Regresso a casa

chego a casa pouco já passa das 4, estou cansado, exausto depois de mais "uma noite encantada para o resto da vida".

apesar de tudo aQuilo qUe dE negativo o regResso a casa tem assOciado, como deixár=T até á proxima vez, dEspedir-me de ti e ver-te entrar no predio como Se mE arrankasses o coração do peito, devo confessar que prefiro o regresso a casa que o oposto. A ida é seMpre feita a ritmo aPressado, atRasados para o começo do concErto, do filme, do teatro, Pela auto-estrada circulandO a uma velocidade cRuzeiro de 2500€ de coima e o radio que berra a 50 como se Pactuasse com a infracção, mal tEnho tempo de paRa olhar para ti, passo de caixa "in a heartbeat" como se o shift da mudanças queimasse, mal Tenho tempo de segurar a tua mãO, tu confias em mim, mesmo quando parece que vamos demasiado depressa ou quando perigosamente nos aproximamos do carro da frente, sabes que não deixo que nada de aconteça, tanto que vão alternando as alturas em que tens o cinto, com as que o tiras para te aninhar em mim.

em contra.partida, o regresso é sempre feito pela via panoramica, a mais longa, com vista pró mar, de...vagar ou de...ferry, com som ambiente a 25, e 20 Quilometros hora abaixo do limite de velocidade para o desespero de todos aqUeles que nos sEguem apRessados, mas nós não temOs pressa, estamos a voltar para casa, para -Te deixar, E quanto mais Tempo demorArmos até lá melhor, teNtamos adiar o mais que podemos a tua parTida com esperança de que chegue O dia esta venha a desaparecer.

no banco de tras do carro, tudo dorme, cada um para o seu lado e o sacrificado do lugar do meio, encostado para o lado daquele que parecer mais fofinho, paramos na 24 de julho para uma visita de médico ao saloio ás 3 da manhã, atestarmo-nos de caldo verde quentinho que tras aos corpos moribundos as forças que estes vão precisar para os quilometros que faltam até cada um ser deixado em casa.

eventualmente chegamos, ainda não foi hoje que não tivemos de dizer "até amanhã amor", e sais, desde ai que vou trocando de co-piloto á medida que chego a casa de cada um e o proximo salta para o banco da frente, mas mais ninguem segura na minha mão e entrelaça os dedos nos meus, mais ninguem me sussura ao ouvido o quanto me adora, mais ninguem pousa a cabeça no meu ombro e sinto a tua falta ao meu lado e acelero para chegar mais depressa, estacionar á porta, subir os degraus de 3 em 3 e correr para o telefone para te avisar que cheguei, e que tudo correu bem no regresso a casa.

Jackpot

Não sou grande adepto de jogos de sorte, visto que a probabilidade de ganhar é tão remota como se atingido por um raio, e como não tenho sido atingido por raios (ultimamente) acredito que tambem não me há.de ser o grande prémio, mas ainda assim, já que o vou fazer vou faze-lo como deve ser, vou escrever os numeros de 1 a 50 e as estrelas de 1 a 9 em papelinhos pekeninos, dobra-los tipo rebuçados e mete-los numa cartola. Agita-los bem e sortear a chave com que vou jogar... e já que vou jogar posso bem por-me já a pensar em que como vou gastar os 96 milhões de euros que não me vão sair...

... e todos estes me parecem uma boa ideia, tentei escolhe-los já na cor que os quero, mas não os encontrei a todos, assim sendo, se puder ser, o Bemmer em azul, e o Aston em British Racing Green, perfecto... mas ñ sou esquezito.

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Nice to know you... goodbye.

Se há algo que me intriga são os sonhos, gostava de os conseguir interpretar com exactidão e perceber com clareza aquilo que eles me tentam dizer, hoje sonhei contigo.

Sonhei contigo, já ñ me lembro da ultima vez que aconteceu, mas lembro-me de acordar sobressaltado e correr para o telefone para te mandar uma msg e dizer que depois de todo estes anos ainda me tiravas o sono, hoje sonhei contigo, mas continuei a dormir, gostava de saber o que é que isso quer dizer.

Sonhei que andava numa floresta de arvores centenárias, altas e que tapavam o sol, andava perdido á procura de alguma coisa que não te sei dizer o que, provavelmente de ti, e por entre arvores e chilreares lá acabei por te encontrar. Num vestido azul, comprido, sedoso, rodado, dançavas, rodopiavas feliz da vida como se nada no mundo te perturba-se, estavas feliz, radiante diria mesmo, dançavas num palco de mármore pérola iluminado pela copa das arvores gigantes que se afastava para deixar o sol te ver, com pilares a lembrar um templo, com meia dúzia degraus de que separavam do chão.

Aproximei-me de passo apressado, feliz por te ter finalmente encontrado, e tu dançavas e rodopiavas em pontas como se a gravidade se tivesse esquecido de ti, estavas feliz, radiante diria mesmo, e eu cada vez mais perto. Subo o primeiro degrau, e do novo angulo que ganho vejo que ñ danças por dançar, danças para ele, e ele ñ sou eu, e ele sorri para ti, tal como eu sorri quando te vi a dançar por entre as arvores, paro, sorrio com saudades e venho-me embora... foi isto que eu sonhei.

Não estou profissionalmente apto a interpretar com exactidão o que é que isto quer dizer, mas sou livre de opinar. Acho que quer dizer que ninguém vai ficar com aquele bocadinho do meu coração que há-de ser sempre teu, mas que agora sei que bocadinho é esse, e sei que posso ama-la com tudo aquilo que sobra, e tudo o que sobra é mais que suficiente para faze-la feliz, e ela a mim.

Não te vou esquecer, há amores que não se esquecem. És quem eu fui, mas ela é quem eu sou, quem eu quero ser... Obrigado por tudo, mas tenho de ir agora, ela espera-me, e eu á tanto que esperava por ela.

... Nice to know you, goodbye.

The Perfect Gift

Eu, como em tantas outras coisas, tenho uma ideia muito própria daquilo que deve ser uma prenda, e acho que o melhor adjectico que tenho para descrever uma prenda perfeita é... inutíl!

Exactamente, a prenda perfeita tem de ser algo de completamente inutil, algo que ñ sirva rigorosamente para nadar a não ser enfeite ou bibelot, algo ao qual não consigamos dár nenhum uso a não ser como pisa papéis ou outra coisa qualquer, passo a explicar.

Se nos for oferecido algo ao qual dê-mos um uso frequente com o passar do tempo, acabamos por nos esquecer de quem nos deu aquilo ou mesmo que aquilo nos foi dado, o que pervalece é que efectivamente o temos, e lhe damos uso, e o uso que lhe damos ou a utilidade que tem para nós acaba por suplantar o factor simbolico da prenda que foi, algo que queriamos, e que alguem que nos conhece bem o suficiente ao ponto de saber aquilo que gostavamos, precisavamos ou queriamos ter, nos ofereceu. Mas tal como todas as coisas, depois de as termos, queremos outra coisa qualquer e como tal, passamos a desejar outro qualquer utensilio que nos faz falta ou nos ia facilitar de algum modo a vida, e o simbolismo anexo á prenda cái no esquecimento, bem como, por quem nos foi dado.

Por outro lado, se a prenda que nos é dada for completamente inutil, não há nada que nos faça olhar para ela e pensar em como nos veio facilitar a vida, ou aquilo que podemos fazer agora que a temos, e tirando isso... sobra, quem a deu! E esse sim, é o objectivo de uma prenda, algo para que possamos olhar e lembra.mo.nos instantaneamente desta ou daquela pessoa, ver um Cubo Magico em tamanho XL e pensar "que inutilidade, só mesmo A ou B para se lembrar de me dár aquilo." olhar para um pár de meias axadrezadas horriveis que nunca na vida havemos de calçar e lembrar-me da Tia Alice... ou para 4 fotos tipo passe tuas e achar que és tudo quanto quero da vida.

Rituais das nossas saidas

Saiu do duche cansado de não fazer nada, lavado do cabelo acabado de cortar, e da areia que trouxe da praia, achei que um bronze ia bem com aquilo que desde ontem á tarde tenho pensado para usar mais logo quando formos sair.

Acordo cedo para por de novo em marcha todos os preparativos de uma saida mais logo, aquilo que vim a chamar de, os rituais das nossas saidas.

Não me custa acordar cedo quando sei que é para ir ter contigo, custa no entanto não dormir a pensar em ti, em nós... desculpa, "em mim e em ti", mas mesmo assim levanto-me com um sorriso nos lábios, inspiro fundo até o ar me dar a volta nos pulmões, e olho para o relógio, vejo quanto tempo falta até ir ter contigo, passo estes dias em contagem decrescente, como um puto de 12 anos na vespera de natal, ancioso por abrir as prendas, de olhos pesados e a boca seca, levanto-me da cama sobre a qual pairei durante a noite e deslizo contra paredes cambaleando até á cozinha de olhos ainda fechados, abro a geleira e levo á boca um pacote de "Um Bongo" que juntamente con Trinaranjus é possivel que seja o melhor sumo do mundo, paro no escritório a caminho da casa-de-banho e meto as nossas... desculpa, "minhas e tuas" musicas a tocar e penso em tudo aquilo que passamos ao som das mesmas, e tomo um duche, frio, para me lavar do sono e apagar os fogos que ateias em mim.

Tenho a barba por fazer á uma mão cheia de dias, estava á espera de hoje para me livrar dela, invariavélmente mini, planeio cada passagem da gilette como se corresse o risco de morrer esvaido em sangue se me cortar, é assim tão importante, cada ves que saimos juntos é o dia mais importante até á data, e eu quero ir "at my best self". Almoço a correr porque o tempo escasseia para fazer tudo aquilo que marquei para hoje, é a unica maneira de me entreter e não morrer um bocadinho a cada badalada do relógio até á hora de ir ter ctg, lavo o carro até brilhar tanto como os meus olhos sempre que chego ao pé de ti (...ou quase tanto), tratar do laço perfeito para embrulhar a prenda que desde á dois dias tenho para te dár, volto para casa já atrasado para me despachar.

Saiu do duche e pego na roupa préviamente escolhida, organizo cada cabelo de modo a ficar com um look despenteado, um despenteado estrategido e me denuncia e te é obvio que passei uma hora em frente ao espelho, oculto um palito na gola da camisa para ter a certeza que fica direita a noite toda, esfrego os tenis com CIF, e podem achar que isto ñ é romantico... mas é! É enquanto o faço e borbolho e palpito com a emoção da hora que se aproxima, e dou por mim a fazer as coisas que nunca antes fiz por ninguem que me apercebo do quanto significas para mim, enquanto esfrego os tenis com CIF, podem não achar romantico... mas é!

Vou-te buscar, mas ainda é cedo, paro na esquina da tua rua a fazer tempo, saiu do carro e abano os braços, tento sacudir o nervossismo que me dá a volta ao estomago, espero que sejam horas, e volto aquele caminho que é cada vez mais parte de mim, se casa ñ é onde vives mas sim o sitio onde és mais feliz, a minha casa é a tua porta. Espero que desças enquanto me olho as ultimas 20 vezes ao retro.visor e penso para mim se estou bem, desligo a musica porque quero ouvir a porta do teu prédio a abrir, os teus passos e a porta pesada do meu carro a abrir, sentas-te ao meu lado, e o mundo pára...

... abraçamo-nos, nunca damos 2 beijos porque é um cliché parvo e sem sentido, mas tiro-te o ar (tu faltas-me a mim) e seguimos para onde que quer que seja que me vais levar hoje, devagar, não temos pressa, tenho-te a ti, tens-me a mim, e não queremos mais nada. É dificil arranjar palavras para descrever as nossas saidas, embora "cinematográficas" me venha á mente.

Estou contigo á 10 minutos, mas o relogio insiste que passaram horas, tenho de te levar a casa "...the saddest part of my day", paro á tua porta e despedimo-nos como se fossemos meros amigos, mas sabemos melhor que isso, sabemos sempre tudo aquilo em que o outro esta a pensar, os nossos... desculpa, "os meus e teus" pensamentos que é como se fossem um só, dividido por quem tambem se completa. Despedimo.nos com "um beijo querida *." que fica pelas palavras e nunca pelo beijo em si, faltam-te as forças para a pesada porta, mas eu quero acreditar que aquilo que falta é vontade de me deixares até á proxima vez. Fico parado para te ver entrar, tu parada para me ver partir, não me consegues ver por detrás dos meus vidros escuros, mas sentes.me a sorrir e sorris tambem e dizemos sem dizer nada "gosto de ti..." mas é mentira!

O regresso a casa é o meu cigarro, depois de sair contigo, fumo-o devagar á mesma velocidade a que o carro desliza, vou deixando bocados de mim para trás, para juntar á fatia de mim que levas contigo. Completas-me, mas chego a casa vazio, longe de ti.

Deito-me e fico acordado a pensar em ti, mais tarde adormeço, suspiro, e sonho connosco... desculpa, comigo e contigo *.

E um bocado de mim, morreu com ele.

A mãe do Fatty morreu, ainda fico com um nó na garganta sempre que digo isto em voz alta.

Tinha tido a melhor manhã/inicio de tarde da minha vida, vivia um daqueles momentos Zen em que só conseguia pensar na relva verde, no céu é azul e em como o mundo é lindo, e nisto o telefone toca...

- Oi Zé, é a Rute, a namorada do Fatty, estou a ligar para te dizer que a mãe do Nelson morreu ontem e achei que quizesses saber, tá? Um beijinho.

Foi esta a frase que virou o mundo do avesso, os passaros deixaram de cantar, o vento de embalar os ramos das arvores, o céu ficou nublado, o sol deixou de brilhar e a Terra de rodar, quase que era audivél as engrenhagens do planeta a cessar sua marcha.

Voltei para casa super abalado, a pensar no Fatty e em como ele se devia estar a sentir, ele morava sozinho com a mãe, e agora que ela ñ ia mais estar lá para ele, como é que a vida dele ia voltar a tomar o seu curso. Pensava nele, e sentia-me na obrigaçao de descer a rua até á casa dele e dizer.lhe qualquer coisa, dár.lhe um abraço, e mostrar.lhe que podia contar comigo, mas á medida que descia a rua, ia pensando no que lhe dizer e não me ocorria nada, até á parte em que pensei que era preferivel tocar á porta e ninguem atender, eu voltar para casa com a consciencia apaziguada de que tinha lá ido, e não ter de passar por aquele momento constrangedor para ambos, cheguei á porta dele, toquei como tantas vezes antes tinha feito, mas desta vez ninguem abriu. Pensei que devia ter mais cuidado com aquilo que desejava, ás vezes acabas por o conseguir, e depois de o teres ñ é nada daquilo que pensaste que ia ser. Fiquei com um peso enorme no peito por não ver o meu amigo, por não o abraçar e dizer que vái ficar tudo bem, naquele nanosegundo em que percebi que não estava ninguem em casa, tudo foi claro como agua, pouco importava que usasse as palavras certas ou apropriadas para a altura delicada, ñ precisava de lhe dizer nada, aliás, era isso tudo que eu lhe tinha de dizer, nada! Dizer-lhe que nada dakilo que eu pudesse dizer ou fazer, ia mudar alguma coisa, a mãe do Fatty tinha morrido, e por mais que custasse, a vida tem de continuar, e eu estava lá para ele, não sei palavras doces, mas tinha um ombro disponivel 24x7 para quando ele precisasse, e era só isso que lhe tinha de saber.

Voltei a subir a rua de volta a minha casa num passo ainda mais vagaroso que aquele com que a tinha descido, não ter visto o meu amigo ia-me tirar o sono esta noite, ñ lhe ter dito aquilo que agora sabia que lhe tinha de dizer, não lhe dizer aquilo que sabia que ele ia gostar de ouvir, estava-me a sufucar e a apertar-me o peito, e não podia ficar por aqui, um amigo meu precisava de mim, e eu ia procurar os 4 cantos da Terra até o encontrar. Meti-me no carro e corri todas as igrejas de que me lembrei, encontrei-o na 3ª em que entrei, e assim que entro pela porta, foi demasiado estranho para ser fidignamente descrito. Ele olhou para mim com os olhos inchados das lagrimas, e por um breve instante parecia-me que ia sorrir, um sorriso de quem vê um amigo de que tem saudades, de quem sente a falta, um sorriso de quem está contente por me ver, mas que no instante seguinte se lembra da razão de eu lá estar, e chora, e eu vejo.o chorar e choro com ele, e digo-lhe que não há nada que eu ou ele ou ninguem possa fazer, nada vai mudar isto, e nós só temos de ser fortes e carregarmo-nos ás costas uns aos outros até dias mais faceis, que acabam sempre por chegar.

Na manhã seguinte acordei cedo e vesti o fato preto, fui ao funeral, gostava de vos dizer que fui pela mãe do Fatty, mas ia estar a mentir, conhecia a senhora, sempre me tratou bem e foi querida para mim, mas ñ posso dizer que vou sentir a falta dela, não a conhecia assim tão bem, não pensava nela todos os dias, todas as semanas, nem sequer todos os anos. Estava lá pelo meu amigo, que estava a atravessar a pior altura da vida dele e precisava de mim por perto, não falei com o Fatty durante o funeral, fiquei sempre á distancia, mas ele sabia que eu estava lá, e isso era tudo quanto bastava.

Á saida, depois de todos aqueles que o cumprimentaram com um aperto de mão e disseram "Os meus sentimentos", engoli tudo aquilo que estava a sentir, fiz-me de forte e fui ter com o meu amigo, e dei-lhe um abraço, ele apertou-me com força e disse-me ao ouvido "Não posso chorar", ao que eu lhe respondi "Eu tambem não, mas vái ficar tudo bem."

A mãe do fatty morreu, ainda fico com um nó na garganta sempre que digo isto em voz alta, fico triste que a senhora tenha morrido, mas fico mais triste quando penso que um bocado do Fatty morreu com ela... e que um bocado de mim, morreu com ele.

Naquilo que eu penso...

Vejo-nos daqui a meio ano juntos e estarmos bue felizes.

Vamos a passear pela rua de mão dada e o sol bate de frente e reflecte no capot dum carro de tal modo que tens de desviar o olhar para não ficares encadeada e tapas-te atras de mim, e olhas-me ainda cegada pelo sol, para a imensidão do meu 1.78 e tentas focar-me enquanto fazes caretas estranhas, e eu olho para ti e sorrio porque te acho bue gira, acho-te piada e quero bue tomar conta de ti. e tu dizes... “gosto bue de ti” e apertas o meu braço com mais força e depois de tudo isso imagino-me a pensar...

“Ya, somos bue felizes, mas fui eu que nos trouxe ás costas até onde estamos hoje, porque tu teimavas em não fazer aquilo que desde o inicio soubeste que era o mais fiel ao que sentias e agora estás bue bem, e eu tinha razão, como tu sempre soubeste que tinha, mas eras demasiado cobarde para fazer o que tinha de ser feito."

E hoje custam-me as mesmas coisas, custa-me ser só eu a lutar por um "nós" que nem sequer existe e saber que se eu disser “ou eu ou ele”, me mandas pó espaço e voltas para a relação que sabes que não queres mas que é o mais garantido, e que acabas por me esquecer...

E passa 1 mês...

passam 6 meses...

passa 1 ano...

... e a tua relação acaba de qualquer maneira, porque chega a um ponto em que, inteligente como eu sei que és, percebes que não és feliz, tal como não és agora, que ñ vais mudar nada, a não ser que te mudes a ti, e acabas, e pensas em mim... 'coz you're that girl, pensas na memória duma outra vida que podias ter tido, se tivesse dado aquele "leap of faith", e ganhas coragem para me mandar um msg.

Eu recebo a tua mensagem e estou com a minha namorada, 1 ano depois de termos de deixado de falar, alguém que não é para mim metade daquilo que tu foste, que não me faz tão feliz como sei que tu ias fazer... mas que me quis, e eu estava tão farto de estar só.

Recebo a tua mensagem... leio, e sorrio, como que me dissesses "tinhas razão, desculpa", a minha namorada vê-me sorrir para o telefone e pergunta "Quem é amor?" e eu respondo... “Ninguém”.

... é nisso que eu penso.

Welcome back.

"Its like seeing someone for the first time... you know passing them on the street. And you kinda look at each other for a few seconds, like a recognition. Like you both know something. And the next moment the person is gone. And you always remember it, it was there and you let it go. And you think What if I had stopped? What if I had said something. What if...

It's like you go to the beach, and you go down to the water. It's a little cold, you're not sure you want to go in, and there's a pretty girl standing next to you, she doesn't want to go in either, she sees you, and you know that if you just asked her her name, you would leave with her... forget your life, whoever you came with... and leave the beach with her.

And after that day, you remember her, not every day, not every week... She comes back to you. The memory of another life you could have had."

...You're that girl.

P.S. - Adoro escrever para ti.
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