Could you spare me some change?

... e as gemeas perguntaram.me se que ñ queria ir com elas e o André, mais a Joana e o Rodrigo que tinham vindo dos Açores jantar ao Hard Rock e como não estava numa de passar o sabado em casa disse que sim.

Passado um bocado a Vania veio.me buscar no carro da Telma, chegado á casa das Gemeas fomos recebidos pelo Caracol a ladrar (o cão delas não se chama mesmo Caracol, mas acho que qualquer cão ou cadela que tenha como donas duas irmãs gemeas deve obrigatóriamente chamar-se Caracol independentemente de ser um caninhe ou não, que para o caso até é!)

Eles foram os 4 no carro do André e fui a guiar o carrão da Telma até Lx, claro que tivemos de encanfuar os carros para um beco escuro porque estacionar na Av. da Liberdade a um sabado á noite... boa sorte!

Entre muita conversa, comida e musica não devia faltar muito para a meia.noite quando saimos de lá um senhora estrangeira com aquele ar de "Loucos de Lisboa" veio com uma moeda de um euro na mão pedir os meus trocos, "Excuse me mister, could you spare me some change?" Eu, a Vania, a Telma, todos procuramos por dinheiro trocado nas carteiras mas só conseguimos entre os 3 angariar uns 60/70 centimos e então eu resolvi guardar os 60 centimos para mim e dár.lhe a nota de 5 euros que tinha sido o troco do jantar, mas ela não aceitou, dizia-me que não com a cabeça enquanto me explicava que não podia aceitar tanto dinheiro, aquela fortuna que eram os meus 5 euros. Eu disse-lhe então que trocava os meus 5 euros pela moeda de 1 euro dela mas ela continuava a achar que era demasiado, pediu-me os 60 centimos, agradeceu e foi-se embora.

Acho que é por isto que nenhum de nós os dois nunca há.de ser rico, porque não m'importo de dár, ou pagar o sumo da miuda de 10 anos que estava á minha frente na caixa do Pingo Doce sem dinheiro que chegasse, ou á senhora com aquele ar ternurento que me pede uns trocos, mas por maior que fosse a minha boa vontade, a senhora não ia aceitar por achar que não fez nada para merecer o meu dinheiro. Mas fez, despertou.me o lado que eu mais gosto em mim, e não há 5 euros que paguem isso. Devia ter.lhe deixado o dinheiro na mão e corrido para que ela ñ mo podesse devolver, aposto que conseguia correr mais que ela.

Descubra as diferenças

Descubram as 6 diferenças entre as duas imagens




... agora tentem descobrir as diferenças entre este meu post e o journal dum tipo que visitou o meu perfil, onde tenho a morada do meu Blog.











Enfim, dizem que o plágio é a mais sincera forma de elogio, não é?

Mudam-se os tempos...

Não estou nada inspirado, mas até já tenho vergonha de ter o blog por actualizar á tanto tempo e a verdade é que não é por não ter nada para escreve, é por outra coisa qualquer, que não sei bem qual é, se por falta de paciencia, ou não saber muito bem como passar uma ideia para 001010101010 e postar no blog para ser lida, e até nem é por não pensar em nada, pelo contrario, tenho pensado em muita coisa.

A primeira vez que pensei nisto foi no concerto que o Roberto Carlos deu no Pavilhão Atlântico, e se já não tivesse sido á tanto tempo atrás assim, até era vos capaz de dizer a data, mas já passou tanto tempo que nem isso sei. Sei sim aquilo que me fez pensar naquela altura, o publico era maioritáriamente mulheres entre os 40 e os 60 anos, deduzo eu, e á medida que o "rei" cantava uma e outra daquelas musicas que eu oiço tocar cá em casa desde que me lembro, elas suspiravam e diziam "Aquilo é que é um homem", e eu olhava para o palco e via o Roberto Carlos encarcilhado com os seus 65 anos, mais seculo menos seculo, e tentava perceber o que é que elas podiam ver nele, e não percebia, e foi nisso que fiquei a pensar nessa noite.

Desde então houve outras alturas, outras situações que me fizeram pensar no mesmo, o meu aniversário por exemplo, em que fiz um quarto de seculo (wow!) e que pensei que se calhar o 1º quarto é passado a ser filho, o 2nd quarto a ser pai, o terceiro quarto a ser avó, e tentar gozar tanto do ultimo quarto quantos nos for possivel. Pensei que se calhar era altura de "acentar", e pela primeira vez o "acentar" não foi dito com aquele ar leviano de quem tá farto de flirts e affairs e quer uma namorada por uns tempos até sentir saudades da vida de solteiro. Foi um "acentar" de alguem que agora entra no segundo quarto, e que está longe de ter condições para ser o pai que quer ser, a começar pela importante falta que uma mãe para o seu filho faz.

Pensei no "acentar" como quem diz "estou a ficar velho, vou querer casar daqui a uns anos que já ñ são tantos assim". No outro dia lia qualquer coisa que dizia que a media d'idades de quem se casa é de 32 anos entre eles e 28 anos entre elas, e que os meus 32 estão ao virar da esquina e ainda nem tenho ninguem com quem casar, e desde que tenha, até saber que tenho, hão-de passar outros tantos, e depois de pensar em tudo isto, os 7 anos que me separam dos 32 começam a ser curtos, e isso tambem me fez pensar.

Pensei que aquilo que eu quero para mim agora, não é aquilo que eu quero para mim "o resto da vida", e sabendo eu que é melhor começar a planear "o resto da vida" quanto antes, nesse caso, aquilo que eu quero para mim agora, não pode ser o que eu quero para mim agora uma vez que o que eu quero é o daqui em diante (lol, sometimes I get so wierd I even freak myself out) mas vc's percebem. Se eu acho que está na altura de encontrar alguem para "acentar" e que do acentar ao casar ainda hão.de passar uns quantos anos porque, e a Britney Spears que me perdoe, ninguem casa com 15 dias de namoro, e que para não estragar os 32 de media, tenho 7 anos para fazer tudo isso, com um curso e uma vida á mistura, então o que eu quero agora, tem de ser o que eu quero de agora em diante, e não o só agora, não é? E isto dá que pensar.

E isto remete-nos de volta para o Roberto Carlos, e foi então que percebi. Ao longo da vida queremos coisas diferentes para nós, aos 10 anos queremos uma bicicleta, aos 15 queremos namorar com a miuda mais gira da escola, aos 20 queremos ir pa cama com a boazona da faculdade, aos 25 queremos "acentar" para aos 30 casar e aos 35 ter filhos... and so on, and so on. E isso fez-me pensar em todas aquelas mulheres de 50/60 anos que suspiram pelo Roberto Carlos que ainda continua apaixonadissimo pela mulher Maria Rita que morreu com cancro á 7 anos atrás, e que se calhar é isso que se quer com essa idade, não é necessariamente a mais gira, ou a mais "boa", mas alguem que nos ame, com quem possamos contar, que esteja do nosso lado até que "a morte nos separe" e outros tantos anos depois disso.
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