Naquilo que eu penso...

Vejo-nos daqui a meio ano juntos e estarmos bue felizes.

Vamos a passear pela rua de mão dada e o sol bate de frente e reflecte no capot dum carro de tal modo que tens de desviar o olhar para não ficares encadeada e tapas-te atras de mim, e olhas-me ainda cegada pelo sol, para a imensidão do meu 1.78 e tentas focar-me enquanto fazes caretas estranhas, e eu olho para ti e sorrio porque te acho bue gira, acho-te piada e quero bue tomar conta de ti. e tu dizes... “gosto bue de ti” e apertas o meu braço com mais força e depois de tudo isso imagino-me a pensar...

“Ya, somos bue felizes, mas fui eu que nos trouxe ás costas até onde estamos hoje, porque tu teimavas em não fazer aquilo que desde o inicio soubeste que era o mais fiel ao que sentias e agora estás bue bem, e eu tinha razão, como tu sempre soubeste que tinha, mas eras demasiado cobarde para fazer o que tinha de ser feito."

E hoje custam-me as mesmas coisas, custa-me ser só eu a lutar por um "nós" que nem sequer existe e saber que se eu disser “ou eu ou ele”, me mandas pó espaço e voltas para a relação que sabes que não queres mas que é o mais garantido, e que acabas por me esquecer...

E passa 1 mês...

passam 6 meses...

passa 1 ano...

... e a tua relação acaba de qualquer maneira, porque chega a um ponto em que, inteligente como eu sei que és, percebes que não és feliz, tal como não és agora, que ñ vais mudar nada, a não ser que te mudes a ti, e acabas, e pensas em mim... 'coz you're that girl, pensas na memória duma outra vida que podias ter tido, se tivesse dado aquele "leap of faith", e ganhas coragem para me mandar um msg.

Eu recebo a tua mensagem e estou com a minha namorada, 1 ano depois de termos de deixado de falar, alguém que não é para mim metade daquilo que tu foste, que não me faz tão feliz como sei que tu ias fazer... mas que me quis, e eu estava tão farto de estar só.

Recebo a tua mensagem... leio, e sorrio, como que me dissesses "tinhas razão, desculpa", a minha namorada vê-me sorrir para o telefone e pergunta "Quem é amor?" e eu respondo... “Ninguém”.

... é nisso que eu penso.
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