Dedicado.

Bloqueei-te no messenger... tal como te havia dito que faria. Achei que era o final mais poético que podia dar a tudo aquilo que não chegou a haver entre nós, como que uma despedida, o fim de tudo aquilo que ficou por acontecer. Não há paixão que resista à falta de segredo, à ausência de mistério, e foi isso mesmo que tentei fazer, sair da tua vida tão misteriosamente como nela apareci, sem consentimento ou aviso prévio, desbravando caminho até bem dentro de ti, na expectativa de que quando desses por mim fosse já tarde demais, e te fizesse demasiada falta para conseguires voltar a vida que levavas antes de eu nela aparecer.

Bloqueei.te no messenger... mas não te apaguei, ainda vejo quando apareces, leio o teu nick com saudade, olho para a tua foto pavoneando as tuas características principescas que vim a adorar e tento acreditar que é por mim que a ainda não a mudaste a fotografia. Vejo aquilo que estás a ouvir, devidos agradecimentos á funcionalidade ridícula da versão do messenger que me mandaste para instalar, funcionalidade essa que é agora tudo quanto me fala de ti.

Tento ouvir as mesmas musicas, adiciono-a á pressa à minha playlist sempre que uma nova começa a tocar no teu nick, pergunto para mim mesmo se será que tenho a próxima, e tenho sempre, muitas delas fui eu mesmo que te mandei, e sorrio como quem acha em segredo que a associas a mim e que é por isso que a ouves ... Build me up Buttercup ... Lets Get It On... Love Song For No One... numa tentativa que espero vã de atenuar as saudades, será que tens saudades minhas? Do you miss me? ... then again... "You always do."

É difícil abrir mão de ti, arranjo um milhão de razões para te desbloquear e outras tantas para não o fazer no espaço de tempo em que passa um segundo. És um vicio que me puxa de volta consciencializado de que me fazes mal e me matas, mas que é só mais uma vez, só mais esta vez. És o meu cigarro, e nos momentos de fraqueza digo para mim mesmo que se alguma vez te hei-de conseguir ultrapassar, é fumando-te cada vez menos, dia após dia, até te conseguir tirar do meu sistema e rotina, oiço-me falar como um dependente, agarrado a um vicio que como todos os outros é bom demais para viver sem ele. Quando desço de volta á Terra, vejo que há coisas que ficam melhor por dizer e que se tenho alguma hipótese de sobrevivência longe de ti, e cortando de vez amarras e deixar-me perder de novo á deriva neste mar de solidão, duvida e desassossego que á tempo demais para cá chamo "casa". Mas não posso fazer de ti o farol que me guie a bom porto, quando parte de ti, não querer ser dona de mim.

Disseste-me que não compreendias como é que estava sozinho, como é que alguém tão especial como eu, não tinha ninguém a quem chamar dele, em como não fazia sentido, e aqui estás tu, a mandar-me de volta para o mundo, da mesma maneira que me encontras-te... eu, que dizes parecer saído dum filme e sem defeitos para apontares, que uso a expressão indicada, no momento mais adequado... perfeito para ti, ainda que só em zeros e uns. Eu, que há dois posts atrás apelidei de raras, fundamentais, inolvidáveis... e de preservar, tenho de ficar sentado a ver-te mandar a tua "sintonia" para o espaço!

Love, passion, obsession, all those things you told me you were waiting for, well, they've arrived. What are you afraid of? To fall head over heels for me? ...Well, You have.

Para ti, dedicado (adoro dedicatórias) ao nosso fim... vamos fazer de conta que tivemos um.
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