The long way home.

É dificil viver em tempo real, foi das minhas mais recentes consciencialiações. É facil olhar para trás e pensar tudo aquilo que podia ter sido feito e como a nossa vida era diferente agora, se um dia, por um motivo qualquer, tivessemos feito uma insignificancia diferente.

São 4.46 da manhã, estive até á uma hora atras a falar com a Andreia, conheço-a á, bem, nem mesmo sei á quantos anos a conheço, uma mão cheia deles provavelmente, no entanto, poucas foram as palavras para lá do "Oi", "tudo bem", "até á proxima" que troquei com ela até ah bem pouco tempo, mas nunca calhou. Hoje, todos esses anos e o pouco tempo mais tarde, fico até as 4 da manha a falar com ela, porque é de facto uma rapariga interessante, consciente, temos este ou outro ponto em que concordomos, e não consigo deixar de pensar, que pena não termos falado um com um outro antes, em todos estes anos que nos conhecemos.

E a minha Andreia, que mora a 3km's duma estrada por onde passo desde que me lembro, e nunca calhou a passar á porta dela, todo o tempo em que pensei encontrar alguem como ela, e todo este tempo ela esteve ali, a 3km's donde passava dia sim dia não.

É dificil viver agarrado a "se's", se nos tivessemos dado ao trabalho de conhecer melhor aquele que sempre nos limitamos a saber quem era, se tivessemos virado á direita em vez de termos sempre seguido em frente, quanto a nossa vida ñ tinha mudado, para melhor!?

É tricky pensar nisso, é facil dár exemplos de situações que ainda fui a tempo de emendar, posso pensar, "tenho pena de não me ter dado ao trabalho de conhecer melhor aquela minha amiga, quem sabe se não era desde então uma grande amiga minha", "tenho pena de não ter passado na Avenida 1º de Maio antes, e quem sabe se hoje eu e ela não estavamos juntos á anos", mas dificil é quando pensamos em tudo aquilo que nos passou ao lado, mesmo ao lado, todos os melhores amigos que podiamos ter tido, todos os grandes amores que estavam a um "olá" de distancia que nunca veio, e que agora a oportunidade passou.

Pior ainda quando pensamos, quantos não são os nossos melhores amigos que já conhecemos, mas ainda ñ sabemos, em quantos não são os grandes amores da nossa vida que todos os dias passam na rua que tambem vái dar á nossa casa pela qual nunca passamos para fugir ao sinal. Em como a rotina nos privou de tudo um novo mundo que sempre esteve lá, mas que "nunca calhou" darmo-nos ao trabalho de descobrir. Não deixes que a rotina te adormeça, usa-a para acordar... e sei lá, escolhe o caminho mais longo até casa... quem sabe o que podes encontrar.
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