Valeu a pena?

"All the bridges that you burn
Come back one day to haunt you
One day you'll find you're walking
Lonely"

É como aquele filme que odiámos ver aos 15 anos e que aos 25 é o filme da vossa vida. Conheço essa musica desde que me lembro e sempre foi só isso, uma musica, até ao dia em que tocou e eu ouvi-a como se pela primeira vez com um significado que até nunca tinha tido, em que as "bridges" não eram "pontes", "burn" não é mais "queimado", e a Tracy era eu.

Pensei na musica, e em que medida se aplicava a reflectia a minha vida, a mim, aos meus amigos, aos meus amores, e todas as pontes que nos ligavam que eu queimei e derrubei, na ilha em que me tornei depois de alienar tudo e todos aqueles que não estiveram á altura daquilo que esperava deles, e em como dou por mim sozinho e todas as vossas caras me assombram e os vossos nomes entoam no fundo dentro de mim.

Depois pensei em tudo aquilo que tinha acontecido, em todas as situações estupidas que nos trouxeram aqui, e fez de nós o nada que hoje somos uns para outros. É depois de por em perspectiva tudo o que aconteceu, e as consequencias que tiveram as escolhas que então fizemos que temos noção daquilo que ganharam em me perder, do que eu ganhei em vos perder a voces.

Querem-me ouvir dizer que estava eu errado? Pois bem, eu digo... estava errado! Não é de mim que a musica fala, é de voces que perderam bem mais que eu, a troco de bem menos, ou pior que isso, a troco de nada, e é esse "nada" em que tenho pensado.

Aquilo que eu quero saber é se o que ganharam compensou de alguma forma aquilo que perderam? É que se compensou, então tudo está bem quando acaba bem, e se o saldo é positivo, não perderam, antes trocaram e sairam a ganhar.

Mas nem chega a isso pois não, aquilo que mais me entristece é pensar na pouca estima em que me deviam ter para me trocarem pelo nada por que trocaram. Pensem no que foi que aconteceu que nos trouxe até aqui e dinamitou a ponte que nos unia, a razão que levou a que deixámos de ser amigos, de ser amores e respondam ...

Valeu a pena?

Desesperadamente Procurando Joana

José Risques, prominent jornalist and writer, died last night from complications of losing his soul mate and his girlfriend. He was 26 years old. Soft-spoken and obsessive, Risques never looked the part of a hopeless romantic. But, in the final days of his life, he revealed an unknown side of his psyche. This hidden quasi-Jungian persona surfaced during the Agatha Christie-like pursuit of his long reputed soul mate, a woman whom he only spent a few precious minutes with. Sadly, the protracted search ended late Friday night in complete and utter failure. Yet even in certain defeat, the courageous Risques secretly clung to the belief that life is not merely a series of meaningless accidents or coincidences. Uh-uh. But rather, its a tapestry of events that culminate in an exquisite, sublime plan. Asked about the loss of his dear friend, Dean Kansky, the Pulitzer Prize-winning author and executive editor of the New York Times, described José as a changed man in the last days of his life. "Things were clearer for him," Kansky noted. Ultimately José concluded that if we are to live life in harmony with the universe, we must all possess a powerful faith in what the ancients used to call "fatum", what we currently refer to as... destiny.

Fascinating!

A falta que fazem, as saudade que temos, de pessoas que nunca chegámos a conhecer.

Just in time.

Esperei até ao ultimo instante, e mesmo uns minutos depois, por ti, na esperança que chegasses e viesses comigo. Convido-te sempre á ultima da hora para dar aquele ar de ultimo recurso, e tu dizes que não, que se ao menos te tivesse dito qualquer coisa antes, mas não! Deus proiba que descubras que é por ti que espero, não vás tu perceber que é de ti que eu gosto, que és tu quêm quero, e ai então estava tudo estragado. Eu tenho um plano, e nunca nada corre mal a quem tem um plano.

Nunca se gosta de quem gosta de nós não é? Não tem piada! A gozo está no desafio, na conquista, em fazer alguem gostar de nós, em fazer-te gostar de mim, sem que nunca descubras que eu já gostava de ti antes d'isso. Se conseguires isso, estás garantido. Sabem, é que o poder, eclipsa por inteiro o querer e nunca se quer quem se pode, mesmo que o quizesse antes de saber, estranho não é? Mas eu aposto que não sabes que eu gosto de ti. Estou tão confiante no meu infalivel plano que tenho quase a certeza que nem do meu nome de lembras, perfeito!

Espero uns minutos depois de te ver entrar, antes de ir falar contigo, tenho tanta coisa para te dizer, há tanto que te quero contar, musicas que quero que ouças, filmes que quero que vejas, quero saber do teu dia, o de hoje, e todos os outros que vieram antes e que não estava lá para ver, quero fazer planos a longo-prazo e envelhecer contigo, vamos fugir os dois... mas um "olá" vai ter de servir, dizer-te que sonhei contigo deitava por terra todo o progresso alcançado. Pergunto se está tudo bem enquanto trocamos dois beijos, e o meu sorriso diz tudo aquilo que te tento esconder. Não percebes que te amo pela maneira como te evito?

O plano corre melhor que nunca, começas-te a namorar com alguem da faculdade, da nova, da antiga, pouco importa, não o conheço, faço tão pouco parte da tua vida que nem sequer sei quem ele é, mas sei que não pensas em mim, o meu estupido plano certificou-se disso. Vou rezar para que não dê certo e torcer para que acabem. Depois do fim, dou-te 6 meses de luto e convido-te outra vez para sair, á ultima da hora... mesmo a tempo de descobrires o quanto gostas de mim.

"And if it gets too late, for me to wait
For you to find you love me, and tell me so
It's ok... don't need to say it."

Dance?

I remember once when I was young and I was coming back from some place, a movie or something. I was on the subway and there was a girl sitting across from me and she was wearing this dress that was buttoned queered up right to here, she was the most beautifull thing I've ever seen. And I was shy then, so when she would look at me I would look away, then afterwards when I would look back she would look away. Then I got to where I was gonna get off, and got off, the doors closed, and as the train was pulling away she looked right at me and gave me the most incredible smile. It was awful. I wanted to tear the doors open. And I went back everynight, same time, for two weeks but she never showed up. That was 30 years ago and I dont think that theres a day that goes by that I dont think about her, I dont want that to happen again.

Just one dance?

Another wasted love story

It always fascinated me how people go from loving you madly to nothing at all, nothing. It hurts so much. When I feel someone is going to leave me, I have a tendency to break up first before I get to hear the whole thing. Here it is. One more, one less. Another wasted love story. I really love this one. When I think that its over, that I'll never see him again like this... well yes, I'll bump into him, we'll meet our new boyfriend and girlfriend, act as if we had never been together, then we'll slowly think of each other less and less until we forget each other completely. Almost. Always the same for me. Break up, break down, drink up, fool around. Meet one guy, then another, fuck around. Forget the one and only. Then after a few months of total emptiness start again to look for true love, desperately look everywhere and after two years of loneliness meet a new love and swear it is the one, until that one is gone as well. There's a moment in life where you can't recover any more from another break-up. And even if this person bugs you sixty percent of the time, well you still can’t live without him. And even if he wakes you up every day by sneezing right in your face, well you love his sneezes more than anyone else's kisses.

At Last ...

Passei a Analise I e II, queria ligar-te e dar-te a novidade, mas há tanto tempo que não falamos que já nem encontrei em mim a coragem para discar o teu numero. Não telefonas, não escreves, passa tanto tempo sem dizeres nada. Era suposto isso mudar alguma coisa em mim, mas não muda. Sei que aqui vens, de vez em quando, ver se o post que te prometi está escrito e nunca o encontras, mas hoje vai ser diferente...

Tenho a casa dos meus sonhos imaginada ao pormenor, o portão da garagem, a madeira da porta de entrada, o chão da cozinha, a cor do quarto das crianças, a banheira de canto, ou a disposição da piscina em relação aos pontos cardeais para rentabilizar as horas de sol. Sei-a de cor, memorizada de tal maneira que acho que não vou conseguir ser feliz em mais lado nenhum, e isso não me preocupa, acho que tudo aquilo que eu conseguir imaginar, alguém consegue construir, e que mais tarde ou mais cedo, com mais ou menos sacrifício vou entrar pela porta de entrada, feita na madeira que eu escolhi para a casa com que sempre sonhei, e encontrar quem eu sempre quis que lá estivesse a minha espera. E é aqui que as coisas se complicam.

Se tenho a minha casa imaginada ao pormenor, tenho a mulher dos meus sonhos fantasiada até ao último fio de cabelo, o modo de andar, percorrendo um trapézio que não está com um pé diante do outro em saltos vertiginosos, a saia justa, a maneira como desvia o cabelo dos olhos com o indicador da mão direita, o traço preto nos olhos ou como atende o telefone, a facilidade com que encontra as chaves do carro dentro de uma pouchette minúscula que tem dentro mais tralha que uma drogaria.

Mas os anos passam e a lista cresce, e ninguém aparece, suspeito que muito por culpa minha. Se era complicado encontrar quem eu tinha imaginado há 10 anos atrás quando a lista ainda ia a meio, todo este tempo volvido tornou-o impossível. Imaginamos a quantidade de filmes e musicas e mulheres que precisamos para chegar ao ideal que criámos que o mais certo é não existir alguem que reúna em si tudo aquilo com que sonhamos.

É quando isto nos atinge que paramos para pensar em como aquilo que desejamos nos condiciona tanto quanto nos move na vida. É quando temos noção de que ao contrário da casa, não há ninguém que possa construir quem queremos para connosco lá morar, que nos apercebemos que se não aprendemos a ser felizes com alguém de verdade, vamos acabar na casa que, sozinhos, não é mais a que imaginamos. É quando largamos do sonho e descemos á Terra, quando tocamos com os pés no chão que vimos que aquilo que a absurda utopia da nossa ilusão nos dá não chega para uma vida inteira.

A vida é muito mais aquilo que sabíamos desde o inicio que aquilo que fomos aprendendo pelo caminho, e eu sempre soube quem tu eras para mim. É quando desistimos de sonhar um sonho que não serve mais e decidimos procurar alguém que o torne verdade, que vimos que tudo quanto sonhamos esteve sempre diante dos nossos olhos se apenas nos tivéssemos dado ao trabalho de olhar. Há muito que percebi isso, que estava demasiado ocupado a sonhar por alguém como tu, para dar conta que era contigo que eu sonhava. Existes, és de verdade, e eu não conseguia ter-te sonhado melhor.

Aqui o tens Zá, o teu post, At last... but certainly not least.

Probabilidade condicionada

Se quêm tem cu têm medo, ela era a miuda mais mariquinhas que alguma vez vi.

I hate, I hate, I HATE ... PETER PAN!

Odeio povo, confusão, transito, ajuntamentos populares, putos a correr e aos gritos, e cães a ladrar dão comigo em doido, feiras de ciganos, gente cinica e hipocrita. Odeio as pessoas em geral, a humanidade em particular, as pessoas regra geral são burras, mesquinhas, egoistas, invejosas, tiram prazer da desgraça alheia, (e eu tiro prazer da desgraça dessa gente), cobardes, preferem ser assaltadas a andar á porrada e defender o que é delas e custou a ganhar, evitam confusões pela confusão em si mesmo que tenham razão para não criar "mau ambiente", odeio pessoal que corta as unhas em sitios publicos, os que atiram a beata para fora do vidro do carro ou toda a gente que atira lixo pó chão, donos de cães que não apanham a merda que eles plantam no meio da calçada, pessoal que fala com convicção e uma certeza na voz, de coisas sobre as quais não sabem nada, o pessoal que tem a mania, que é bue da bom, e bue da mau, e tem bue da guita, e que come as gajas todas, e conhece toda a gente, mas que na realidade anda só a tentar compensar a falta d'amor materno e é um frustado. Odeio frustrados, odeio pessoal que quer aparentar ser mais que aquilo que é, odeio posers! Odeio gajas ca mania que são modelos, odeio gajas inscritas em agencias porque lá porque não são feias, acham-se bue da giras e bue da boas, odeio gajas pudicas que na realidade são umas cabras(não são todas?), gajas que me veem falar de como gostam do namorado enquanto se batem descaradamente a mim. Odeio pessoal ignorante, que não procura instruir-se, odeio gente que se contenta com aquilo que tem e não tem ambição. Odeio pessoal que estaciona os carros fora dos traços do estacionamento, odeio pessoal que não sabe o que é "entrada alternada", odeio o pessoal que abusa do civismo da "entrada alternada", odeio falta de civismo, odeio gente mal-educada, sem maneiras nem principios, odeio gente bimba, odeio o ppl que abusa da liberdade que tem invadindo a liberdade do proximo, odeio quem pára carros em 2ª fila ou simplesmente numa faixa de transito como se 5 minutos ali não fossem fazer diferença. Odeio fanatismos, gente que dedica a vida a uma coisa e não é capaz de ver que há mais na vida para lá daquilo, seja lá o que aquilo for. Odeio pessoal que vê impavido e sereno algo d'errado ou injusto acontecer. Odeio programas da manhã quer da televisão quer da rádio, falam como se quem os ouvisse fosse um atrasado mental, odeio a lei da paridade, odeio cunhas e nepotismo, odeio coitadinhos que arranjam sempre um bode expiatório para desculpar os frouxos que são, odeio mariquinhas, odeio o gay pride, odeio comunistas, principalmente comunas filhinhos dos papás que moram na Expo, odeio betos com os penteados todos iguais, e as tias com o mesmo tom de louro platinado, odeio pseudo-intelectuais, odeio pseudo-anything, odeio touradas, tirando as partes dos forcados em que o touro lhe dá grandas porradões e os manda todos co .|. , o pessoal das mamas de silicone, os gorilas de ginásio, tatuagens, piercings e pessoal que apanha grandes bebedeiras todos os fins de semana, que lá no fundo teem problemas de auto.estima e tão a tentar compensar no corpo o que falta no cerebro, ODEIO que não atendam o telemovel, odeio ser mal atendido num restaurante ou bar ou café ou wherever, odeio "consumos minimos", odeio incompetencia e falta de profissionalismo, odeio pessoal que atravessa fora das passadeiras, odeio lideres de opinião e o telejornal da TVI, odeio que fumem ao pé de mim, principalmente quando estou a comer ou em recintos fechados, eu exerco um campo gravitacional sobre o fumo que vem sempre todo ter comigo (karma?), é uma maldição acho eu \:, odeio gente a "dormir" no semaforo, odeio pessoal que cospe pó chão e os que começam frases com a palavra "tipo" ou a expressão "mas é assim" e usam "tas a ver" 30x numa frase, odeio quem eXcReVe AxIm, odeio paternalismo e que me chamem "filho", com excepção dos meus pais, odeio publicidade não endereçada e os que tocam a 30 campainhas para a entregar, odeio que um candeeiro se apague quando eu passo debaixo dele, odeio Sean Paul a Radio Cidade e as casas de banho da Zambujeira do Mar, odeio filmes do Kusturika, do Almodovar e do Manoel de Oliveira, odeio seringas, drogas e drogados, em especial aqueles que me tentam ensinar a estacionar o carro, odeio merdas da moda, seja o corte de cabelo rapado dos lados e comprido atras ou quem usa roupa cor.de.rosa ou camisolas "De * censurado * Madre 69" porque o Cristiano - Todo-Poderoso também usa, odeio que me tentem passar ah frente numa fila, odeio que falem no cinema, desejo uma morte dolorosa a todos aqueles que atendem o telemovel a meio do filme, odeio politicos e este governo em especial, odeio o George Bush e os atrasados mentais dos americanos, odeio o novo papa, odeio que me tentem enganar e pessoal mentiroso, e o pessoal que guia pela faixa do meio com medo de cair da auto-estrada, odeio acordar cedo, odeio intriguistas e intrigas, pessoal que se mete na vida alheia, e a custa da vizinha do lado que passa o dia á janeal, odeio osgas porque me enojam, odeio o pessoal que chega atrasado a um concerto, e começa a tentar furar até ah fila da frente, odeio o pessoal da fé, que dizem "Se Deus quiser", ou "Graças a Deus" quando acontece qualquer coisa de bom, e que escreve direito por linhas tortas quando acontece alguma coisa de mal, odeio que nas bombas de gasolina self-service, a gasolina seja ao mesmo preço que nas bombas onde vem alguem meter-nos a gasolina, odeio o pessoal que anda de bicicleta lado a lado, em vez de em fila indiana, odeio pessoal que vive em parques de campismo ... que teem lá a roulotte parada todo o ano ou que acham que aquilo é uma casa de ferias, odeio pessoal com aproveita qualquer canteiro de terra nas imediações dos predios onde vivem para fazer uma hortazinha, se é um bocado de espaço com terra, toca a plantar couve! Odeio quêfrõ que não percebem e não desistem.Odeio o pessoal com que me cruzo na estrada á noite e levam os maximos ligados, depois veem-me e desligam os maximos, e depois devem tar a guiar tão ás escuras, e deve estar a ser um sacrificio tão grande que até doi, e então voltam a ligar o maximos quando eu ainda não acabei de passar por eles, e eu levo com uma flashada mesmo ao meu lado k'ate assuta. Odeio o pessoal que anda anos ah boleia dos amigos porque não tem carro, e quando compra um carro compra um comercial, e diz .. "dois lugares é um lugar a mais k'aquilo que eu preciso para mim." ou "para mim chega" MORRAM!. Odeio correntes de mails e o pessoal que manda mais para toda a gente em que quem recebe consegue ver a lista de mails para quem foi enviado, odeios gajas a amamentarem em sitios publicos com uns tetões que parecem a ponta de um missil tele-guiado. Odeio atendimento automatico ... para A marque 1, para B marque 2, para C marque 3 .... (10 minutos depois) ... para Z marque 26, para falar com operador, prima 0 a qualquer altura! Odeio, mas odeio, odeio ODEIO!!!! .... estár a ver um jogo de futebol na Tvcabo, e ouvir o pessoal da televisao d'antena gritar GOLO quando na minha televisão ainda vai a bola a meio-campo. Odeio, mas odeio, odeio ODEIO, ao ponto de bater a alguem, o pessoal que vê o jogo e ouve o relato ao mesmo tempo em sitio publicos, e grita Golo quando a bola ainda não saiu da marca de penalty nuns quartos de final dum campeonato do mundo num jogo de Portugal. Odeio quando dou por mim a fazer o que odeio nos outros e odeio-me a mim tambem.

Bookcrossing

n. the practice of leaving a book in a public place to be picked up and read by others, who then do likewise.

Hackers

"Another one got caught today, it's all over the papers. "Teenager Arrested in Computer Crime Scandal", "Hacker Arrested after Bank Tampering"...

Damn kids. They're all alike.

But did you, in your three-piece psychology and 1950's technobrain, ever take a look behind the eyes of the hacker? Did you ever wonder what made him tick, what forces shaped him, what may have molded him?

I am a hacker, enter my world...

Mine is a world that begins with school... I'm smarter than most of the other kids, this crap they teach us bores me...

Damn underachiever. They're all alike.

I'm in junior high or high school. I've listened to teachers explain for the fifteenth time how to reduce a fraction. I understand it. "No, Ms. Smith, I didn't show my work. I did it in my head..."

Damn kid. Probably copied it. They're all alike.

I made a discovery today. I found a computer. Wait a second, this is cool. It does what I want it to. If it makes a mistake, it's because I screwed it up. Not because it doesn't like me... Or feels threatened by me.. Or thinks I'm a smart ass.. Or doesn't like teaching and shouldn't be here...

Damn kid. All he does is play games. They're all alike.

And then it happened... a door opened to a world... rushing through the phone line like heroin through an addict's veins, an electronic pulse is sent out, a refuge from the day-to-day incompetencies is sought... a board is found. "This is it... this is where I belong..." I know everyone here... even if I've never met them, never talked to them, may never hear from them again... I know you all...

Damn kid. Tying up the phone line again. They're all alike...

You bet your ass we're all alike... we've been spoon-fed baby food at school when we hungered for steak... the bits of meat that you did let slip through were pre-chewed and tasteless. We've been dominated by sadists, or ignored by the apathetic. The few that had something to teach found us willing pupils, but those few are like drops of water in the desert.

This is our world now... the world of the electron and the switch, the beauty of the baud. We make use of a service already existing without paying for what could be dirt-cheap if it wasn't run by profiteering gluttons, and you call us criminals. We explore... and you call us criminals. We seek after knowledge... and you call us criminals. We exist without skin color, without nationality, without religious bias... and you call us criminals. You build atomic bombs, you wage wars, you murder, cheat, and lie to us and try to make us believe it's for our own good, yet we're the criminals.

Yes, I am a criminal. My crime is that of curiosity. My crime is that of judging people by what they say and think, not what they look like. My crime is that of outsmarting you, something that you will never forgive me for.

I am a hacker, and this is my manifesto. You may stop this individual, but you can't stop us all... after all, we're all alike."

"The Conscience of a Hacker" By "The Mentor" in 8-1-1986.


... And that's cool! (;

One last lesson - Versão 2.0

Há dois anos atrás escrevi isto

Aprendi algo recentemente que acho de extrema importância transmitir-vos, algo que não nos apercebemos aos 16 ou aos 18 anos, altura em que pensamos que, ao longo da longa vida que temos pela frente hão-de aparecer miúdas mais giras, mais boas ou mais interessantes, e então cagamos nas nossas "sintonias" por achar que falta qualquer coisa ou pelo medo de só se calhar, não faltar nada, e nos apercebermos que encontrámos aos 18 anos a pessoa com quem é suposto passarmos o resto da vida, mas há mais peixe no mar e tu ainda não acabaste de pescar, e pensas, "fuck it”, ainda é cedo para o "viver feliz para sempre", quero aproveitar a vida, e logo encontro outro “amor da minha vida” quando sentir que estou pronto, ou por achares que os 400km's que te separam de Braga são mais que aquilo que estás disposto a sofrer, e deixas partir quem amas, sem lhe dizer que a amas, que se chorares noites a fio com saudades dela durante toda a semana, que assim seja, ninguém disse que ser feliz era fácil... não é... e custa, mas garanto-vos que a recompensa merece todo e qualquer sacrifício, e que a vista de lá de cima é siderante, mesmo que doa cada metro da escalada, e dói!

... pois é, aprendi mais umas coisas recentemente e qualquer teoria que se quer manter actual tem de acompanhar a ordem natural das coisas, até mesmo as minhas. Continuo a acreditar em tudo aquilo que está escrito em cima, com umas ligeiras nuances.

As coisas mudam, as pessoas mudam, merda, até nós mudamos mesmo quando acordamos todos os dias para a mesma vida que parece presa num interminável loop de dias que se misturam uns com os outros ao ponto de não saberes ao certo a que dia da semana estás. Tudo muda e aquilo que há dois anos atrás podia ser uma verdade universal hoje pode nem sequer fazer mais sentido. Vejam o exemplo das duas raparigas para quem esse post inicial foi escrito, para a Ana e para a Carolina, os dois amores da minha vida, ou assim eu pensava. A Carolina, de quem tinha "tanta certeza que somos “meant to be” como a Terra girar em torno do Sol" há dois anos atrás, hoje desejo-lhe as maiores felicidades junto de seja quem for que ela escolha para ficar do lado dela. Passei tantos anos a fazer dela alguém que ela nunca foi e foi preciso tão pouco tempo para ela me mostrar quem realmente era, tão diferente de tudo aquilo que eu tinha imaginado. E a Ana, a minha fofíssima de quem hoje estou tão distante que coube um oceano inteiro entre nós e nem o mesmo continente partilhamos, tínhamos pouco a ver um com o outro antes, temos muito menos a ver um com o outro agora. Hei-de sempre gostar delas por quem foram, mas isso é tudo o que elas serão para mim.

Mas aprendi mais qualquer coisa sobre as sintonias que justifica todo o rever da agora obsoleta versão original, aprendi que já não temos 12 anos, e que longe vai o tempo do "gostar de quem não gosta de nós" e ficarmos na merda por isso. Não se consegue gostar de quem não gosta de nós, ou pelo menos não pode haver "sintonia" de apenas uma das partes. Não nos conseguimos agarrar a alguém que não nos dá uma mão onde nos segurarmos, que se uma das partes precisa de ser convencida de que há algo especial entre os dois, então se calhar é porque não há. Que uma história contada aos netos há lareira daqui a 50 anos que não comece com "Desde o primeiro instante em que nos vimos soubemos que era suposto ficarmos juntos", não merece ser contada.

Aprendi que, ainda que "aconteçam com sorte um punhado de vezes numa vida" aparecem sem avisar e nos lugares e pessoas onde nunca as pensaste encontrar. Que são como uma corrente na água da praia, que te puxa sem dares conta, e só te apercebes quando já não consegues sair e que não vale a pena tentar contrariar. Aprendi que sintonias são como os melhores amigos e tudo aquilo que vos disse que a dada altura sabemos quem eles são quando depois de todos os altos e baixos nunca corremos o risco de os perder e foram os mais fáceis de manter, pois bem, as sintonias são assim, super fáceis de manter, é aquela pessoa que por pior que estejas te vai fazer bem ver, ao lado de quem estas sempre feliz, relaxado, livre de preocupações, mesmo que tenhas tido o pior dia da tua vida.

E era aqui que queria chegar, aquilo que vos quero dizer desta vez, que a naturalidade com que surgem e a facilidade com que se apoderam de nós é enganadora. Que as desvalorizamos por achar que quando se chega a certo ponto com relativa facilidade, não é complicado lá voltar, com outras pessoas, e que se sem esforço foi assim, imaginamos o que não conseguimos fazer se nos aplicarmos, se não encontramos mais e melhor, as tais "miúdas mais giras, mais boas, mais interessantes" que nos vão fazer ainda mais felizes, miúdas que nunca chegam a aparecer, porque é tudo tão mais complicado ao pé de quem não nos compreende, e é nessa altura que percebemos, que eu percebi, que não há mais, nem melhor que aquilo que se tem ao lado de quem fazemos sentido, que as sintonias são o fim da linha amorosa, e que aquilo que nos dão, é tudo aquilo que alguma vez vamos precisar.


Para a Sofia

Mini-Me's Profile!

Se tirarmos o que há do meu, daquilo que está no teu, sobra tão pouco, que no fundo é só representativo daquilo que vales por ti só.

Tip for the future: "Inicio" -> "Conta" -> "Privacidade" -> "Definições de visita de perfis" -> "Não permitir que os utilizadores vejam que visitei o seu perfil". All the cool kids are doing it.

Dúvida existêncial nº 5

Estou atrasado quando á hora marcada eu não estou no sitio combinado, ou apartir do momento em que sei que não vou conseguir chegar a horas?

So many questions so little answers.

When Harry Met Sally

I've been doing some thinking and the thing is, I love you!

I love that you get cold when it's 71 degrees out. I love that it takes you an hour and a half to order a sandwich. I love that you get a little crinkle above your nose when you're looking at me like I'm nuts. I love that after I spend the day with you, I can still smell your perfume on my clothes. And I love that you are the last person I want to talk to before I go to sleep at night. And it's not because I'm lonely, and it's not because it's New Year's Eve. I came here tonight because when you realize you want to spend the rest of your life with somebody, you want the rest of your life to start as soon as possible.

A minha prima Rita.

E assim é desde que eu nasci, depois dos meus anos, festejamos os da minha prima Rita, filha do meu Tio Zé e da minha Tia Dalila. É mais velha que eu, e eu ainda só tinha 3 dias de vida quando fui á festa do seu segundo aniversário naquele que foi o primeiro evento social oficial da minha vida.

Mas há mais para vos contar da minha prima Rita, filha do meu Tio Zé e da minha Tia Dalila, e para que percebam tudo aquilo que vos quero dizer, temos de voltar uns anos atrás, muitos anos atrás, até uns antes de eu nascer.

O meu tio Zé e a minha Tia Dalila, moravam no R/C Esq. da Rua Cidade da Praia, e o meu avô Risques e a minha avó Mª Antónia e no R/C Dto. quando a Rita nasceu, e ainda que a único parentesco entre eles fosse o de vizinhos, o bom relacionamento entre eles fez com que os meus avós, ganhassem o estatuto de avós da Rita antes de ganharem o de meus.

Os avós da Rita, que eventualmente viriam a ser os meus, mudaram-se para Benfica e a minha avó Nita mudou-se para o R/C Dto. que eles deixaram, e antes de ser minha avó, também ela passou a ser avó da Rita. E foi assim que a filha dos vizinhos do lado me roubou todos os avós que eu tinha, ou viria a ter, sem que eu pudesse fazer nada, condicionado pelo facto de, ainda não ter nascido.

Depois nasci eu, e da mesma maneira que a Rita ganhou uns avós nos vizinhos do lado, eu ganhei nos pais dela uns Tios, que sem o serem, foram tão tios como aqueles que o eram, e a Rita, a minha prima Rita, filha dos meus novos Tios, que sem ser prima, foi sempre tão prima quanto os primos de verdade.

Um ano e meio depois nasceu a Inês, e a nossa dupla passou a um trio. Não dá para escrever tudo aquilo que passamos juntos, dos bichos de seda á morte do Nike, as operações aos Hamsters a querer partir a parede da cozinha para unir os Rés-do-chão, as aulas de natação e as de equitação com o Charlie da Rita, o meu Trovão e o Maradona da Inês, o equídeo mais preguiçoso da história equestre.

Depois a Rita foi para Évora para a universidade e vimo-la poucas vezes desde então. Ela faz hoje anos e eu nunca lhe tinha escrito nada, nada que falasse das saudades que temos dela, do tempo que passávamos juntos os três antes de se ir embora. Nada que dissesse que sentimos todos a sua falta sempre que ela não está para as brincadeiras que sem ela, não são as mesmas.

Quando se tem um irmão, catalogamo-nos como algo completamente diferente daqueles que são "filhos únicos", como se fossem duma espécie completamente distinta com a qual não temos nada a ver, sem nunca nos lembramos que quando tudo começou para nós, os filhos mais velhos, até o primeiro irmão nascer também nós fomos filhos únicos, e estavamos sozinhos.

Eu nunca estive sozinho, eu tinha-a a ela, à Rita, a filha do meu tio Zé e da minha tia Dalila, e sabem, o meu tio Zé não é mesmo meu tio, da mesma maneira que a minha tia Dalila, não é mesmo minha tia, eram os nossos vizinhos do lado, e a filha deles, a Rita, a minha prima Rita, não é mesmo minha prima... é minha irmã.


P.S. - Para a Rita, a minha irmã mais velha, com um beijinho de parabens e muita saudade.

A incontornabilidade da existência.

Estava deitado no quarto de hotel na Serra Nevada quando pensei neste post pela primeira vez. Como estamos cansados do dia que passou, doridos, depois de jantar vamos para o quarto e ficamos deitados a ver um DVD, essa noite tinhamos visto o "Click" que eu achei que ia ser uma estupidez e que acabou por se revelar uma granda lição de vida, ou se calhar uma lição de vida para mim. Foi a primeira vez que pensei neste post, até o escrevi.

Comecei por escrever que ás vezes a maneira como chegava a um post era tão complexa que só a sua explicação merecia um post por si só, depois expliquei todo o raciocinio desde o inicio e tal como eu previa, pela altura em que cheguei ao post em si o texto estava enorme e eu achei que era abusar da vossa boa vontade postar aquilo para alguem ler. Pensei pô.lo em duas metades, um genero do meu "Kill Bill" e deixei o primeiro post escrito até ganhar a coragem para escrever o segundo, até lhes dei um titulo "They say two wrongs, dont make it right".

Acabei por nunca chegar a escrever a continuação, aquele que era suposto ser o post em si, que no seguimento do filme que tinha visto era uma reflexão sobre tudo aquilo que me aconteceu na vida, aquilo que eu voltava a fazer, aquilo que não voltava a fazer, e qual o impacto que aquilo que eu não voltava a fazer ia ter no rumo que a minha vida levou, e achei que se já sabia que isso me ia fazer chorar, era preferivel guarda.lo para o meu dia d'anos quando mais lagrimas ou menos lagrimas não iam fazer diferença de qualquer maneira.

Estava a escrevê.lo agora, no lugar onde agora estão a ler isto, e estava a ficar enorme, paragrafos e paragrafos de "Do's" and "Dont's" que só teem significado para mim e nenhum para quem os fosse ler. A transferencia antecipada do preparatorio para o Secundário, as miudas com quem não tinha andado, aquelas com que não tinha acabado, e um rebanho de bodes expiatórios para tudo aquilo que agora gostava que fosse diferente, e que não ia mudar nada.

Neste dia, há alguns anos atras, estava eu a atravessar a crise habitual, enquanto a minha namorada e os meus amigos me diziam que eu tinha imensas razão para estar feliz, tinha uma namorada que me amava, um grupo de amigos que me adorava e que isso por si só era razão para ficar feliz no meu dia d'anos, e eu dizia, mas devia estar na faculdade e não estou, devia dar um rumo ah minha vida, e não dou e tenho processos em tribunal e queixas na policia, e não queria nada disso, e nessa altura era nisso que eu pensava.

Mais tarde quiseram ir sair, e no bar onde fomos, encontrei uma amiga minha lavada em lagrimas, a Telma, e eu perguntei-lhe porque é que ela chorava, e ela disse-me que fazia anos, e que não tinha nada daquilo que sonhava que ia ter quando se imaginava com esta idade. Sonhava que ia ter um namorado que a amasse, e ser uma das melhores alunas das escola parecia não fazer diferença, sonhava com um grupo de amigos super unido com que pudesse contar, e da mesma maneira que não tinha queixas na policia ou processos no tribunal, não os tinha, e naquela altura, era só isso que ela queria, o que eu tinha, da mesma maneira que eu trocava o que era meu por aquilo que era dela, para provavelmente um ano depois pedirmos o que era nosso de volta.

Viver é demasiado complicado para mim, nada daquilo que eu faço parece resultar e por norma piora aquilo que já estava mal ao inicio, por outro lado, todos aqueles que fazem o contrario daquilo que eu faço, parecem estar tão mal quanto eu, o que me leva a crêr que seja o que for que eles fazem e eu não, tambem não parece funcionar, que provavelmente acham que deviam ser mais como eu, enquanto eu penso que devia ser mais como eles. Parece que viver não resulta para ninguem, e é demasiado complicado para todos, tão complicado que a contar do dia em que nascemos, que nos fazem uma festa, e nos dão os parabens, sempre que conseguimos sobreviver a mais um ano.

O que eu não sei dizer.

Há tanto tempo que não escrevo nada. Ás vezes tento, mas não sái nada de jeito. Tentei escrever um post para a Raquel, mas dizia mais que aquilo que eu queria. Comecei a escrever o post para a Zá, mas queria que fosse especial, e apaguei-o. O post para mim, mas ainda não é o dia. Outro para a Rita, mas vou esperar pelo dia dela. E este para ti, vem com uma semana de atraso, o tempo que demorei a pensar no que podia escrever que compensasse tudo aquilo que não te soube dizer.

Houve duas alturas na minha vida em que sabia exactamente aquilo que me iam dizer. Lembro-me de estar sentado na sala da minha tia e a Tania sentada ao meu lado, lembro-me do brilho que a minha tia emanava e a maneira como os olhos dela iluminavam a sala enquanto dizia "tenho uma coisa para vos contar" e eu já sabia que ela ia dizer que estava grávida do Miguel, era tão obvio, foi uma boa noticia. A outra foi quando tu me ligaste a perguntar se podias vir cá ter, porque precisas de alguem, e quando chegaste e eu desci, quando me deste as chaves do teu carro para a mão e mo pediste para o guiar, eu já sabia que desta vez a noticia não ia ser boa. Quando me dizes do teu pai, eu já sabia que ele tinha morrido, não tinha sido preciso dizeres nada.

Sabes, mesmo sabendo, lá no fundo esperas estar enganado, que seja qualquer coisa terrivel, mas recuperavel, algo que passe com o tempo e que eventualmente tudo volte á normalidade, e perguntas se ele vái ficar bem, mesmo sabendo que não, que não vai mais ficar, mas perguntas na mesma, porque tens esperança que estejas enganado, porque é tão mau ter sempre razão. Sentado ao teu lado dentro do carro, pensei que "No good deed goes unpunished", que o preço que eu pagava por ser um bom amigo era ser apanhado em situações em que não queria estar. Que se fosse eu o amigo que a maior parte dos amigos tem sido para mim, provavelmente tinhas ligado a outra pessoa, mas essa maior parte nunca te incluio a ti que sempre tiveste lá para mim, com o ar de reprovação enquanto juntas as mãos em concha para eu ter onde apoiar o pé para saltar o muro para dentro de onde não deviamos estár. E por mais que eu não quizesse ali estar, e ouvir-te dizer as coisas que dizias, tu precisavas de mim lá, e é isso que nós amigos fazemos uns pelos outros.

Queria que tivesses vindo ter comigo com as nossas merdices do costume, os nossos problemas existenciais que justificavam o cessar o movimento de rotação da Terra. Gajas e carros, dár porrada a um gajo que te deve 50cts ou furar os pneus ao gajo que te ia batendo á saida da rotunda da Feira Nova, as merdas do costume. Mas isto reduz os nossos problemas a nada, e é nessas alturas que temos noção de quão insignificantes são as coisas com que nos preocupamos, quando confrontadas que algo efectivamente importante.

São 6 da manhã, estava deitado e levantei-me para te vir escrever aquilo que não te soube dizer, e não sei o que escrever. Gostava de te dizer que a vida continua, que vái tudo ficar bem, que eventualmente a vida volta ah normalidade, mas não sou capaz de te mentir. Não vai. Nada vai ser o mesmo, tu não vais ser o mesmo, nem a tua casa, nem a tua vida, e não há palavras que mudem isso, nada do que eu escreva vai fazer diferença, desculpa amigo, queria-te fazer sentir melhor e não sei se sou eu que não sei como, ou se não há mesmo maneira de o fazer.

Posso-te dizer o seguinte, tenho estado com o Fatty, e rimo-nos quando estamos juntos, divertimo-nos, gosto de estar com ele e acho que ele gosta de estar comigo, a mãe dele morreu, e naquela altura eu achava que ele tambem, mas ele continua vivo, e eu sei que ele ainda pensa nela, da mesma maneira que tu vais continuar a pensar nele, mas se o Fatty já consegue rir outra vez tambem tu tambem vais conseguir. Passei pela antiga casa dele no outro dia, e estava um senhora velhota á janela, no sitio onde a mãe dele costumava estar, e eu pensei para mim que ainda havia vida naquela casa, não era a mesma vida, mas era vida! Tal como a tua, não vai ser a mesma, mas vai continuar a ser, e eu vou continuar do teu lado, porque é isso que nós amigos fazemos uns pelos outros.

Desculpa se não soube o que te dizer então, desculpa se ainda não sei o que escrever agora, mas as vezes as palavras atrapalham quando a unica coisa que se precisa no mundo é de um ombro amigo, e esse nunca te vái faltar. Não vái ficar tudo bem, as coisas não vão voltar á normalidade... mas daqui a uns tempos vamo-nos sentar no café e falar das merdas que nos arruinam a vida, e vão ser outra vez gajas, e carros, e dinheiro e dár porrada no gajo que te deve 50cts... e vamos rir outra vez.

Podes contar sempre comigo.

Personal Best

Faz depois de amanhã 3 semanas, desde a última vez que pensei em ti.

All my role models killed themselves...

... what does that tell you about me?

You're so vain...

... you probably think this post is about you. You're so vain, I'll bet you think this post is about you, don't you... don't you?

I'd rather be right than happy...

Sempre ouvi dizer que o problema da evolução, é haver sempre qualquer coisa que tem de ficar para trás, que deixa fazer parte ou mesmo ter sequer lugar nas nossas vidas, para ser substituido por algo de novo, mais recente, mais de acordo com as nossas necessidades, ou somente mais perto daquilo que pelo caminho, e à custa de muita "tentativa/erro", vamos descobrindo que queremos, algo que vái á partida ser melhor para nós, e para melhor muda-se sempre, right?

Ás vezes dou por mim a pensar com saudade de dias passado junto dos amigos com quem mais tarde me deixei de dar por descobrir que não eram tão meus amigos como eu achava que eram, ou não tão meus amigos quanto eu era deles. Ás vezes recordo com nostalgia as epocas aureas de relações que eventualmente vieram a acabar com namoradas que mais tarde dei conta que não eram nada daquilo com que eu sonhava para mim.

É estranho pensar no fim desses dias com a melancolia com que o faço, quando hoje sei que se era feliz na altura, essa felicidade era simplesmente resultado da minha ingenuidade em relação aos amigos com que me rodeava, achando-os incapazes das facadas pelas costas que mais tarde me viriam a dár. Ás namoradas que se então achava o amor da minha vida, era por ainda não fazer ideia do imenso material de estudo que as mesmas dariam a Freud, com a sua personalidade psicótica.

Mas hoje sei! Hoje sei aquilo que eles e elas realmente são, e isso fez com que decidisse deixar de me dar com eles e com que acabasse com elas. Evoluí, e foram eles (e elas) aquilo que ficou para trás resultado dessa evolução. Deixaram de ter lugar em mim aqueles que por tudo aquilo que disseram ou fizeram não se enquadravam mais no conceito que tenho de "amigos" ou "amores", para dár lugar a outros, mais recentes, que vão mais de encontro ás minhas necessidade, mais perto daquilo que fui á custa de todos estes erros, descobrindo que queria.

Mas, se agora, com as situações passadas e o final que as coisas iriam ter revelado, sei que, por exemplo, o Xut (nome ficticio) não era um bom amigo, porque raio hei-de eu ter saudades do tempo que passava com ele, quando ele claramente não merecia o amigo que tinha em mim ?! Se me lembro como se fosse ontem, da tragédia grega que foi o fim do meu namoro com a Marta (outro nome ficticio), porque raio gostava eu de voltar aos tempos em que partia de Sta. Apolónia no inter-regional com destino ao Porto (cidade ficticia) para passar o fim-de-semana com ela!? Porque é que dou por mim a desejar voltar a epocas que não fazem mais sentido e para ao pé de pessoas com as quais não quero mais estar?

Pensei bue nisso, e por muito que me custe admitir, não há volta a dár-lhe, porque nessa altura era feliz. Tanto quanto eu sabia, tinha os melhores amigos do mundo, incapazes de tudo aquilo que mais tarde fizeram. Tinha uma namorada que adorava e um namoro que ia durar para sempre, e que acabou da maneira que acabou, tão depressa como acabou.

Mas todos esses pensamentos atravessam-me quase sem dár por mim, sei que se estava feliz então, era porque vivia enganado, estáva errado, e todos sabemos como é preferivél estár certo a ser feliz. Com isso em mente, volto a mim, e esqueço-me deles... do Filipe, do João, do Kapa, do Xut, do Muckey, do BB, do CoLT... de todos eles.

Foi uma vez...

... tinha uma história para vos contar, mas uma que eu acho que ñ interessa a ninguém ler, falava dum príncipe que se apaixonou por uma gata-borralheira, salvou-a das garras de um campónio e levou-a ao colo até ao castelo, ensinou-a a portar-se como uma senhora e deu-lhe o titulo de "Miss" que desde então ela orgulhosamente ostentou, levou-a a sítios que ela não conhecia, e mostrou-lhe coisas que até então só tinha ouvido falar, deu-lhe a viver uma vida de princesa, de idas até ao mar de cabelos ao vento e cavalgar pela areia debaixo de chuvinha que não molha, mas que deixa marcas, e fez dela mais que aquilo que ela era.

Inebriada com a quantidade de mundo que lhe foi dado a conhecer, e movida pela insaciável ânsia de conhecer mais, tomou por obrigação do príncipe, aquilo que ele sempre fez por afecto, sem que a alguma vez a Miss lhe dissesse "Obrigado, meu príncipe, pelo tanto que fazes por mim, pela donzela que me tornás-te".

Magoado com tamanha ingratidão, o príncipe viu que a Miss nunca seria a donzela que ele queria do seu lado para governar o seu reino, e no seu cavalo azul, levou-a de volta para onde a tinha encontrado e deixou-a lá, á mercê de um próximo campónio que aparecesse. Voltou para o castelo a galope e nunca mais quis saber dela. Durante todo o ano seguinte a Miss escrevia cartas ao Príncipe, tentando emendar aquilo que agora sabia ter feito mal, cartas que tentavam dizer o "tanto que não lhe disse", na altura que o devia ter dito. Mas o príncipe já não queria saber, já tinha então percebido que " a bird may love a fish, but where would they live?" e que a Miss tinha muito mais de gata-borralheira que aquilo que alguma vez ia ter de princesa, que o lugar dela era entre os outros plebeus e que era lá que ela tinha de ficar.

Fascinados com o regresso da gata-borralheira agora pintada de princesa, cheia de historias do que tinha visto para contar, dos sítios onde tinha ido, de tudo aquilo que tinha feito, vestida com roupas que o príncipe mandava vir do outro lado do oceano, e limitados pela ignorância da quantidade de vida que lhes passava ao lado, os campónios viviam extasiados com a Miss, convencidos que ninguém no seu perfeito juízo não a quereria para princesa, e então, confortavelmente sentados na sua ignorância convenceram-se que a Miss tinha deixado o Príncipe, os néscios, pobres imbecis, e que o Príncipe morria para a ter de volta desde então, ehehe, quão ingénuos.

A Miss, a quem o boato era conveniente, não fossem os seus novos admiradores descobrir que ela não era tão fascinante quanto ela os fazia crer, não confirmava nem desmentia, tentando assim ilibar-se de qualquer responsabilidade, sabendo ela que por mais interessante que fosse junto de ignorantes, não tinha lugar na nobreza, nem um trono ou um príncipe à sua espera no castelo.

Eventualmente a Miss percebeu que o Príncipe tinha seguido com a sua vida, e arranjado outras pretendentes ao trono bem como ao seu coração, que era inútil lutar por alguém que há muito a tinha esquecido, desistiu. Que outro remédio senão, arranjar um campónio que tentasse preencher o espaço que o príncipe tinha deixado nela.

Algum tempo depois, aparece no reino um homem, armado em príncipe de outras paragens a querer falar com o príncipe, este, tentando perceber quem é o desconhecido que lhe quer falar descobre que não é mais que o campónio que a gata borralheira arranjou para tentar preencher o seu lugar. Convencido que a Miss o tinha escolhido a ele em detrimento do príncipe, o coitado achava-se então no direito de entrar no Castelo e contestar o que o príncipe dizia ou fazia. O principe, pouco dado a intrigas do povinho, ignorou-o, mas o coitado insistiu até o principe o banir de dentro das muralhas da cidade. Depois disso, sempre que o príncipe passeava pelas ruas da aldeia e povoações vizinhas ouvia burros a cavalo em asnos e asnos a cavalo em burros passar e dizer "Lá vái o Príncipe que foi trocado pelo campónio".

Estupefacto com a história, o príncipe decide procurar a gata-borralheira e tentar perceber de onde surgiu o boato ou porque raio tem o seu campónio a displicência de lhe invadir o reino com ar desafiante. Encontra-a ainda vestida de Miss, com pretensões a princesa no meio do povinho que lhe prestava vassalagem. O povo, vê o Príncipe falar com a gata borralheira e limitados por tudo aquilo que não sabem, alimentados pelo dogma que criaram em torno da sua suposta princesa, continua a acreditar piamente que ninguém no seu perfeito juízo, não quereria para sua Princesa, e conclui na sua insignificância que o principe lhe deve a estar a implorar-lhe que volte para ele. A gata borralheira, a quem o boato é tão conveniente, não o confirma nem desmente quando depois de a avisar, o príncipe lhe volta as costas e ruma de novo ao castelo.

Cansado da mesquinhez e intrigas do povinho ignorante, o príncipe manda soldados matar a gata-borralheira e trazer-lhe seu coração numa bandeja. Ela morreu. O chefe da guarda trouxe ao príncipe o seu coração, que depois de arrancado, a latejar baixinho ainda sussurrava... "oh meu príncipe". Ele riu com o desprezo que lhe tinha, e voltou a guardar o seu nome no esquecimento, onde tinha estado desde o dia em que a levou de volta para a terrinha ao pé da barragem onde tinha nascido e de onde nunca devia ter saído.

O príncipe viveu feliz para sempre com uma princesa de verdade, o campónio, vive convencido que arranjou uma princesa que o quis a ele mais que ao príncipe, sem suspeitar que a única razão pela qual ela o quis foi porque o príncipe não a quis mais. O povo esse, continua ignorante e ainda hoje acredita que o Príncipe a mandou matar por ciúmes do campónio, porque, ninguém no seu perfeito juízo, deixava escapar uma Princesa, sem nunca desconfiarem que a sua "Princesa", não era mais que uma Miss por mérito de um Príncipe que fez dela mais que uma gata borralheira.

O Luto

É quase como que regida por uma precisão de relógio suíço a ciclicidade da minha predisposição a relacionamentos. Quando, invariavelmente eu, decido por um termo á relação em que me encontro, preciso sempre de um tempo para mim, sozinho, de um período de reflexão, ou como a Serafim lhe chamou, o luto.

O meu "luto" dura invariavelmente 1 ano e meio, e até á meia hora atrás nunca tinha pensado que efeitos tem em mim, que uso lhe dou, ou mais curiosamente porque tem ele sempre a mesma duração.

A resposta mais obvia seria dizer que é o tempo que eu levo a esquecer a outra parte envolvida na relação que deixou de o ser, mas nem sequer é isso, sou sempre eu que acabo, e acabo sempre por já não significarem para mim tudo quanto é suposto significar, e dito isto, deixa de fazer sentido dizer que é o tempo que levo a esquecer alguém, que chegado aquele ponto, já está esquecida como quem eu pensava que ela podia ser ou aquilo que podia significar para mim.

Alguns minutos depois, acho que é a desilusão que me custa a ultrapassar, o fracasso de algo em que depositamos as nossas esperanças convencidos que era isto que queríamos para nós, e o reconhecimento de que estávamos enganados, a constatação de que aquilo que jurávamos que ia dar certo não funcionou, e o desalento de voltar á estaca zero e começar tudo de novo, outra, e outra vez.

E por fim chego á conclusão de que é o tempo que eu preciso, para não ser a continuação do mesmo relacionamento com uma pessoa diferente, e não transpor para a nova esperança que se apresenta, tudo aquilo que arruinou a antiga. É o tempo que levo a desfazer-me da bagagem, das malas cheias da roupa suja de tudo aquilo que ficou por dizer. O tempo de descarregar aquilo que pesava em mim e nos deu por onde partir. O tempo que demoro a esquecer tudo aquilo que passei e me deixa voltar ao jogo de peito aberto e consciência tranquila. Começar de novo, com uma folha limpa e o contador de tudo aquilo que me incomoda a zeros e todo um novo recipiente de tolerância por encher, e encontrar em mim a força de vontade para me entregar novamente como se nunca tivesse saído magoado antes. É o luto da parte de mim que morreu com o fim, e o nascer do novo eu para só mais um começo.

Mas há feridas que não saram e nódoas que não saiem, e que relação falhada após relação falhada vão deixando em nós vestígios daquilo que foi e houve em lugares que não lhes pertencem mais. Vão assim ocupando o espaço que havia em nós destinado a dar ás próximas, a oportunidade que tiveram as anteriores. Mas as marcas que ficam e as cicatrizes que deixam, acumulam, e deixam cada vez menos margem de manobra a quem aparece mais tarde e nos encontra já queimados de coisas que foram, e nos fazem assim desistir daquela que, quêm sabe, nos tivesse apanhado de coração vazio, não tinha arranjado nele o espaço para me fazer feliz

Acabamos por dar menos de nós, aquelas que mais nos mereciam, pela infelicidade de nos encontrarem ja feridos, por outras que vieram antes, a quêm, merecendo menos, demos demais.

Once forgotten, we are truly perfect.

Com tudo aquilo em que tenho pensado, as autopsias a todas as minhas relações que sucumbiram ás incompatibilidades dos intervenientes, a inglória tentativa de aprender com os erros dos outros e a ainda mais complicada luta de tentar aprender com os meus, associada a ideia que tenho de que quero que a minha próxima namorada seja a ultima, farto de relações com "principio" e "fim", sem sequer tempo para um houvesse um "meio", tenho andado a pensar nos "happy couples" que eu conheço, e o que eles têm para me ensinar.

Encontrar um casal feliz, foi tão mais fácil que aquilo que eu esperava, esteve á minha frente todo este tempo sem que eu desse por isso, conheço-os desde que nasci, ajudaram-me a crescer, educaram-me, fizeram de mim quem eu sou hoje, e nunca cá teria chegado senão fosse por eles, em termos afectivos pelo pilar que são na minha vida, e em termos genealógicos, porque sem eles, os meus pais nunca teriam nascido e consequentemente, eu não existia.

Como por esta altura é obvio, estou a falar dos meus avós, os dois casais mais felizes que eu conheço, a minha Avó Nita e o meu Avô Zé, e a minha Avó Maria Antónia e o meu avô Risques. Depois de todos estes anos, nunca lhes assisti a uma discussão ou uma troca de palavras mais acessa em ânimos mais exaltados, ou se assisti, juro que já não me lembro. Nunca vi outra coisa que um brilho nos olhos ou um sorriso nos lábios sempre que as ouço falar deles, a admiração que lhes têm e que incutem em mim como os senhores respeitáveis ou em como toda a gente sempre gostou deles pelas pessoas bondosas que sempre foram, como o exemplo a seguir que devem ser para mim.

É esta admiração, este orgulho nos seus maridos que faz deles os homens das suas vidas que eles são para elas, a certeza estampada na cara de que se lhes fosse dada a oportunidade de voltar a trás na vida, faziam tudo de novo, que me faz pensar que é este o tipo de amor que quero na minha, alguém que me veja como elas os vêem a eles, mesmo todos estes anos depois de eles terem morrido...

... pois é, se calhar devia-vos ter dito isto antes, que o meu avô Zé morreu 2 anos antes de eu nascer, e que o meu avô Risques uns anos depois, á mais de 20 anos atras. Estranho, não é? Irrelevante? Não sei, contribui certamente para a ausência de discussões, mas será que contribui para o resto? Que outro tipo de amor senão aquele que vale a pena ter pode alimentar alguém, décadas depois de o seu amor ter morrido? Garanto-vos que nenhuma outra relação que eu conheça sobrevivia por mais 30 anos depois de um deles ter morrido, só a deles, dos meus avós.

Não sei, não sabe ninguém, se é mesmo verdade aquilo que dizem e que o tempo tem mesmo o condão de tornar boas todas as más recordações, e se é isso que fica deles, do tempo que estiveram juntos, e os frutos que dali nasceram, os filhos, os netos, os bisnetos e a quantidade de vida que nasceu e cresceu e viveu e que eles já não viram, mas que é graças a eles que existe, e o amor que elas lhes têm por isso, por tudo aquilo que lhes deram e tudo aquilo que lhes deixaram... nós sentamos em torno da mesa de jantar, ou se ainda hoje fossem vivos era a relação que morria como todas as outras parecem morrer hoje em dia... e só "once forgotten we are truly perfect".

Num dos meus filmes preferidos o Jesse diz a Celine "I know happy couples, but I think they lie to each other". Eu tambem conheço "happy couples" uns que não metem um ao outro, porque estão mortos á 20 anos.




Para a Avó Nita e o Avô Zé,
a Avó Mª Antónia e o Avô Risques,
os casais que sem o ser,
são os mais felizes de mundo

Fotogénico, adj. s.m.

decepção;

insulto disfarçado de elogio;

modo subtil de dizer a alguem que pelas fotos que vimos antes, estavamos á espera de mais e melhor.

A melhor época da nossa vida.

Para onde quer que me vire está alguem a dizer-me que a faculdade é a melhor epoca das nossas vidas, o mail da Nádia, o filme de ontem à noite, e eu estou na faculdade à seis meses agora e tenho pensado para mim, quando é que isto da melhor época da minha vida começa a fazer efeito porque, eu ainda não estou a sentir nada.

Para ser sincero ia carregado de expectativas, achei mesmo que ia ser bom para mim, um sitio novo, com novas caras, novos amigos, aproveitar e fazer certo com os novos tudo o que fiz de errado com os antigos, dar uso à maior conscincia que hoje, mais velho, tenho do mundo, e remediar todo o mal da minha vida, começar de novo. Mas passou depressa, e não foi sequer preciso um semestre para toda essa ilusão se esvair em fumo, e o novo sitio passar a ser o mesmo sitio de á seis meses atras, as novas caras tornarem-se nas caras de todos os dias, e os aspirantes a novos amigos, uma cambada de gente para a qual já não tenho paciência.

... e não deve ser essa a época que toda a gente fala pois não? Passou depressa demais para que sequer a ilusão que eu tive de tudo o que eu achava que ia ser tivesse algum impacto em mim. Pensei que a faculdade ia fazer de mim uma pessoa diferente, que me ia ensinar algo novo, e a única coisa que aprendi foi que o mundo não tem nada de novo para oferecer.

Tentei então perceber donde vinha toda esta teoria de que a faculdade era a melhor época da nossa vida, porque se querem a verdade, mil vezes os meus anos de secundário onde éramos putos com a perfeita noção da nossa idade, sem aspirações a pseudo-adultos e cartões multibanco, que discutem temas politicamente correctos como o referendo ao aborto e o impacto social que tem Salazar nos 10 Maiores Portugueses, sinceramente, nunca hei-de fazer um aborto e estou nem aí para o 10 Maiores Portugueses mais a Maria Elisa e os seus. No secundário discutíamos quem é que ganhava uma luta entre o SonGohan e o SonGoku, ou o melhor baralho de Magic, merdas com que genuinamente nos preocupavamos. Eramos putos, não podiamos votar em referendos mas em contrapartida também não iamos presos, e isso equilibrava a balança, e estava tudo bem como estava, nenhum de nós tinha pressa de crescer.

Perguntei ao Helder se a faculdade estava a ser a melhor época da vida dele, e ele disse que sim, o vir da Madeira para Lisboa e abrir um capitulo novo na sua vida, o "admirável mundo novo". Perguntei á Andreia se a faculdade estava a ser a melhor época da vida dela, e ela disse que sim, mais intensa, mais liberdade. Perguntei ao Horza, da minha idade, e ele não sabia responder, que a comparar a faculdade aos trabalhos que já teve, e entre o acordar cedo para ir para um trabalho que não gostava ganhar uma miséria, ou acordar cedo para se matar a trabalhar em algo que ele sabe que lhe vai proporcionar a vida que ele quer, então sim, a faculdade é melhor, como meio para atingir um fim, mas não a melhor época da vida dele, da mesma maneira que não é da minha.

A faculdade é a melhor época da vida daqueles que até então não tiveram vida, em que a faculdade significam saír de debaixo da asa dos pais e rumarem ao desconhecido numa viagem com final incerto movidos pelo espirito de aventura e as perspectivas de tudo aquilo que pode vir a ser. Agora para mim? Para o Horza? Já tivemos a nossa quota parte de aventuras, e não é a faculdade que nos vem mostrar nada que já não tenhamos visto ou ensinar algo que já ñ tenhamos aprendido todos estes anos que estivemos demasiado entretidos a aproveitar a vida, ainda que há custa de duros golpes no percurso académico.

... e foi isso que eu percebi sobre os melhores momentos das nossas vidas. Que o mundo e a vida são um desastre á espera de acontecer, e que acontecem sempre. "A random lottery of meaningless tragedies and a series of near escapes", e que o melhor momento, é aquele enquanto dura a ilusão de que as coisas podem ser diferentes, antes de o desastre que o mundo e a vida são acontecerem de novo e te fazerem ver que é tudo mais do mesmo, que vives em circulos, de tragedia em tragedia, em rotundas que não vão dár a lado nenhum.

O melhor momento das nossas vidas, é quando dás pela primeira vez á chave do teu carro novo e o guias para fora do stand, o mês que a matricula marca o calendário, quando olhás á medida que saís de casa pela manhã e o achas o melhor carro do mundo, o mais lindo da história automóvel, depois disso, é só um carro velho a precisar de revisão. A primeira semana de namoro, enquanto pensas que encontras-te a mulher da tua vida, antes das discussões e mentiras. A primeira semana de faculdade, com aqueles que achas que vão ser os teus amigos para sempre, antes da facada na costa. A casa nova e o "Aqui vou ser feliz" antes da gritaria dos vizinhos de cima e o cão que passa o dia a ladrar na varanda de baixo. Os 5 minutos de conversa com uma desconhecida em que a achamos a pessoa mais interessante do mundo, antes do silencio constrangedor que nos ver que não temos mais nada para dizer um ao outro. São os primeiros passos do meu primo, a primeira palavra, antes dos outros passos que são só mais passos, e todas as outras palavras que vieram depois da primeira, antes das birras e dos choros enquanto ainda consigo vê-lo como a personificação da inocência no mundo.

São os instantes em que achas que vais conseguir escapar á ciclicidade de que a vida é feita antes do inevitavel acontecer, os minutos em que pensas que é desta vez que lhe consegues trocar as voltas e evitar o desastre que lá no fundo sabias que ia eventualmente chegar, o mais do mesmo, o mesmo fim de todas as outras vezes que vieram antes desta. O melhor momento da tua vida é o breve espaço de tempo em que achas que tudo vai acabar bem, que vai ser diferente, só desta vez. São as "near escapes" antes das "meaningless tragedies" que acabam sempre por chegar. O melhor momento da tua vida, é aquele em que achas que podes fazer do mundo aquilo que queres, que dura até a vida te apanhar e fazer dele o que ele sempre foi.

The end of the world as I know it

... Estou tão entediado que dou por mim no hi5 a ver o perfil das 7 miúdas que á qualquer coisa como meio ano para cá tenho guardadas nos "favorites"...

Lembram-se disto? Pois bem, Houston, we have a problem!

Num rasgo de 90% coragem e 10% estupidez, ou o inverso, numa daquelas madrugadas entediantes, cometi o maior erro da minha vida.

Abri o meu perfil, e fui ao separador que dizia "Favoritos", lá estavam as 7 maravilhas do hi5, clickei nas 3 as quais que mais queria dizer qualquer coisa, e escrevi uma mensagem para cada uma delas \: Desculpem, vergonhoso eu sei, mas eu tinha de saber, tinha de tentar, tinha de reviver toda a experiencia da discoteca e da miuda que nunca ligou, porque sabia que me ia sentir melhor depois de mandar a mensagem, sabia que podia não pensar mais nisto e continuar com a minha vidinha de duvidas pertinentes que se calhar só o são para mim, mas ainda assim. Podia não pensar mais nas favoritas, e dizer a mim mesmo que fiz a minha parte e ficar em paz comigo, com a sensação de dever cumprido.

E foi então que todo o universo se desabou á minha volta. Eu sabia que isto era um desastre á espera de acontecer... e aconteceu!

Uma das minhas favoritas respondeu!

"E qual é a espiga?" Perguntam vc's leitores insconscientes da gigantesca dimensão deste problema!

Pondo a hipotese que alguma delas respondia, uma de duas coisas podia acontecer, ou acontecia o que eu previa e temia, que era ela ser uma bimba leviana que responde as mensagens de qualquer tipo que ela não conheça de lado nenhum (se bem que eu ñ sou um tipo qualquer né (; heheeh) e revelava-se bue vulgar e vazia e qualquer interesse que eu pudesse ter perdia-se como ... lagrimas... á chuva ...

... ou acontecia algo totalmente inesperado e ela respondia com uma msg super-simpatica, a dizer que não tinha problema em madar-lhe a mensagem, que normalmente não respondia a mensagens porque havia por lá gente muita estranha, mas que tinha gostado da minha, e que estava á vontade para lhe enviar outras.

... shit!!! Vc's sabem o que é que isto quer dizer?!?! Que há miudas fixe! Há miudas fixe e receptivas! E que dizer qualquer coisa não é terrivel e vergonhoso e humilhante. Quer dizer que eu estava enganado, eu .. enganado... como é que isto é possivel!? Quer dizer que se eu pegar no numero de vezes que fui a uma discoteca durante 1 ano, e multiplicar pelo numero de anos que vou para discotecas, para e elevar o resultado ao expoente do numero médio de raparigas a que me apeteceu dizer qualquer coisa e não disse com base numa suposta teoria que agora sei fundamentada em presupostos erróneos, sabe Deus (e o Pacheco Pereira, sim porque o Pacheco Pereira tambem sabe tudo) quantas desse universo de 1290438109410970.19023 (mais casa decimal/menos casa decimal) não eram miudas fixes estavam tambem elas receptivas a uma abordagem, não vou dizer despromovida de interesse, porque se assim fosse não lhes dizia nada, mas well, no minimo sem expectativas de nada para lá de uma conversa genuinamente enriquecedora com uma rapariga interessante, fazer uma nova amiga, diferente dos amigos com quem me dou.

A espiga meus amigos, é que sei lá eu em quantas maneiras a minha vida agora não podia ser diferente se eu tivesse percebido isto antes, e a quantidade de anos que vivi enganado e as oportunidades que não vão voltar que eu deixei escapar, as vidas que eu quase podia ter tido com aquelas que quase podiam ter sido...

...o mundo como eu o conhecia, acabou.

O que te leva a escrever?

O que me leva a escrever? Sei lá... porque me faz bem, porque me sinto melhor, porque é o unico tipo de esquizofrenia socialmente aceite, porque com ela me posso refugiar no meu blog e no mundinho que eu inventei que é só meu e onde tudo é como eu quero, como eu acho que as coisas deviam ser, porque se não deitar alguma coisa daquilo que vai cá dentro para fora rebento e enlouqueço, mais que de todas as vezes que saio para a rua para o mundo dos outros que não é o meu. Porque quando estou para morrer, em baixo, escrevo coisas bonitas e com isso acho que algo de bom resulta do meu sofrimento, e sofro menos por isso! Porque consigo ler o que escrevo com um distanciamento que não compreendo e me faz pensar que quem escreveu tudo isto sabe exactamente aquilo que eu estou a passar, e assim sinto-me menos sozinho no mundo, sem nunca me lembrar que fui eu que escrevi. Porque quero, e vou, mudar o mundo, e se tenho de começar por algum lado que seja pelas cinco ou dez ou pela única pessoa que lê o meu blog. Porque eu penso em tanta coisa que tenho de as apontar em algum lado para não se cairem no esquecimento, perdidas nas catacumbas de mim em recordações empoeiradas escondidas debaixo de memórias mais recentes, nem por isso mais importantes. Porque quero ter um sitio onde voltar daqui a 10 anos e possa ler quem eu era, ver o quanto, ou não, mudei em todo esse tempo, quanto já tenho daquilo que sonhava para mim então, e quanto ainda me falta. Ver tudo o que consegui fazer da minha vida, olhar para a mulher dos meus sonhos sentada na sala da nossa casa, e ler tudo o que eu escrevi sobre ela, anos antes dela aparecer, nas minhas profecias sobre o tudo que ela ia ser, e ela é. Para que os nossos filhos possam crescer e vir ler quem o pai era quando tinha a idade deles, tudo aquilo que eu sonhava para mim e tudo aquilo que sonhava para eles e fazer deles pessoas melhores por isso. Escrevo para achar que consegui! Que ganhei! Que fiz tudo aquilo a que me propus. Que sou quem sonhei que ia ser. Para passar paginas e paginas ao longo dos meses e dos anos em que me traduzi em palavras, e achar que tive uma história para contar, a da minha vida, e que tudo valeu a pena. O que me leva a escrever? Sei lá... Chegar ao fim e saber que vivi.

Desculpa se não respondi á tua pergunta

Clairvoyance II

Tenho 135 contactos bloqueados na minha lista do messenger. São quase mais aqueles que tenho bloqueados que aqueles que tenho adicionados, e isso dá que pensar. Serei melhor a não me dar com pessoas que o contrário? Estarei eu tão redondamente enganado em achar-me sociável? Entre esses 135 figuram amores antigos, e uns recentes, amigos de agora e outros de sempre, que a dada altura fizeram algo que me fez achar que a minha vida era melhor sem eles, mas tantos? Se calhar sou só eu que tenho uma ideia errada daquilo que um amigo deve ser, ou quem sabe se sou como que uma força gravitacional para tipos sem princípios ou escrúpulos e que eu, vitima da minha genuinidade, cai no erro de considerar amigo ou amor. Podia ser que fosse simplesmente uma questão de sorte ou azar, e eu tivesse tido a infelicidade de escolher de entre um infindo numero de pessoas decentes os 135 que não valiam nada, era certamente mais fácil pensar assim. Mas não, o problema está em mim, e não nos 135, é estatisticamente muito mais plausível não é? Espero demais das pessoas, espero que me surpreendam pela positiva, ainda que ciente do nojo que elas são, e o mesmo acontece com os amigos e os amores, espero tanto e tudo deles, esquecendo-me sempre que eram só pessoas antes de se tornarem quêm eu quis que eles fossem para mim, e que nem sempre as pessoas se conseguem livrar da hereditariedade mesquinha e invejosa que nasce com elas. Espero demais dos amigos, e dos amores, espero que me ponham em primeiro e segundo e terceiro lugar, antes de todos os outros, que estejam comigo e sejam por mim e que o nosso amor ou amizade seja mais importante que qualquer outra coisa do universo. É estár o mundo inteiro contra mim, e eles comigo contra o mundo inteiro. Espero demais deles, e é por isso que eles falham, mas não espero nada que uns ou outros não pudessem, em contrapartida, esperar de mim.

The Raftman's Razor



Seis maravilhosos minutos de algo completamente absurdo e dessinteressante, que por alguma estranha razão fez todo o sentido para mim. Nem sei o que é que vejo nesse filme, se calhar a mim e a minha curiosa capacidade de encontrar significado onde não há nenhum.

Lose/Lose Situations

Estou tão entediado que dou por mim no hi5 a ver o perfil das 7 miúdas que á qualquer coisa como meio ano para cá tenho guardadas nos "favorites". Gostava de ser capaz de lhes mandar uma mensagem, qualquer coisa simples como "Oi, tenho o teu perfil nos meus favoritos á qualquer coisa como 6 meses, gostava de te dizer qualquer coisa mas acho isso tão obvio e vulgar que não me concedo sequer autorização para o fazer, gostava de conseguir mandar-te uma mensagem com o meu mail e que com isso passasses da minha lista de "favorites" para a minha lista do messenger onde em 5 minutos e com uma enorme facilidade íamos descobrir que não temos rigorosamente nada a ver um com o outro e nos podemos bloquear mutuamente, nunca mais voltar a falar e eu posso não pensar mais nisto, obrigado." Mas o problema desta mensagem é que nem sequer são precisos os 5 minutos de messenger o que nos remete para o tema deste post.

Toda a gente já julgou encontrar o amor da sua vida numa discoteca. Aquela miúda linda de morrer que se calhar até sorriu para vocês do lado de lá da pista, mas, da mesma maneira que não sou capaz de mandar um simples e inocente mensagem no hi5, muito menos sou eu capaz de me aproximar dela na discoteca e oferecer-me para lhe pagar uma bebida. A minha escassa experiência na área remete-me sempre para o meu cantinho da pista ou do bar onde a medo vou olhando para ela e se por acaso os nossos olhares se cruzarem sou até maluco para lhe esboçar um sorriso. Nisto pode acontecer uma de duas coisas, ou a) ela se aproxima e diz qualquer coisa como "Oi já não nos conhecemos de algum lado" ou "Olá, chamo-me Helena, tudo bem" ou então b) e ela vai-se embora sem sequer saber que tu lá estavas, e que em 99% dos casos é o que acontece. O que nos deixa com um problema muito maior que as falhas do nosso modo operadis que é o voltar para casa com aquele sentimento de perda, o peso no peito de que devíamos ter dito qualquer coisa, de que podia ser ela a mulher da nossa vida e nós a deixamos escapar, pensamento esse que te persegue durante toda a semana. Sim, toda a semana porque escusado será dizer que no próximo fim-de-semana voltamos lá na esperança de a encontrar de novo e remediar todo o mal que fizemos, ou que não fizemos na semana anterior, mas claro está que os nosso medos confirmam-se e nunca mais a voltamos a ver.

Isso aconteceu-me duas ou três vezes sendo que a ultima aconteceu quando a minha querida amiga Elsa, então R.P. duma discoteca no Montijo me convidou para aparecer com uns amigos e "dar um bom ar á casa", também a dar um muito bom ar á casa estava uma miúda linda de morrer, que tal como acontece com todas as miúdas lindas de morrer que encontro, não fazia a mínima ideia de quem ela era. Passei a noite toda da mesma maneira que passei todas as outras em que encontrava uma miúda que mexia comigo na discoteca, no meu canto do bar a olhar discretamente para ela, ou ás voltas pela pista a ver se a via, mas eu já sabia como é que esta noite ia acabar, porque já tinha descido esta rua uma ou outra vez antes. Ia remeter-me para casa com o sentimento de perda yada yada yada, e decidi então, doido que eu sou, dizer-lhe qualquer coisa e descobrir em primeira mão se a vergonha momentânea era preferível ao peso de consciência de uma semana. Escrevi o meu nome e o meu n.º de telefone num guardanapo e antes de ela se vir embora aproximei-me e disse-lhe "desculpa incomodar-te, eu tenho consciência de que isto é ridículo, mas eu prefiro passar a vergonha agora e não pensar mais nisto, que não dizer nada e pensar nisto o resto da semana." e dei-lhe o guardanapo para a mão e vim-me embora. Ufffffffffff!

"Foi felicidade pura, uma explosão de prazer inigualável. Melhor que droga, melhor que "cavalo". Melhor que dose, coca, crack, charro, xuto, snifo, ganza, marijuana, LSD, acidos, ecstasy. Melhor que sexo, fellatio, 69, orgias, masturbação, tantrico, kama-sutra ou foda tailandesa. Melhor que batido de banana. Que a colecção da Guerra das Estrelas, os Marretas e o 2001 - Odisseia no espaço. Emma Peel, Marilyn, Lara Croft, Naomi Campbell e o sinal da Cindy Crawford. Melhor que o lado B de Abbey Road, um solo de Hendrix e a chegada á Lua. Os montes espaciais e o pai natal, a fortuna de Bill Gates, o Dalai Lama, Lázaro recuscitado dos mortos. A testosterona do Schwarzenegger, o colagenio da Pamella Anderson. Melhor que Woodstock e as raves mais orgásmicas. Que Sade, Rimbaud, Morrison e Castaneda. Melhor que a liberdade...

... que a vida."
Que alivio! Se soubesse que me ia sentir assim tão leve depois disto tinha-o feito á uma imensidão de tempo atrás. Sai pouco depois dela e voltamo-nos a cruzar enquanto eu entrava pó carro, e sorrimos um para o outro. Tinha a certeza que era uma questão de tempo até o meu telefone tocar com ela do lado de lá da linha! Bem, isto foi em 2003 e até hoje, nem sinal do amor da minha vida dessa noite. Acho que consigo dizer com alguma segurança que sabia que ela não ia ligar depois dos primeiros 2 ou 3 dias, fiquei desiludido mas com a sensação de dever cumprido, achei que tinha feito a minha parte e isso chegou para me apaziguar a alma.

Passado uns meses, arranjei um trabalho de verão a testar os carros da Auto-Europa durante 1 mês. Estacionava o meu carro no parque dos funcionários, entrava sensivelmente antes das 14h para pouco depois estar a sair pelo portão da fabrica com o carro que era suposto testar nesse dia. Voltava antes das 22h com 500km's feitos e depois de voltar a estacionar o carro testado na fabrica voltava para o meu, para o encontrar SEMPRE com as escovas do limpa-para-brisas levantadas. E assim foi durante todo o mês, todas as noites voltava para o meu carro azul indiglo estacionado no parque, para o encontrar com as escovas no ar. Como até tenho alguns amigo que lá trabalham e o meu carro não é propriamente low profile, entendia que fosse brincadeira de algum deles e não ligava, e assim foi até ao meu ultimo dia de trabalho.

No ultimo dia, volto para o meu carro depois de um dia de trabalho, alias como o tinha feito no resto do mês, mas desta vez estavam todas as escovas levantadas menos uma, e debaixo da escova que não estava levantada, estava dobrado um papel que dizia "Um beijinho da amiga da Securitas" com um nome e um nº de telefone. Foi então que percebi que quem me levantava as escovas do carro todos os dias não era um amigo meu, mas a segurança da porta por onde eu passava para ir trabalhar. E andava a faze-lo desde o primeiro dia que eu lá tinha entrado. Achei "fofinho" da parte dela, e amarrotei o papel com o n.º dela e deitei-o fora, e ao fazer isto apercebi-me que eu era a miúda gira da discoteca que nunca me telefonou, e foi então que se fez luz.

É obvio que eu não vou telefonar a uma miúda que deixa o n.º de telefone preso debaixo da escova do meu carro sem me conhecer de lado nenhum. Esse não é nada o tipo de mulher com que eu quero para mim. Da mesma maneira que para a rapariga da discoteca ser tudo aquilo que eu queria que ela fosse, nunca na vida podia telefonar a um tipo que lhe dá o numero de telefone num guardanapo duma discoteca num sábado á noite. Ou seja, se ela me tivesse ligado, era porque não interessava porque não era o tipo de rapariga que eu pensava que ela era, por outro lado, não dizendo nada, se calhar até é, o contra é que nunca hei-de voltar a saber dela.

O que nos trás de volta para as minhas 7 favoritas no Hi5 e a tal mensagem que não adianta mandar, porque se mandar e elas responderem, perde-se toda aquela mística em torno delas, por outro lado se não responderem, mantêm-se a mística e esta distancia, e elas nunca hão-de sair da lista das favoritas para lado nenhum, e dê por onde der, temos lose/lose situation, umas vez que perdemos seja de que maneira for.

Duvida Existencial nº 3 & nº 4

nº 3 - Se eu mexer o chá suficientemente depressa, serei eu capaz de criar um vortex de uma intensidade centrifuga tal, que abra caminho pelo chá até ao fundo da chavena deixando-o seca, qual Moisés e o Mar Vermelho?

nº 4 - É suposto saborear-se uma salada de frutas como um todo, um cada fruta individualmente?

Inquiring minds want to know.

Vanilla Sky

Edmund: It's been a brilliant journey of self-awakening. And now you've simply got to ask yourself this: What is happiness to you, David?
David: I want to live a real life... I don't want to dream any longer.
Edmund: Any last wishes?
David: Let them out there read my mind.
Edmund: I wish you well David.

David: Look at us. I'm frozen and you're dead, and I love you.
Sofía: It's a problem.
David: I lost you when I got in that car. I'm sorry. Do you remember what you told me once? That every passing minute is a another chance to turn it all around.
Sofía: I'll find you again.
David: I'll see you in another life... when we are both cats.

Future: Relax, David... Open your eyes.

Clairvoyance

Já tive uma namorada no Porto, e uma no Algarve, já namorei com raparigas mais novas e outras mais velhas que eu, com uma Sofia e com uma Sónia, uma Marta e uma Joana, uma Carolina e uma Andreia, uma Tânia e uma Telma, umas morenas, outras louras, umas com aparencia antes de conteudo, outras com conteudo antes da aparencia. Quis encontrar um padrão no meio deste tão eclectico universo de relações falhadas com raparigas tão distintas entre elas, ao longo de todos estes anos, a relação entre as relações que levou todas elas, invariavelmente ao mesmo fim. Eventualmente descobri o que era que todas as minhas ex-namoradas e todos os meus namoros que não deram certo tinham em comum... e era eu.

Family Man

We have a house in Jersey. We have two kids, Annie and Josh. Annie's not much of a violin player, but she tries real hard. She's a little precocious, but that's only because she says what's on her mind. And when she smiles... And Josh, he has your eyes. He doesn't say much, but we know he's smart. He's always got his eyes open, he's always watching us. Sometimes you can look at him and you just know he's learning something new. It's like witnessing a miracle. The house is a mess but it's ours. After 122 more payments, it's going to be ours. And you, you're a non-profit lawyer. That's right, you're completely non-profit, but that doesn't seem to bother you. And we're in love. After 13 years of marriage we're still unbelievably in love. You won't even let me touch you until I've said it. I sing to you. Not all the time, but definitely on special occasions. We've dealt with our share of surprises and made a lot of sacrifices but we've stayed together. You see, you're a better person than I am. And it made me a better person to be around you. I don't know, maybe it was just all a dream. Maybe I went to bed one lonely night in December and I imagined it all. But I swear, nothing has ever felt more real. And if you get on that plane right now, it'll disappear forever. I know we could both go on with our lives and we'd both be fine, but I've seen what we could be like together. And I choose us. Please Kate, one cup of coffee, you can always go to Paris, just, please... not tonight.

Chasing Amy

I love you. And not, not in a friendly way, although I think we're great friends. And not in a misplaced affection, puppy-dog way, although I'm sure that's what you'll call it. I love you. Very, very simple, very truly. You are the epitome of everything I have ever looked for in another human being. And I know that you think of me as just a friend, and crossing that line is the furthest thing from an option you would ever consider. But I had to say it. I just, I can't take this anymore. I can't stand next to you without wanting to hold you. I can't, I can't look into your eyes without feeling that, that longing you only read about in trashy romance novels. I can't talk to you without wanting to express my love for everything you are. And I know this will probably queer our friendship but I had to say it, because I've never felt this way before, and I don't care. I like who I am because of it. And if bringing this to light means we can't hang out anymore, then that hurts me. But God, I just, I couldn't allow another day to go by without just getting it out there, regardless of the outcome, which by the look on your face is to be the inevitable shoot-down. And, you know, I'll accept that. But I know... I know that some part of you is hesitating for a moment, and if there is a moment of hesitation, then that means you feel something too. All I ask, please, is that you just, you just not dismiss that - and try to dwell in it for just ten seconds. There isn't another soul on this fucking planet who has ever made me half the person I am when I'm with you, and I would risk this friendship for the chance to take it to the next plateau. Because it is there between you and me. You can't deny that. Even if, you know, even if we never talk again after tonight, please know that I'm forever changed because of who you are and what you've meant to me.

Eu ando sozinho na selva, eu rio-me face ao perigo...

Há três coisas na vida das quais tenho medo, existem outras tantas que me assustam e outras ainda que não quero que aconteçam, mas há uma clara distinção entre todas elas no geral e entre estas três categorias em particular.

Morrer, não tenho medo, só não quero que aconteça. O rebentar de um balão duma criança quando passo por ela, assusta-me, mas 10 segundos mais tarde o meu ritmo cardíaco volta ao normal e a minha vida continua como se nada tivesse acontecido, não evito crianças com balões porque acho que ele vai rebentar quando passar por elas.

Para mim é isso que distingue tudo o resto das 3 situações das quais tenho medo, genuinamente medo, tirando estas 3, não há nada que eu deixe de fazer pelo medo do que pode acontecer. Não ando mais devagar por ter medo que me rebente um pneu, não evito ruas escuras com o medo de ser assaltado, no entanto, no que toca ás 3 situações das quais tenho medo, não consigo dissociar um pensamento do outro, sempre que a primeira ocorre, consigo automaticamente visualizar todo o meu terror a ganhar forma como se antevisse o que vai inevitavelmente acontecer se eu fizer aquilo de que tenho medo.

Sendo eu tão peculiar, tinha obrigatoriamente de ter medos tão singulares quanto eu, absurdos provavelmente, inexplicáveis para alguém da minha idade, mas ainda assim, aqueles que me acompanham a todas as horas, tão temíveis para mim como o escuro para uma criança, aos quais eu não consigo crescer-lhes e ultrapassa-los que faz com que evite as situações em que eles podem ocorrer.

O óculo da porta de entrada. Tenho pavor do óculo da porta de entrada. Não consigo espreitar por ele para ver que está a tocar á porta, tenho de abri-la logo sem saber quem é, ou perguntar do lado de cá da porta, não consigo olhar com medo daquilo que posso ver, ou não ver. Só falar nisso faz-me subir um arrepio pela espinha. A ideia de que podem tocar-me á porta, eu olhar pelo óculo e não lá estar ninguém é pavorosa e não consigo deixar de pensar nisso sempre que a campainha da porta toca. Depois de a abrir eu consigo lidar com tudo aquilo que esteja do outro lado, e se não estiver ninguém, penso que foram uns miúdos quaisquer a correr pelas escadas abaixo tocando nas campainhas por que iam passando e consigo voltar á minha vida normal, tocarem-me á porta, olhar pelo óculo e estar a luz do hall apagada do lado de fora, enche-me de pavor por não saber o que é que lá está.

Latas de conserva. Tenho de abrir todas as latas de conserva com um abre-latas. Sou incapaz de torcer a palheta para a frente e puxar a tampa da lata para trás, por mais fácil que a lata diga que seja a sua abertura. A ultima vez que tentei vencer o meu medo ia decapitando um dedo na extremidade da tampa duma lata de ananás em calda, sangrei durante horas e ainda hoje tenho uma cicatriz para me lembrar que há medos que não se ultrapassam. Sou o homem da casa, era suposto ser capaz de abrir as latas que a minha mãe me pede, mas não sou, consigo ver-me ferido a esvair-me em sangue deitado no chão da cozinha, sempre que ela diz, "Zé, abre aqui esta lata".

... e tu. O medo de ti, do mal que me podes fazer. Das mil e uma maneiras como podes arruinar a minha vida e tudo aquilo que eu construi até agora. Se furacões tem nomes de mulheres, aquele que acabar com a minha vida, destruindo tudo ao passar, há-de ter o teu. O medo daquilo que podemos ter juntos e o significado que isso há-de ter para mim. Que posso eu querer mais quando tenho tudo aquilo que quero? O que é que me há-de mover quando chegar ao fim? O medo de seres minha, e que tragas contigo "o tédio do fim da história", e que depois de ti não haja nada por que lutar. O medo de tudo acabar bem, do melhor ser impossível, de todos os dias que se seguem poderem ser na melhor das hipóteses, tão bons quanto o que passou. E o medo do contrario, de não te ter depois de ter visto o que podemos ser juntos, depois de tudo aquilo que me tens mostrado, de como a vida devia ser, mas que só pode ser contigo ao meu lado, sendo tu minha, sendo eu teu. Para quê tentar fazer seja o que for quando já se perdeu aquilo que se queria? Como me posso eu refugiar na minha "fase Carolina" depois de ti se tu és tudo o que há, principio e fim de todas as coisas. O medo de tudo acabar mal, a persistência da lembrança do que se teve e a certeza de que nunca nada voltara a ser igual, viver aquém do que é a vida, da vida que me mostraste.

Não tenho medo de morrer, só não quero que aconteça, não evito ruas escuras em bairros inóspitos da cidade com medo de ser assaltado. "Perigo? Hah! Eu ando sozinho na selva, eu rio-me face ao perigo"... mas morro de medo ti.

Por que só contigo faz sentido...

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... Isabel

Can you read my mind?

Can you read my mind? Do you know what it is that you do to me? I don't know who you are. Just a friend from another star. Here I am, like a kid out of school. Holding hands with a god. I'm a fool. Will you look at me? Quivering. Like a little girl, shivering. You can see right through me. Can you read my mind? Can you picture the things I'm thinking of? Wondering why you are... all the wonderful things you are. You can fly. You belong in the sky. You and I... could belong to each other. If you need a friend... I'm the one to fly to. If you need to be loved... here I am. Read my mind.
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