Eu e Ela.

Hoje escrevo para ti... sim... para ti!

Para quem tantas vezes antes escrevi sem que ninguém soubesse, alvo de outras tantas dedicatórias, tu, que por aqui passas todos os dias camuflada e em segredo para que ninguém sábia que me vens ver, e matar saudades minhas. Não deixas sequer um comentário ao post que sabes que foi escrito contigo no pensamento, deixar tal vestígio era demasiado comprometedor, não fosse eu saber que cá estiveste, mesmo quando sabes que eu sei, sei sempre que cá vens, e mesmo quando não sei, sinto-te, e digo-te de seguida "sabia que eras tu!" Hoje escrevo para ti, que lês três vezes de seguida todos aqueles posts que escrevo para ti, que sabes que são para ti... e que ainda assim não dizes nada. Mas não hoje, mais não, hoje ponho um ponto final neste nosso "Problema de Expressão" deixei-me de mensagens ocultas em CAPS, rodeios, duvidas e dissimulações, acabou... vou "dizê-lo cantando, a toda a gente!"

Não só gosto de ti, como te admiro... querendo com isto dizer-te que tambem gosto de ti com a mente, recordo com saudade o mês de Janeiro, o despoltar das nossas conversas esporádicas sobre temas estúpidos e banais, como por exemplo, a nossa dissertação sobre tirar fotografias e a eterna busca na procura do mitológico angulo que nos favorece, dos signos, ou chegando mesmo ao mais ridículo "Ufff Ufff" da musica das Destiny's Child, remember?... I know you do! Curioso como estas insignificâncias nos trouxeram até onde estamos hoje, e aquilo que temos agora é tudo menos uma insignificância. Já paraste para pensar nisso? Como tudo aquilo que cresceu entre nós, nasceu de forma natural e sem que eu ou tu nada fizesse nesse sentido, algo maior que eu, que tu, duas pessoas que nem se conhecia assim tão bem, mas com uma grande dose de respeito e consideração mutua, em divagações sobre banalidades que dia após dia e muito sorrateiramente iam deixando a descoberto tudo aquilo que era suposto acontecer e em como fazíamos sentido perto um do outro, em como cada conversa que tínhamos sobre nada nos fazia ver o tudo tínhamos em comum.

Falávamos de cinema, de filmes que agora só me falam de ti, trocávamos musica, musicas tais que agora apelido de banda sonora do nosso romance, acabávamos frases da mesma maneira, ou usávamos quotes diferentes que iam acabar por ilustrar a mesma situação, sintonias assustadoras que me/te faziam pensar... "Isto é demasiado bom para ser verdade... surreal, mas bom". Foi tudo tão rápido, como se nos tivéssemos limitado a seguir um trilho de migalhas deixado para nos guiar até junto daquilo que cada um de nós sempre havia sonhado encontrar, eu a ti... tu a mim. Ás vezes (leia-se todos os dias) penso em como seria uma relação entre nós, imagino-nos distantes, não muito diferente daquilo que temos agora, comigo a escrever posts para ti, em tudo idênticos a esta confissão, com a única diferença que tu respondes, contigo a escrever posts de amor para mim, e a fazeres-me chorar. Imagino-nos tirar a noite para nos deitarmos no capot do meu carro, de barriga virada para o céu e apagarmos estrelas com os dedos, inventar constelações com o nosso nome, deixar-te em casa e dizer, "the saddest part of my day... leaving you". Ficar parado para te ver entrar, e tu parada, para me ver partir, sair do carro e correr para os teus braços, elevar-te no ar como uma pena, rodopiar-te enquanto te aperto com força e te digo baixinho ao ouvido... "adoro-te."

E aqui estamos nós, com tudo aquilo que agora já sabemos. Dizes que não me conheces, mentirosa! Don't you know me? Don't you know me by now? Afinal de contas, não me conheces de antes, de sempre, dos teus sonhos, das noites passadas em claro á espera que alguém como eu chegasse? Pois bem, aqui estou eu, ainda "flawless" contra tudo aquilo que "alegadamente" desejavas, sem defeitos para apontares tornando tudo mais difícil, encantador "dammed!". Good luck, letting me go...

Eu e tu, como rodas dentadas feitas para encaixar um no outro, como peças dum puzzle, em que um por si só não faz qualquer sentido.

You're so vain... you probably think this post is about you, dont you!? ... Pretensiosa... but true!


P.S - Como em tanto outros, para ti, que tomas parte no delito da nossa paixão.
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