Fácil de entender...

...no entanto difícil explicar o que partilhamos, embora "perfeição" teime a fazer pop.up na minha mente sempre que procuro a palavra adequada, no fundo acho que é isso, perfeito. Acho que somos o casal que toda a gente gostava de ser, pretensiosismo, but true!

Pontual, como sempre, bem... quase sempre, paro o carro á porta do prédio e espero que ela desça, já não demora muito agora, sei que ela me vê chegar pela janela, desligo o carro e baixo a musica "para a ouvir melhor", a mesma que vim a cantar pelo caminho, feliz, radiante por ir ter com ela. Ela desce, abre a porta e eu sinto o sangue a fervilhar em mim, entra, "senta-se ao meu lado, e o mundo pára..."

É agradavelmente estranho, significamos tudo aquilo que sabemos um para o outro mas cada saída é uma primeira vez, somos estranhos um para o outro e conhecemo-nos melhor que ninguém, sinto a obrigação de a fascinar a cada saída, cativar, deslumbrar, seduzir, tentar por todos os meios faze-la gostar de mim como se não gostasse ainda, tento a cada minuto juntos mostrar-lhe que sou digno dela e que vejo um futuro para nós, um futuro em que podíamos ser felizes juntos, como se ainda ñ fossemos, e já somos, mas isso ñ muda nada, não afasta ou atenua a constante motivação de fazer mais e melhor na esperança que isso a faça gostar ainda mais de mim, a tal obrigação... que nunca o é ou foi. Cada saída é a primeira.

Sabe tudo de mim mas cada vez que a vejo tenho uma vida de acontecimentos para a por ao corrente, raros são os silêncios constrangedores, as pausas dramáticas e incomodativas, momentos esses em nos olhamos nos olhos e nos apercebermos de que encontrámos alguém especial, a Tal. Temos tanto para contar um ao outro, cada dia que passou da minha vida antes dela aparecer que lhe quero relatar ao pormenor, os meus planos para hoje, para amanhã e para daqui a 10 anos, o que não gosto do mundo, aquilo que mudava ou o que deixava exactamente como está. Partilhamos teorias absurdas que me fascinam e fazem pensar, “Que obvio! Como é possível não ter pensado nisso antes?” Teorias tais como "Pombos, os ratos do ar" ou "A consciencialização do grilo do seu lugar na cadeia alimentar", levantamos duvidas existenciais do tipo "Sexo, barómetro duma relação?" ou "Farmacêutico, medico ao virar da esquina?" Falamos de música e carros, cinema e células estaminais, política, blogs e do sexo oposto, e o mais complicado é começar e acabar uma conversa quando as 1001 coisas que tenho para lhe contar querem todas ser ditas ao mesmo tempo.

O mundo é perfeito quando estamos juntos, e até a tristeza se anima quando juntos passamos por ela, pedintes abordam-me na rua com simpatia e pedem gentilmente uns trocados que eu não resisto a dar. Despeço-me e digo “Boa sorte”, eles respondem e dizem “Muito obrigado, e felicidades para os dois”, uns metros acima é um artista de rua que canta para uma esplanada até nós passarmos, e quando passamos, ele esquece a esplanada e canta só para nós uma musica que naquele instante só nós os 3 sabemos, e ajudamo-lo a cantar aquela canção de liberdade, de redenção. Continuamos a pé pela calçada por ruas estreitas e escuras, sem medos, até uma casa de chá que só nós conhecemos, está vazia como se queria e quase podia jurar que abriu naquela noite só para nos receber. Mais tarde passeamos de bar em bar, que são muito mais que meros bares, são lugares mágicos, uns no terraço de um prédio da baixa com vista para o castelo, outros com ambiente Feng Shui, outros com decoração do século passado, todos eles únicos á sua própria maneira, perguntamo-nos se seremos algum dia o tipo de pessoas que trocam aqueles lugares encantados pela vulgaridade do café da esquina, ambos sabemos que não. Voltamos de Ferry para casa, mas nada é só aquilo que aparenta ser quando estou com ela, o capot do carro que se transforma num banco de jardim onde nos sentamos a ver as luzes da ponte, que já não são luzes, são estrelas, e um grupo motards em Vespas a caminho da concentração de Faro, que já ñ são vespas mas borboletas que esvoaçam em nosso redor, tudo isto, no regresso a casa de ferry, que tambem já não é o ferry, mas o nosso secreto jardim.

Vamos a concertos, que nunca são só concertos, temos um brilho especial e como tal destacamo-nos dos demais chegando ao surreal de num concerto de Pedro Abrunhosa o próprio descer do placo, serpentear-se pela multidão até junto de nós e nos cumprimentar, dançamos abraçados de olhos fechados entre a multidão a 10 metros do piano de Mário Laginha. Vamos ver uma peça ao teatro, a vista do miradouro, um filme ao cinema, passear por jardins, perder dinheiro ao casino ou tomar o pequeno almoço á praia, e não bastasse estar com ela para que cada saída fosse só por si especial, ela arranja sempre maneira de torna cada encontro memorável, intenso... cinematográfico, e quando acho que não há mais espaço no meu coração para gostar dela, ele cresce. Beijamo-nos todas as vezes como se não nos víssemos á 10 anos, e abraçamo.nos como se nos despedíssemos por outro tantos. É perfeito, e raras são as vezes que utilizo esta palavra quando não é para descrever o que partilhamos.

Planeio meticulosamente cada saída, tenho tempo para isso, raramente saímos dias seguidos, não por não querer estar com ela, ou por ela não querer estar comigo, mas por acharmos que é a melhor maneira de gerir aquilo que temos, não morro d'amores por esta racionalização de saídas, quando o que me apetece é aparecer de surpresa de margaridas bordeaux em punho e raptá-la até á manha seguinte, ir busca-la ás 7 da manhã com o nascer do sol e passar o dia com ela, e pouco me importa se a deixei em casa ás 3 da noite anterior, não gosto de estar longe dela, mas não lhe digo nada, deixo-a pensar que concordo com esta racionalização para lhe dar a ideia de que ainda consigo viver sem ela, não consigo, e acho que ela se apercebe disso sempre que a olho em silencio quando ela entra no carro. Já não me lembro como era a minha vida antes dela.

É nas pequenas coisas, as tais pequenas coisas que me mostram que não há nada maior, é sempre nas pequenas coisas que me apercebo o quanto gosto dela, é quando meto os meus braços á volta dela e a levanto do chão e ela prende a perna á minha volta, quando a vejo com os pés em cima das baquects do meu carro e a acho um amor, quando me deito e viro para cima o lado da almofada que á tarde borrifou com o perfume dela, enquanto como as bolachas de canela que são as suas preferidas que deixou esquecidas no meu carro, quando me pede qualquer coisa impossível e termina a frase com “amor?” porque sabe que é toda a motivação que preciso, quando a maior duvida que tenho é se a prefiro ver com óculos ou lentes de contacto, quando acordo e tenho uma mensagem dela a desejar-me um bom dia, quando tira o cinto para se vir encostar a mim enquanto guio, ou quando estende a mão sua mão pequenina em cima da minha para ver a diferença. quando a deixo em casa, e me parte o coração vê-la partir... é enquanto escrevo para ela que sinto e sei que é tudo o que eu sempre quis.

fdx fdx fdx fdx fdx

Que merda de dia, de semana, de duas semanas! A Terra parou de girar e ninguem me disse nada?! Sim, porque é impossivel que só tenham passado 12 dias nos dois anos que passaram desde a ultima Quinta-Feira, 11!

Tou a ficar louco, e isto não é uma hipérbole! Grito palavras estupidas no meio de !!PANQUECAS!! frases e tento dormir o mais !!TIJOLO!! possivel para o tempo passar mais !!HIPOPOTAMO!! depressa! Resultado, adormeço ás 7 da manhã e acordo ás 4 da tarde, e adivinha só com que é que isso me deixa!? Com toda uma madrugada de Gigashopping sem nada para fazer que me distráia desta agonia. Já fiz tudo aquilo que de efectivamente importante tinha para fazer, duas vezes, agora resta-me tirar pizzas do congelador e sentar-me de frente para elas enquanto as vejo descongelar, ou acompanhar de perto o crescimento das plantas da varanda, já vos disse que estava !!PARALELÍPIPEDO!! a ficar louco?

Vejo DVD's filmes que já sei de cor pela milionéssima vez, empanturro-me de chocolates, estejam eles dentro ou fora do prazo, para compensar a carência, saco musicas de bandas que odeio para depois apagar e animar-me enquanto o faço, deito-me na cama de barriga pa cima e tento fazer bolas de sabão gigantes, registei-me no forum dos The Gift e li 26 paginas de "The Gift Quiz" com perguntas do tipo "Quais as músicas do AM-FM que têm na sua composição o belo som de harpa", lavei o carro cinco vezes em tres dias, aspirei-o outras duas... fui ás festas do Barreiro! Ohhh mundo cruel! Quão baixo desci eu, quão desesperado estou para ir ás festas do Barreiro em busca de distracção!

Visito o teu fotolog em intervalos de 12 minutos, o teu blog com intervalos de 8 e independentemente de saber que não vou encontrar nada de novo continuo a lá ir, de 8 em 8 minutos, mAndo-te mensagens aos pares, mas não ajuda, telefono-te mas ouvir a tua voz é Matar a sede com agua salgada, odeio a palavra RACIONALIZAR, é oficial, vou aboli-la do meu léxico, leio os nossos logs, e pouco me importa a quantidade de vezes que "O histórico de mensagens de Miss tenha atingido o tamanho máximo autorizadO" devoro-os como se isso fosse mudaR alguma coisa. Tou FARTO FARTO FARTO, exijo o teu regresso imediatamente, que coles em mim e não lárgues mais! Tenho a tua borboleta, vou mante-la refém até que me batas á porta! Arghh, MERDA, dizes que gostas de mim e deixás-me assim?! ESTUPIDA! ODEIO-... as tuas férias.

Para a minha amiga Mariana

Sou um tipo simples, dado, simpático, tento a cada dia que passa ser a melhor pessoa que consigo ser, não desejo mal a ninguém, não odeio ninguém, paro nas passadeiras e teimo em acreditar que as pessoas são genuinamente boas. Genuíno, palavra engraçada, só recentemente descobri as suas semelhanças com a palavra Ingénuo, dá para reorganizar as letras duma para formar a outra, mas acho que as semelhanças não ficam por ai. Confio em toda a gente até me provarem que não são dignas da minha confiança, e a vida já me ensinou que faço mal, que estou errado, já aprendi que não devia confiar em ninguém até me provarem o contrário, mas acho que o mundo passa a ser um sitio mais triste no dia em que olhar para ele assim. Esta é outra das semelhanças entre a palavra Ingénuo e Genuíno, provavelmente sou ingénuo ao manter-me fiel a esta minha genuinidade que só me trás problemas, "head and heartaches", mas acho que é assim que deve ser, ou devia. Não consigo, não quero, ou simplesmente não gosto de imaginar que alguém magoe o próximo por capricho, que há pessoas que tiram prazer da desgraça ou miséria alheia, ou pior, que pactuam ou conspiram no sentido de tentar ou magoar alguém, não consigo equacionar esse tipo de pessoas no mundo cor-de-rosa onde vivo. Já sei... sou ingénuo, mas eu prefiro achar-me genuíno.

E um dia apareces-te! Vieste falar comigo como se fosse a coisa mais natural do mundo, e era, perguntei-te de onde tinhas tirado o meu mail e tu respondes-te "do teu blog" e eu achei o máximo que aquilo que eu escrevesse motivasse alguém a querer conhecer mais de mim, disseste-me que eras do Porto, que agradável coincidência, logo eu que morro d'amores pela invicta. Gostava de dizer que foste especial desde o primeiro instante, mas ia estar a mentir, tratei-te como trataria outra qualquer pessoa que viesse falar comigo nas mesmas condições, dei-te a conhecer o melhor de mim, as coisas de que não falo aqui, não por serem temas tabu mas por serem de mais difícil exposição, relatava-te teorias que misturava como se fossem "hors d’oeuvres", mostrava-te os posts antes de os publicar e pedia a tua opinião, e ias ajudando a construir o mesmo blog que te levou a ir falar comigo. É justo dizer que passaste a ser minha amiga desde o momento em que vieste falar comigo, não por seres especial, desculpa dizer-te, mas pelo simples facto de que eu não ser capaz de dosear o quanto dou de mim. Não eras especial, mas eu era, eu sou, trato toda a gente como se fossem os meus amigos d'infância e conto-lhes seja o que for que me perturba, não tenho porque não confiar em ninguém até me mostrarem que não me merecem, e como tal, tambem confiei em ti... quão ingénuo, desculpem, genuíno.

Contava-te tudo, aquilo que querias saber, aquilo que não querias, aquilo que para ti não tinha qualquer interesse, contava-te até aquilo que não conto ás pessoas com quem lido no dia á dia, mas que se lixe, nunca te tinha visto á frente, não tínhamos uma único amigo em comum, que raio importava se aquilo que te contava era comprometedor ou não, que raio ias tu fazer? Partilhar com uma amiga que não fazia a mais remota ideia de quem eu era?! Que diferença fazia os segredos que te revelava, que uso podias tu fazer deles, estavas a 400km's sem um único elo de ligação a tudo o que me rodeava. Relatava-te os meus delitos, os meus crimes e ainda assim dormia descansado, quando assaltado pela duvida se não te dizia demais pensava para mim em resposta "Que pode ela possivelmente ter a ganhar em me denunciar, que motivação há-de ela ter para me magoar" e ambos os lados da minha consciência diziam em uníssono, nenhuma! E dia após dia ias fazendo uso deste meu "curioso á vontade com estranhos" para ir sabendo aquilo que querias de mim. Que ingénuo... desculpem, genuíno.

Não falavas muito, aliás, pouco ou nada, perguntavas de mim, da minha vida, abrias a janela de messenger e escrevias "Novidades?" como se a minha vida fosse um jornal diário do qual te tivesse de manter a par, eu estranhava, mas achava piada ao entusiasmo que tinhas pela minha vida e relatava-te o meu dia ao pormenor. Não mudavas de nick, nunca mudavas de nick, não mudavas de foto, nunca mudavas de foto, mas eu não ligava, pensava que provavelmente tu tambem não e por isso mesmo mantinhas a mesma dia após dia. De tempos a tempos usavas umas expressões curiosas ou tinhas um particular interesse por insignificâncias que era impossível dizerem-te alguma coisa, como especificar o sitio onde fui tomar o pequeno almoço, que estranho, moravas tão longe, que importância podia ter o nome do sitio onde eu tinha ido, não ias saber de qualquer maneira, mas insistias para eu te dizer, e eu estranhava, mas não ligava. Outra vez fui ao porto e avisei-te para combinarmos um café, tu mandaste-me um mail á ultima da hora a dizer que tiveste d'ir a correr ao Algarve e que não estavas pelo norte para o prometido café na foz, e eu estranhava, mas não ligava, Outra vez ainda dizias-me depois de eu te dizer que tinha ido comprar flores para oferecer "andas cheio de dinheiro", quando eu podia muito bem ser multi-milionário sem que tu soubesses uma vez que a respectiva conta bancária de cada um nunca foi tema das nossas conversa, e eu estranhava, mas não ligava... e passou-se mais dum ano. Que ingénuo... desculpem, genuíno.

E chegou a véspera do meu dia de anos, o pior dia do ano, mas tinha esperanças que desta vez fosse diferente, tinha uma saída combinada com a rapariga de quem gostava e ia ser o suficiente para tornar o pior, no melhor dia do ano ao lado dela, íamos ao teatro e depois ao Bairro Alto. Estava tão entusiasmado com a saída com ela que obriguei o Muckey a ir comigo a meio da semana para Lisboa, á procura dum cantinho calmo onde pararmos a beber um chá. O entusiasmo era tanto que claro está que partilhei contigo, a medo, que por alguma razão inexplicável nunca gostaste muito da rapariga que eu gostava, e mesmo sendo imparcial teimavas em ficar sempre do lado da minha ex-namorada da qual pouco ou nada te falava, por já pouco um nada importar. Estava em cacos, nervoso com a saída com a rapariga de quem gostava, queria que fosse perfeito, tanto não era o amor que já na altura lhe tinha. Ela namorava, mas eu não queria saber disso, não íamos enganar ninguém, éramos só dois amigos que se estimavam com milhares de pontos em comum juntos para uma ida ao teatro, eu gostava dela, mentira, eu já então a amava tal como a amo agora, mas a conjuntura era outra, ela namorava e respeitava o namorado, e eu respeitava isso, e eis que uma bomba rebentou.

É véspera do meu dia d'anos, e recebo uma mensagem dela no telemóvel que diz, "não vou puder sair contigo amanhã, alguém que te conhece e estava a par de tudo entrou em contacto com o meu namorado e contou-lhe da nossa saída, disse pelo caminho que tu não eras flor que se cheirasse e que se eu não saísse ctg, não voltavas a falar comigo. Eu e ele acabámos, não tentes falar comigo, vou precisar de tempo para digerir estes acontecimentos." e o mundo parou á minha volta, o pior dia do ano começava a tornar-se realidade de véspera e tudo aquilo que eu tinha construído á sua volta desabava e decidi que não ia ficar de braços cruzados a ver o meu sonho ir por água abaixo. Depois de esclarecer qualquer desentendimento e acertar a hora para a ir buscar para irmos ao teatro no dia seguinte, comecei a pensar em quem se podia ter dado a tanto trabalho para me magoar, e peguei na pouca informação que tinha para tentar chegar a uma conclusão... que ingénuo que fui... desculpem, genuíno.

Sabia que fosse quem fosse, tinha entrado em contacto por telemóvel, mas a questão era como é que tinha arranjado o n.º dele, a resposta chegou sobre a forma de Hi5, logo, era alguém com acesso á net, uma rapariga e aliado ao facto de estar ao corrente da minha vida, limitava a lista de suspeitas a 4 amigas minhas. A Telma e a Vânia, as minhas gémeas, que adoro tanto como se fossem minhas irmãs, A Pips, indubitavelmente das minhas melhores amigas que torcia por mim e pela minha felicidade a cada hora que passava do dia, e tu, minha amiga Mariana, que eu nunca tinha visto, ouvido, ou me cruzado na rua, a única do lote por quem eu ñ podia por as minhas mãos no fogo embora sempre o tivesse feito, a minha amiga Mariana, que recebi de braços abertos e relatei a minha vida como um livro, a minha amiga Mariana que no lote das minhas confidentes, era a única ponta solta. Na altura fiquei desapontado contigo Mariana, não conseguia perceber que motivação tinha tido para te dares a tanto trabalho para me magoar, mas depressa percebi que não podia ficar desapontado contigo minha amiga, pois tu nem sequer existes, foi outro alguém que te inventou. Que ingénuo que fui... desculpem, genuíno.

Na altura não sabia de quem era a mão que guiava a marionete Mariana e jurei cortar a garganta ao responsável no dia em que a mão tivesse um nome, e agora tem. Devia estar a afiar a minha faca ou limpar o cano á 6.35, devia estar pensar numa maneira de te fazer desaparecer do planeta, mas não estou. Estou calmo, em paz comigo mesmo, sei agora que qualquer motivação que possas ter tido é fruto da doença de que sofres e não retaliação por algum mal que te possa ter feito, não fiz, nunca fiz, nem a ti nem a ninguém, dai me ter custado que alguém se tivesse dado ao trabalho de me magoar a mim, mas afinal foste tu, e tu és uma pessoa doente, por isso não faz mal. Tenho pena de ti, e gosto de ter pena de ti, acho que pena é daqueles sentimentos a evitar, mas para o caso acho que é o único que posso nutrir, pena, muita pena da tristeza de pessoa que vejo quando me lembro de ti. Pior que tudo é não estar surpreendido, lá bem no fundo sempre soube que eras tu, tenho pena pela Mariana, gostava dela. O dinheiro não compra maneiras, princípios, educação, decência ou discernimento para distinguir o bem do mal, e assim sendo, é desprezável a imensidão de cavalos do carro que guias, ou a quantidade de metros que tem o écran da tua televisão da sala, hás-de ser sempre uma ninguém do bairro social degradado dos subúrbios onde cresceste.

Depois de me passar a indignação inicial, pensei naquilo que podia fazer para te retribuir a atenção na mesma moeda, pensei em aplicar-me e arruinar-te a vida, mas sou melhor que isso, sou melhor que tu, tão melhor que tu, sempre fui, e como tal, não vou descer ao teu nível, não vou mexer uma palha no sentido de retaliação, vou sim, a meu ver dar-te uma resposta ao meu nível, esse tão superior ao teu, vou-te mostrar o quão melhor que tu eu sou, o quão melhor que tu ela é, e vou ser feliz, vou ser muito feliz ao lado dela, a mesma rapariga de quem inutilmente me tentas-te separar, vou-te mostrar no nada que os teus esforços surtiram e em como nem na mediocridade consegues ter sucesso... no meio dessa tua doença, espero só que tenhas ainda a lucidez para te aperceberes de que és o nojo do mundo, a personificação de tudo aquilo que eu desprezo, gentinha mesquinha e miserável que se aproveitam da honestidade, bondade e genuinidade de pessoas como eu para magoar gratuitamente aqueles que sempre te trataram bem e acarinharam,que nunca te quizeram mal, e pior, ainda te vanglorizas dos teus feitos vergonhosos com ar vitorioso e dizes orgulhosamente "eu dele só não sei o que eu não quero", a escoria da sociedade tem agora uma cara, a tua. Não te odeio, "ódio seria em mim saudade infinda, magoa de te ter perdido... " credo, nada disso, não te odeio pelo simples facto de que me és indiferente, não existes no mundo cor-de-rosa onde vivo, e porque tanto o ódio como o amor, vêem ambos do mesmo sitio, e tenho o coração sobre-lotado de amor por ela, para dispensar seja o que for dele para te odiar a ti, não vales a pena. Nunca me vais esquecer... e eu já nem sei quem tu és.

Anatomia duma infidelidade

Fico surpreendido com a quantidade de programas que exploram a fraqueza do ser humano pelo sexo oposto, principalmente quando este se encontra numa relação na qual é suposto ser fiel ao parceiro, ele era um programa em horário nobre na SIC apresentado por um parvo e duas gémeas, ele é outro na TVI só com um apresentador parvo sem gémeas, gémeas ou não gémeas o que é certo é que semana após semana, ou dia após dia eles tem um novo caso de infidelidade para partilhar com toda a gente, aliado á conversa de café do outro dia onde falávamos sobre testes de paternidade e em como a estatísticas nos diziam que desde que analises de ADN passaram a provar a paternidade da criança se descobriu que 30% dos pais criava filhos ilegítimos, querendo com isto de dizer que anda meio mundo a enganar meio mundo, e suponho que haja uma explicação para isto, esta é a minha...

Paz de espirito, justiça, em suma, felicidade, não é a isso que tudo se resume? Que outro pode ser o objectivo da vida senão o de sermos o mais feliz possíveis no curto de espaço de tempo que nos é dado? E poderá haver verdadeira felicidade sem encontrar uma metade que nos complete? Pergunta retórica, acredito que não, mas suponho que só isso fosse tema mais que suficiente para todo um outro post, mas a questão é que toda a gente procura, ou será mais acertado dizer, quer encontrar alguém que a faça feliz, que a complete, que traga sentido para toda uma existência que grande parte do tempo parece "pointless", todos procuram o Mr. Right... mas quando é que se trocou o Mr. Right, pelo Mr. Right Now?

Todos nós temos bem fantasiado aquilo que sonhamos para nós, a mulher ou o homem dos nossos sonhos, um lista infinda de qualidades, uma outra bem curtinha dos defeitos que estamos dispostos a tolerar, cor do cabelo, cor dos olhos, altura, peso, e até um ou outro sinal estrategicamente sonhado que lhe dá aquele ar exótico. Sonhar é fácil, mas nem sempre o produto do nosso sonho vive do outro lado da rua, ou nos lembramos de conhecer desde que nos conhecemos a nós mesmo. A grande maioria das vezes não conhecemos ninguém como a pessoa que fantasiamos, provavelmente porque se até já tivéssemos conhecido já tínhamos tentado qualquer coisa, e ou tinha funcionado e éramos felizes da vida, ou pelo outro lado, não tinha dado em nada e a tinhas ultrapassado como ultrapassamos todos os amores que acabam por não dar certo, mas a grande maioria das vezes é uma imagem que foi concebida depois de uma e outra relação fracassada em que fomos espremendo aquilo que de melhor cada uma dessas pessoas tinha, aquilo que mais gostávamos, as características que nos faziam sorrir e dar-nos alento quando tudo o resto parecia cair aos bocados, foi relação acabada atrás de relação acabada que nos ajudaram a fazer a lista de compras para próxima relação.

E ai partimos nós, á procura de tudo aquilo que agora sabemos que queremos, 1001 qualidades que procuramos em cada um dos potenciais candidatos, e com o passar do tempo apercebemo-nos que era bem mais fácil sonhar que encontrar "the love of our life", e passam-se meses e começamos a ficar carentes, começamos a ponderar hipóteses que até então não o eram por estar tão longe do ideal sonhado, mas hell, até tem 10 ou 11 das 1001 características que tinha sonhado, e antes isso que nada, e começa-se a andar com alguém que está longe daquilo que queríamos para nós, not Miss ou Mr. Right, mas Miss ou Mr. Right Now, alguem que estava lá, e gostava de nós e que até certo ponto sabíamos que nos ia fazer felizes, e faz, por um breve período de tempo, até começarem a faltar a 991 condições sine qua non para que a relação aquela relação durásse para sempre, e a busca continua... não se acaba, porque antes vale um pássaro na mão que dois a voar e quem é que nos diz que vamos efectivamente encontrar alguém melhor? O problema é que não tem de se encontrar alguém melhor, au contraire, muitas das vezes acaba-se por trair para baixo em vez de para cima, por se encontrar alguém que tem em vez de 10 ou 11 ... somente 7 ou 8 caracteristicas das 1001 fundamentais, mas que são umas 7 ou 8 diferentes das 10 ou 11 que com quem se está actualmente tem, e nesta precisa altura, damos mais valor a essas 7 que ás outras 10, não por estas serem mais importantes que as outras todas, mas por estas não estarem a ser satisfeitas, e lá está, queremos muito uma coisa, mas quando a tempo apercebemo-nos que afinal o que precisamos é de outra coisa qualquer... e como tal, troca-se o que se tem por algo que á partida parece melhor mas que acaba por se revelar senão pior... mais do mesmo.

E é por isso que acho que relações acabam e começam com a frequência com que vejo, porque já ninguém namora com quem sonhou, namora com quem encontra enquanto procura algo melhor, e como tal, a procura continua na busca daquele/a com quem sonhámos, e de tempos a tempos aparece um "Fillet Mignon" que nos faz mandar o namorado pó espaço, "Fillet Mignon" não por ser aquilo que se sonhou, mas por ser diferente e por preencher uma necessidade que não era satisfeita, ludibriando-nos a pensar que seja o que for que tem para nos oferecer é melhor que aquilo que se tem, eventualmente o fillet mostra-se tão Roberto como outro Roberto qualquer and the search continues.

E lá atinamos com o Mr. Right Now depois de desistirmos da busca do Mr. Right que teimou em não aparecer, e conformamo-nos porque achamos que a ideia de encontrar uma só pessoa que preencha todas as necessidade que temos por satisfazer é utópico, e quem sabe um dia ele não aparece num cavalo branco e espada em punho e nos leva para o seu palácio nas nuvens. E passa 1 mês, passam 2, passam anos, casam, ficam 17 anos casados e chegam aos 40 anos, ainda á espera daquela pessoa especial que acabou por nunca chegar, e apercebemo-nos que estivemos metade da nossa vida á espera que a nossa vida começasse, e é então que se desenvolve uma crise de meia-idade, quarentões divorciam-se e trocam a carrinha familiar por um descapotável importado, vão para discotecas durante a semana com o fato que usaram para o trabalho, e encostam-se ao bar convencidíssimos que podem retomar a buscar onde a deixaram, aos 25 anos, mas agora tem 40, e o atraso é tão velho quanto o whisky que bebem. Está certo que nunca é tarde para ter um juventude feliz, mas á que ter consciência que certas coisas têm altura própria para serem vividas, e é contra-natura tentar vive-las fora de época.

Mas lá está, está tudo tão habituado a viver tal maneira que se esqueceram que se pode viver a vida duma maneira diferente, e acho que este foi o desenvolvimento natural que as relações levaram numa sociedade de consumo imediato que levou á morte evolutivo do Mr. Right e tornou o Mr. Right Now, the thing to be. Não é facil encontrar quem se sonhou, é possivel que seja uma missão a roçar o impossivel, dá trabalho mas chegado ao fim do dia... what is life if not the pursuit of a dream?!

Pensamento do dia

A palavra "Unisexo" foi inventada por um tipo que queria vestir roupa de gaja.

Acordar sem ti...

Tou cansado, exausto, morto! Cheguei a casa e a primeira coisa que fiz foi correr para o duche, um duche quente, e que saudades que eu tinha disso, não que me esteja a queixar dos duches de "Enxaguamento Final" na lavagem automática de S.Téotónio, pelo contrário, têm o seu encanto, mas a minha banheira tambem tem os dela, principalmente o que dá pelo nome de esquentador.

Saiu do duche e não tenho de atravessar um mar de pó para chegar ah tenda, nem tremer ao longo do caminho com a brisa que me faz arrepiar, já não tenho de dár os pequenos passos que a toalha enrolada ah cintura permite, aqui visto o roupão turco e vou para a sala jantar... sim, comida a sério!

Comida a sério! Feita ao lume, nada de embalados, conservas, ou papa daquilo que outrora foi fruta, hoje jantei arroz de pato acompanhado por rodelas de laranja e ajudei com Pepsi Twist.... COM GELO! O Gelo, essa especiaria rara em terras da Zambujeira.

Agora vou-me deitar, na minha caminha feita de lavado á minha espera, bem mais fofinha que o chão da Herdade da Casa Branca, sem pó nem gritos "Indios", com a luz da televisão a fazer as vezes da lanterna, mas por mais apelativa que isto possa ser, não tás lá para te aninhar de mim e me roubar o meu lado do saco.cama, não tás lá para adormecer com a minha mão apertada junto ao peito e o meu braço torcido obrigando.me a dormir em posições estranhas e desconfortaveis e mesmo assim com o sorriso que tanto adoras nos lábios. Não durmo, mas acordo radiante da vida por te ter ao meu lado. Vou.me agora deitar na minha cama fofinha, mas não tás lá para me acordar, dizer "Bom dia querido" e dares sentido ao meu dia quando os teus olhos são a primeira coisa que consigo focar ao acordar, e dito isto, a minha cama fofinha não é tão apelativa assim, quando tenho de acordar sem ti.

... longe de ti

"Armação de Pêra, 26 de Julho de 2005

Começo a escrever por tópicos com uma caneta borrada de tinta que encontrei na 3ªcaveta da cómoda, não sei mesmo se escreve... bem agora já sei.

Não gosto de aqui estar, de não saber onde procurar uma caneta ou uma folha de linhas, onde escrever à falta do meu computador. As únicas folhas cá em casa são as da “Nova Gente” e as da “TV Guia” de á 2 meses atrás que os últimos hospedes deixaram esquecidas com bigodes desenhados nos famosos, ou um par de cornos na foto do dirigente do clube rival, ahh e as palavras cruzadas feitas, bem, meio feitas o que diz bastante sobre quem cá esteve e não arranja uma palavra de 5 letras para “terramoto” quando “sismo” não bate certo com a coluna vertical, era “Abalo” , vou escrever e deixar cá para o ano para eles puderem ver que os hospedes que se seguiram eram ligeiramente mais brilhantes que eles.

Mas não saber onde encontrar uma caneta ou procurar uma folha branca não são as únicas coisas que me incomodam, antes fossem. Enquanto escrevo, ouço na rua passar uma carrinha, a precisar de reparação por sinal, anunciando o “circo do futuro” com os seus cavalos, póneis, ursos, lamas, zebras e cabras da Malásia? Sempre imaginei que o circo do futuro dispensasse cabras da Malásia, enfim, isso também me incomoda.
Sempre que chego ao Algarve, depressa me lembro porque é eu odeio cá estar, odeio férias, onde gente de ferias , vir para uma casa que não é minha e nem sequer saber qual a posição correcta da chave na porta da entrada, sou uma estranho nesta casa, e venho para ela à 24 anos.

Está todo o mundo de férias, ninguém é daqui perto, dá para perceber pelas placas dos stands debaixo das matriculas dos carros que dizem onde foram vendidos : Rui Sousa – Comercio de Automóveis - Leiria, Stuttcar - Oeiras, e como estranhos que são, acham que podem fazer o que quiserem, cruzo-me com um “vizinho” no parque de estacionamento do prédio, mas não nos cumprimentamos, pouco importa a ideia com que ele fica de mim ou eu dele, daqui a uma semana, assim que a quinzena acabar e o mês for outro não lhe torno a por a vista em cima e como tal, dispensamos a cordialidade que se tem com o vizinho de cima. Saio do parque em direcção ao elevador, já está alguém no hall do prédio que também não me cumprimenta pois claro, está demasiado apressado a entrar no elevador para não o ter de partilhar comigo que não tem sequer tempo de dizer “Boa tarde”, assim pode só fazer de conta que não me viu ou que simplesmente não existo. Devia achar piada a esta genuinidade, honestidade, este politicamente incorrecto, mas não acho, acho sim que retracta as pessoas na sua forma mais pura, e não gosto daquilo que vejo!

Fui às compras com a minha avó Nita e por todo lado tenho mais amostras desta genuinidade incomodativa, nos corredores apertados do supermercado, carrinhos atolados de comida de plástico são deixados à toa interrompendo a passagem, e quando chamados a atenção, somo olhados com um ar que diz “Não quero saber, não me incomode, estou de férias” e confundem a calmaria e a pacatez típica de um período de descanso, com uma apatia exagerada, pouco natural, mas bastante desesperante e muito incomodativa. As pessoas arrastam-se pelos passeios, ou pior, pelas estradas com tal naturalidade que quando um carro está a 10 segundos à espera que estas se desviem, buzina, elas saltam em sobressalto com um horror estampado no rosto que se traduz em “Credo, um carro na estrada” como se fosse algo de inédito.

Acho que todo o conceito de férias está muito mal interpretado, está tão entranhada a ideia de não fazer nada, que é levada à letra. Sou da opinião que o objectivo de tirar umas férias é deixar de fazer aquilo que se faz todo o ano para se fazer algo novo ou diferente, e não necessariamente não se fazer nada. Suponho que esse fosse inicialmente o conceito, uma fuga à rotina para não deixar que esta se instale e descansar da vida que levamos o resto do ano, e não fazer rigorosamente nada, farta e cansa mais do que a vida que levamos dias após dia.

Gosto tão pouco de cá estar que até o belo me incomoda. Estou sentado à varanda a 20 metros da praia que começa do lado de lá da estrada seguida de um mar que se estende por tão vasta área como a do céu acabando os dois por se encontrar lá bem longe ao fundo, para comparar grandezas suponho, impossível de descortinar onde um acaba e o outro começa. As famílias felizes passeiam lado a lado de mãos dadas formando cordões humanos intransponíveis sem esquecer o típico frente-a-frente nos passeios quando nenhum dos machões que circulam em direcções oposta, acha que se deve desviar, uma especie muito determinada a do “machão algarvio”.

As noites são longas, mas nem por isso as manhãs são mais fáceis. Acordo com a sirene da lota do outro lado da rua quando os primeiros barcos voltam de uma noite de pesca, a horas tão obcenas que ainda nem o sol acordou, seguido do aviso irritante do tractor em marcha-atrás que os vai tirar da água. Mais tarde, quando o frenezim da lota acalma, são as colunas gigantescas da aula de step na praia que não me deixam dormir para lá das nove e me obrigam a levantar para enfrentar mais um enfadonho dia numa casa com zapping até á TVI and back cimentada a 350km's de ti, e isso é aquilo que mais me incomodam em tudo aquilo que me incomoda no Algarve... estár longe de ti."

Excerto de carta de José "R1sk3z" Risques para Andreia "Cumpl1ce" Pina.

"The best we can do is to breath... and reboot."

Back once again depois de uma longa e deprimente semana no Algarve (outra estória) ao meu blog, se há cookie que eu gosto é o do Blogger, escrever o URL no browser e ir directo para a pagina do meu blog sem passar pelo login ou pla casa partida e receber 2contos, como se o blogger em si estivesse desejoso que eu voltasse a escrever qualquer coisa e como tal re-direciona-me o mais depressa possivel tál não é a sua ansia... e a minha!

Não sei bem no que é que isto vái dar, provavelmente em nada, mas vou tentar na mesma. Estou a ser atingido por todos os lados por abordagens diferentes a namoros e relações, umas saudáveis, outras nem tanto, outras totalmente "romance-intolerant" ou extremamente destructivas, umas a começarem, outras a acabarem, outras que não andam nem desandam, seja como for, sinto-me inspirado para dizer qualquer coisa sobre isso, o Sexo e a Cidade deixa-me sempre assim, inspirado.

Somos novos, well, vc's plo menos são eu sou como hei-de dizer, OLDer, e como tál penso da maneira diferente da maioria, felizmente tenho alguem que partilha comigo a minha visão sobre relacionamentos e torna tudo super saudável, mas as coisas nem sempre são assim, é natural que ao longo da fase de crescimento, e eu não tou a falar daquela em que ficamos mais altos, mudamos de voz ou aparecem pelos, estou a falar do processo gradual de consciencialização dos factos da vida, e um desses factos é de que NADA DURA PARA SEMPRE! Well, algumas coisas até duram, mas é mais facil começar pela regra geral que pela excepção.

Namoros começam e "flowers bloom", everything is sugar and spice and all the things nice, ele não a consegue largar, ela não consegue deixar de pensar nele, querem estár juntos a toda a hora e os primeiros tempos, meses, semanas, vão ser a fasquia dessa relação, a fase em que tudo corre na perfeição, a fase em que todos os defeitos do parceiro/a nos divertem e achamos piadas ás mesmas coisas que mais tarde acabamos por odiar, e isto não é filosofia! É senso comum, ou devia ser! Tambem é senso comum que depois da paixão inicial as coisas começam a morrer e recordamos com saudade o fogo em que a relação ardia ao inicio e em como grande parte disso se perdeu na rotina que passou a ser estarem um com o outro a toda a hora, uma presença constante não porque continuam a não se conseguir largar um ao outro, mas porque alienaram o mundo inteiro enquanto o fizeram ao principio, e agora estão um com o outro não porque ele consegue passar sem o seu perfume, mas porque não tem nada para fazer ou para onde ir, e então vai ter com ela, ela vai ter com ele, entram no carro e perguntam um ao outro "onde é que vamos hoje?" e o outro responde "não sei, decide tu", "tambem não sei, decide tu" e este tipo de conversa é tão banal que deixámos de nos aperceber o quão triste ela é.

Nada dura para sempre, somos novos e estamos a aprender, e por mais chocante que isto vos possa parecer, não há.de ser á 1ª, á 2ª ou até ah 10ª tentativa que vamos encontrar a pessoa com quem é suposto ficarmos, não digo que não aconteça, acontece mas a não ser que sejam a Irlandesa do Jackpot do Euro.Milhões eu não sustinha a respiração á espera dele/dela. O processo de aprendizagem passa por ai mesmo, por arriscar, perder, ir ao tapete, sacurdir o pó e começar de novo, e não é razão para ficarmos abatidos, todas as relações são boas, mesmo aquelas que chegam a um fim, principalmente diria mesmo, aquelas que chegam ao fim, porque nos educam, as boas dão-nos "Obrigatório Ter" para acrescentar ao prefil que traçamos da pessoa com quem temos uma boa hipotese de, não digo durar para sempre, mas até ao fim, bem como as más relações, até mais importantemente que as boas, dizem-nos aquilo que sem duvida não queremos ter de lidar até ao fim dos nossos dias, e como tál, as más são boas só por isso.

Não tentem fazer de um namoro/relação, algo que ela não é, "there is only so much one can teach us", tirem o melhor de cada uma delas, e quando não dér mais, quando a outra pessoa não tiver mais nada para nos ensinar ou chegarmos a um estado de mentalização que não estamos a enriquecer como pessoa do seu lado, ponham um fim, um fim saudável, muito mais saudável que evitarem-se, traições, não se deem ao trabalho de salvar algo que está pra lá de qualquer cura, levem tanto aquilo que de bom como de mau aprenderam e partam para a próxima de peito aberto, sabendo que cada uma que falha, é uma mais proximo que estão se encontrar alguem que vos complete, porque insistir em algo que está mais que visto que chegou ao fim? Somos novos, well, vc's são pelo menos, e teem tempo de sobra para continuar a aprender tudo aquilo que cada pessoa diferente tem para vos ensinar.

Exposto o meu ponto de vista sobre as relações que acabam, avancemos para as que não andam nem desandam, e aqui vou ser breve. WAKE UP AND SMELL THE COFFEE! Se estão a ler isto é porque teem acesso á net, e se teem acesso á net, e estão numa relação que está longe de ser aquilo que era ao inicio e acham que ainda ñ é tarde demais para a salvar... why da fuck estão a ler o meu blog? Abram o google, e procurem por bares, festivais, concertos, miradouros, exposições, restaurantes, esplanadas, peças de teatro, filme em cartaz. A rotina é algo de tão estupido que me faz comichão, abrimos um motor de buscar e pesquisamos por Bar Lisboa e em 0.345 segundos temos 3.450.423 paginas por onde escolher, e no entanto, todos os casais tendem a cair neste prematuro "finale" em algo que é tão facil quando um "click" de evitar. Tem o Foxtrot, o Bora-Bora, o Pavilhão Chinês, o Regency, Budah, o Afreudite, o Hard Rock, a Graça, 1001 sitios calminhos no Bairro Alto onde passar umas horas, ou até um bar gay (private joke) onde ir, e isto é só de cabeça. Acreditem, não eh preciso um passeio de gondola nos canais de Veneza e um Mastercard Platinum para passar uma noite de sonho, o Ferry de cacilhas custa 2.90€ para 2+carro e chega e sobra, o Parque Tejo teve um cinema Drive.In durante 15 dias com entrada livre tipico ao ponto de sintonizar-mos o radio do carro no 89.9 para ouvir o filme, o Casino dá concertos de entrada livre de 5ª a 5ª, a unica coisa que teem mesmo de ter é força de vontade, e porque não os canais de veneza ou uma vista de Paris da Torre Eiffel, teem os leilões da TAP em que conseguem uma passagem d'ida para Paris para dois pelo preço dum jantar no Titanix, apanhem o comboio pelo canal da Mancha e 3 horas e 30€ mais tarde estão em Londres... come on, spice up your life.

E as que começam, tenham consciencia que o mais natural é nem tudo permanecer assim, o entusiasmo do primeiro beijo, a primeira noite juntos, o nervosismo na hora de ir ter com ela/e, racionalizem isso, não se deixem consumir pela chama que arde agora, se a controlarem, vão ver que ela ha.de arder por muito mais tempo. Custa uma bocado, eu sei, quando tudo o que apetece é ligar.lhe a toda a hora, e ir busca-la para sair, mas sejam mais espertos que isso, e make that last! Boa sorte!

Nada dura para sempre, não quero com isto dizer que entremos numa relação de pé atras, conscientes que começou em A e vai acabar em B e o unico X é o tempo que vái de um ponto e outro, nada d'isso, "que seja eterno enquanto dure", ás vezes o ponto B está para lá da nossa esperança de vida, não dura para sempre, mas nós tambem não, "Afterall, computers crash, people die, relationships fall appart, the best we can do is breath... and reboot."
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