...mentira! )

Adoro Lisboa

Lisboa tem histórias de reis,
De mares e de selvas
Lisboa tem histórias de hotéis,
De espiões e de guerras
Lisboa tem lendas de heróis,
Princesas, donzelas
Lisboa tem lendas do cais,
Do fado e navalhas;

Lisboa tem a tradição
Dos bairros antigos
Vinho e sardinhas no verão
à beira do rio
Lisboa tem o rés-do-chão
E as altas mansardas
E há que descer e subir
Por estreitas escadas

Adoro Lisboa.
Eu quero-lhe bem,
Gosto de ir ver as gaivotas nos céus de Belém

Adoro Lisboa,
E as histórias que tem
E sei que há muita gente
Que adora também

Madredeus in Faluas do Tejo

Não adoro Lisboa, mas ela adora, e eu adoro-a a ela.

Você está livre de prisão.

Pois é, mais uma brilhante funcionalidade do sexo femenino da qual nós homens nada sabemos, a funcionalidade "Você está livre da prissão" que permite safarem-se de qualquer problema, alhada, pneu furado ou carro sem gasolina ás 2 da manhã. Seja qual for a dificuldade ou situação desagradável em que as mulheres estejam metidas, há.de a ver sempre um "Você está livre da prissão" que faça com que eles escapem impunes.

O que é o "Você está livre da prisão"? Muito facil, o você está livre da prisão tem ínicio no segundo em que a donzela em apuros se apercebe que está metida num problema no qual precisa de ajuda, ou a discutir sobre algo e se apercebe que não tem razão... ou simplesmente que está a fazer qualquer coisa mal, é então que baixa a guarda, e põe em marcha o seu maquiavelico plano que tem funcionado desde o inicio dos tempos e para o qual ainda não se conhece resposta á altura, o plano chega a um termo quando ela se vái embora de volta á sua vidinha, incolume.

Em que consiste o "Você está livre da prisão" e como identificálo ? Ainda mais fácil, consiste numa expressão corporal a fazer lembrar uma colegial, o enrolar do dedo no cabelo, o morder do lábio inferior, o levar do dedo á boca, entre outras que trasmintam a ideia de alguêm indefeso e á nossa mercê, nada mais errado. A Expressão corporal é acompanhada de frases como "Isto nunca me aconteceu antes", "Estou tão confusa e/ou nervosa", "não sei o que fazer", "... e agora?" intercaladas com interjeições do genero "Aiiii" "Ohhhhh..."

Exemplos practicos do "Você está livre da prisão". Estão por todo o lado, a toda a hora e postos em pratica por todas os membros do sexo femenino que conhecemos, pouco importa se até são raparigas cultas, inteligentes, articuladas, ou coerentes... em caso d'aperto o instinto apodera-se e o plano entra e marcha. Exemplos recentes tive o da minha irmã, finalista da universidade nova de economia de Lisboa com uma optima média que, depois de ficar sem gasolina ás 2 da manhã na 2ª circular, encostar o carro ligar os 4 piscas e por o triangulo, enquanto kem ia com ela se dirigiam á bomba mais proxima, um carro da policia para atrás dela ao que se segui.o o seguinte discurso.

Snr Agente : Boa noite, então que é que parece ser o problema?
Minha irmã : Boa noite snr Agente, fiquei sem gasolina no carro e uns amigos fora buscar.
Snr Agente : Pois mas sabe que o tringulo tem de estar a 20m ... e não a 2 como o pôs.
Minha irmã : Sei sim senhor agente, mas é tarde, e fiquei aqui sozinha e não me quis afastar muito do carro.


A vossa atenção como o "Você está livre da prisão" se inicia com uma referencia áh insegurança da rapariga, fazendo o Agente um papel de autoridade protectora.

Snr Agente : Sim... eu compreendo, mas... sabe que para estar fora do carro, tem de usar um colete reflector.
Minha Irmã : Aiii pois é, até o tenho aqui, mas nem me lembrei, estou tão nervosa, isto nunca me tinha acontecido ...

E voilá ... o plano em "full effect", depois da insegurança, apela ah compressão do Agente da Autoridade pelo facto de ela ser fragil, delicada, estar nervosa ... e tentando fazê-lo crêr tambem que não prima pela inteligencia.

Snr Agente : Pois bem, desta vez passa, mas tenha em atenção para uma proxima vez.

SUCESSO! Mais uma vez o "Você está livre da prisão" funciona em pleno.

Uns minutos depois os amigos voltam com a gasolina, e seguem viajem, com mais uma vitima do PLANO deixada para trás, cimentando este esquema como um dos mais bem conseguidos ao longo do tempos com uma taxa de sucesso a rondar os 100%... Considerem-se alertados!

Voltem, estão perdoadas!

Estou sozinho em casa á qualquer coisa como 60 horas, e estou farto!

Estou a comer 3 sandes de doce de amora barrado nas ultimas 6 fatias de pão de forma que encontrei, a beber um copo de coca-cola e duas metades de pessego em calda que restavam na geleira. Esta é toda a refeição que as minhas "cooking skills" me permitem elaborar. O Horza grita do lado de lá do pvt para eu ir fazer uns ovos mexidos, mas isso seria entrar num campo que não domino e que oculta toda a ciencia do ovo mexido, e eu prefiro ñ arriscar, pela minha saúde... e a do ovo.

Odeio voltar para casa quando ñ está cá ninguem, não há melhor imagem de solidão que a de abrir a porta de uma casa vazia, silêncio de cortar á faca e uma escuridão tenebrosa. Com o passar do tempo, as viagens da wanda, e as ausencias prolongadas da Inês, fui aprendendo um truque ou outro para compensar. Deixo a televisão ligada, e o volume alto, ou a luz da cozinha a acessa, e assim naquele cagagessimo de segundo que vai desde que abro a porta até ao que me lembro que não está cá ninguem, está tudo bem outra vez, imagino-me a dobrar a esquina do hall, para ver a Ines a passear entre a cozinha e a sala de pratos e talheres na mão enquanto pôe a mesa, e a wanda na cozinha e inventar uma salada que lhe vamos ter de dizer 30 vezes que está optima e que não ficamos com fome, mas no instante a seguir lembro-me que ainda só ca estou eu, e toda essa fantasia se esvai em fumo, que trocava de bom grado pelo do jantar da mãe a queimar.

Odeio a noite, chegar a casa "cedo" e não ter nada para fazer, ninguem com quem falar, a wanda aos pés da secretária a encaixar as peças do puzzle á martelada e perguntar.me se seguida "Oh Zé, vê-lá se a mãe pôs bem?!" Nem me apetece estar no computador, todos os outros dias do ano tenho 1001 coisas parar procurar na net, mas quando estou sozinho não consigo encontrar que ocupe estas horas mortas, devia adicionar gente da Noza Zelândia, são 4 da tarde por lá a estas horas, e sempre deve estar mais users online, que na minha de gente de vida atinada, até a televisão pactua neste complô e passa todos aqueles filmes que enchi de ver e até o dvd pifou.

É incrivel o que nos lembramos de fazer para ajudar o tempo a passar, com a chuvada da noite de ontem, estava pingar agua pela janela da marquisse do meu quarto, estive até as 8 da manhã de pistola de silicone em punho a tentar remembar o buraco do casco para impedir a minha casa d'ir ao fundo, ás vezes dou por mim a arrumar a casa. Os primeiros dias são uma bagunça, não arrumo nada, não faço a cama e deixo a roupa que dispo espalhada pelo chão do quarto. Dois dias depois começa.me a fazer confussão tanta bagunça e faço a cama de lavado, levo a roupa suja para dentro da maquina e lavo a louça que entretanto se foi amontuando no lava-loiças.

Acho que é daqueles sinais evidentes de crescimento. Alguem á uns tempos atras conta-me das diferentes etapas da vida em que aos 10 aos nossos pais são os maiores do mundo, aos 20, não sabem nada, aos 30, se calhar pedimos-lhes opinião, e aos 40, gostavamos que eles ainda cá estivessem para nos dizer o que fazer. Eu ainda nem estou a meio caminho entre os 20 e os 30, mas já estou bem mais pó lado de lhe pedir opinião que achar que a minha super-heroina privada não sabe nada. Mais longe estou dos tempos em que ficar sozinho em casa era sinónimo de festa, telepizza, snooker, dardos e dvd's até ás quinhentas. Dantes esperava ancioso pela proxima viagem, agora espero ancioso pelo regresso, das duas. Voltem, estão perdoadas!

Não te levava pó espaço!

Até me sinto mal por deixar passar tantos dias sem actualizar o blog, e até nem é por não ter tema, tenho uns quantos em "stock" prontos a serem postos no papel o que tem faltado eh disposição ou inspiração para os materializar... até hoje. ;)

"Não te levava pó espaço!" tem sido a constatação mais vezes feita quando analiso a olho clinico a personalidade dos meus amigos, conhecidos, e já agora de todos os outros. Tentei ver quantas das pessoas que eu conheço são de facto dignos embaixadores da raça humana, passo a explicar:

Imaginemos que eu ia fazer um pic.nic pá Serra da Arrábida e perdido no meio do arvoredo, encontra enterrada, escondida de toda a gente... a Enterprise! Ali, esquecida, deixada ao abandono uma nave espacial auto-suficiente, pronta a descolar rumo ao "outter space" a Warp 9 e com uma capacidade para 1012 tripulantes, e é aqui que reside o problema, nos 1012 tripulantes.

Era facílimo atestar a Entreprise com 1012 amigos e amigas minhas e seguir rumo ao espaço sideral numa feriazitas interestrelares, amigos não me faltam, mas até que ponto é que todos estes meus amigos são dignos representantes da especie humana!? Quantos deles tem personalidades que eu admiro, valores morais bem definidos, inteligentes, compreensivos, tolerantes, altruístas, não desejam o mal a ninguém, não são invejosos ou vingativos, enfim... é difícil enumerar todas as qualidades que deviam ter ou defeitos que não podiam ter.

Toda a gente tem defeitos, toda a gente tem qualidades, mas até que ponto são defeitos compatíveis com a vivência numa nave espacial e qualidades que fizessem dele uma mais valia no espaço? Arranjar tripulação tem sido mais difícil que aquilo que eu imaginava, depressa percebi que não levava todos os meus amigos, pouco depois percebi que nem sequer levava todos os meus melhores amigos, finalmente dei conta que poucas são as pessoas que efectivamente tinha lugar na minha nave.

O BB, a minha primeira escolha, foi o nome que veio imediatamente ao de cima, é um puto porreiro, dá-se bem com toda a gente, ninguém tem nada a apontar.lhe, é um bocado teimoso, mas isso ñ é bem defeito, é? É muito inteligente, sociável, tolerante, compreensivo... resumindo, não consigo encontrar nada que não goste no BB, acho-o o digno representante da raça humana a espécies extraterrestre.

O Horza, cada vez que penso nele, penso num mar sem ondas, não consigo apontar-lhe nenhuma qualidade que seja super evidente, bem como nenhum defeito que o torne insuportável. Dito isto não sei porque é que o devia levar pó espaço, mas é um bom amigo, alguém com quem se pode contar, responsável, um velho de 50 anos num corpo de 24 (que mais parece ter mesmo 50)que nos tenta incutir juízo, sonhador, ligeiramente desajustado e penso que por isso mesmo um pouco introvertido, mas sem duvida... gente boa!

O Johnny, empenhado, trabalhador, honesto! Pode ter o pior trabalho do mundo, mas preocupa-se em faze-lo o melhor que sabe, sempre disposto a aprender qualquer coisa mesmo que não lhe diga necessariamente respeito ou seja responsabilidade sua, e acho que essa é a pedra basilar da inteligência, o querer saber sempre mais, e assim sendo o Johnny é muito inteligente.

A Pips, a única miúda que consegui eleger para tripular a minha nave, vive a vida dela pouco se importando com o que terceiros acham, faz o que quer da maneira que entende sem nunca prejudicar ou melindrar ninguém, e dando pouca importância a gente mesquinha que resolve opinar sobre a vida dela... Muito inteligente, racional, lógica. Pouco tolerante, é certo, mas sobretudo quando confrontada com estupidez.

Até vos consigo dizer outros hipotéticos tripulantes, o Pombo, o Carapeto, a Sue, a Xuga, ou o Fatty... todos eles amigos meus que acho que também merecem ter um lugar na Enterprise pelas pessoas que são.

Depois por outro lado tenho grandes amigos meus,que na minha opinião e apesar de gostar deles tenho consciência que tem defeitos que eram incompatíveis para com uma vivência 24x7 dentro duma nave limitada por 42 convés. Entre eles alguns dos meus melhores amigos como o CoLT que é ambicioso, mas em demasia, ambição essa que faz com que não se preocupe com aquilo que faz ou os caminhos que escolhe para chegar onde quer. O Muckey, que tem umas prioridades muito peculiares na vida e que geralmente tem como alvo o sexo oposto. O Sousa que é mentiroso e em quem simplesmente ñ se pode confiar, ou o Diogo que é um tipo porreiro, mas fútil.

Optei por deixar de fora todas as raparigas que agora ou em dada altura gostei, algumas tinha garantidamente lugar na minha nave pelas pessoas que são, mas se calhar com todas elas a bordo... era eu que tinha de ficar na Terra :
Em suma, não tem de ser exemplares perfeitos, se fosse esse o objectivo acaba por voltar a enterrar a nave na Serra da Arrábida por falta de tripulação, ninguém é perfeito, mas podemos ser a melhor pessoa que conseguimos, mesmo com todos os nossos defeitos anexados, não se pode pedir mais a quem dá o melhor de si, ou neste caso, aqueles que tentam ser a melhor pessoa que conseguem.

... E eu, o que é que eu trazia de novo á nave? Qual era a qualidades que me fazia merecer um lugar no meio daqueles que admirava perguntam vc's! Well, se calhar nada, mas fui eu que a encontrei ñ fui?! :P

As time goes by...

Queria aproveitar esta oportunidade para os devidos e atrasados parabens a todos eles...

Ah Martinha, que fez anos.
Ao Johnny, que entrou na Universidade.
Ah Andreia, que tirou um 20.
Ah Inês, que ganhou a bolsa.
Ao Horza, que passou pó 2ºano.
Ah Isa, que acabou o curso.
Ah Sue, que começou o mestrado.
Ao Colt, que foi promovido.
Ao Rui, que comprou carro.
Ao Vassago, que comprou casa.
Ao Chyko, que casou!
Ao Faria que foi pái!

... vc's fazem.me parecer velho.

That's what friends are for...

Sue diz:
para que queremos nós os amigos, afinal...

Military mind diz:
para me levarem 2L de S/Chumbo95 quando eu fico apeado as 4AM

Military mind diz:
para me emprestarem 10€ ate segunda feira

Military mind diz:
para cravar Cargas no telemovel e kolmis a hora proibitivas

Military mind diz:
para me apresentarem as amigas giras que não lhes ligam puto

Military mind diz:
para me ajudarem a trepar pá varanda quando deixo as chaves em casa

Military mind diz:
para me alegrarem o dia quando ñ me apetece sair de casa

Military mind diz:
para me darem boleia quando tou na reserva

Military mind diz:
para me despenharem o carro contra uma obras

Military mind diz:
para se meterem a minha frente quando tou na eminência de levar uma pêra

Military mind diz:
para gozarem comigo quando piso uma bosta do tamanho do Infantado

Military mind diz:
para me acordarem ás 8 da manhã para cravar preservativos

Military mind diz:
para me emprestarem a casa com piscina pa um mergulho nocturno

Military mind diz:
para me aturarem no messenger quando são 5 da manhã e ñ me apetece dormir

Military mind diz:
enfim... para dár côr ah minha vida!

O verdadeiro sexo forte.

"The greatest trick the devil ever pulled was convincing the world he didn't exist"

É essa a frase que me leva ao post de hoje, adaptada para, "o maior truque das mulheres foi convencer os homens de que eles é que eram o sexo forte". Está mais que visto que não somos, e pior que os que ainda não viram isso, são todos aqueles que já viram e recusam-se a aceitar, senão vejamos...

Todos sabemos que quanto mais raro o produto, maior o seu valor, seguindo essa lógica de pensamento e pegando em qualquer estudo demográfico nos apercebemos que nós homens, somos menos que elas mulheres, não há 7 para cada um, mas qualquer coisa a rondar as 108 para cada 100 o que em numero redondos dá na população 48% de homens para os 52% de mulheres.... e eu vejo ai 4% que ficou a arder!

Agora a parte que só prova quão burros nós somos... Mesmo sendo nós o sexo minoritário, somos nós que temos consumos em bares e discotecas, não é por nós que há Ladies Nights dia após dia num sitio qualquer, nem são elas que nos convidam a nós para sair, para o cinema ou jantar fora, não são elas que nos oferecem, nem digo flores, mas sei lá uma panela de escape, não são elas que nos abrem a porta, nem são elas que se andam a bater a nós... não nada disso!

Nós que devíamos pensar... yo é bom que te apliques, não vás tu ficar pa tia e ser uma dos 4% que fica a ver o jogo da bancada! Nahh, andamos empenhadissimos a tentar conquistar aquilo que não falta... how fucking ingenious!

Mas por outro lado acho que dai é capaz de ser genético, o homem é naturalmente burro! Que outra explicação pode haver para isto tudo!? Deixamo-nos levar pelo olhar inocente e a constituição frágil exactamente para onde elas nos querem! Sabiam que a emancipação das mulheres se deu com a Guerra mundial enquanto os homens se alistavam para lutar e elas tiveram de fazer aquilo que eles agora ñ estavam lá para fazer? Aposto que se fartaram de tratar da casa e não trabalhar, algo que até então lhes tinha agradado, e engrenharam o plano para matar o arquiduque austríaco, aposto que foi uma mulher que o matou e deu origem á bagunça toda! Elas são muito calculistas!

E depois temos o sexo, e eu ñ estou a falar do fraco ou do forte, estou a falar do bom, aquele de que também erradamente vivemos convencidos que queremos mais que elas! Pois claro, outra jogada de mestre das nossas arqui-rivais! Brilhante! Newsflahs, ñ queremos! Elas querem MUITO (e de notar o ênfase dado ao muito) mais que nós, fizeram-nos foi querer que nós é que não podemos viver sem isso, mas confiem em mim quando digo, é mentira, em caso de abstinência elas davam em loucas bem antes de nós. E qualquer rapaz que já tenha estado numa relação com alguma longevidade já tirou uns segundos para pensar "Epah, isto assim também já farta!" imediatamente antes de voltar a ser puxado para debaixo dos lençóis para mais "re-tratamento"!

"Ahh e tal, mas elas produzem-se para nos agradar! E depilação e base, e rímel, e blush, e cremes e ligas, e stillleto's e wonderbraws, lá lá lá" Não se iludam meus amigos, a única razão pela qual elas demoram uma hora a arranjar-se e esforçam-se para ser a rapariga mais gira do bar, da disco, ou de seja onde for que nós as tenhamos levado, é simplesmente para puderem olhar com desprezo todas as outras miúdas que estiverem num raio de 30m2, qualquer semelhança com querem nos agradar, é pura coincidência!

Para lá de matarem o duque, aposto que foram mulheres que inventaram o gás canalizado e o GPS, as caixas de velocidades automáticas, escadotes e fita cola de dupla face porque Deus as proíba de conseguir espetar o raio dum prego, ainda estou a investigar o "Aloe vera" mas todos os indícios apontam nesse sentido, porque lá está, eram os únicos entraves entre elas e o seu plano de conquistar o mundo, que profecio estar para breve! Quando tal acontecer, os únicos sítios seguros serão campos de futebol, oficinas e cockpits de carros de Formula1!

Tenho imensa pena de me ver obrigado a denegrir a minha espécie, mas a grande maioria, na qual, faço questão de frisar, não me incluo, não tem mínima consciência dos fantoches que são nas mãos delas, o subjugar da lei do mais forte, tal como se impõe na cadeia alimentar... mas há esperança, ainda estou cá eu e aqueles que tal como eu já se consciencializaram do plano maquiavélico do mulherio, "La resistance" e se depender de nós, havemos de ver chegar o dia em que é o ovulo que corre atrás do espermatozoide.

Regras do Universo II

É de todo impossivel manter uma relação por 3 meses consecutivos quando guiados única e exclusivamente pelo signo compativél com o nosso para o corrente mês, segundo as previsões da revista Maria ou da astróloga Maya.

Snoopy's first appearance.

A primeira tira de banda desenhada com o Snoopy, de 4 de Outubro de 1950.

Our beloved monsters and us...

O telemóvel tocou 20 minutos antes das 4 da manhã, um numero que eu não conheço e estranho que poderá ser que me telefona a hora tão tardias. Atendo e do outro lado uma voz tremula pergunta se eu sei quem fala, eu digo não faço sequer uma pequena ideia, e ele responde... "ia contigo para o Porto" e eu respondo, és o Eu!

O "Eu", era esse o nick do Nuno e assim que todos nós o chamávamos, "Eu", ele namorava com a Cristina na mesma altura em que eu namorava com a Marta, elas eram colegas, as meninas acabaram por apresentar uma á outra o "namorado de Lisboa" e foi assim que eu conheci o Eu. Era costume eu e o Eu metermo-nos no comboio ao fim da tarde de sexta feira e ir ter com elas para passar o fim-de-semana, e voltar juntos para baixo ao fim do dia de Domingo.

Ele dizia para eu parar de chorar quando o comboio vinha embora, eu dizia para ele parar de chorar quando o comboio vinha embora, e as nossos amores ficavam para trás. Ora bem, emocionalmente falando, tudo isto se passou aquilo que parece ser um milhão de anos atrás numa outra vida que já foi a minha, cronologicamente falando, foi á 7.

Depois de Marta, depois da Cristina, depois dessa minha outra vida chegar ao fim, poucas foram as vezes que vi o Eu, lembro-me de o encontrar uma única vez por acaso no Rockline e de o abraçar como se fosse o meu amigo de infancia que não via á 10 anos! Soube que ele era da turma duma amiga minha aqui do Barreiro, e sempre que a via pedia-lhe para mandar um abraço meu ao Eu, o Eu que tinha um ombro amigo sempre que o comboio partia de Campanhã.

Hoje ligou-me, á 20 minutos atrás, e a voz tremia como das vezes em que eu lhe dizia para não chorar por ela, que voltávamos pá semana, e que ia passar depressa! "Precisava de falar com alguém, lembrei-me de ti, já passamos tanta coisa juntos" e contou-me o que o perturbava. Típico de quem fazia 700km's de comboio todos os fins de semana por amor, típico dele, típico meu, incuráveis românticos eternamente apaixonados, o problema era uma rapariga, uma ex-namorada, um amor, O AMOR do Eu, com quem acabou á dois anos e de quem não consegue mais estar longe.

Lembro-me da altura em desci exactamente a mesma rua que ele desce agora, e da noite em que liguei a chorar para a Ana, só porque a precisava de ouvir, de falar com ela, desabafar. Hoje o Eu ligou para mim pelos mesmos motivos, precisava de desabafar, de falar com alguém, e eu tive a honra de ele me escolher a mim.

Acho engraçado como todos nós passamos pelo mesmo, traz-me de volta o texto da Lauryn Hill que postei uns dias atrás "I tell you, everybody is in the same mess", e estamos, eu tento todos os dias lidar com os meus fantasmas, os monstros de estimação que pairam sobre a minha vida, o Eu tenta lidar com eles da melhor maneira que sabe. Há pessoas que entram na nossa vida, e ficam, e não saiem mais, independentemente da quantidade de vidas que vivemos depois delas, elas voltam para assombrar a vida que temos com recordações das que já vivemos.

O equilibrar da balança são os amigos, esse que tambem entram e não saiem mais, mesmo quando a vida não nos deixa conviver tanto quanto queriamos, eles continuam lá a torcer por nós quando tudo parece irremediavelmente perdido para nos dizer que tudo vai acabar bem.

Segunda-Feira, Setembro 26... 2020

São quase 3 da manhã, estive até á pouco no escritório a preparar a reunião de amanhã. Volto a casa pela Vasco da Gama e o velocimetro passa um bocadinho os 200, mas o jazz que toca alto cá dentro abafa o vento lá fora, não há mais carros na ponte, só eu e mais 2 ou 3 camiões que ultrapasso num piscar de olhos, tou cansado e quero chegar a casa depressa.

Poucos minutos mais tarde, e uns tantos quilometros depois, ainda sem o ver, carrego no botão do comando que abre o portão de fora, e entro em casa, já devagar contorno a vivenda até ás traseira e paro o meu carro ao lado do dela no meu lado da garagem.

Não faz muito tempo que nos mudámos para cá, para a nossa modesta vivenda do lado errado do rio, onde é calmo e não acordamos com o barulho de buzinas. Tenho um emprestimo enorme pa pagar, mas 40 anos po fazer. Branca, ampla, estelizada com poucos moveis e nenhuns bibelots, sofisticada... como ela.

Ela, que já dorme, esperou por mim até á meia.noite e foi-se deitar. Dorme encostada á cabeceira ainda com os oculos de ler postos, um livro caido no regaço e a luz de cabeceira acessa, é um anjo. Eu marco a pagina em que ficou, e tiro-lhe o livro da mão, ela dá uma volta na cama deitando-se confortávelmente, aconchego-lhe os lençois dou.lhe "um beijo que ela confunde com um sonho", e volta a cair no sono.

É morena, ganha mais que eu e trabalha menos. Viaja a toda a hora para o estrangeiro para seminários e conferências, uma vez por outra eu apanho um charter e vou passar a noite com ela, e com isso, a noite custa menos a passar naquela cidade inóspita.

De vez em quando sou eu que tenho de ir um par de dias para fora, sou a primeira pessoa a sair da porta das chegadas, não tenho bagagem, só uma mala com o portatil, uns documentos e uma muda de roupa, assim que chego ao terminal vindo do avião telefono para a empresa para ficar a par dos ultimos dias, telefonema que dura até chegar ao pé dela.

Não a procuro no Aeroporto, sei sempre onde ela está, temos o "nosso sitio" onde esperamos um pelo outro, ao chegar ao pé dela digo para quem está do outro lado da linha "tenho de desligar, logo falamos" e só ela importa, só tenho olhos para ela.

Voltamos para casa, ela guia, acelera até dobro do limite de velocidade, tem pressa de chegar a casa, eu tambem, temos saudades um do outro, fazemos amor e dormimos até tarde. Eu só tenho de ir ao escritório de tarde, e fico a manhã a recuperar do jetlag, ela liga para a empresa e diz que vái chegar mais tarde... passamos a manhã juntos, deitados abraçados enquanto lhe conto da minha viajem e ela me diz o quanto gosta de mim enquanto decidimos o nome dos filhoes que vamos ter... um dia.

É fim-de-semana os meus amigos vêm cá passar o dia, juntamos-nos na garagem a restaurar um carro velho que comprei, logo vejo se depois o vendo ou junto ah Vespa, ao Mini e ao Carocha na minha coleção, tomamos banhos de sol e de piscina, almoçamos churrasco, jogamos Graceball e vimos o derby ao fim do dia numa televisão enorme espojados pelos sofás da sala,

É nestes dias que ela sái com as amigas, não se dá com as mulheres dos meus amigos, isto é ... dá, mas não são as amigas dela. É nestes dias que sou eu que tento em vão esperar acordado por ela. Ouço ao longe o ronco dos 6 cilindros do carro a chegar e o portão do lado dela da garagem abrir, e a dormir sorrio. Depois disso já só a sinto entrar na cama pé ante pé, sem fazer barulho para não me acordar. Eu não acordo, mas assim que a sinto por perto, instintivamente dou meia volta na cama, meto um braço por cima dela e continuo a dormir.

Na manhã seguinte acordo mais cedo com ela aninhada em mim, despacho-me para ir com eles passear as moto-quatro até ao mato, antes de sair de casa fico uns minutos a vê-la dormir, tem ainda vestigios da maquilhagem da noite anterior a contornar-lhe os olhos... é um anjo.

"Netcabo" ou "Como poupar 12€ por mês"

Quando cheguei hoje a casa tinha uma mensagem do Énio no messenger a perguntar-me se era da Netcabo ou da Cabovisão, eu disse.lhe que era da Netcabo, e disto isto ele diz.me para eu ir ler esta thread no forum da "techzone"...

Sou cliente Netcabo há alguns anos, mas neste momento, penso que há melhores serviços de internet noutros ISP's.
Tinha o Speed On (que passou a Mega2) e decidi mudar para Clix 2megas, tanto pelo preço, como pelas características. Este mês activaram o serviço, e hoje liguei para a Netcabo para quebrar o contrato com eles..
Disse que cria acabar, e depois de dar os dados a operadora pergunta: "Mas se não se importar pode dizer a razão?", eu disse que tinha melhores ofertas na concorrência. Ela passou-me a outro operador e aí começam as novidades. Voltou a perguntar porque eu queria mudar de ISP e eu respondi o mesmo. Então ele disse: "Nós temos 1 tarifário promocional de 4 megas pelo mesmo preço do Mega2 com 8GBs de tráfego internacional e nacional ilimitado (n tenho a certeza destes valores)".Eu disse que agora já tinha aderido ao Clix 2megas porque gastava apenas 20 e tal €s por mês com melhor tarifário. O operador continuou, a dizer que "se a ligação ainda não estivesse activada, eu podia anular o contrato com a clix, etc.. e que haviam certas campanhas que não estavam divulgadas..." e mostrou 1 nova "promoção" que era manter o Mega2 por 23€ (aproximadamente)..
Eu disse que já não estava mesmo interessado, mas que ia divulgar esses tais "tarifários promocionais que aparecem quando o cliente está a fugir".
Eu não acho certos fazerem esta pressão e cobrar X a 1 cliente e Y a outro pelo mesmo serviço. Por isso, sugiro que todos os clientes liguem para lá e façam 1 ultimato, de certeza que surgem grandes promoções.

E eu que pago 35€/mês assim fiz...

Peguei no telefone e liguei pa Netcabo depois de muitos "Prima 1 para Serviços lá lá lá" ou "Prima 2 para descontar outro impulso" lá um operador me atendeu a quem pedi informações sobre o procedimento para o cancelamento do meu contracto, ao que ele me re-encaminha para a linha de desistências, onde depois de dizer que estava seriamente a ponderar cancelar o meu contracto por ter amigos com melhores serviçoes ao mesmo preço, ou o mesmo a custo inferior, são me dadas a conhcer umas "promoções" em que pelo mesmo preço da minha mensalidade, em vez do SpeedOn com 1Mega de velocidade de ligação e do meu giga de limites de downloads... podia passar a 4 megas de velocidade e 8 de trafego, ao que eu digo que ñ mudo pela velocidade, mas por ser mais barato, e é então que me dão a conhecer a Mega2, que ñ é mais que um tarifário com o dobro da minha velocidade de ligação, o dobro dos meus downloads actuais, com a diferença que não posso usufruir da Happy Hour (nao contabilizar downloads da 1 ás 7 da manhã) que eu até pensava já ter acabado por 23€, menos 12€ ke os meus actuais 35€. Eu digo então que nesse caso, poupava-me ao trabalho de mudar de ISP e ficava então a pagar os 23€... e voilá.

Sinto-me bue roubado quando penso em todos os meses que paguei 35€ quando podia estar a pagar 23€, mas fico ainda mais incomodado quando penso na quantidade de gente que por desconhecer aquilo que eu fiquei a saber hoje, vái continuar a pagar os 35€, como tal, eu que nem tenho por habito fazer isto isto, fica aqui a chamada d'atenção.

Acho mesquinho aproveitarem-se do facto de as pessoas terem previamente de cancelar contrato com eles para assinar com outro ISP para que eles achem altura oportuna para por a par das suas "fantásticas promoções". Não consigo deixar de pensar de quem será afinal a culpa de toda esta "crise".

Tenham um bom fim-de-semana.

The long way home.

É dificil viver em tempo real, foi das minhas mais recentes consciencialiações. É facil olhar para trás e pensar tudo aquilo que podia ter sido feito e como a nossa vida era diferente agora, se um dia, por um motivo qualquer, tivessemos feito uma insignificancia diferente.

São 4.46 da manhã, estive até á uma hora atras a falar com a Andreia, conheço-a á, bem, nem mesmo sei á quantos anos a conheço, uma mão cheia deles provavelmente, no entanto, poucas foram as palavras para lá do "Oi", "tudo bem", "até á proxima" que troquei com ela até ah bem pouco tempo, mas nunca calhou. Hoje, todos esses anos e o pouco tempo mais tarde, fico até as 4 da manha a falar com ela, porque é de facto uma rapariga interessante, consciente, temos este ou outro ponto em que concordomos, e não consigo deixar de pensar, que pena não termos falado um com um outro antes, em todos estes anos que nos conhecemos.

E a minha Andreia, que mora a 3km's duma estrada por onde passo desde que me lembro, e nunca calhou a passar á porta dela, todo o tempo em que pensei encontrar alguem como ela, e todo este tempo ela esteve ali, a 3km's donde passava dia sim dia não.

É dificil viver agarrado a "se's", se nos tivessemos dado ao trabalho de conhecer melhor aquele que sempre nos limitamos a saber quem era, se tivessemos virado á direita em vez de termos sempre seguido em frente, quanto a nossa vida ñ tinha mudado, para melhor!?

É tricky pensar nisso, é facil dár exemplos de situações que ainda fui a tempo de emendar, posso pensar, "tenho pena de não me ter dado ao trabalho de conhecer melhor aquela minha amiga, quem sabe se não era desde então uma grande amiga minha", "tenho pena de não ter passado na Avenida 1º de Maio antes, e quem sabe se hoje eu e ela não estavamos juntos á anos", mas dificil é quando pensamos em tudo aquilo que nos passou ao lado, mesmo ao lado, todos os melhores amigos que podiamos ter tido, todos os grandes amores que estavam a um "olá" de distancia que nunca veio, e que agora a oportunidade passou.

Pior ainda quando pensamos, quantos não são os nossos melhores amigos que já conhecemos, mas ainda ñ sabemos, em quantos não são os grandes amores da nossa vida que todos os dias passam na rua que tambem vái dar á nossa casa pela qual nunca passamos para fugir ao sinal. Em como a rotina nos privou de tudo um novo mundo que sempre esteve lá, mas que "nunca calhou" darmo-nos ao trabalho de descobrir. Não deixes que a rotina te adormeça, usa-a para acordar... e sei lá, escolhe o caminho mais longo até casa... quem sabe o que podes encontrar.

Patologias

Innocent? Is that supposed to be funny? An obese man... a disgusting man who could barely stand up; a man who if you saw him on the street, you'd point him out to your friends so that they could join you in mocking him; a man, who if you saw him while you were eating, you wouldn't be able to finish your meal. After him, I picked the lawyer and I know you both must have been secretly thanking me for that one. This is a man who dedicated his life to making money by lying with every breath that he could muster to keeping murderers and rapists on the streets! A woman... so ugly on the inside she couldn't bear to go on living if she couldn't be beautiful on the outside. A drug dealer, a drug dealing pederast, actually! And let's not forget the disease-spreading whore! Only in a world this shitty could you even try to say these were innocent people and keep a straight face. But that's the point. We see a deadly sin on every street corner, in every home, and we tolerate it. We tolerate it because it's common, it's trivial. We tolerate it morning, noon, and night. Well, not anymore. I'm setting the example. What I've done is going to be puzzled over and studied and followed... forever.
Esse é dos meus dialogos preferidos no Se7en, e aquele que acho que mais relação tem com o post de hoje.

No outro dia via a Oprah no Sic Mulher e todas a plateia aplaudia uma senhora de idade que e cito "tinha tido a coragem para assumir o seu problema", pois bem, o problema dessa senhora de meia idade era ser cleptomaniaca e á 45 anos que roubava de lojas.

Ora que bom, que corajosa que a senhora é para assumiar a sua doença. Mas qual doença?! Irrita-me solenemente que se inventem patologias mentais com nomes pomposos de modo a serem socialmente aceites. Eu adorava ser um cleptomaniaco, aliás, quantas e quantas vezes já ñ vi qualquer coisa numa loja que não podia comprar, era muito mais facil tê.la roubado e ser doente... que tê-la roubado e ser só um ladrão.

Se é tão corajosa ao ponto de ir dizer ao mundo inteiro na televisão que é uma cleptomaniaca, se calhar tambem era ao ponto de deixar de roubar, mas isso implicava deixar de ter um monte de coisas que não tinha dinheiro para pagar, e isso é chato.

Mas temos um monte delas, o vicio do jogo por exemplo, eu vou ao casino com alguma regularidade e tanto eu como a minha querida gastamos 5€ nas slots, nem um tostão as mais, claro que quando perdemos (e acabamos sempre por perder) apetece ir trocar mais uns trocos e ficar por ali até ganharmos o nosso dinheiro de volta, mas somos mais inteligentes que isso e sabemos que quanto mais apostarmos, mais vamos perder e como tál, paramos! Mas podiamos ser estupidos e inconscientes e não parar e teimar que haviamos de ganhar... e ao que eu chamo estupidez, há quem chame doença.

Depois temos o tabagismo e o alcoolismo, adoro estas doenças! Herditárias?! Não me parece! Nao conheço ninguem que tenha nascido "doente", tambem não é do tipo contagiante, logo é o tipo de "doenças" que se escolhe ter, para resolver problemas, e voilá! Resolve mesmo... porque deixamos de pensar nos problemas que tinhamos porque agora se tem todo um novo para enfrentar :D Prova superada!

E em estado mais avançado temos a Toxicodependência, LINDO! Adoro este nome, quão pomposa patologia para o vulgo drogado que arruma carros na avenida.

Mas temos mais... a gente futil dos silicones que afinals teem só pouca auto.estima, as prostitutas que já ñ são só putas, e os chulos que são "profissionais intermediarios dos amores" e sim, esta é a defenição de dicionário para "Proxeneta".

E voilá... temos um mundo tão mais bonito, sem ladrões, nem putas, nem chulos, nem coitados que não conseguem deixar um cigarro ou bebedos que não largam a tasca, sem carochos e sem gentinha futil.

... em contrapartida, temos uma data de patologias pomposas com as quais lidar, e o dever de ajudar aqueles que teem a infelicidade de sofrer das mesmas. Os cleptomaniacos coitadidos que não têm culpa, as prostitutas e o seus proxenetas, as diversas vitimas do tabagismo e alcoolismo, os imensos toxicodependentes e as pessoas com uma baixa auto.estima.

Ritorna pronto sorella *

Whenever I get gloomy with the state of the world, I think about the arrivals gate at Heathrow Airport. General opinion's starting to make out that we live in a world of hatred and greed, but I don't see that. It seems to me that love is everywhere. Often it's not particularly dignified or newsworthy, but it's always there - fathers and sons, mothers and daughters, husbands and wives, boyfriends, girlfriends, old friends. When the planes hit the Twin Towers, as far as I know none of the phone calls from the people on board were messages of hate or revenge - they were all messages of love. If you look for it, I've got a sneaky feeling you'll find that love actually is all around.

Tambem eu gosto de aeroportos, tudo ganha uma nova dimensão, cada mulher que por nós passa é uma Posh Spice a caminho d'algum lugar exotico, esbanjar o dinheiro do marido, que deve ser um dos dois milhares de tipos engravatados a segurar na mala do computador portatil, todas as mulheres são sexys, e todos os homens empresários de sucesso no aeroporto da Portela, pouco importa para onde vão, para o Porto é o mais certo, mas não importa, é tudo aquilo que imaginamos á volta deles que conta.

Gosto dos pais que se despedem dos filhos, quando estes partem no inicio duma aventura com final incerto, o olhar lavado em lagrimas e a expressão estampada na cara que diz, "ainda ontem gatinhavas, hoje embarcas na porta 7, como cresceste". Do casal de namorados que se despede como se não se fossem voltar a ver, e choram, e acenam um para o outro ao longe á medida que a escada rolante avança e toda uma outra vida começa a ficar para trás.

O problema do progresso, há sempre alguma coisa que tem de ficar para trás. Hoje fui eu, a minha mãe, e a minha avó que ficamos para trás, á medida que a minha maninha mais nova nos acenava enquanto a escada rolante subia, e a mãe chorava, sabendo que vão ser longos meses até a Inês voltar para casa para passar o Natal. A versão oficial é de que me vái saber bem umas ferias dela por um semestre, mas as coisas não são as mesmas sem ela por cá, e ainda agora a deixei no aeroporto.

Desconfio que não há-de passar muito tempo até a mãe se meter num avião e ir ver como está a filhinha, eu sou menos lamechas e espero que ela volte pelo Natal, qui çá com uma Vespa vinda de Roma como prenda. A gasolina está cara... mas o mundo é pequeno, e aqueles que amamos estão sempre no nosso coração, ainda que a uma viagem de avião de distância.

Regras do Universo.

Venho por este meio inaugurar a rubrica, "Regras do Universo" que são nem mais nem menos que constatações por mim feitas sobre o funcionamento das engrenagens do mesmo e verdades inequivocas relativamente a situações que não teem outra explicação senão um "epah... porque é assim! Sei lá?!"

O universo só permite uma pessoa com pressa por zona geografica, querendo com isto dizer que se em determinada zona, eu estiver com pressa, mais ninguem está, solo yo.

Acho que a maneira que o Universo tem de gerir isto é atraves dos codigos postais dos CTT, ou seja... se eu estiver com pressa no "2830-283 Barreiro" mais ninguem está, e assim que eu me desloco para um codigo postal diferente, disponibilizo o codigo postal anterior para que possa ser ocupado por alguem, tambem com pressa.

A existencia de duas pessoas com pressa no mesmo codigo postal, levaria ao colapso do universo sobre si mesmo, e ao fim da vida como a conhecemos.

Interlude 5

I tell you, everybody is in the same mess, I'm telling you. We all are. I know that. I will be the first to tell you, you know. I'm a mess, and God is dealing with me everyday. Everytday I'm trying to learn how I could be less of a mess. He showed me, you know, he showed me, look Lauryn, you know, you're in a problem. Ok? I'm gonna show you're causing the problem, and now I want you to be the solution. And that's what all these songs are about. This problem, cause, solution. Free your mind. You know?

We all think that the Gospel is joy in church building and thats deception, the real gospel is repel, let go of all that craps thats killing you, life is supposed to be a pleasurable experience, not this torment. And when i realized I was tormenting myself with my lust, it wasant things I needed, it was just all theese security blankets, the more I adquire I became more of a prissioner, 40 people on staff, and you can’t do nothing, and now creativity is impossible because all you can think about is all these folks you’re supporting and carrying, It’s not good you know?!

A friend of mine says, every tub has to stand in its own bottom. In that respect we all get to do what our passion is. That what’s prassing God is all about, doing your passion, it’s not useless, worthless rituals, monotonos rituals that we show up and can’t wait to see the game, It’s doing you passion fufilling your passion. That’s how we’re thankfull, that’s how we apreciate the opportunity to be alive. And I’m glad I dont have to slave anymore, coz music was my love, and because of everything that had to acompany my music it became my burden, it just got stollen from essence, and I said “what Is this? How did this thing that I love so much so fast and so easily turn into something I hate?” So know I understand that it was because I was mesurering myself or trying to compare myself to a standard that wasan’t reality, that wasant the standard at all. Theres an inscription in the bible that says “we compare ourselfs among ourselfs”. That’s not the standard, you already are the standard, why are you trying to fit into “a standard” for? We were each created to be individual standards and we’re trying to fit into “a standard”, that doesn’t make any sence. So now, after all that, I’m just ready to be me. And it’s a lot to work trought, coz we all have hidden in theese little boxes parts of ourselfs that we weren’t happy about, that we didnt love because we didn’t understand, ‘coz there is all this social doctrin that says the the infinte God with all His expression, who created every single one of us absolutely different, on purpose, wants everyone to fit into the same suit. And that’s deception.

We went in florida this weekend, and we took the kids to Disneyworld, and the gave us the tour, so they’ve escorted up trought the back. And when they escorted us to the back we got to see how there were all this people working real hard, and it was real dirty back there, and of course, in the front it was all imaculately clean, and I said… you know, people need to see the reality, people need to see how theese people slave to maintin this illusion, it felt like my life! If people only knew what it was, a bunch of musicians bustin’ their ass working all hard to make it look easy, what’s the point ?! “Ohhh I just threw this together!” I mean… you know! Slaving to act like “I wake up like this” and none of us do! And reality is good, coz everybody can exhale, let your belly out, and chill. And people get mad at me when I say “Hey lets stop frotin’. That’s the blessing! Now we can go around looking at each other saying “Ohhh you got one to?” AND BE FREE!

We want to defend a curse, I tell you… and that’s not fun, did it for a long time, too long

One time it came to me, I was just told very concretely, that voice, the right one said to me, “Hey Lauryn, the real you is more interesting then the fake somebody else, I just want you to know that”. Coz we all thought that we could get reality, just by putting on the clothes and wearing the face, and looking hard in the videos, reality is what I’ve always talked to my husband, we look at Bob Marley and say “Okay, lets just grow locks, wear the clothes have the band, and we have no ideia of how many years of struggle and pain and suffering that made that content, You know what I’m saying? You cant get it from the outside in, truth is from the inside out and the way we’ve been trying to heel and be heeld with this topical, surface, superficial, temporary solution. I’m teeling you, true healing is from the inside out, we’ve been told to protect our outher man while our inner man is dying.

(…)

God gave us a brand new relationship, one in truth! You know we date people, lets say we’re interesting in somebody and we put on the perfume, and dress up, and do things that we will never ever ever do again, and that’s why so many mariage end in divorce, coz people wake up next to a stranger and say “WHO THE HELL ARE YOU? WHAT ARE YOU DOING IN THIS BED? WHERE IS THE MAN THAT USED TO DO Hum And Humm and Humm” And I say just give them reality from the door, coz you going to atrack love and the one the really loves YOU! And you dont have to predent and falsify and keep that posture (…) and you know it’s soo wonderfull to finally find, and trust me it’s a work, its not something that happens over night.

We all have to be introduced to each other, I know I’m up here and Lauryn Hill you came to see Lauryn Hill, but this is the first time you meet me, dont think you’ve met me before, and as I grow you’re goint to meet me a little bit more, you’re going to be exposed to the real me a little bit more. I had to re-intruduce myself to everybody I know, my mother my father. Ya’ll never knew me! I want to intruduce you to me, and I’m just getting to know me! And you know what? Everything that’s not growing is dead, so we better be changing! People would say to me, they would hold me hostage, emocionaly hostage, they’d say “Shes changing, the money is changing her” and I’d say “Hey listen the money isn’t changing me, God is changing me” I’m changing coz thats a natural part of life.

We’re all supposed to change, who wakes up and is the the same way tomorrow and the day after that? Nobody is, let the experience teach you, and be real! And there’s gonna be warfare, coz some people prefer deception, they’ll say, “I dont like this new expression” and I’ll say “What you want 2/3 of me to stay outside?” I’m a whole person, you cant say “two thirds of Lauryn come in here, only two thirds is acceptable” I’m a whole person. And that’s every person, we all talk about spiritual warfare and didn’t realise it’s within relationships, it’s emotional warfare, beeing able to tell the people we love the most, the truth about ourselfs, and when they say “That doesn’t fit into our box for you” we say “well, I aint in no box, dont try to put me into one”.

Words of wisdom, por Lauryn Hill no album "MTV Unplugged 2.0" na faixa "Interlude 5"

Parasita da Sociedade.

Sexta feira eu suposto ter ido pá praia, mas acordei tarde e acabei por não ir, no entanto a Andreia e a Vanessa foram e eu resolvi dár lá um pulo ao fim da tarde para beber qualquer coisa na esplanada e dár boleia ás meninas de volta para casa, e por volta das 4 da tarde, tirei a capota ao jeep e rumei até ah Fonte da Telha ao som de Bob Marley, Dispatch, Letters To Cleo, Save Ferris, Pratice... enfim, mto zen!

No regresso a casa a minha querida pediu.me para a deixar o no Continente do Seixal pois queria comprar qualquer coisa que mais tarde descobri ser uma prenda para mim. Para a deixar o mais perto possivel das escadas d'acesso ao Continente, e fazendo os possiveis para ñ interromper o transito, subi um passeio para ela sair. Os carros atras de mim continuavam a passar, não havia ninguem no passeio, e dado que demorei uns 20 segundos, não havia problema nenhum, e de facto não havia até alguem querer fazer d'isso um problema.

Um homem que acaba de dobrar a esquina a uns 50 metros de onde eu estava, começa a dizer repedidamente "has-de me dizer onde é ke tiraste a carta", claro que pela altura em que o homem chegou ah parte do passeio onde eu tinha parado o jeep, já eu estava na estrada de 1ª engatada e a andar, logo o meu estacionamento improvisado em nada o tinha afectado, mas ele continuava a mandar vir, como se lhe tivesse causado um grande transtorno. Um minuto ou outro de reflexão mais tarde sobre a situação, fez-me concluir que de facto, tudo aquilo o afectou, não o estacionamento em si, mas tudo o resto, passo a explicar...

Eram umas 19 horas duma tarde de sol escaldante, sexta feira, eu ouvia musica do "chill out" ao volante dum jeep descapotavél, e uma miuda de cortar a respiração e super bronzeada, saía do lugar do pendura, era obvio que tinhamos vindos da praia. Em contra-partida, ele vinha a pé, do comboio, depois de uma semana de trabalho, acompanhado por outro tipo tão feio quanto ele, sujos com pó da obra e com um ar de quem acordou ás 6 da manhã e inda tem uma hora de caminho a pé antes de chegar a casa para abrir a porta e encontrar um filho ranhoso a pedir uma Playstation portatil e uma mulher gorda e torta a perguntar se trouxe pão. É obvio que o ter-se cruzado comigo o afectou imenso, não o meu estacionamento mas toda a minha existencia!

Suponho que seja isto que faça confusão a muita gente, sou novo, não trabalho e ainda assim vou pá concentração de santarem no meu carro tunado, vou pá praia de jeep, passo férias na minha casa no algarve. É mais facil para gentinha limitada achar-me um parasita da sociedade que tirarem uns minutos para pensar que se por acaso tenho a possibilidade de usufruir daquilo que tenho, é graças ao trabalho dos meus pais que lutaram para mo puder proporcionar.

É natural que achem duma tremenda injustiça divina que eu tenha algo pelo qual nunca trabalhei quando eles trabalham das 8 ás 8, 6 dias por semana. O que essa gentinha não percebe é que se tenho, foi porque os meus pais já trabalharam tão ou mais arduamente que eles para se aqui chegar, que se esforçaram para proporcionar aos filhos aquilo que eles não tiveram na minha idade, e a minha felicidade por ter, é equivalente á deles por mo possibilitar. Depois usam termos como "Parasita da Sociedade" quando na realidade, a sociedade não é vista nem achada em tudo isto, mas acho que foi a maneira que encontraram para dormir melhor de noite, felizes na sua miserável existencia.

Mamas e tatuagens, piercings e bebedeiras!

Tenho de confessar que acho este um dos títulos mais hilariantes que alguma vez atribui a um post meu, Genial pah! Genial! Eu conseguir associar coisas tão distintas, adiante... :P

Tenho de começar pela motivação deste post, uma amiga minha cujo nome pouco importa (Susana) pôs silicone no peito, sim, é importante frisar que foi no peito parece que já é implantado em todo o lado, desde os lábios ás nádegas, mas não, foi mesmo no peito. Até aqui tudo bem, mentira... tudo mal, essa tal amiga minha (a Susana) é mais nova que eu, deve ter uns 20 anos e aumentou as mamas?! Sinto-me obrigado a dissertar sobre isto.

Não sou contra implantes de silicone, e como rapaz pós-puberdade que sou, permitam-me acrescentar, muito pelo contrario! Acho que fazem todo o sentido na Pamela Andersson que vive da imagem dos seus "enormes seios" e de todo um leque de actrizes, modelos, manequins, porn-stars (não tinha a certeza se estas eram abrangidas pela definição "Actrizes"), tal como disse, toda aquela que viva da imagem compreendo que procure moldar o corpo para agradar ao maior numero de "compradores" possível, seja a ir ver os seus filmes ao cinema porque ela aparece numa micro-saia e com um decote até ao umbigo, comprar a revista com ela na capa, o champoo que ela publicita, etc etc etc, tirando a utilidade acima referida, vejo uma outra, muito mais nobre que é possibilitar a quem teve a infelicidade de perder um seio seja porque motivo for (cancro, acidente, whatever) uma vida normal. E contabilizadas essas duas utilidades para o silicone, todas as outras são absurdas, principalmente quando a pessoa em questão ñ tem sequer a certeza se já acabou de crescer ou não.

Aliás, não acho só um absurdo, acho uma tristeza, acho deprimente que alguém compre umas mamas novas para se sentir melhor com ela mesmo, acho ridículo que alguém ache que vai ser um bocado de silicone debaixo da pele que fazem dela mais ou menos gente. A minha opinião sobre todas essas complexadas, e já agora sobre a minha amiga cujo nome vou manter secreto (Susana) é que deviam ter pegado no dinheiro que gastaram nos cocos, e tê-lo entregue a um psicólogo, porque está claro que o vosso problema não está no peito, mas em cima do pescoço!

Mas ainda me atrevo a tentar descobrir as motivações que a levaram ah cirurgia, e até lhe dou a parte do ... "foi para se sentir melhor com ela mesma e com o seu corpo", e pergunto porque? Porque é que alguém não se há-de sentir feliz com o corpo que tem? "Enjoy your body, use it every way you can, don’t be afraid of it, or what other people think of it, it’s the greatest instrument you’ll ever own ", precisely! É o maior instrumento que alguma vez hei-de ter, e uns cm's a mais ou a menos é pormenor, é meu, e por ser meu é o melhor corpo do mundo, permite-me saltar em cima da cama, correr e sentir o vento na cara, atirar pedras para charcos... DANÇAR! Adoro o meu corpo porque é meu e porque me deixa fazer tudo isto e mais, e estou nem ai para o tamanho do meu peito. A outra hipótese que eu me atrevo a arriscar, ainda é pior que não gostar do corpo dela, é achar que os outros não gostam do corpo dela, e então aumenta o numero de soutien para ver se consegue dar mais nas vistas, o que nos remete para uma questão bem mais profunda, até que ponto é que alguém quer dar nas vistas pelo tamanho do decote? De facto, só pode querer dar nas vistas pelo tamanho de decote, se não tiver nada de interessante o suficiente para dizer a seja quem for para o fazer olhá-la nos olhos enquanto fala com ele. É tipo a eterna luta Blogs V.S. Fotoblogs, em que os primeiros acham que pouco importa como eu sou mas o que tenho para dizer, e os segundos pensam "olhem pa mim porque não tenho nada pa dizer".

Agora a parte dos piercings e tatuagens e a sua associação as mamas da outra (Susana), vou á praia e é-me mais difícil encontrar alguém sem uma tatuagem que o contrario. É moda ter uma tatuagem, é o verão, e uma tatuagem no fundo das costas fica sempre bem na menina. Adoro ver gente que acha que se distingue porque tem um piercing aqui, ou uma tatuagem ali. Newsflash, qualquer pessoa pode fazer uma tatuagem, qualquer pessoa pode fazer um piercing, e como tal não vejo como é que terem algo que toda a gente pode ter vos torna "mais únicos". "Ahh, fiz esta tatuagem porque para mim tem significado porque é a letra chinesa do nome da minha bisavó que Deus tem"... Treta! Se alguém tem assim tanto significado para vc's, garanto-vos que ñ é preciso pintar uma merdice na pele para vos lembrar seja de quem ou do que for! Eu sou eu, e brilho por mim mesmo, dispenso acessórios!

E bebedeiras! A parte do titulo que faltava mas que tem tudo a ver com as anteriores. Cada vez mais bebedeira é sinónimo de diversão. Errado! Eu saiu, e divirto-me, e não bebo. E se alguém sai, e precisa de se enfrascar para se divertir ou para se desinibir e ir falar com a miúda do outro lado do bar, adianto-vos que o bafo ao álcool que ingeriram para ganhar coragem para ir falar com ela, que vem ao de cima assim que abrem a boca, não causa boa impressão, e não ha segundas oportunidades de causar uma boa primeira. E se é mesmo só para se divertirem mais que apanham grandes pielas, well, devem levar uma vida bem triste para ser preciso álcool no sangue para mudar qualquer coisa.

Fácil de entender...

...no entanto difícil explicar o que partilhamos, embora "perfeição" teime a fazer pop.up na minha mente sempre que procuro a palavra adequada, no fundo acho que é isso, perfeito. Acho que somos o casal que toda a gente gostava de ser, pretensiosismo, but true!

Pontual, como sempre, bem... quase sempre, paro o carro á porta do prédio e espero que ela desça, já não demora muito agora, sei que ela me vê chegar pela janela, desligo o carro e baixo a musica "para a ouvir melhor", a mesma que vim a cantar pelo caminho, feliz, radiante por ir ter com ela. Ela desce, abre a porta e eu sinto o sangue a fervilhar em mim, entra, "senta-se ao meu lado, e o mundo pára..."

É agradavelmente estranho, significamos tudo aquilo que sabemos um para o outro mas cada saída é uma primeira vez, somos estranhos um para o outro e conhecemo-nos melhor que ninguém, sinto a obrigação de a fascinar a cada saída, cativar, deslumbrar, seduzir, tentar por todos os meios faze-la gostar de mim como se não gostasse ainda, tento a cada minuto juntos mostrar-lhe que sou digno dela e que vejo um futuro para nós, um futuro em que podíamos ser felizes juntos, como se ainda ñ fossemos, e já somos, mas isso ñ muda nada, não afasta ou atenua a constante motivação de fazer mais e melhor na esperança que isso a faça gostar ainda mais de mim, a tal obrigação... que nunca o é ou foi. Cada saída é a primeira.

Sabe tudo de mim mas cada vez que a vejo tenho uma vida de acontecimentos para a por ao corrente, raros são os silêncios constrangedores, as pausas dramáticas e incomodativas, momentos esses em nos olhamos nos olhos e nos apercebermos de que encontrámos alguém especial, a Tal. Temos tanto para contar um ao outro, cada dia que passou da minha vida antes dela aparecer que lhe quero relatar ao pormenor, os meus planos para hoje, para amanhã e para daqui a 10 anos, o que não gosto do mundo, aquilo que mudava ou o que deixava exactamente como está. Partilhamos teorias absurdas que me fascinam e fazem pensar, “Que obvio! Como é possível não ter pensado nisso antes?” Teorias tais como "Pombos, os ratos do ar" ou "A consciencialização do grilo do seu lugar na cadeia alimentar", levantamos duvidas existenciais do tipo "Sexo, barómetro duma relação?" ou "Farmacêutico, medico ao virar da esquina?" Falamos de música e carros, cinema e células estaminais, política, blogs e do sexo oposto, e o mais complicado é começar e acabar uma conversa quando as 1001 coisas que tenho para lhe contar querem todas ser ditas ao mesmo tempo.

O mundo é perfeito quando estamos juntos, e até a tristeza se anima quando juntos passamos por ela, pedintes abordam-me na rua com simpatia e pedem gentilmente uns trocados que eu não resisto a dar. Despeço-me e digo “Boa sorte”, eles respondem e dizem “Muito obrigado, e felicidades para os dois”, uns metros acima é um artista de rua que canta para uma esplanada até nós passarmos, e quando passamos, ele esquece a esplanada e canta só para nós uma musica que naquele instante só nós os 3 sabemos, e ajudamo-lo a cantar aquela canção de liberdade, de redenção. Continuamos a pé pela calçada por ruas estreitas e escuras, sem medos, até uma casa de chá que só nós conhecemos, está vazia como se queria e quase podia jurar que abriu naquela noite só para nos receber. Mais tarde passeamos de bar em bar, que são muito mais que meros bares, são lugares mágicos, uns no terraço de um prédio da baixa com vista para o castelo, outros com ambiente Feng Shui, outros com decoração do século passado, todos eles únicos á sua própria maneira, perguntamo-nos se seremos algum dia o tipo de pessoas que trocam aqueles lugares encantados pela vulgaridade do café da esquina, ambos sabemos que não. Voltamos de Ferry para casa, mas nada é só aquilo que aparenta ser quando estou com ela, o capot do carro que se transforma num banco de jardim onde nos sentamos a ver as luzes da ponte, que já não são luzes, são estrelas, e um grupo motards em Vespas a caminho da concentração de Faro, que já ñ são vespas mas borboletas que esvoaçam em nosso redor, tudo isto, no regresso a casa de ferry, que tambem já não é o ferry, mas o nosso secreto jardim.

Vamos a concertos, que nunca são só concertos, temos um brilho especial e como tal destacamo-nos dos demais chegando ao surreal de num concerto de Pedro Abrunhosa o próprio descer do placo, serpentear-se pela multidão até junto de nós e nos cumprimentar, dançamos abraçados de olhos fechados entre a multidão a 10 metros do piano de Mário Laginha. Vamos ver uma peça ao teatro, a vista do miradouro, um filme ao cinema, passear por jardins, perder dinheiro ao casino ou tomar o pequeno almoço á praia, e não bastasse estar com ela para que cada saída fosse só por si especial, ela arranja sempre maneira de torna cada encontro memorável, intenso... cinematográfico, e quando acho que não há mais espaço no meu coração para gostar dela, ele cresce. Beijamo-nos todas as vezes como se não nos víssemos á 10 anos, e abraçamo.nos como se nos despedíssemos por outro tantos. É perfeito, e raras são as vezes que utilizo esta palavra quando não é para descrever o que partilhamos.

Planeio meticulosamente cada saída, tenho tempo para isso, raramente saímos dias seguidos, não por não querer estar com ela, ou por ela não querer estar comigo, mas por acharmos que é a melhor maneira de gerir aquilo que temos, não morro d'amores por esta racionalização de saídas, quando o que me apetece é aparecer de surpresa de margaridas bordeaux em punho e raptá-la até á manha seguinte, ir busca-la ás 7 da manhã com o nascer do sol e passar o dia com ela, e pouco me importa se a deixei em casa ás 3 da noite anterior, não gosto de estar longe dela, mas não lhe digo nada, deixo-a pensar que concordo com esta racionalização para lhe dar a ideia de que ainda consigo viver sem ela, não consigo, e acho que ela se apercebe disso sempre que a olho em silencio quando ela entra no carro. Já não me lembro como era a minha vida antes dela.

É nas pequenas coisas, as tais pequenas coisas que me mostram que não há nada maior, é sempre nas pequenas coisas que me apercebo o quanto gosto dela, é quando meto os meus braços á volta dela e a levanto do chão e ela prende a perna á minha volta, quando a vejo com os pés em cima das baquects do meu carro e a acho um amor, quando me deito e viro para cima o lado da almofada que á tarde borrifou com o perfume dela, enquanto como as bolachas de canela que são as suas preferidas que deixou esquecidas no meu carro, quando me pede qualquer coisa impossível e termina a frase com “amor?” porque sabe que é toda a motivação que preciso, quando a maior duvida que tenho é se a prefiro ver com óculos ou lentes de contacto, quando acordo e tenho uma mensagem dela a desejar-me um bom dia, quando tira o cinto para se vir encostar a mim enquanto guio, ou quando estende a mão sua mão pequenina em cima da minha para ver a diferença. quando a deixo em casa, e me parte o coração vê-la partir... é enquanto escrevo para ela que sinto e sei que é tudo o que eu sempre quis.

fdx fdx fdx fdx fdx

Que merda de dia, de semana, de duas semanas! A Terra parou de girar e ninguem me disse nada?! Sim, porque é impossivel que só tenham passado 12 dias nos dois anos que passaram desde a ultima Quinta-Feira, 11!

Tou a ficar louco, e isto não é uma hipérbole! Grito palavras estupidas no meio de !!PANQUECAS!! frases e tento dormir o mais !!TIJOLO!! possivel para o tempo passar mais !!HIPOPOTAMO!! depressa! Resultado, adormeço ás 7 da manhã e acordo ás 4 da tarde, e adivinha só com que é que isso me deixa!? Com toda uma madrugada de Gigashopping sem nada para fazer que me distráia desta agonia. Já fiz tudo aquilo que de efectivamente importante tinha para fazer, duas vezes, agora resta-me tirar pizzas do congelador e sentar-me de frente para elas enquanto as vejo descongelar, ou acompanhar de perto o crescimento das plantas da varanda, já vos disse que estava !!PARALELÍPIPEDO!! a ficar louco?

Vejo DVD's filmes que já sei de cor pela milionéssima vez, empanturro-me de chocolates, estejam eles dentro ou fora do prazo, para compensar a carência, saco musicas de bandas que odeio para depois apagar e animar-me enquanto o faço, deito-me na cama de barriga pa cima e tento fazer bolas de sabão gigantes, registei-me no forum dos The Gift e li 26 paginas de "The Gift Quiz" com perguntas do tipo "Quais as músicas do AM-FM que têm na sua composição o belo som de harpa", lavei o carro cinco vezes em tres dias, aspirei-o outras duas... fui ás festas do Barreiro! Ohhh mundo cruel! Quão baixo desci eu, quão desesperado estou para ir ás festas do Barreiro em busca de distracção!

Visito o teu fotolog em intervalos de 12 minutos, o teu blog com intervalos de 8 e independentemente de saber que não vou encontrar nada de novo continuo a lá ir, de 8 em 8 minutos, mAndo-te mensagens aos pares, mas não ajuda, telefono-te mas ouvir a tua voz é Matar a sede com agua salgada, odeio a palavra RACIONALIZAR, é oficial, vou aboli-la do meu léxico, leio os nossos logs, e pouco me importa a quantidade de vezes que "O histórico de mensagens de Miss tenha atingido o tamanho máximo autorizadO" devoro-os como se isso fosse mudaR alguma coisa. Tou FARTO FARTO FARTO, exijo o teu regresso imediatamente, que coles em mim e não lárgues mais! Tenho a tua borboleta, vou mante-la refém até que me batas á porta! Arghh, MERDA, dizes que gostas de mim e deixás-me assim?! ESTUPIDA! ODEIO-... as tuas férias.

Para a minha amiga Mariana

Sou um tipo simples, dado, simpático, tento a cada dia que passa ser a melhor pessoa que consigo ser, não desejo mal a ninguém, não odeio ninguém, paro nas passadeiras e teimo em acreditar que as pessoas são genuinamente boas. Genuíno, palavra engraçada, só recentemente descobri as suas semelhanças com a palavra Ingénuo, dá para reorganizar as letras duma para formar a outra, mas acho que as semelhanças não ficam por ai. Confio em toda a gente até me provarem que não são dignas da minha confiança, e a vida já me ensinou que faço mal, que estou errado, já aprendi que não devia confiar em ninguém até me provarem o contrário, mas acho que o mundo passa a ser um sitio mais triste no dia em que olhar para ele assim. Esta é outra das semelhanças entre a palavra Ingénuo e Genuíno, provavelmente sou ingénuo ao manter-me fiel a esta minha genuinidade que só me trás problemas, "head and heartaches", mas acho que é assim que deve ser, ou devia. Não consigo, não quero, ou simplesmente não gosto de imaginar que alguém magoe o próximo por capricho, que há pessoas que tiram prazer da desgraça ou miséria alheia, ou pior, que pactuam ou conspiram no sentido de tentar ou magoar alguém, não consigo equacionar esse tipo de pessoas no mundo cor-de-rosa onde vivo. Já sei... sou ingénuo, mas eu prefiro achar-me genuíno.

E um dia apareces-te! Vieste falar comigo como se fosse a coisa mais natural do mundo, e era, perguntei-te de onde tinhas tirado o meu mail e tu respondes-te "do teu blog" e eu achei o máximo que aquilo que eu escrevesse motivasse alguém a querer conhecer mais de mim, disseste-me que eras do Porto, que agradável coincidência, logo eu que morro d'amores pela invicta. Gostava de dizer que foste especial desde o primeiro instante, mas ia estar a mentir, tratei-te como trataria outra qualquer pessoa que viesse falar comigo nas mesmas condições, dei-te a conhecer o melhor de mim, as coisas de que não falo aqui, não por serem temas tabu mas por serem de mais difícil exposição, relatava-te teorias que misturava como se fossem "hors d’oeuvres", mostrava-te os posts antes de os publicar e pedia a tua opinião, e ias ajudando a construir o mesmo blog que te levou a ir falar comigo. É justo dizer que passaste a ser minha amiga desde o momento em que vieste falar comigo, não por seres especial, desculpa dizer-te, mas pelo simples facto de que eu não ser capaz de dosear o quanto dou de mim. Não eras especial, mas eu era, eu sou, trato toda a gente como se fossem os meus amigos d'infância e conto-lhes seja o que for que me perturba, não tenho porque não confiar em ninguém até me mostrarem que não me merecem, e como tal, tambem confiei em ti... quão ingénuo, desculpem, genuíno.

Contava-te tudo, aquilo que querias saber, aquilo que não querias, aquilo que para ti não tinha qualquer interesse, contava-te até aquilo que não conto ás pessoas com quem lido no dia á dia, mas que se lixe, nunca te tinha visto á frente, não tínhamos uma único amigo em comum, que raio importava se aquilo que te contava era comprometedor ou não, que raio ias tu fazer? Partilhar com uma amiga que não fazia a mais remota ideia de quem eu era?! Que diferença fazia os segredos que te revelava, que uso podias tu fazer deles, estavas a 400km's sem um único elo de ligação a tudo o que me rodeava. Relatava-te os meus delitos, os meus crimes e ainda assim dormia descansado, quando assaltado pela duvida se não te dizia demais pensava para mim em resposta "Que pode ela possivelmente ter a ganhar em me denunciar, que motivação há-de ela ter para me magoar" e ambos os lados da minha consciência diziam em uníssono, nenhuma! E dia após dia ias fazendo uso deste meu "curioso á vontade com estranhos" para ir sabendo aquilo que querias de mim. Que ingénuo... desculpem, genuíno.

Não falavas muito, aliás, pouco ou nada, perguntavas de mim, da minha vida, abrias a janela de messenger e escrevias "Novidades?" como se a minha vida fosse um jornal diário do qual te tivesse de manter a par, eu estranhava, mas achava piada ao entusiasmo que tinhas pela minha vida e relatava-te o meu dia ao pormenor. Não mudavas de nick, nunca mudavas de nick, não mudavas de foto, nunca mudavas de foto, mas eu não ligava, pensava que provavelmente tu tambem não e por isso mesmo mantinhas a mesma dia após dia. De tempos a tempos usavas umas expressões curiosas ou tinhas um particular interesse por insignificâncias que era impossível dizerem-te alguma coisa, como especificar o sitio onde fui tomar o pequeno almoço, que estranho, moravas tão longe, que importância podia ter o nome do sitio onde eu tinha ido, não ias saber de qualquer maneira, mas insistias para eu te dizer, e eu estranhava, mas não ligava. Outra vez fui ao porto e avisei-te para combinarmos um café, tu mandaste-me um mail á ultima da hora a dizer que tiveste d'ir a correr ao Algarve e que não estavas pelo norte para o prometido café na foz, e eu estranhava, mas não ligava, Outra vez ainda dizias-me depois de eu te dizer que tinha ido comprar flores para oferecer "andas cheio de dinheiro", quando eu podia muito bem ser multi-milionário sem que tu soubesses uma vez que a respectiva conta bancária de cada um nunca foi tema das nossas conversa, e eu estranhava, mas não ligava... e passou-se mais dum ano. Que ingénuo... desculpem, genuíno.

E chegou a véspera do meu dia de anos, o pior dia do ano, mas tinha esperanças que desta vez fosse diferente, tinha uma saída combinada com a rapariga de quem gostava e ia ser o suficiente para tornar o pior, no melhor dia do ano ao lado dela, íamos ao teatro e depois ao Bairro Alto. Estava tão entusiasmado com a saída com ela que obriguei o Muckey a ir comigo a meio da semana para Lisboa, á procura dum cantinho calmo onde pararmos a beber um chá. O entusiasmo era tanto que claro está que partilhei contigo, a medo, que por alguma razão inexplicável nunca gostaste muito da rapariga que eu gostava, e mesmo sendo imparcial teimavas em ficar sempre do lado da minha ex-namorada da qual pouco ou nada te falava, por já pouco um nada importar. Estava em cacos, nervoso com a saída com a rapariga de quem gostava, queria que fosse perfeito, tanto não era o amor que já na altura lhe tinha. Ela namorava, mas eu não queria saber disso, não íamos enganar ninguém, éramos só dois amigos que se estimavam com milhares de pontos em comum juntos para uma ida ao teatro, eu gostava dela, mentira, eu já então a amava tal como a amo agora, mas a conjuntura era outra, ela namorava e respeitava o namorado, e eu respeitava isso, e eis que uma bomba rebentou.

É véspera do meu dia d'anos, e recebo uma mensagem dela no telemóvel que diz, "não vou puder sair contigo amanhã, alguém que te conhece e estava a par de tudo entrou em contacto com o meu namorado e contou-lhe da nossa saída, disse pelo caminho que tu não eras flor que se cheirasse e que se eu não saísse ctg, não voltavas a falar comigo. Eu e ele acabámos, não tentes falar comigo, vou precisar de tempo para digerir estes acontecimentos." e o mundo parou á minha volta, o pior dia do ano começava a tornar-se realidade de véspera e tudo aquilo que eu tinha construído á sua volta desabava e decidi que não ia ficar de braços cruzados a ver o meu sonho ir por água abaixo. Depois de esclarecer qualquer desentendimento e acertar a hora para a ir buscar para irmos ao teatro no dia seguinte, comecei a pensar em quem se podia ter dado a tanto trabalho para me magoar, e peguei na pouca informação que tinha para tentar chegar a uma conclusão... que ingénuo que fui... desculpem, genuíno.

Sabia que fosse quem fosse, tinha entrado em contacto por telemóvel, mas a questão era como é que tinha arranjado o n.º dele, a resposta chegou sobre a forma de Hi5, logo, era alguém com acesso á net, uma rapariga e aliado ao facto de estar ao corrente da minha vida, limitava a lista de suspeitas a 4 amigas minhas. A Telma e a Vânia, as minhas gémeas, que adoro tanto como se fossem minhas irmãs, A Pips, indubitavelmente das minhas melhores amigas que torcia por mim e pela minha felicidade a cada hora que passava do dia, e tu, minha amiga Mariana, que eu nunca tinha visto, ouvido, ou me cruzado na rua, a única do lote por quem eu ñ podia por as minhas mãos no fogo embora sempre o tivesse feito, a minha amiga Mariana, que recebi de braços abertos e relatei a minha vida como um livro, a minha amiga Mariana que no lote das minhas confidentes, era a única ponta solta. Na altura fiquei desapontado contigo Mariana, não conseguia perceber que motivação tinha tido para te dares a tanto trabalho para me magoar, mas depressa percebi que não podia ficar desapontado contigo minha amiga, pois tu nem sequer existes, foi outro alguém que te inventou. Que ingénuo que fui... desculpem, genuíno.

Na altura não sabia de quem era a mão que guiava a marionete Mariana e jurei cortar a garganta ao responsável no dia em que a mão tivesse um nome, e agora tem. Devia estar a afiar a minha faca ou limpar o cano á 6.35, devia estar pensar numa maneira de te fazer desaparecer do planeta, mas não estou. Estou calmo, em paz comigo mesmo, sei agora que qualquer motivação que possas ter tido é fruto da doença de que sofres e não retaliação por algum mal que te possa ter feito, não fiz, nunca fiz, nem a ti nem a ninguém, dai me ter custado que alguém se tivesse dado ao trabalho de me magoar a mim, mas afinal foste tu, e tu és uma pessoa doente, por isso não faz mal. Tenho pena de ti, e gosto de ter pena de ti, acho que pena é daqueles sentimentos a evitar, mas para o caso acho que é o único que posso nutrir, pena, muita pena da tristeza de pessoa que vejo quando me lembro de ti. Pior que tudo é não estar surpreendido, lá bem no fundo sempre soube que eras tu, tenho pena pela Mariana, gostava dela. O dinheiro não compra maneiras, princípios, educação, decência ou discernimento para distinguir o bem do mal, e assim sendo, é desprezável a imensidão de cavalos do carro que guias, ou a quantidade de metros que tem o écran da tua televisão da sala, hás-de ser sempre uma ninguém do bairro social degradado dos subúrbios onde cresceste.

Depois de me passar a indignação inicial, pensei naquilo que podia fazer para te retribuir a atenção na mesma moeda, pensei em aplicar-me e arruinar-te a vida, mas sou melhor que isso, sou melhor que tu, tão melhor que tu, sempre fui, e como tal, não vou descer ao teu nível, não vou mexer uma palha no sentido de retaliação, vou sim, a meu ver dar-te uma resposta ao meu nível, esse tão superior ao teu, vou-te mostrar o quão melhor que tu eu sou, o quão melhor que tu ela é, e vou ser feliz, vou ser muito feliz ao lado dela, a mesma rapariga de quem inutilmente me tentas-te separar, vou-te mostrar no nada que os teus esforços surtiram e em como nem na mediocridade consegues ter sucesso... no meio dessa tua doença, espero só que tenhas ainda a lucidez para te aperceberes de que és o nojo do mundo, a personificação de tudo aquilo que eu desprezo, gentinha mesquinha e miserável que se aproveitam da honestidade, bondade e genuinidade de pessoas como eu para magoar gratuitamente aqueles que sempre te trataram bem e acarinharam,que nunca te quizeram mal, e pior, ainda te vanglorizas dos teus feitos vergonhosos com ar vitorioso e dizes orgulhosamente "eu dele só não sei o que eu não quero", a escoria da sociedade tem agora uma cara, a tua. Não te odeio, "ódio seria em mim saudade infinda, magoa de te ter perdido... " credo, nada disso, não te odeio pelo simples facto de que me és indiferente, não existes no mundo cor-de-rosa onde vivo, e porque tanto o ódio como o amor, vêem ambos do mesmo sitio, e tenho o coração sobre-lotado de amor por ela, para dispensar seja o que for dele para te odiar a ti, não vales a pena. Nunca me vais esquecer... e eu já nem sei quem tu és.
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