... they choose somethin' else

Choose life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, Choose washing machines, cars, compact disc players, and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol and dental insurance. Choose fixed- interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisure wear and matching luggage. Choose a three piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing sprit- crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing you last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you have spawned to replace yourself. Choose your future. Choose life... But why would I want to do a thing like that?

I chose not to choose life: I chose something else!


Tudo começou com a musica...

Ninguem gosta/ouve a musica que eu gosto, e verdade seja dita já estou para lá de os tentar fazer ouvir, tirando o brainwashing que levam sempre que vamos no meu carro para algum lado.

Jeff Buckley, Damien Rice, Jack Johnson, Elliot Smith, Nick Drake, Josh Rouse, David Gray, Ben Harper, Tom Waits, Billy Joel, Donovan Frankenreiter, Dave Matthews, John Mayer ... são alguns dos tipos que admiro.

E se é justo dizer que podemos saber muito deles por aquilo que escrevem, então ñ só os admiro como musicos como admiro como pessoas. Não tenho idolos, ñ sou do genero de venerar alguem, mas vejo-os como role models, exemplos a seguir, ordinary men whith things in perspective, e agora a parte que me faz confusão em ver os acima referidos como exemplos a seguir, alguns deles mataram-se.

É estranho dizê.lo desta maneira, alguns dos meus exemplos a seguir mataram-se, mas acho que isso só me faz gostar ainda mais deles, e isso abre as portas a todo um novo tema... o suicidio.

Foi este o tema da minha conversa com a Ana no outro dia. Eu sempre fui da opinião que era escolher a saida fácil, cobardia, que não era resolver mas fugir aos problemas que nos levaram aquele ponto, logo é contraditório admirar tipos que o fizeram, a Ana por outro lado, acha que é escolher, e que se nos foi dado livre-arbitrio não á que julgar aqueles que escolhem morrer.

Este podia ser o meu mais longo post se eu resolvesse alongar-me e dissertar sobre Ceu e Inferno ou se aquilo que nos espera para toda a eternidade é nada, preto, em branco, se voltamos, se acaba tudo, se já cá estivemos antes ... se temos consciencia de todas as coisas que já passamos. É muito mais bonito acreditar que sim, que se formos pessoas integras vamos para o Céu, e que se cedermos ás tentações e não formos as melhores pessoas que conseguimos ser, ardemos no fogo brando do Inferno... porque senão, se estes anos de vida for tudo aquilo a que temos direito sem nos termos de preocupar com o caminho que nos indicam no pugartório, que raio nos impede de fazer aquilo que nos apetece, de matar quem não gostavamos ou roubar aquilo que não podemos comprar, se o Ceu e o Inferno forem aqui na Terra e não tivermos de prestar contar a ninguem.

Mas voltando ao topico, e tentado explicar a contrariedade que me faz admirar alguem que, num acto que eu considero cobardia, se matou ... Jeff Buckley morreu afogado no Wolf River em Memphis no Tennessee enquanto nadava de costas, vestido e cantava, ninguem sabe se morreu, ou se escolheu outra coisa qualquer. Elliot Smith encostou uma faca ao peito e deixou-se cair, Nick Drake morreu de uma overdose de anti-depressivos.

Eis aquilo que que os admiro ... porque os compreendo, porque eram pessoas especiais que se viram presas num mundo vulgar, em que nada faz sentido para aqueles que não conseguem assimilar o nojo do mundo, um sitio onde aquilo que realmente importa foi destronado por cenas tão futeis como interesses, mesquinhez, vingança, ódio, ganância, mesmo eu já cheguei a achar que este não é um mundo para mim, mas prefiro ficar, e tentar mudar... a escolher somethin' else.

"It's all about love. Don't ever let anything be more important. It's love love love." - Jeff's last words.
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