Ritorna pronto sorella *

Whenever I get gloomy with the state of the world, I think about the arrivals gate at Heathrow Airport. General opinion's starting to make out that we live in a world of hatred and greed, but I don't see that. It seems to me that love is everywhere. Often it's not particularly dignified or newsworthy, but it's always there - fathers and sons, mothers and daughters, husbands and wives, boyfriends, girlfriends, old friends. When the planes hit the Twin Towers, as far as I know none of the phone calls from the people on board were messages of hate or revenge - they were all messages of love. If you look for it, I've got a sneaky feeling you'll find that love actually is all around.

Tambem eu gosto de aeroportos, tudo ganha uma nova dimensão, cada mulher que por nós passa é uma Posh Spice a caminho d'algum lugar exotico, esbanjar o dinheiro do marido, que deve ser um dos dois milhares de tipos engravatados a segurar na mala do computador portatil, todas as mulheres são sexys, e todos os homens empresários de sucesso no aeroporto da Portela, pouco importa para onde vão, para o Porto é o mais certo, mas não importa, é tudo aquilo que imaginamos á volta deles que conta.

Gosto dos pais que se despedem dos filhos, quando estes partem no inicio duma aventura com final incerto, o olhar lavado em lagrimas e a expressão estampada na cara que diz, "ainda ontem gatinhavas, hoje embarcas na porta 7, como cresceste". Do casal de namorados que se despede como se não se fossem voltar a ver, e choram, e acenam um para o outro ao longe á medida que a escada rolante avança e toda uma outra vida começa a ficar para trás.

O problema do progresso, há sempre alguma coisa que tem de ficar para trás. Hoje fui eu, a minha mãe, e a minha avó que ficamos para trás, á medida que a minha maninha mais nova nos acenava enquanto a escada rolante subia, e a mãe chorava, sabendo que vão ser longos meses até a Inês voltar para casa para passar o Natal. A versão oficial é de que me vái saber bem umas ferias dela por um semestre, mas as coisas não são as mesmas sem ela por cá, e ainda agora a deixei no aeroporto.

Desconfio que não há-de passar muito tempo até a mãe se meter num avião e ir ver como está a filhinha, eu sou menos lamechas e espero que ela volte pelo Natal, qui çá com uma Vespa vinda de Roma como prenda. A gasolina está cara... mas o mundo é pequeno, e aqueles que amamos estão sempre no nosso coração, ainda que a uma viagem de avião de distância.
Free counter and web stats