Viver é um jogo estranho...

É estranho em como há posts nos quais eu passo meses a pensar, a tentar descobrir uma maneira de conseguir por por escrito the inner workings of my twisted mind , outros em que o tempo que passa desde que penso neles pela 1ª vez até os publicar aqui, está unicamente relacionado com a velocidade com que os consigo dactilografar. Este foi mais ou menos assim.

No outro dia, numa das nossas tardes de "fórróbódó & deboche" discutiamos a maneira em que os teus objectivos de vida ditam a tua felicidade. Isto posto assim parece bastante linear, mas não é nada simples se pensarmos bem nisso. Concluimos que aquilo que mais directamente estava ligado a quão felizes vamos ser, é a nossa ambição, eu explico.

Vamos buscar o exemplo classico das relações. Se eu tiver um ideal de mulher definido, não me vou contentar com ninguem que ñ vá de encontro ao meu ideal de mulher. Se a minha relação de sonho tiver como base o "Antes do Anoitecer" é obvio que não me sinto realizado numa relação que consiste em idas ao café ou noites passadas em casa a ver a novela. Por outro lado, se a unica coisa que eu quero é alguem que me ame e me estime, é tudo muito mais facil, e se o tal café e a mesma novela forem o para mim o serão ideal, perfeito.

E conseguem encontrar analogias a isto em todos os campos da vossa vida. Se o carro dos meus sonhos for um Fiat, eu que por acaso até tenho um Fiat, tenho tudo para ser uma pessoa realizada. Por outro lado se o carro dos meus sonhos for um Ferrari, well, por mais que eu goste do meu Fiat, ele há-de saber sempre a pouco. Se eu me contentar com um trabalho das 9 ás 5 a atender telefones para o resto da minha vida, optimo, não é complicado arranjar um trabalho que me encha as medidas, agora se os meus planos passarem por um Nobel, um Pulitzer ou um Oscar, bem, a coisa complica-se. Eu tenho a casa dos meus sonhos arquitectada dentro de mim, sei exactamente como a quero, onde a quero... até já pensei numa cor pó quarto dos nossos filhos... E agora? Se não a conseguir construir? Vou estár sempre amarrado á casa que queria e não consegui ter? Tinha sido muito mais facil nunca ter pensado nisso antes.

Ou seja, se não quiseres nada, o pouco que tenhas, faz-te feliz! Se quiseres o mundo inteiro, podes até ter um continentezito que há-de sempre saber pouco. Mas tenho a sensação que nada disto é algo de novo para ninguem.

Mas então é facilimo ser feliz, é só não querer nada e dár graças por seja o que for que aparece, o que matematicamente falando se traduz em qualquer coisa como Low Standards + No Expectations = Extreme Happiness. O problema é que as coisas não funcionam assim, a estrada da ambição é de sentido unico, e a subir. No "Sit down" dos James há uma frase que diz "If I hadn’t seen such riches I could live with being poor" e isso basicamente resume muito daquilo que aqui foi dito. Se eu viver na Coreia do Norte, sou feliz com o nada que tenho, se eu sair da Coreia do Norte pá Coreia do Sul, nunca mais me contento com o que tinha na Coreia do Norte logo, nunca lá posso voltar porque voltar implica contentar-me com o que tenho depois de ver tudo o que eu não tenho.

E agora a parte engraçada. Toda a gente minimamente consciente do mundo que os rodeia vos diz que estar feliz com o que se tem porque não se conhece mais, não é viver. Uma das minha quotes preferidas diz "Don't be afraid that your life will end, be afraid that it will never begin", e teem razão, viver-se ignorantemente feliz não é viver, mas eles hão-de ser muito mais realizados, isto é felizes, que "nós" que queremos mudar o mundo e não vamos conseguir. Eu acho que sofro disto a um nivel extremo, tanto que não há dia que passe que eu não gostava de ser menos que aquilo que sou, mais ignorante e consequentemente mais feliz, porque, verdade seja dita viver sabendo que nunca se há-de conseguir fazer aquilo a que se aspira, ficando sempre aquém daquilo que sonhamos para nós, torna este "viver" tão "viver" como o dos outros. E tudo isto me atingiu enquanto ouvia o "A Gente não lê" do Rui Veloso e ele cantava, "a gente morre logo ao nascer" porque no fundo é isso mesmo, viver é uma lose/lose situation porque ou não vivemos porque não sabemos o que é a vida nem tudo aquilo que estamos a perder, ou não vivemos porque temos tal consciencia do mundo que percebemos o quanto dele nos passa ao lado, e perdemos seja de que maneira for.

Ah umas semanas atrás passou no Hollywood um fime de 1983 chamado "War Games - Jogos de Guerra" em que um hacker (Matthew Broderick) entrava no super-computador de defesa dos Estados Unidos, um computador com inteligencia-artificial capaz de aprender com os seus erros, convencido que estava a entra numa empresa de jogos de computador, e pede para jogar um jogo chamado "Global Termonuclear War" que era na realidade um plano de ataque ao principal rival dos EUA, a URSS. O computador ficou de tal modo empenhado no jogo, que não deixou que ninguem o desligasse enquanto ele não ganhasse, que passava por qualquer coisa como, apagar a URSS do mapa. Eles acabaram por conseguir faze-lo parar pendido-lhe para jogar outro jogo, o jogo do galo. O computador eventualmente percebeu que há jogos que quando bem jogados, ninguem ganha, e depois de perceber isto cancelou a "Global Termonuclear War" e disse "Strange game. The only winning move is not to play" e viver acabar por ser um bocado assim, uma vez que perdemos sempre... the only winning move is not to play.

Annie Hall

There's an old joke - um... two elderly women are at a Catskill mountain resort, and one of 'em says, "Boy, the food at this place is really terrible." The other one says, "Yeah, I know; and such small portions." Well, that's essentially how I feel about life - full of loneliness, and misery, and suffering, and unhappiness, and it's all over much too quickly. The... the other important joke, for me, is one that's usually attributed to Groucho Marx; but, I think it appears originally in Freud's "Wit and Its Relation to the Unconscious," and it goes like this - I'm paraphrasing - um, "I would never want to belong to any club that would have someone like me for a member." That's the key joke of my adult life, in terms of my relationships with women.

You know, lately the strangest things have been going through my mind, 'cause I turned forty, and I guess I'm going through a life crisis or something, I don't know. I, ... and I'm not worried about aging. I'm not one o' those characters, you know. Although I'm balding slightly on top, that's about the worst you can say about me. I, uh, I think I'm gonna get better as I get older, you know? I think I'm gonna be the balding virile type, you know, as opposed to say the, uh, distinguished gray? Unless I'm neither of those two. Unless I'm one of those guys with saliva dribbling out of his mouth who wanders into a cafeteria with a shopping bag screaming about socialism.

Annie and I broke up. And I still can't get my mind around that. You know, I keep sifting the pieces of the relationship through my mind, and examining my life and trying to figure out where did the screwup come, you know? A year ago, we were in love... you know?

Seems Like Old Times

1º Post... 12 minutos depois do dia 26 de Dezembro ter começado, o Natal acabou e embora o "Boas Festas" prevaleça por mais uns dias, com a ultima badalada da meia-noite o espirito natalício esvaiu-se de dentro de mim com a promessa dum regresso daqui a uma dúzia de meses.

Podia-vos falar das prendas, daquilo que dei e recebi, mas nada disso interessa agora, conta a intenção, o esforço, o sacrifício... Naquele infinito numero de familiares em que a maioria nada nos diz... entre a centena de tias das quais metade nunca metemos a vista em cima... mas quando toca á metade que conhecemos, todos temos uma predilecta, a mim é a minha Tia Alice... é uma das 3 irmãs das minha avó, a mais nova, apesar de ter uns trocos a mais que o triplo da minha idade. Não é rica, longe disso, e mesmo sendo possível contar pelos dedos de uma mão as vezes que a vejo durante o ano, todos os natais me oferece 5€ dentro de um envelope, e á medida que mo dá para a mão, olha-me com o mais ternurento dos olhares como quem me diz em segredo "movia o céu e a terra para te dar tudo aquilo que quisesses... mas como não é possível, vou dando tudo o que posso." e diz-me com pena "Não é muito" sem nunca suspeitar que todos os natais ... me dá a mais preciosa de todas as prendas.

Espero que o vosso natal tenha sido tão preenchido como o meu, e que tenham todos uma "Tia Alice" que vos encha o coração.


E foi assim que este blog começou. Entre aquela primeira frase e esta, passaram exactamente 3 anos e 50 minutos, e muita coisa aconteceu nestes 3 anos e 50 minutos, quero dizer, mais nos 3 anos, nestes ultimos 50 minutos não se passou assim nada de extraordinário.

Tinha 22 anos quando este blog começou, e é giro, e ao mesmo tempo assustador ver como mudei. Eu digo aos meus colegas de 18 anos que nos 7 anos de idade que nos separam, temos um milhão de anos de diferença. É impossivel tentar explicar este periodo de transição para a idade adulta, tem de se passar por ele para o compreender, mas eu vou tentar de qualquer maneira.

Aos 18 ou aos 19, até mesmo com 20 anos estava certo de como queria que as coisas fossem, lembro-me duma frase da minha musica preferida dos Pearl Jam (Elderly Woman Sitting Behing The Counter in a Small Town) em que o Eddie Vedder dizia "I change by not changing at all" e era basicamente assim que eu queria que as coisas fossem, não queria mudar nunca, achava que mudar, crescer, tornar-me adulto me deixava um passinho mais perto de morrer, e eu sempre gostei demais de estar vivo para deixar que isso acontecesse. Mas os anos passam e tu vais aprendendo umas coisas, quer queiras quer não, vais sabendo cada vez melhor aquilo que queres para ti. Aos 18 quanto te perguntam o que é que ouves, dizes "eu gosto de tudo" aos 20 dizes "de tudo desde que não tenha "metal" no nome" aos 22 já dizes que gostas de "Rock" e de "Oldies" e aos 25 dizes o nome das tuas 3 ou 4 bandas preferidas, o mesmo com filmes. Aos 18 anos achas que vais ter tempo para tudo, que tens uma vida inteira pela frente, 7 anos mais tarde, achas que desperdicas-te um 1/3 da tua vida a decidir o que é que havias de fazer e acabaste por não fazer nada. Apercebes-te então que a vida é demasiado curta e passa demasiado depressa para que dê para fazer metade das coisas que querias, que já é mais tarde que aquilo que pensavas (It's later than you think). No outro dia ouvia uma entrevista ao João Vieira Pinto, esse icone do futebol nacional, agora com 35 anos e a jogar no Braga, em que ele dizia "já não tenho a preparação fisica para correr os 90 minutos e ir ás bolas todas, mas agora tb já sei pra quais é que vale a pena correr". Pois é, nunca pensei vir a aprender uma "lição de vida" numa flash interview da SportTv a um futebolista acabado, fascinante, e isso é outra das coisas que aprendes, que toda a gente tem alguma coisa para te ensinar, ainda que só por oposição aquilo que realmente queres para ti. Mas é isso tudo e o João Pinto tinha razão, apercebes-te que não vais escalar o Everest, ou ganhar uma medala olimpica, dár a volta ao mundo num balão de ár quente ou ir á lua, mas por essa altura tambem já sabes quais os sonhos pelos quais vale a pena batalhar, e esperas que daqui a 70 anos olhes para trás e não te arrependas de ter deixado nada por fazer.

"Undestand that friends come and go, but for a precious few you should hold on". Os amigos são um campo complicado de discernir. Não são familia embora os vejamos como tal, mas há algo muito importante que os distingue, a familia não se escolhe, os amigos sim. Não toleres m*rd*s de ninguem, muito menos de um amigo. Há algo de verdade na frase de lá de cima, há amigos que vale a pena manter, mas apercebeste que aqueles que vale a pena manter, são os mesmos que nunca correste o risco de perder, os mais low maintenance. São eles que te vão acompanhar por grande parte da tua vida, e já que ao contrario da familia os podes escolher, escolhe-os bem. Não te preocupes se ao longo da tua vida já tiveste 10 grupos de amigos diferentes, por cada um desses grupos d'amigos que tiveste e do qual te afastas-te houve sempre alguem que ficou, e quando tiveres 50 anos há.de ser com os que foram sobrevivendo ao passar dos anos e dos "grupos de amigos" que váis á caça, ou á pesca, ou a um clube de strip, ou seja o que for que um grupo de velhos de 50 anos faz. Uma amizade que precise de ser preservada, não o é, ou sobrevive sozinha ou não merece a pena.

E se os amigos é um grupo complicado, o dos amores é impossivel de perceber. Não as percebia aos 18, ainda não percebo aos 25, e acho que o meu vizinho de 90 anos do 8º andar sabe tanto como eu sobre elas. Aquilo que de mais importante aprendi neste 3 anos, foi de que tambem nós temos um relogio biologico. Não me preocupo com a menopausa, mas preocupo-me com os filhos que hei-de ter. Há pessoas na minha vida a quem eu sei que devo grande parte daquilo que sou hoje, duas avós de 75 e 80 anos que practicamente me criaram, uma bisavó de 92, pessoas que eu sei que por as ter tido na minha vida fizeram de mim alguem melhor, e quero que os meus filhos as tenham na vida deles tambem, e isso limita-te um bocado as contas porque por muito que eu queira acreditar no contrario, elas não vão viver para sempre. Que, e eu já falei disto no "One Last Lesson" e no "Actualização do Coração" aos 18 anos achas que hão-de aparecer 1001 miudas que te vão fazer feliz, que cada uma tem uma particularidade que tu adoras e que é absurdo achar que vais encontrar uma unica pessoa que reuna tudo aquilo que tu procuras. Com o passar dos anos, e á medida que o teu coração se vai partido e recuperando, consegues ver quais aquelas pelas quais ele nunca sarou. Com o passar dos anos tambem vái sendo mais dificil deixares alguem magoar-te, principalmente porque te entregas menos, a menos gente, com mais cuidado, com mais certezas, sobretudo por uma questão de sobrevivência.

A vida é muito mais complicada passados estes 3 anos que era quando este blog começou, se calhar a culpa é do blog, mas eu acho que não.

Nestes 3 anos e 50 minutos, o nosso planetazinho deu 3 voltas ao Sol, o meu priminho Miguel que nasceu depois deste blog começar, já á muito que anda, para o ouvido treinado que sabe que "ápum" é água e "têm têm" tanto pode ser "Sim" como "Pode", "Dá", "Vái", "Faz", ate se pode dizer que já fala. Tive amigos que morreram, tive outros que só morreram para mim, em contra-partida ganhei uns novos pelo caminho, a universidade. Este blog já viu, por duas vezes, o dono de coração partido e por duas vezes o viu recuperar e por saber sempre por quem suspirar, por continuar a escrever, and well, se vc's ainda estão a ler isto passado todo este tempo, é porque eu devo andar a fazer qualquer coisa bem. Fica a promessa que se voces estiverem ai por daqui a mais 3 anos... eu tambem vou estár por cá.

P.S. - e daí, não devo ter mudado assim tanto... porque a prenda da minha Tia Alice, continua a ser a minha preferida.

O embrulho dos sonhos

O Natal é de tal modo maravilhoso, que até o lixo tem lacinhos.

Feliz Natal, Isabel.

"Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas."

Também eu sou ridículo em maneiras que só eu sei. Também não tenho o teu numero, apaguei-o da lista do telemóvel porque as vezes tento dizer a mim mesmo que nunca mais te vou dizer nada, mas não o consigo esquecer, e pior que ñ esquecer o teu numero, é não esquecer a maneira como mo ditaste. Sempre achei piada em ver como as pessoas dissecam o seu número de telemóvel com o objectivo de o tornar mais memorável, "96 653 45 54" ou "93 34 34 593" ou mesmo "91 1 13 14 15", podias ter dito o teu intercalado com artigos e alíneas do código civil que não tinha mudado nada, tenho-o como que tatuado na mente e nada nem ninguém o consegue apagar, tal como te tenho a ti.

Este natal não te ia dizer nada, se tivesse coragem, nem na passagem d'ano, mas não tinha a certeza se conseguia. Podia ser que assim pensasses que eu já ñ pensava em ti com pensava dantes, como ainda penso, porque afinal de contas, há coisas que mudam, mas pelos vitos, também há coisas que não.

Vou inutilmente tentando resistir-te, a última vez que te vi e falámos, disse-te que me tinha de ir embora, mas era mentira, queria só ver se tinha em mim a força para te deixar para trás, e tive, mas doeu tanto, que passado uns minutos voltei para onde estavas, mas já não te vi. Gaguejo quando falamos ao telefone, arrependo-me de te mandar uma mensagem no instante em que aparece "Enviada", escrevo-te mails a dizer mais que aquilo que devia. Há tanto que te quero dizer e não consigo, por seres tu e tudo aquilo que és para mim. E fazes-me mal, mas o mal que me fazes sabe tão bem.

És tema recorrente das minhas conversas, dos meus posts, dos meus devaneios metafísicos, ás vezes penso numa vida sem ti. Se só te quero porque não te tenho, e o que é que mudava se tivesse. Se não fosses tu se esperava e sonhava por uma outra Isabel. Se têm todos, tal como eu, uma Isabel na sua vida, padrão pelo qual tentamos nivelar todas as outras e razão do voo picado que foram as minhas relações desde então. Se fomos concebidos para estar sempre insatisfeitos, sonhando com quêm não temos que hipotese tenho de ser feliz em oposição a acabar sozinho com alguem que não tu? O Fábio perguntava se voltasse atras, se sofria da mesma pressão que nos matou da primeira vez, e eu disse que sim. Então para quê tentar? Porque tanto quanto eu quero saber, o sol nasce e poe-se contigo e aconteça o que acontecer, agora sei que dói tão mais viver sem ti que o contrario.

Ridículo como sou em tudo quanto toca a ti, tenho os meus pretextos, tambem eles ridículos, para matar saudades tuas, o natal, a passagem de ano, mas de longe, o mais ridículo de todos é o teu aniversário. É claro que sei o dia, credo, até sei a hora, mas faço de conta que não. Ligo-te na véspera com que por engano, e assim falo contigo duas vezes, ridículo bem sei, mas como diz Álvaro de Campos, se não fosse ridículo...

... e sim, eu sei que o amor já lá não mora, mas abrando sempre que passo á tua porta.

So tired of overthinking

Já alguma vez ouviram uma musica num filme que vieram a adorar, e deixam de saber se gostam da musica pela musica, ou se gostam da musica porque vos remete pó filme que adoram?

Acontece-me o mesmo com nomes, não sei se gosto dos nomes pelos nomes, ou porque me fazem lembrar alguém que eu gosto. Acontece-me isso com o teu, teimo em dizer que é o meu preferido e não sei se é dele que eu gosto, ou de ti. Mentalizei-me que há-de ser o nome que hei-de dar a minha filha, mas acho que não é com o teu nome a correr pela casa e a brincar ás bonecas que sou capaz de te esquecer.

Passa-se o mesmo com ela. Não sei se gosto dela por ela, ou se gosto dela por ti. Tem o teu nome, a tua cor de cabelo, o teu ar descontraído. Ás vezes penso se não conseguia ser feliz com ela imaginando que o era contigo. Abraça-la, fechar os olhos, chama-la pelo teu nome e sonhar que és tu. Quem sabe sonhando que chegue, ela não se transforma em ti e sou feliz contigo, mesmo estando com ela. Por certo ama-la-ia mais fingindo seres tu, que a ela só por ela. Se calhar nem gosto dela, mas gosto tanto de ti que não consigo não gostar dela, pelo tanto que ela tem de ti. Podia dormir ao lado dela, e acordar ao teu lado outra vez, mas não consigo trai-la contigo, porque era trair-te com ela, ainda que sejas as duas, sempre que estamos os dois.

Duvida existencial nº 2

Curioso como numa vida com uma duração média de 2 biliões 522 milhões e 880 mil segundos, instantes de 3 a 5 a podem mudar por completo.

So many questions so little answers.

O Miguel que eu gosto mais.

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Teixeira de Pascoaes meteu-se num navio para ir atrás de uma rapariga inglesa com quem nunca tinha falado. Estava apaixonado, foi parar a Liverpool. Quando finalmente conseguiu falar com ela, arrependeu-se. Quem é que hoje é capaz de se apaixonar assim?

Hoje em dia as pessoas apaixonam-se por uma questão prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato. Por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram «em diálogo». O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam praticamente apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do «tá bem, tudo bem», tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.

Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o medo, o desequilíbrio, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso «dá lá um jeitinho» sentimental. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, fachada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassado ao pessoal da pantufa e da serenidade.

Amor é amor. É essa a beleza. É esse o perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo de ainda apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A «vidinha» é uma conveniência assassina.

O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para se perceber. O amor é um estado de quem se sente.

O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita. Não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.

Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um minuto de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

"Em nome do Amor Puro" de Miguel Esteves Cardosos em "Último Volume"

O Miguel que eu gosto menos.

"E escrevi o teu nome e o teu número de telefone numa página da agenda do mês de Fevereiro. E, ao escrevê-lo, sabia que era uma despedida, mas todo o mês de Março nos arrastámos na despedida, como caranguejos na maré vazia. Sem ti, lancei outras raízes, construí pátios e terraços, fontes cujo som deveria apagar todos os silêncios, plantei um pomar com cheiro a damasco, mandei fazer um banco de cal à roda de uma árvore para olhar as estrelas do céu, um caminho no meio do olival por onde o luar pousaria à noite, abóbodas de tijolo imaginadas pelo mais sábio dos arquitectos e até teias de aranha suspensas no tecto, como se vigiassem a passagem do tempo.

Nada disso tu viste, nada te contei, nada é teu. Sozinhos, eu e a aranha pendurada na sua teia, comtemplámo-nos longamente, como quem se descobre, como quem se recolhe, como quem se esconde. Foi assim que vi desfilar os anos, as paredes escurecendo, um pó de tijolo pousando entre as páginas dos mesmos livros que fui lendo, repetidamente. Heathcliff e Catarina Linton destroçados outra vez pela minúcia do tempo. Como explicar-te como tudo isto se te tornou alheio, como tudo te pareceria agora estranho, como nada do que foi teu vigia o teu hipotético regresso? Ulisses não voltará a Ítaca e Penélope alguma desfará de noite a teia que te teceste.

E arranquei a página da agenda com o teu nome e o teu número de telefone. Veio a seguir Abril e depois o Verão. Vi nascer a flor da tremocilha e das buganvílias adormecidas, vi rebentar o azul dos jacarandás em Junho, vi noites de lua cheia em que todos os animais nocturnos se chamavam rãs, corujas e grilos, e um espesso calor sobre a devassidão da cidade. E já nada disto, juro, era teu.

E foi assim que descobri que todas as coisas continuam para sempre, como um rio que corre ininterruptamente para o mar, por mais que façam para o deter.

Sabes, quem não acredita em Deus, acredita nestas coisas, que tem como evidentes. Acredita na eternidade das pedras e não na dos sentimentos; acredita na integridade da água, do vento, das estrelas. Eu acredito na continuidade das coisas que amamos, acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara, para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos, para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido. Nisto eu acredito: na veemência destas coisas sem princípio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos.

E a tua voz ouço-a agora, vinda de longe, como o som do mar imaginado dentro de um búzio. Vejo-te através da espuma quebrada na areia das praias, num mar de Setembro, com cheiro a algas e a iodo. E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu pra sempre."

Miguel Sousa Tavares em "Não Te Deixarei Morrer David Crocket"

"In this universe, effect follows cause. I've complained about it, but..."

Gosto de tempestades. Já alguma vez rodopiaram tantas e tantas vezes de olhos fechados que deixam de ter consciencia de onde começaram e para onde estão virados agora... e agora... e agora, e de repente tudo deixa de fazer sentido? Ou disseram uma frase complicada muitas vezes o mais depressa que conseguiam, e a dada altura deixa de ser uma frase para ser um aglomerado de letras interminavel com uma fonetica estranha, e como em determinado momento deixa de ser uma frase para se tornar um loop interminavel de um conjuto de letras constantes e periodicas? Tres Tristes Tigres, tres tristes tigres, trestristestigres, trestristestigrestrestristestigres, estigrestrestristestigrestrestristestigrestrestrist, e passa tudo a fazer sentido ao contrario.

Nas tempestades acontece o mesmo, é facil ver um relampago e esperar pelo trovão que o segue, mas ás vezes, só as vezes, se estivermos com muita atenção, o trovão do relampago que o precedeu, é seguido de imediato, por novo relampago que há.de por certo ter trovão que o acompanhe, e se quiseremos, é facil de imaginar que os trovões e os relampagos trocaram de lugar, que o som é finalmente mais rapido que a luz, que depois de cada trovão, se segue um relampago, e que as folhas que esvoaçam por todo o lado rumo aos céus, não é culpa do vento, mas da gravidade que entretanto começou a puxar ao contrario.

Nas tempestades é facil de imaginar o impensavél, como que os rios nascem nas nuvens, que as arvores nos fazem "adeus" e que os predios e os carros choram, que o planeta gira para tras, que eu sozinho sou a maioria, que as pessoas são fundamentalmente boas, que o mundo é um sitio justo no qual vale a pena viver... mas só nas tempestades.

O amor da minha vida, de hoje.

Saio a pressa de casa e desço a rua num passo acelerado que me faz passar o torniquete da estacão mesmo antes de no painel luminoso aparecer "Fim de Embarque, próxima partida: 07.20" percorro a plataforma até ao "Fernando Pessoa" e o sinal sonoro que se segue diz-me que sou o ultimo a entrar no barco com destino a Lisboa.

Procuro um lugar na zona do costume e encontro-te a ti, com um lugar a minha espera, como que se soubesses que eu ia garantidamente aparecer. Peco-te licença e ocupo o meu lugar ao teu lado.

És o amor da minha vida durante os próximos 15 minutos.

Não sei o teu nome, é preferível assim, provavelmente tens um nome banalíssimo que nada me diz como “Joana”, “Sónia” ou até mesmo “Vanessa”, e enquanto não souber qual é, vais ter o nome que eu quiser que tenhas, vais ser a minha “Carolina” ou “Isabel”. Provavelmente tens um nome tão banal quanto tu, que és despromovida de interesse ou marca distinta que me cative, ouves musica pop. e gostas de comedias românticas. Mas enquanto nada souber de ti, vais ouvir aquilo que eu oiço, gostar dos filmes que eu gosto. Vou sonhar que naquele mesmo barco, noutro dia qualquer, ias adormecer na viagem e deixar cair a tua cabeça sobre o meu ombro, aninhares-te de mim e ter um daqueles sonhos que dá vontade de nunca mais acordar. Que o saltar das ondas criadas por outro barco com o qual no cruzamos no Tejo, que dão aquela sensação de vazio cá dentro, aquele frio na barriga igual ao que se tem quando nos apaixonamos, te ia fazer agarrar a minha mão, para nunca mais a largares.

Chegamos a Lisboa, e separamo-nos tão naturalmente como nos encontramos, chegaste e desapareceste sem que nada soubesse soube ti, e isso deixou-me fazer de ti aquilo que não es, perfeita, porque nunca chegaste a ser tu, mas só, tudo aquilo que eu queria que tu fosses, e como tal, foste o amor da minha vida pelo breve tempo que durou.

Vou até a paragem e espero impacientemente pelo 28 que todos os dias teima em não chegar, quando chega, vem aos pares, e eu escolho o detrás por estar tão menos lotado. Entro e vejo-te sentada de perna cruzada e livro na mão, e és o amor da minha vida de agora, ou pelo menos pela duração do percurso que separa a Praça do Comercio do Cais do Sodré, mas pouco importa, vou-te amar como nunca antes amei ninguém. Vou imaginar que foi o destino e o alinhamento dos astros que me fez entrar no segundo autocarro em vez do primeiro, que toda a historia do Humanidade foi um simples pretexto para nos trazer aos dois até aqui, e que agora o mundo faz sentido.

Vou-te chamar “Margarida”, ou “Beatriz”, fazer de conta que moramos na mesma rua e que sensivelmente a mesma hora de todos os outros dias me cruzava contigo a porta do mesmo prédio, imaginar que nos conhecemos no dia em que uma bátega de água se abateu sobre nós e juntos nos abrigámos na entrada daquele prédio, que sorrimos um para o outro, e que deste então a vida nunca nos deixou de sorrir. Sonhar que sou o teu vizinho de baixo para nos encontrarmos no elevador pela manhã e inebriar-me do teu perfume, fantasiar que te ouço andar descalça pela casa no andar de cima num sábado a tarde a trautear a minha canção favorita.

E chega o Cais do Sodré, e tu sais na paragem e da minha vida, nunca mais de torno a ver, e ainda bem, porque enquanto não fores tu, és quem sempre sonhei para mim, porque não existes, és eu, e tudo aquilo que eu quero que tu sejas, longe daquilo que realmente és, da eventual desilusão que inevitavelmente ias ser. Nunca serás mais perfeita que agora, nunca te hei-de ver mais divinal que hoje, nunca nada será melhor que o nada que tivemos juntos dentro mim naquele instante, porque enquanto esse instante durou, foi para sempre. Foste um sonho, e não há realidade que chegue aos calcanhares do que eu sonho.

"When you see something from afar, you develop a fantasy. But when you see it up close, 9 times out of 10, you wish you hadn't."

The Jacket

Sometimes I think we live through things only to be able to say that it happened. That it wasn't to someone else, it was to me. Sometimes we live to beat the odds. I'm not crazy even though they thought I was. I live in the same world as everyone else. I just saw more of it, as I'm sure you have. They'll find my body tomorrow. You can check it out if you don't believe me. I've seen life after my death, and I'm telling you this because it's the only way to help you and your daughter have a better life of your own. Jean, you're gonna pass out one day smoking a cigarette and burn to death. Your daughter grows up living the same life you're living right now. And she misses you so much. Sometimes life can only really begin with the knowledge of death. That it can all end, even when you least want it to. The important thing in life is to believe that while you're alive, it's never too late. I promise you, Jean, no matter how bad things look, they look better awake than they do asleep. When you die, there's only one thing you want to happen... to come back.

Will you marry me when you are seventy and have nothing to lose?

So want am I gonna do now? Just keep jumping from rock to rock for the rest of my life until there aren’t any rocks left? Should I bolt every time I get that feeling in my gut when I meet someone new? I’ve been thinking with my gut since I was 14 years old, and, frankly speaking, I’ve come to the conclusion that my guts have shit for brains

I’m just sick of thinking about it all the time, about, this stuff. Love and settling down and marriage, you know? I want to think about something else. That other girl, or other women, whatever… I mean, I was thinking that they’re just fantasies. You know? And they always seem really great because there are never any problems. And if there are, they’re always cute problems like we bought each other the same Christmas present or she wants to go see a movie that I’ve already seen. And then I come home and you and I have real problems and you don’t even want to see the movie I want to see, period. There’s no lingerie. You have great lingerie, but you also have the cotton underwear that’s been washed a thousand times and it’s hanging on the… thing… and they have it too. I just don’t have to see it because it’s not in the fantasy. Do you understand? I’m tired of the fantasy because it doesn’t really exist. And there are never really any surprises, and it never really… delivers. And I’m tired of it. And I’m tired of everything else for that matter, but I don’t ever seem to get tired of you.

Duvida existencial nº1

Se eu estiver a ver televisão á meia-noite e meia, e aparecer um anuncio a dizer "Não perca hoje na sessão da meia-noite um fabuloso thriller com ... la la la " isto quer dizer que o filme vái dar de seguida, ou faltam umas 23 horas?

So many questions, so little answers.

High Fidelity

What came first, the music or the misery? People worry about kids playing with guns, or watching violent videos, that some sort of culture of violence will take them over. Nobody worries about kids listening to thousands, literally thousands of songs about heartbreak, rejection, pain, misery and loss. Did I listen to pop music because I was miserable? Or was I miserable because I listened to pop music?

My desert island, all-time, top-five most memorable breakups, in chronological order, are as follows: Alison Ashmore; Penny Hardwick; Jackie Alden; Charlie Nicholson; and Sarah Kendrew. Those were the ones that really hurt. Can you see your name on that list, Laura? Maybe you'd sneak into the top ten. But there's just no room for you in the top five, sorry. Those places are reserved for the kind of humiliation and heartbreak you're just not capable of delivering.

It would be nice to think that since I was 14, times have changed. Relationships have become more sophisticated. Females less cruel. Skins thicker. Instincts more developed. But there seems to be an element of that afternoon in everything that's happened to me since. All my romantic stories are a scrambled version of that first one.

Hey, I'm not the smartest guy in the world, but I'm certainly not the dumbest. I mean, I've read books like "The Unbearable Lightness of Being" and "Love in the Time of Cholera", and I think I've understood them. They're about girls, right?

Sim, porque o Algarve é uma ervilha!

Não sei que estranho fenómeno ocorre assim que passamos o Alentejo e entramos no Algarve, mas o que é certo é que ele ocorre. Assim que se entra no Algarve essa passa a ser a nossa localização para o resto do mundo, é indiferente se estamos em Sagres ou em Vila Real de Santo António ou qualquer outra localidade entre as duas, estamos no Algarve e isso sobrepõe-se a tudo o resto.

Se eu estiver em casa e alguém me telefonar e perguntar onde é que eu estou, eu digo que estou no Barreiro, se estiver no Porto, digo que estou no Porto e assim adiante com todas as outras cidades e terriolas deste pais, com excepção do Algarve. Se alguém me telefonar e eu estiver em Albufeira ou em Armação de Pêra, não estou nem em Albufeira, nem em Armação de Pêra, estou no Algarve, e isso muda tudo!

Quando chego ao Algarve, telefono a outros amigos meus de ferias, que tambem ñ estão em Portimão, ou em Lagos ou wherever ... estão, tal como eu, no Algarve, e como tal achamos sempre que devíamos aproveitar que estamos todos no Algarve para nos encontrarmos, e então combino com o Paulo, que está em Albufeira, e lá vou eu de Armação para Albufeira, quando lá chego, combinamos ir ter com a Vânia a Faro, depois telefona-mos á Sonia que por acaso também está no Algarve, mais especificamente em Portimão, e lá vamos nós, sempre sem sair do Algarve, para Portimão, depois vamos ter com a Teresa e os amigos dela a Lagos... sempre sem sair do Algarve.

Quando a noite acaba, e Sonia volta para casa em Portimão, damos um salto até ao clube em Vilamoura, deixar a Vânia em Faro, o Paulo em Albufeira e ao parar o carro na garagem de volta a Armação, reparo que metade do deposito do meu carro foi á vida! Como é que isto é possível, como posso eu ter feito uns 300km's se nem sai do Algarve?

Pois é... eu acho que é a quantidade de rotundas que nos deixa confusos. Se um amigo meu de Coimbra me disser que vem a Lisboa, eu pergunto "para que parte de Lisboa?" e se ele calha a responder "Cascais" ou "Sintra" eu digo que isso fica no fim do mundo e que logo nos vimos quando eu for a Coimbra, porque ir a Cascais ou Coimbra é quase ela por ela, mas no Algarve nahhhh, o Algarve é tudo ali pertinho, e é preciso eu fazer 100km's de Via do Infante para pensar para mim "porra, devo ter passado a saída ou ter-me perdido algures pelo caminho, porque devo estar quase em Espanha", mas não, ainda vou prái a meio-Algarve porque aquilo é efectivamente grandito, e aquela sensação de que para baixo é água, logo não há muito por onde fugir é muito enganadora.

Outra variante deste fenómeno é os conhecidos, ou se tem família no Algarve, tem-se obrigatoriamente de se conhecer TODAS as outras famílias do Algarve, porque a ideia geral é que aquilo é sensivelmente do tamanho de Mértola! Não é! É enorme, e é comprido e tem 5000km2, e 400.000 pessoas de Outubro a Julho e 12 milhões o resto do ano. Sim... porque o Algarve é uma ervilha!

Could you spare me some change?

... e as gemeas perguntaram.me se que ñ queria ir com elas e o André, mais a Joana e o Rodrigo que tinham vindo dos Açores jantar ao Hard Rock e como não estava numa de passar o sabado em casa disse que sim.

Passado um bocado a Vania veio.me buscar no carro da Telma, chegado á casa das Gemeas fomos recebidos pelo Caracol a ladrar (o cão delas não se chama mesmo Caracol, mas acho que qualquer cão ou cadela que tenha como donas duas irmãs gemeas deve obrigatóriamente chamar-se Caracol independentemente de ser um caninhe ou não, que para o caso até é!)

Eles foram os 4 no carro do André e fui a guiar o carrão da Telma até Lx, claro que tivemos de encanfuar os carros para um beco escuro porque estacionar na Av. da Liberdade a um sabado á noite... boa sorte!

Entre muita conversa, comida e musica não devia faltar muito para a meia.noite quando saimos de lá um senhora estrangeira com aquele ar de "Loucos de Lisboa" veio com uma moeda de um euro na mão pedir os meus trocos, "Excuse me mister, could you spare me some change?" Eu, a Vania, a Telma, todos procuramos por dinheiro trocado nas carteiras mas só conseguimos entre os 3 angariar uns 60/70 centimos e então eu resolvi guardar os 60 centimos para mim e dár.lhe a nota de 5 euros que tinha sido o troco do jantar, mas ela não aceitou, dizia-me que não com a cabeça enquanto me explicava que não podia aceitar tanto dinheiro, aquela fortuna que eram os meus 5 euros. Eu disse-lhe então que trocava os meus 5 euros pela moeda de 1 euro dela mas ela continuava a achar que era demasiado, pediu-me os 60 centimos, agradeceu e foi-se embora.

Acho que é por isto que nenhum de nós os dois nunca há.de ser rico, porque não m'importo de dár, ou pagar o sumo da miuda de 10 anos que estava á minha frente na caixa do Pingo Doce sem dinheiro que chegasse, ou á senhora com aquele ar ternurento que me pede uns trocos, mas por maior que fosse a minha boa vontade, a senhora não ia aceitar por achar que não fez nada para merecer o meu dinheiro. Mas fez, despertou.me o lado que eu mais gosto em mim, e não há 5 euros que paguem isso. Devia ter.lhe deixado o dinheiro na mão e corrido para que ela ñ mo podesse devolver, aposto que conseguia correr mais que ela.

Descubra as diferenças

Descubram as 6 diferenças entre as duas imagens




... agora tentem descobrir as diferenças entre este meu post e o journal dum tipo que visitou o meu perfil, onde tenho a morada do meu Blog.











Enfim, dizem que o plágio é a mais sincera forma de elogio, não é?

Mudam-se os tempos...

Não estou nada inspirado, mas até já tenho vergonha de ter o blog por actualizar á tanto tempo e a verdade é que não é por não ter nada para escreve, é por outra coisa qualquer, que não sei bem qual é, se por falta de paciencia, ou não saber muito bem como passar uma ideia para 001010101010 e postar no blog para ser lida, e até nem é por não pensar em nada, pelo contrario, tenho pensado em muita coisa.

A primeira vez que pensei nisto foi no concerto que o Roberto Carlos deu no Pavilhão Atlântico, e se já não tivesse sido á tanto tempo atrás assim, até era vos capaz de dizer a data, mas já passou tanto tempo que nem isso sei. Sei sim aquilo que me fez pensar naquela altura, o publico era maioritáriamente mulheres entre os 40 e os 60 anos, deduzo eu, e á medida que o "rei" cantava uma e outra daquelas musicas que eu oiço tocar cá em casa desde que me lembro, elas suspiravam e diziam "Aquilo é que é um homem", e eu olhava para o palco e via o Roberto Carlos encarcilhado com os seus 65 anos, mais seculo menos seculo, e tentava perceber o que é que elas podiam ver nele, e não percebia, e foi nisso que fiquei a pensar nessa noite.

Desde então houve outras alturas, outras situações que me fizeram pensar no mesmo, o meu aniversário por exemplo, em que fiz um quarto de seculo (wow!) e que pensei que se calhar o 1º quarto é passado a ser filho, o 2nd quarto a ser pai, o terceiro quarto a ser avó, e tentar gozar tanto do ultimo quarto quantos nos for possivel. Pensei que se calhar era altura de "acentar", e pela primeira vez o "acentar" não foi dito com aquele ar leviano de quem tá farto de flirts e affairs e quer uma namorada por uns tempos até sentir saudades da vida de solteiro. Foi um "acentar" de alguem que agora entra no segundo quarto, e que está longe de ter condições para ser o pai que quer ser, a começar pela importante falta que uma mãe para o seu filho faz.

Pensei no "acentar" como quem diz "estou a ficar velho, vou querer casar daqui a uns anos que já ñ são tantos assim". No outro dia lia qualquer coisa que dizia que a media d'idades de quem se casa é de 32 anos entre eles e 28 anos entre elas, e que os meus 32 estão ao virar da esquina e ainda nem tenho ninguem com quem casar, e desde que tenha, até saber que tenho, hão-de passar outros tantos, e depois de pensar em tudo isto, os 7 anos que me separam dos 32 começam a ser curtos, e isso tambem me fez pensar.

Pensei que aquilo que eu quero para mim agora, não é aquilo que eu quero para mim "o resto da vida", e sabendo eu que é melhor começar a planear "o resto da vida" quanto antes, nesse caso, aquilo que eu quero para mim agora, não pode ser o que eu quero para mim agora uma vez que o que eu quero é o daqui em diante (lol, sometimes I get so wierd I even freak myself out) mas vc's percebem. Se eu acho que está na altura de encontrar alguem para "acentar" e que do acentar ao casar ainda hão.de passar uns quantos anos porque, e a Britney Spears que me perdoe, ninguem casa com 15 dias de namoro, e que para não estragar os 32 de media, tenho 7 anos para fazer tudo isso, com um curso e uma vida á mistura, então o que eu quero agora, tem de ser o que eu quero de agora em diante, e não o só agora, não é? E isto dá que pensar.

E isto remete-nos de volta para o Roberto Carlos, e foi então que percebi. Ao longo da vida queremos coisas diferentes para nós, aos 10 anos queremos uma bicicleta, aos 15 queremos namorar com a miuda mais gira da escola, aos 20 queremos ir pa cama com a boazona da faculdade, aos 25 queremos "acentar" para aos 30 casar e aos 35 ter filhos... and so on, and so on. E isso fez-me pensar em todas aquelas mulheres de 50/60 anos que suspiram pelo Roberto Carlos que ainda continua apaixonadissimo pela mulher Maria Rita que morreu com cancro á 7 anos atrás, e que se calhar é isso que se quer com essa idade, não é necessariamente a mais gira, ou a mais "boa", mas alguem que nos ame, com quem possamos contar, que esteja do nosso lado até que "a morte nos separe" e outros tantos anos depois disso.

Sexiest Cartoons ever!

Fizeram aqui uma sondagem sobre os desenhos animados mais sexy de sempre. Dois quartos daquela lista nunca tinha ouvido falar (Devil Girl, Luann Koth, Daisy Mae, Red Sonja, Holly Would, Annie Fanny, Vampirella, Princess Elinore, Veronica Lodge), outro quarto conhecia e ultrapassa-me o que é que estão a fazer no top #50 dos Sexiest Cartoons ever (Dot Matrix, Lois Griffin, The Baroness, Betty, Bugs Bunny?? ou a Velma), por fim sobra o quarto que acho que tem todo o merito (Esmeralda, Trixie, Mary Jane Parker, Jean Grey, April O'neil, Chun-Li, Cheetarah, Wonder Woman, Daphne, Minerva Mink). Acho que estão umas quantas "hot babes" a faltar ai.

Aliás... a sondagem nem devia ser os 50 sexiest cartoons ever, devias ser os 49 sexiests cartoons after Jessica Rabbit que ganha hand down aquela gente toda, mas do #2 lugar pa cima eu re.organizar akilo tudo. Nunca na vida a bomb.shell da Esmeralda ficava em 45º quando a Velma está em 14º nem a Betty Rubble ficava em segundo, enfim... desconfio que aquilo foi manipulado, ainda assim, as babes que faltam...

Lola Bunny Marge Simpson She-ra Penelope Pitstop (Wacky Racers) Elasticgilr (The Incredibles) Videl (Dragon Ball Z) She Hulk Invisible Woman (Fantastic4) Wilma Flinstone Bulma (Dragon Ball Z)

e para mim, o sexiest cartoon ever after Jessica Rabbit... ???













... sim, O Team Rocket vái partir outra vez ;)

One small step for me...

... one giant leap in my life.

E num dia e minha vida avançou 6 anos. Today was a good day.

Porque não pedir o Mundo ?

Cinco, quatro, três, dois, …
Pois, não passámos do dois.
Mas deixemos os relatos infelizes para depois.
Estivemos quase,
mas quase não sei se chega.
Mandámos vir champagne e deu-se a tragédia grega.
Como é que se diz? Foi por um triz
que nós não pusemos os pontos nos is.
Nabice? Preguiça? Alguém faltou à missa?
Qualquer coisa lhes deu, não sei bem o que foi.
Sei é que fizemos um grande campeonato mas na final não jogámos um boi.

Um boi?!
Foi ou não foi?

Corremos, marcámos, merecemos,
saltámos, sofremos e fizemos sofrer.
Fizemos o possível enquanto houve combustível
e metemos o que havia para meter.
Como é que uma equipa com talento, magia
e um futuro de que tanto se disse,
está disposta a deitar fora a energia
e se conforma em estar na história como "vice"?
Nada disso!
O tuga, que até hoje só provou que consegue ser segundo,
Vai, por isso, deixar de ser chouriço
e assumir o compromisso de ser campeão do mundo.

Corre mais, joga mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais

Há quem diga que Portugal não está em forma,
modesto por norma, faz-lhe falta um safanão
que nos faça de uma vez acreditar
que entre os que podem ganhar
está a nossa selecção.
A fasquia está alta? Não faz mal, Portugal salta
com milhões a empurrar.
Até pode parecer louco, mas para nós segundo é pouco
E um louco não se deve contrariar.
Será demais pedir o mundo?
O que pedimos, no fundo, são ainda menos ais.
Porque todos se lembram do campeão
Mas não dos que são derrotados nas finais.
Ficar nos dois primeiros não tem mal nenhum,
É preciso é que fiquemos no número um.
Vamos apagar da história essa final de má memória
e vão ver que ninguém topa.
Porque eu posso estar errado, mas que eu saiba, em qualquer lado,
o melhor do mundo é o melhor da Europa.

Corre mais, joga mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais

Repete-se o refrão, a história é que não.

Marca mais, chuta mais
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais.

É o retrato de um país aplicado ao futebol.
Tem tudo o que é preciso, só perde por ser mole.
Toca a acordar, pessoal!
Queremos mais garra,
deixar de ficar felizes quando a bola vai à barra.
Vamos com tudo, meter o pé, chutar primeiro,
Que o último a chegar é ---------.
Ter medo deles? Isso era dantes!
Vamos embora encher de orgulho os emigrantes.
Sem esquecer que nas grandes emoções
quando grita um português, gritam logo 15 milhões.

Heróis de Berlim, nobre povo…
Não tinha graça cantar um hino novo?
Escrito pelo pé de artistas
que vão alargar as vistas à nação verde e vermelha.
Ficar em segundo? Nem morto!
Ganhar ou perder é desporto? 'Tá bem abelha!
Venha a Alemanha, o Brasil ou a Argentina
com cabelos de menina e cara de lobo mau,
se calham a apanhar-nos pela frente e viram as costas à gente… TAU!

Corre mais, joga mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais

Repete-se o refrão, a história é que não.

Marca mais, chuta mais
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais

Seja no chão, pelo ar, de cabeça ou calcanhar,
de tabela, nas laterais ou no miolo…
Vai Ronaldo, finta um , finta dois, pode remataaaar… golo!!!

(É esta a vantagem da ambição,
podes não chegar à lua, mas tiraste os pés do chão.)

Marca mais, chuta mais
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais

Oh, I'm sorry, did I break your concentration?

"To you read the bible Brett? There's a passage I got memorized that I think applies to this situation. Ezekiel 25:17. The path of the righteous man is beset on all sides by the inequities of the selfish and the tyranny of evil men. Blessed is he who, in the name of charity and good will, shepherds the weak through the valley of the darkness. For he is truly his brother's keeper and the finder of lost children. And I will strike down upon thee with great vengeance and furious anger those who attempt to poison and destroy my brothers. And you will know my name is the Lord when I lay my vengeance upon thee."

in Pulp Fiction

There goes the neighborhood

Há dias para tudo, ou como o Chef do South Park diz, "há uma altura na vida para tudo, chama-se universidade", mas o que eu quero dizer é que há um dia mundial de toda a estupidez que se conseguem lembrar, o Dia Internacional da Tolerancia, como se todos fossemos ser tolerantes nesse dia, ou o dia Mundial da Industrialização em Africa, Dia Mundial da Televisão, Dia Internacional dos Voluntarios ... enfim, outras tantas centenas de dias que não têm qualquer utilidade.

Á bem pouco tempo celebrou-se o dia mundial do vizinho, e para assinalar a data até os telejornais fizeram uma reportagem é como cada vez mais o "homem é um ilha" e pouco ou nada sabe sobre com quem vive paredes meias.

Pois bem, eu moro num predio com 12 andares e 4 apartamentos por andar, e eis aquilo que eu sei sobre os meus vizinhos. Sei que os novos inquilinos do 1º A, são dois tipos novos e com colunas gigantescas, e sei isso pk eles gostam de ouvir D'ZRT a um altura que faz o chão da minha sala tremer, sem que a casa deles ñ deve ter muitas mobilias porque a musica entoa de tal maneira que sempre que eles resolvem ouvir qualquer coisa, ouvimos todos, oiço eu, e ouve o meu vizinho de cima, e o de cima dele, e assim sucessivamente até ao 7ª andar.

Sei que os meu vizinhos do lado têm um relogio de cucu pregado á parede do quarto da Inês e que de 30 em 30 minutos a informa que já passou meia hora desde que ela ouvio o raio do cuco pela ultima vez, mesmo quando ela está a tentar dormir. Sei que os meus vizinho de baixo têm um bebé que chora todas as noites normalmente entre ás 4 e ás 6 da manhã. Sei que o meu vizinho de cima não gosta muito da disposição da casa dele, mas só se apercebe disso ás 3 da manhã, e então levanta-se e resolve mudar a disposição dos moveis todos. Sei que a minha vizinha do 3ªB está sempre com imensa pressa, pressa tanta que não a deixam esperar 10 segundos seja por quem for que esteja a entrar no prédio de modo a partilharem o elevador, ou então é só mal criada.

Sei que a minha vizinha do 9º A confia imenso nos meus dotes de condutor, visto que me tranca o carro de tal maneira que são preciso 50 manobras para o conseguir tirar. Sei que a minha vizinha do 7º D, e isto é uma citação, "não gasta gasolina a endireitar o carro no estacionamento", é facil saber qual é o carro dela, é aquele que está sempre torto e a ocupar dois lugares. Sei que o vizinho do 12º andar trabalha por turnos e que o carro dele precisa dum motor d'arranque e uma bateria, e sei isto porque ele precisa de uns bons 10 minutos para o conseguir por a trabalhr sempre que sái para o trabalho ás 6 da manhã, semana sim, semana não.

Sei que ninguem está contente com os apartementos que têm, porque estão constantemente a tentar melhora-los, e não há dia que passe em que eu não oiço um berbequim, ou o martelar numa parede, é um misterio como é que 23 anos mais tarde, esta estrutura que por esta altura mais se assemalha a um queijo suiço ainda não veio abaixo. Enfim, ainda sei umas coisas sobre os meus vizinhos e depois daquilo que sei, não tenho vontade de de saber muito mais.

Portuguese do it better!

Vi agora (pela televisão como é claro) o concerto dos GNR a fechar o Rock In Rio e fiquei bue triste.

A comemoração dos 25 anos de carreira, de uma das melhores e mais antigas bandas portuguesas e quem quer que seja que ficou para os ouvir, parecia que lhes estava a fazer um favor, ou a matar tempo para Danny Tenaglia na tenda electronica. Tocaram "tudo aquilo que queriamos ouvir" (trocadilho parvo com o nome do Best Of), muitas das musicas que teem lugar cimentado na história da musica portuguesa como "Dunas", "Efectivamente", "Sangue Oculto", "Sub-16", "Ana Lee", "Popless", "Mais Vale Nunca" entre outras e para os milhares de pessoas que não se estavam minimamente cagando, e custou-me bue ver isso, que não fosse dado o devido valor a uma das maiores bandas portuguesas no dia em que comemoram 25 anos de carreira.

Nem sei o que é que me irrita, se é o preconceito lá porque o Rui Reininho é (ou não é, não m'interessa) maricas, se é ver que todas as pessoas que apareciam na televisão que estavam a vibrar por os estar a ouvir tinha idade para ser meu pai ou minha mãe. Acho que bottom line revolta.me a cretinice dos putos de hoje. Os GNR não são banda da moda, e como ñ são banda da moda não teem o reconhecimento que lhe é devido. Claro que acabaram por ter o concerto que mereciam, em que até o encore foi tocado de rajada para despachar aquilo e nem sequer terem de voltar ao palco. Fico chateado por o tipo como eu de 24 anos, que estava no meio dos cotas a vibrar com GNR que queria mais e levou por tabela por causa dos outros milhares que ñ estavam interessados.

Eu cresci a ouvir GNR, primeiro por influencia dos meus pais, agora porque reconheço o genio por detrás de quem escreve as letras de musicas como "Toxicidade", "Efecticamente" ou "Acorda" e revolta-me que ninguem se dê ao trabalho de ouvir porque não é aquilo que os mentecaptos dos amigos ouvem. Se não gostarem, não gostam, mas ouçam, conheçam, formem uma opinião e não se deixem levar por tendencias. Incomoda-me que um concerto de Coldfinger numa noite de festa universitária esteja ás moscas, e no dia seguinte Quim Barreiros rebente pelas costuras. Longe de mim achar-me no direito de vos dizer o que é que é bom ou o que é que é mau, ou pior, dizer-vos o que é que teem d'ouvir, mas quer-me parecer que andam todos um bocado trocados não!?

Até acreditava se me viessem dizer que é natural que quem tem agora 16/17/18 anos, não se pode identificar com uma banda que anda por cá desde antes deles serem nascidos, não fosse a intemporalidade da musica. O "Patchouly" do "Grupo de Baile" tem tantos anos como os GNR e tanto quanto vejo, aquela musica podia ter sido escrita ontem.

"Essas miudas das escolas secundarias
ja fumam ganzas na paragem do electrico
conversas parvas com mais buço que pintelho
não dizem duas quando tão ao pé de ti"

E depois acabo a pensar que eu é que devo estar enganado, porque a multidão que esgota o pavilhão Atlantico, ou enche o Rock In Rio para ver D'ZRT não pode estár toda enganada.. ou será que pode?

Entao aqui está o meu inconformismo ... 100 das minhas musicas portuguesas preferidas desde 1980 à do ultimo anuncio da TMN, 1 de cada artista, algumas hão.de conhecer de certeza, outras nem por isso, 350 megas que contam como download nacional, por isso não se acanhem.

ed2k://|file|r1sk3z.zip|368052937|F0A617579BFB8E3FE3D6AEF9BE593921|h (procurem por isso no e-mule)

Reply

Não sei o que te dizer, e para quem tem sempre uma resposta para tudo, este é território desconhecido.

Antes demais não sabia que te chamavas Helena, tens um nome lindo, não devias deixar que ninguém te voltasse a chamar Xana. É como chamar Bia a uma Beatriz, ou Guida a uma Margarida, quebra todo o encanto... Helena.

Não sei o que te dizer porque era o ultimo e-mail que esperava receber, hoje ou em qualquer outra altura... mas estou feliz, feliz por aquilo que significo para ti, feliz por ficar orgulhoso da pessoa que te tornaste, da mulher que és agora que parece ter as ideias tão em ordem, não é fácil, e podes achar que ñ é fácil na adolescência, mas eu tenho uns anos a mais e deixa que te quebre o suspance dizendo que nunca fica mais fácil, e aquilo que a idade te dá, é a capacidade de lidar melhor com os problemas que vão evoluindo contigo.

Eu também guardo recordações tuas, escusado dizer que são boas, todas as recordações são boas, instantâneos duma vida que já foi a nossa, recordações são como bocados de madeira á deriva, que nunca afundam e que de vez em quando dão á costa para que possamos recordar quem fomos á muitos anos atrás.

Este teu e-mail veio rematar uma serie de acontecimentos que me têm deixado a pensar, a qualquer coisa como um ano atras recebi uma mensagem da minha ex-namorada do Porto, a Marta, com quem já ñ falava desde a tragédia grega que foi o fim do nosso namoro, e que dizia "espero que esteja tudo bem, afinal de contas, já passou tanto tempo", a semana passada ou pouco mais que isso, encontrei a Sofia, a minha primeira namorada no hi5 e também tenho falado com ela, acho que todos sentimos a necessidade de remediar tudo aquilo que achamos que podíamos ter lidado melhor, ou pelo menos de maneira diferente.

Aquilo que percebi recentemente foi que estamos sempre a mudar, e nem sempre olhamos para trás e gostamos daquilo que vimos, de quem fomos, e ás vezes é essa a ideia que fica junto daqueles que só te conheceram então, por um curto período de tempo, e sem o convívio necessário para que essa imagem que fica nossa, vá evoluindo connosco, é essa versão distorcida de quem somos agora que fica, e sentimos a necessidade de dizer que mudamos, que percebemos agora que nem sempre fizemos as coisas mais acertadas ou em como tudo seria diferente se tivesses na altura a consciência que tens hoje do mundo, ainda á bem pouco tempo passei por isso.

Não te posso pedir desculpa por não ter sido tudo aquilo que gostavas que eu tivesse sido para ti, mas não se pede desculpa por essas coisas, o coração tem razões que a razão desconhece, mas "remember, the sweet is never as sweet without the sour" e se tudo isto te ensinou alguma coisa e ajudou a tornares-te na pessoa que és hoje, então tudo está bem, quando acaba bem, tenho orgulho em ti.

Obrigado pelo carinho que me tens, pelo lugar onde me guardas que nunca fiz por merecer.

E quem sabe, "maybe we'll meet in another life, when we are both cats!"

Um abraço, Helena.

Just what the world needed ...

... another DJ



... yours truly, takin over the globe, kicking it off at Portão Bar! (;

Festival Eurovisão da Canção

Estava mesmo agora ali na sala a ver o Festival da Canção, e senti a necessidade de partilhar os meus sentimentos relativamente ao dito...

... e acho fantástico como é que um grupo de tão poucas pessoas, conseguem envergonhar todo um país.

O homem da casa.

A não ser que sejam o único homem de uma casa, não há nada que eu possa dizer que vos vá fazer perceber na sua plenitude a pressão que é bem como a tremenda responsabilidade que vem associada ao cargo.

Temos de saber, e saber fazer tudo, e quando digo "tudo", não estou a generalizar, estou a ser bem especifico, temos de saber, e saber fazer rigorosamente tudo e todas as outras coisas que o "tudo" possa não abranger. "- Zé, o fio da Tvcabo descolou-se do rodapé" ; " - "Zé, a porta do guarda-roupa não desliza" ; "- Zé, entra vento pela porta da rua" " - Zé, a lâmpada da sala fundiu-se" ; " - Zé, vem cá tirar aquela travessa de lá de cima" ; " - Zé, a bicha do chuveiro esta estragada" ; " - Zé, o ralo da banheiro ñ deixa passar agua" ; " - Zé, o canal 1 tá com chuva!" ; " - Zé, a campainha da porta não toca" ... " Zé, o intercomunicador do prédio faz feedback nas palavras acabadas em "indo" ", a lista podia continuar para sempre, confiem em mim.

Claro que também há aqueles problemas do foro psicológico relacionados com o divorcio dos pais, e uma fase importante do crescimento passada num lar desfeito sem a presença de uma figura paterna para ter como exemplo a seguir, cuja falta nos vais marcar para a vida, yada yada yada... treta... quando comparado com o profundo conhecimento que se tem de ter de todos os electrodomésticos criados pelo Homem desde o inicio dos tempos e o seu modo de funcionamento, tudo o resto são pormenores.

Só todos aqueles, que como eu, cumprem as funções de homem da casa desde tenra idade, compreendem aquilo que vos quero transmitir, a pressão, não só de chamarmos para nós a responsabilidade de proteger todo o restante agregado familiar a qualquer hora da noite ou dia, acordando sobressaltados para investigar qualquer barulho suspeito oriundo do mais recôndito e longínquo canto da casa, como somos nós ... a ultima linha de defesa contra toda e qualquer lata de pickles que possa entrar cá em casa!

...mas ...mas o que é que eu fiz?

O caminho de casa ao Queen Elizabeth pelas 7 da manhã era um martitio diário e então eu a minha irmã iamos o caminho a brincar um com o outro no banco de trás da Renault 4L, aos saltos e ás cambalhotas que nunca ligavam bem com um carro em andamento, era natural que a dada altura o pequeno.almoço regurgitasse. Por muito que me surpreenda agora, vomitar para a bagageira era o pão nosso de cada dia, sempre que achavamos que o inevitável estava para acontecer e avisavamos o meu pai, a resposta era sempre a mesma "vomitem lá para trás.", e assim se passavam a manhã a caminho do colegio.

E tantas foram as vezes que vomitavamos "lá para trás" que era algo de tão natural como o ir para a escola em sí. Não via nada de estranho em vomitar para a bagageira do carro, até á semana passada, quando depois de termos ido jantar com o meu pai ao Forum Almada a Inês diz no caminho de volta a casa "tou mal disposta" ao que o meu pai, como tanto anos antes, responde com uma gargalhada "vê-lá se queres vomitar lá para trás", mas claro que agora tenho mais 20 em cima dos 5 anos de então, e obvio está que ninguem ia vomitar para lado nenhum.

E foi então que me atingiu, 20 anos mais tarde, tendo já eu o meu carro e a consciencia da nojice que é alguem vomitar dentro dele, já para não falar no trabalho que me ia dar a limpá-lo e esfregá-lo 20x até que fosse de novo possivel respirar fundo lá dentro, que me apercebi do trabalho que o meu pai tinha sempre que nós vomitavamos a bagageira da 4L de ponta a ponta, e em todas essas vezes, e acreditem que ñ foram poucas, não me lembro de ele se zangar connosco por isso uma unica vez, e se isto não é amor incondicional, não faço ideia do que possa ser.

Só passado todos estes anos é que nos confessou, "vc's não fazem ideia do trabalho que dava limpar a mala sempre que vc's vomitavam dia sim/dia sim", e mesmo que nos tivesse dito, não ia ter percebido de que é que ele estava a falar, tanto quanto eu sabia, a mala da Renault na manhã seguinte esta como nunca tivesse acontecido nada, pronta para mais um dose do nosso pequeno.almoço de uma hora antes. Só agora é que eu me apercebi que vomitar o carro do meu pai, não tinha nada de natural, apesar de sempre o ter sido. Só agora que tenho carro é que sei o quanto ficava piçado, se alguem regurgitasse, fosse que refeição fosse, dentro dele, e no entanto, isso nunca pareceu aborrecer o meu pai. A father's love is a father's love.

Depois pus-me a pensar na quantidade de coisas que para mim sempre foram verdades universais nunca postas em causa, e que se pensar nelas com a maturidade d'agora vejo que ñ eram assim tão "normais". Pim - Pam - Pum, cada bala mata um, em cima do piano está um copo com veneno, quem bebeu, morreu! ... mas que raio de frase é este para uma criança com 10 anos? Atirei o pau ao gato, mas o gato ñ morreu?! WTF? Mas porque raio é que eu havia de querer matar o pobre gato? E aquela que me faz mais confusão, "Levou um tiro dum amigo, pague 1.000$00" O quê? UM TIRO ?!?! DUM AMIGO ?!?! PAGAR ?! Mas... mas o que é que eu fiz ?!

Accept certain inalienable truths

A caminho do Algarve para a passagem d'ano, num jeep demasiado pequeno para tanta gente e respectiva tralha, falavamos dos amores da nossa vida, o papel que eles desempenham na nossa vida.

É complicado falar disto, qualquer dissertação sobre resulta em duvida existencial atrás de duvida existencia num loop que parece não ter fim. O que é o "amor da nossa vida"? Quando é que nos consciencializamos dele? Podemos saber aos 20 anos quem é o amor da nossa vida, ainda com tanta vida pela frente, ou só quando esta tiver perto do fim é que somos capaz de olhar em retrospectiva e saber dizer com certeza quem foi que nos marcou mais que qualquer outra pessoa?! Sendo assim, posso ter já encontrado o amor da minha vida e não saber? Será aquele de que chamo "amor da minha vida" foi só o crush de adolescente e está ainda para chegar aquela que vire o meu mundo do avesso? Quantos "amores da nossa vida" se pode ter? Um? Dois? Nenhum? Vale a pena continuar a procurar depois de se ter perdido o amor da nossa vida, ou devemos apontar já a arma á cabeça?

O jeep ñ anda muito depressa e a auto-estrada do sul é longa, deu tempo para pensar nisso tudo. Pensamos tambem em quem eram os amores da nossa vida, e se seriamos nós o amor da vida de alguem. Eu sei como vejo os meus e sei o que é que os distingue de todas as outras, o sentimento de perda, mas porra, se é preciso perde-las para nos consciencializar-mos de tal, que hipoteses temos nós de ser felizes? Tenho uns quantos nomes na lista das minhas ex-namoradas, e com excepção de um ou outro caso, olho para todas elas com carinho, saudade, perfeitamente consciente do fim e confiante que foi a decisão certa a tomar, que aquilo que tinhamos era melhor ficar por ali, decisão essa que hoje me permite olhar para elas da maneira que olho, telefonar-lhes de tempos a tempos para saber se está tudo bem e saber que sobreviveu em nós qualquer coisa daquilo que em tempos nos juntou.

No meio de todos os nomes, há dois que vejo de maneira diferente, para as quais olho com a mesma saudade, mas com a vontade de que as coisas tivessem sido diferentes, aquelas de quem sinto a falta mais que as restantes, e é isso que distingue estes amores de todos os outros, o sentimento de perda, e o nome delas atravessado na garganta. Depois pensei se seria eu para alguem, aquilo que elas são para mim, se sou o amor da vida d'alguem, e não consegui pensar em ninguem, e fiquei triste. A principio por achar que está um bocado da vida a passar-me ao lado, em não ter ninguem que me veja da maneira que eu as vejo, depois, aliviado, por não despertar todos estes sentimentos nostalgicos em alguem a quem nao correspondi da maneira que queriam.

Hoje vi o amor da minha vida... com o amor da vida dela.

Que frase dolorosa de escrever, e de dolorosa constatação. De que podemos não ser o amor da vida, do amor da nossa vida. Ele já lá estava quando eu apareci, e continuou lá muito depois eu ir embora. Ainda hoje depois de todos estes anos, encontro-os, e vejo-a olha-lo com a mesma admiração que vejo em mim quando olho para ela, o brilho com que nunca olhou para mim, e não há nada que eu possa fazer sobre isso, e para alguem que acha que fazer tudo aquilo a que se propõe, isso custa.

Foi essa a lição que aprendi hoje, a aceitar certas verdades universais, "dois atomos de hidrogenio e um de oxigenio há.de dár sempre água" e que isso ñ vái mudar por mais titânicos que sejam os teus esforços para o contrariar, que há forças maiores que nós e para as quais não há solução, e não há nada que eu, tu ou ninguem possa fazer quanto a isso, a não ser aceitar e continuar... ou tentar.

Actualização do coração.

A mente é um lugar estranho, e para lá de estranho, é estranho o poder que exerce sobre lugares não tao estranhos, lugares que maior parte das vezes parecem reger-se por uma logica própria, distante de toda a racionalidade imposta por experiência de vida e conhecimento empírico acumulado com o passar dos anos. As tais razões que a razão desconhece.

As imagens que guardo de determinadas pessoas, lugares, situações, acompanham-me muito para lá, do prazo de validade daquilo que as originou, expirar. Complicado? Um bocado. O que quero dizer é que a imagem que guardamos das coisas persiste por muito mais tempo que as coisas em si. Percebido? Nem por isso. Isto é, aquilo que guardas em ti é intemporal, mesmo que aquilo que criou essa imagem só fizesse sentido naquele momento especifico. Se calhar é preferível um exemplo practico.

Imaginemos o nosso amor de adolescência com a miúda gira da nossa turma do preparatório, e em como e quando, tudo era um mar de rosas, vamos chama-lhe, hummmmm, "Sofia". Um namoro resumido aos beijinhos nos intervalos, sem uma única discussão ou desentendimento, eu oferecia-lhe "azedas" e ela escrevia-me bilhetinhos nas aulas, e era tudo perfeito livre de problemas ou complicações, sobretudo porque nós também não tínhamos problemas. Depois passamos para o secundário e a nossa zona de residência deixa-nos em escolas diferentes, e pufftt, acaba aquilo que nem sequer se tem bem a certeza de como foi que começou, provavelmente num jogo de bate-pé no canto refundido do recreio.

Daí em diante, e á medida que os anos passam o mundo acaba por se revelar num sitio bem mais complicado que aquilo que inicialmente nos parecia, e seguindo-lhe a tendência todos os nossos relacionamentos passam a ser também, bem mais complicado que aquele que se tinha com a "Sofia". E agora, mais velhos, quando a relação que se tem, sucumbe a todos os problemas e incompatibilidades entre os intervenientes, pensamos nela, na "Sofia", e em como tudo era bem mais simples quando ela estava por perto e em como os beijinhos no intervalo parecia resolver todos os problemas do planeta, ainda que os problemas na altura fossem ser o ultimo a ser escolhido quando se faziam as equipas de futebol, ou ter de ir sempre á baliza.

E é isso que fica, a "Sofia" e a associação automática a um mundo livre de problemas, um porto seguro onde nunca nada correu mal e onde nunca nos tivemos de preocupar com as parvoíces que agora nos atormentam. E então pensamos nela sempre que as coisas correm mal, e em como devíamos voltar um para o outro e para um mundo do qual nunca devíamos ter saído, o mundo das "azedas e dos recadinhos". Mas isso já não é quem a "Sofia" é, a "Sofia" agora é tão complexa quanto todas as outras miúdas, evoluímos e mudámos em direcção opostas e estamos hoje a anos-luz de quem fomos outrora, e somos tão ou mais incompatíveis, que todas as outras com quem acabamos e pensamos, "era tudo tão mais fácil se fossem todas como a Sofia", e mesmo sabendo lá no fundo que a nossa "Sofia" não existe mais, há-de sempre ser a "Sofia" para nós.

E ao fim de contas, é isso que é estranho, a consciência de tudo isso, e a consciência desta consciência, que ao fim do dia, não muda nada, nem me faz deixar de ver a "Sofia" como sempre a vi, o farol das noites escuras, para onde ir quando tudo falha, a tal imagem que ficou, que nem sequer é mais a dela, a sensação que nunca hei-de acabar sozinho, porque quando tudo o resto falhar, há-de lá estar a "Sofia" para me dar um beijo á troca de uma azeda e dizer que gosta de mim num papelinho passado em mão de carteira em carteira na aula de história, mesmo que eu saiba que as coisas nunca mais vão ser assim, e que a Sofia é alguém que eu já nem conheço. Mas não há actualização para o coração, e é esta a imagem que fica, muito depois daquilo que lhe deu origem acabar e deixar de fazer sentido, e isso é estranho.

"Going there feels wrong but the past is so much fun
and all memories are sweeter cause there gone
I always want to turn around"

"Boa Noite, Ana"

Antes d'abrir o endereço do blogger respiro fundo, como se me fosse dificil cá vir, como se fosse doer aquilo que estou prestes a fazer, e ás vezes doí mesmo, principalmente quando cá venho com uma ideia muito clara daquio que venho escrever, ainda que os topicos estejam confusos.

Não sei o que é que me fez pensar nisto, se foi o dia dos namorados, se foi o Adam e os Counting Crows se a conversa com a Ana que tive hoje de manhã antes de me ir deitar, seja o que for, fiquei a pensar nas decisões que tomamos ao longo da vida seguros do rumo que então queremos tomar, e que mais tarde e mais conscientes percebemos que te levaram para longe de onde querias chegar, e tudo aquilo que fica pelo caminho como consequencia dessas mesmas atitudes, a tua imagem que os outros guardaram que nem sequer é mais a tua, mas que pouco importa, foi a que ficou independentemente do quanto tenhas mudado e emadurecido nos ultimos tempos, pensei na puberdade e na imensidão de erros que fiz, e em como esses erros, que na altura chamei de decisões marcaram terceiros, a mim, em particular uma epoca, no geral marcaram para a vida.

Mas vamos começar com os Crows e o titulo deste post. O "Goodnight Elisabeth" foi uma musica que o Adam (vocalista) escreveu para uma ex-namorada, e fala de tudo aquilo que o show biz te dá e tudo aquilo que te tira em contra.partida. A Elisabeth estudava Medicina e não podia estar com ele a toda a hora, aos fins-de-semana estagiava numa clinica, e o resto do tempo, o Adam estava fora ou em estúdio, ou digressão ou a ser uma rock.star. E aquilo que eles tinham acabou por se perder, não porque não gostassem um do outro, ou porque algum dos dois tivesse a fazer algo d'errado, mas acabou e como ele diz "that's not heaven!". Fala em como sendo quem é podia ter qualquer rapariga que quizesse, mas como isso pouco importa quando não se pode ter a unica que se quer. A Elisabeth casou-se entretanto, e a razão pela qual a musica se chama Goodnight, e não Goodbye, é porque o Adam queria que fosse uma canção de embalar, a lullaby, algo por onde ela recordár tudo o que houve entre eles.

Com o dia dos namorados, foi buscar as cartas que tinha guardadas e re-li umas quantas, estava lá uma da Ana escrita e rasurada num verde impossivel de ler, não tanto uma carta de amor, mas um "Goodnight Zé", o nosso fim, a sequencia logica de acontecimentos que nos levaram ao que somos hoje um para o outro, e isso não é muito. Os meus erros, que na altura chamei de decisões, convencido que era o que queria para mim, e que agora mais tarde, e mais maduro vejo que foi só estupidez.

"Talvez nos possamos encontrar um dia e reconhecer que errámos, mas estas situações vão-nos ensinando coisas importantes. Eu aprendi que todas as pessoas são diferentes, talvez devesses pensar niss..."

... demorei a aqui chegar Ana, mas cheguei, e estava errado. Eu tambem aprendi qualquer coisa, que te magoei, quando gostava tanto de ti, sempre gostei. Que merecias mais que aquilo que eu dei, mais que aquilo que eu fui para ti, mas eu estava demasiado ocupado no meu papel de rock.star para perceber que me ia custar a minha "Elisabeth" ... and that's not heaven! E este tipo de coisas não nos atinge imediatamente, é no dia dos namorados 5 ou 6 anos depois que olhamos em retrospectiva e fazemos o balanço daquilo que ganhamos e perdemos com o passar do tempo, e nada do que possa ter ganho compensa o ter-te perdido, e agora sei disso, a "little too late, unfortunately", mas ainda assim. Desculpa ter-te magoado, nunca foi essa a minha intenção, era só jovem e demasiado burro para ter noção dos erros que fazia, e do quanto significavam para mim as pessoas que eu magoava, e a falta que as mesmas me iam fazer mais tarde.

Depois pensei na "bigger picture" e o desastre pegado que a puberdade é para todos nós, em todos os erros que fiz, e todas as pessoas que inadvertidamente magoeei, todas as pessoas que gostavam genuinamente de mim e para as quais eu não correspondi da mesma maneira porque estava demasiado ocupado a ser o Risques, para puder tirar um tempo para ser o Zé, com tudo aquilo que ganhei, e tudo o resto que perdi, ups and downs and in betweens. Custa-me a imagem que deixei junto dessas pessoas, não vou dizer que na altura não era quem eu era, mas já ñ é quem eu sou, e gostava que soubessem d'isso. Que mudei, para melhor espero eu, que estou mais velho com tudo de bom e de mau que isso tambem trás, sou mais o Zé, menos o Risques, afinal, a puberdade é suposto preparar-nos para o resto da vida, e a minha, bem ou mal, fez exactamente isso.

"Bom mas o tempo vái passar e eu prefiro lembrar.me daquilo que admiro em ti, e apesar de serem muito importantes para mim (as qualidade do Zé) parecem-me dificeis de superar a intolerância e a rigidez forçada do Risques... Adoro-te Zé!!

Uma "amiga", Ana Linda "

O tempo passou, e eu ainda me lembro de tudo aquilo que admiro em ti fofissima, o tempo tem o condão de tornar boas todas as más recordações, e o tempo há.de continuar a passar, e quem sabe um dia, não te váis só lembrar daquilo que admiravas em mim, até lá, aqui fica algo para que possas recordar tudo aquilo que houve entre nós, our lullaby... Boa noite, Ana.

Um "amigo", Zé.

Grão a grão

No seguimento das outras duas, mais uma dica do "Plano Poupança by R1sk3z". Podem sacar aqui uma versão do e-mule adaptada para "filtrar" os downloads nacionais dos internacionais. Para todos aqueles que, como eu, teem um limite de downloads internacional ridiculo, não sejam surpreendidos ao fim do mês com downloads adicionais. Provavelmente não é uma dica tão economica como as outras duas, mas sempre ouvi dizer que era grão a grão.

O pior mês do ano.

Acredito que não deva ter sido fácil, mas Fevereiro consegui-o, e dois estudos independentes (eu e o BB) concluiram-no, Fevereiro é o pior mês do ano! Mesmo com o handicap de ter menos dias que o resto dos meses, Fevereiro consegue juntar no poucos dias que tem, as duas datas (ou serão épocas?) mais estúpidas do ano, o Dia dos Namorados e o Carnaval, brilhante.

A minha opinião sobre o Carnaval está devidamente documentada aqui e aqui no entanto em todo o tempo de existência deste blog, nunca partilhei convosco a minha opinião sobre o dia dos namorados, mas tá na altura de alterarmos isso.

Longe vão os tempos em que eu achava o dia dos namorados fixe! Por essa altura andava nos meus últimos anos de preparatório e era no dia dos namorados que esperávamos impacientes que a auxiliar do bloco onde estávamos a ter aulas entrasse pela porta como que o Pai Natal, carregando ás costas um saco atolhado de cartas. Era fixe, 75% das cartas que recebíamos eram escritas a gozar uns com os outros, 20% eram cartas que escrevíamos para nós mesmos para toda a gente pensar que tínhamos uma porrada de miúdas atrás de nós (vc's também faziam isso... ñ faziam? :\ ) 4% eram admiradoras secretas que mais tarde vínhamos a descobrir ser a miúda mais horrível da escola, e o 1% que falta eram genuínas cartas de amor cujas autoras nunca chegávamos a descobrir e secretamente desejávamos que fosse a boazona do 9ºB, bons tempos!

Depois foi o secundário, e as cenas tornavam-se mais sérias embora as percentagens se mantivessem, e era tudo muito divertido. Lembro-me que foi no dia dos namorados do meu 10º ano que ofereci um ramo de rosas a uma miúda do 12º que nem conhecia, só porque a vi uma vez no "poli" com uma camisola de gola alta laranja e achei a miúda mais gira que alguma vez tinha visto. Então, nesse ano a auxiliar do B1 levou um ramo de flores junto com as cartas do resto da turma. Depois o namorado dela quis-me bater, e isso também foi divertido :P ... passado uns tempos ela acabou com ele para andar comigo, acho que esse foi o meu primeiro namoro propriamente dito, durou 8 meses.

Claro que isso foi na remota época de 1996, e ainda ñ se tinham inventado os telemóveis, os sms, e-mails nem o messenger (até o Irc dava os primeiros passos), e como tal, uma carta no dia dos namorados era o maneira ideal para uma aproximação, numa altura em que nem nós (nem elas btw) éramos perspicazes o suficiente para perceber que a melhor abordagem não passava por cartas escritas em folhas quadriculadas com os casos notáveis decalcados da folha anterior, arrancada á força do caderno de matemática. Hoje é tudo diferente, na época "SMS/MSN B.C." está tudo facilitado para a criançada e o dia dos namorados (tal como as lutas de pacotes de leite no intervalo das 10:15) morreu vitima de complicações evolutivas.

Agora o Dia dos namorados é só um plano maquiavélico posto em pratica pelo pequeno comercio para combater a crise. As flores em geral sofrem duma inflação de 200% e as Rosas em particular a rondar uns 500%, as lojas vestem-se de vermelho e seja por que montra passe, tenho de gramar com um coração de peluche com braços(??)pendurado por uma ventosa com um "I Love You" estampado, ou por lingerie vermelha de gosto duvidoso a roçar o ordinareco vestida no busto serrado dum manequim da colecção do ano passado.

Não, sério. Se o dia dos namorados é um dia especial para qualquer casal, é porque algo está mal com esse mesmo casal visto ser preciso uma data marcada no calendário e toda a loja por onde se passe a nos lembrar do dia para se comprar, fazer, ou levar alguma coisa especial pelo nosso "significant other" é sinal que algo de muito errado se passa com essa relação e deviam sentar-se e pensar os dois o que falta para o dia dos namorados ser "any given sunday".

Para lá de uma época estúpida, acho muito pouco inteligente da parte do pequeno comercio, uma vez que seria muito mais rentável um dia dos ex-namorados, visto que (supostamente) só se tem uma namorada de cada vez, e no entanto, têm-se uma porrada de ex's. Alias, não só era muito mais rentável como vinha por um fim a todos aqueles namoros estúpidos de 1 mês, uma vez que isso significava uma prenda na data para o resto da vida, aposto que a partir de então todas as relações seriam muito mais ponderadas antes de assumidas.

P.S. - Tenho 3 "cartas d'amor" cuja remetente nunca cheguei a descobrir, boazona do 9º B, se eras tu, telefona-me!

Jeux d'Enfants

Grande Sofia, lá iamos nós de novo. Foi felicidade pura, uma explosão de prazer inigualável. Melhor que droga, melhor que "cavalo". Melhor que dose, coca, crack, charro, xuto, snifo, ganza, marijuana, LSD, acidos, ecstasy. Melhor que sexo, fellatio, 69, orgias, masturbação, tantrico, kama-sutra ou foda tailandesa. Melhor que batido de banana. Que a colecção da Guerra das Estrelas, os Marretas e o 2001 - Odisseia no espaço. Emma Peel, Marilyn, Lara Croft, Naomi Campbell e o sinal da Cindy Crawford. Melhor que o lado B de Abbey Road, um solo de Hendrix e a chegada á Lua. Os montes espaciais e o pai natal, a fortuna de Bill Gates, o Dalai Lama, Lázaro recuscitado dos mortos. A testosterona do Schwarzenegger, o colagenio da Pamella Anderson. Melhor que Woodstock e as raves mais orgásmicas. Que Sade, Rimbaud, Morrison e Castaneda. Melhor que a liberdade...

... que a vida.

Pointless Nostalgic (3/3/2005)

... encontrei isto, perdido nas catacumbas do meu disco com a data 3 de Maio de 2005 e o titulo "Pointless Nostalgic", aqui fica.

Ehehe, não consigo evitar o esboçar dum sorriso sempre que volto ao meu blog, e esta vez não foi excepção, como que uma antevisão do post que ai vinha. Uma vez que "disse" ao blogger para recordar a minha password, é natural que assim que digito a morada no endereço do browser ele me leve directamente, (sem passar pela casa partida, nem receber 2.000$00) para o pagina do meu blog, tudo muito natural não fosse o facto, por vós sobejamente conhecido, de eu dar demasiada importância ao pormenor e ter uma leitura muito própria de tudo aquilo que é quotidiano, vejo este "Remember me" como algo bem mais bonito que um simples "cookie", vejo o reconhecimento de uma pagina de net que sabe tanto de mim, e me recebe sempre de braços abertos, regardless de quanto tempo tenha passado desde o nosso ultimo encontro, imagino-a contente por me ter de volta, e estupidamente fico feliz também.

Nostálgico, é provavelmente uma das palavras que me caracteriza melhor, vivo bastante agarrado ao passado, em demasia digo mesmo, olho para cada momento como algo único que acontece num dado instante e que jamais, não obstante dos anos que eu viva voltará, posso até juntar o mesmo grupo de amigos á mesma mesa do mesmo café e falarmos de exactamente as mesmas coisas, mas mesmo dum dia para o outro a pessoa que somos muda e provavelmente não vou pensar exactamente da mesma maneira que no dia anterior, e dito isto, tudo passa, e não volta mais. É complicado esperar expectante por um amanhã melhor quando amei tanto o dia de ontem, quando tudo aquilo que queria era revive-lo dia após dia num loop que durasse uma eternidade.

Este não é o único sitio onde escrevo, nada de tão grande relevo como este meu blog, mas guardo um .txt com os meus nicks de messenger, frases, citações, passagens de musicas ou filmes que hoje, ou quando foram escritos fizeram todo o sentido na minha vida. Os meus nicks de messenger dizem tanto sobre mim como cada um destes posts. Uma das minhas mais utópicas fantasias é ter todas as raparigas do mundo adicionadas na minha lista de contactos e que um ano depois e 1000 nicks meus mais tarde, a Tal, venham falar comigo e diga, "és tu, amo-te, á tanto que te procuro!". De vez em quando releio todos e vejo quais é que deixaram de fazer sentido para os apagar, mas a grande maioria são intemporais e como tal, a lista só tende a crescer, muito dificilmente a diminuir.

Um dos principais motivos pelo qual volto aqui depois de ter oficialmente terminado com o blog no dia 26 de Dezembro, é por achar de tempos a tempos que ficou qualquer coisa por dizer, por vezes a vocês, alguma coisa que aprendi ás minhas custas e provavelmente da maneira mais difícil que acho que seria óptimo se pudessem aprender cos os meus erros e ainda que não possam, que ao menos tenham, com base naquilo que vivi, uma boa ideia sobre o que esperar a seguir. Outras tantas vezes escrevo mesmo para mim, algo que gostava de ler daqui a 10 anos e provavelmente me sentir ainda mais nostálgico por tanto tempo ter passado, mas ainda assim, que me faça parar na minha vida atarefada, olhar para trás numa década e recordar o quão feliz era, o quão feliz sou! Life's just a memory, soon to be gone... enjoy it!

Então aqui fica, para mim em 2015...

Olá Zé, tens 33 anos agora, espero que sejas tão feliz agora quanto o eras no dia em que escrevi isto para ti! Espero que tenhas conseguido construir a vivenda que tanto gostavas de ter num sitio pacato, que tenhas um carro podre na garagem que vás restaurando nas tardes de domingo sempre que não tens nada para fazer. Que o Muckey, o BB, o CoLT, o Horza, o Fatty e o Vassago ainda apareçam ai por casa para ver os jogos de futebol e que ainda percam tempo a rir que nem uns perdidos das parvoíces uns dos outros tal como fazemos hoje. Espero que guies mais devagar, e que tenhas perdido a mania de andar sem cinto se segurança, ia odiar que te acontecesse alguma coisa, sabes que matavas a mãe de desgosto! Espero que estragues a avó com mimos porque já tem quase 90 anos, e ainda não consigas imaginar o que vai ser da tua vida sem ela. Espero que tenhas um trabalho que gostes, e que te esforces por ser o melhor seja o que for que fazes. Espero que durmas bem de noite, com a consciência tranquila de que és a melhor pessoa que podes ser, espero que tenhas aprendido alguma coisa em todo este tempo que passou, e que saibas agora dar menos valor ao passado e mais ao presente de modo a desfrutar o tanto que ele tem para te dar. Espero que já tenhas encontrado alguém que te faça feliz, que te complete, mereces. Que acordes todos os dias ao som da voz dela a dizer "Bom dia Amor" e que nesse segundo o mundo te pareça perfeito. Espero que tenhas tido um casamento como ela sempre sonhou, que tenhas convidado o Xastre e o Xut porque amigos são os que perdoam e, afinal de contas, já passou tanto tempo, que não te tivesses esquecido do Rina e deixado uma cadeira vazia a contar com ele. Espero que não tenhas chorado... muito pelo menos. Espero que sejas saudável, que faças exercício. Não te atrevas a morrer-me! Espero que acordes cedo todas as manhãs e inspires todo o ar da terra enquanto pensas "Isto é tudo quanto quero da vida, nada mais". Que penses em mim, no rapaz que havia em ti á 10 anos atrás e digas enquanto de olhas ao espelho... "Puto, ias ficar orgulhoso de mim!".

P.S. - Para o BB, meu irmão de outros pais, se juntássemos bem as cabeças, resolvíamos os nossos problemas com uma só bala, mas não nós puto, “we are far too young and clever”... o mundo é nosso!


Os cães ladram e a caravana passa, o mundo gira... e tudo muda.

Gosto...

Gosto das pessoas que cantam em voz alta de olhos fechados nos postos de escuta da fnac.
Gosto das pessoas que dançam no duche e poe em perigo a vida sem tapete anti.derrapante.
Gosto do condutor apressado com prioridade que pára para me dar passagem no cruzamento.
Gosto de bebes ingenuos que chamam flores com os dedos como se fossem um cão ou um gato.
Gosto de gordas gravidas que pavoneiam a barriga enorme bem como os dois pneus de lado.
Gosto do tóni da camisa do benfica nas festas do Barreiro com o braço por cima da loura bimba.
Gosto da velha de cabelo roxo e permanente á prova de bala sentada no canto da pastelaria.
Gosto de gente que anda mais 30 metros no sentido contrario para atravessar na passadeira.
Gosto de motards que estendem a mão e me agradecem quando me desvio para os deixar passar.
Gosto da vizinha que vem deitar o lixo e passear o caniche com rolos e camisa de noite.
Gosto de quem bate palmas quando o avião aterra, como se o piloto nos fizesse um favor.
Gosto de gordas á hora d'almoço na fila de espera da casa das sopas, pa manter a linha.
Gosto de quem desliga o telefone num "fade out" intercalado de 10 "Tchau's" e "beijinhos"
Gosto do "homem bicenterário" que anda pela rua com o auricular do telefone na orelha.

Esta gente dá cor aos meus dias.

Another tip for the future

Á semelhança do post em que vos dizia em como poupar 13€ por mês na vossa factura da Netcabo, agora venho-vos dizer em como podem reduzir a vossa conta da luz.

Passem no site da EDP e preencham o requisito de adessão á tarifa Bi-horária

A tarifa bi-horária caracteriza-se por preços diferenciados do kWh, consoante a utilização em horas de vazio ou fora de vazio, cujos períodos de duração são visíveis em 'Horários'. As horas de vazio são, fundamentalmente, as horas do período nocturno e fins-de-semana, em que é mais frequente a utilização de grandes electrodomésticos, como máquinas de lavar roupa e louça, forno ou aquecimento.
fonte : site EDP

O resultado há.de ser qualquer coisa como uma redução de 40% no total da factura como o proprio site indica.

A aquilo que me incomoda é ser necessario requerir estas coisas, porque afinal de contas o preço pela energia no periodo "normal" é o mesmo, e nas horas de vazio de menos 40%, periodo este que coincide com a noite, parte do dia em que se gasta mais luz, mais que ñ seja porque está escuro ñ?

E grão a grão ... quase que me devem um jantar.
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