The Perfect Gift

Eu, como em tantas outras coisas, tenho uma ideia muito própria daquilo que deve ser uma prenda, e acho que o melhor adjectico que tenho para descrever uma prenda perfeita é... inutíl!

Exactamente, a prenda perfeita tem de ser algo de completamente inutil, algo que ñ sirva rigorosamente para nadar a não ser enfeite ou bibelot, algo ao qual não consigamos dár nenhum uso a não ser como pisa papéis ou outra coisa qualquer, passo a explicar.

Se nos for oferecido algo ao qual dê-mos um uso frequente com o passar do tempo, acabamos por nos esquecer de quem nos deu aquilo ou mesmo que aquilo nos foi dado, o que pervalece é que efectivamente o temos, e lhe damos uso, e o uso que lhe damos ou a utilidade que tem para nós acaba por suplantar o factor simbolico da prenda que foi, algo que queriamos, e que alguem que nos conhece bem o suficiente ao ponto de saber aquilo que gostavamos, precisavamos ou queriamos ter, nos ofereceu. Mas tal como todas as coisas, depois de as termos, queremos outra coisa qualquer e como tal, passamos a desejar outro qualquer utensilio que nos faz falta ou nos ia facilitar de algum modo a vida, e o simbolismo anexo á prenda cái no esquecimento, bem como, por quem nos foi dado.

Por outro lado, se a prenda que nos é dada for completamente inutil, não há nada que nos faça olhar para ela e pensar em como nos veio facilitar a vida, ou aquilo que podemos fazer agora que a temos, e tirando isso... sobra, quem a deu! E esse sim, é o objectivo de uma prenda, algo para que possamos olhar e lembra.mo.nos instantaneamente desta ou daquela pessoa, ver um Cubo Magico em tamanho XL e pensar "que inutilidade, só mesmo A ou B para se lembrar de me dár aquilo." olhar para um pár de meias axadrezadas horriveis que nunca na vida havemos de calçar e lembrar-me da Tia Alice... ou para 4 fotos tipo passe tuas e achar que és tudo quanto quero da vida.
Free counter and web stats