Valeu a pena?

"All the bridges that you burn
Come back one day to haunt you
One day you'll find you're walking
Lonely"

É como aquele filme que odiámos ver aos 15 anos e que aos 25 é o filme da vossa vida. Conheço essa musica desde que me lembro e sempre foi só isso, uma musica, até ao dia em que tocou e eu ouvi-a como se pela primeira vez com um significado que até nunca tinha tido, em que as "bridges" não eram "pontes", "burn" não é mais "queimado", e a Tracy era eu.

Pensei na musica, e em que medida se aplicava a reflectia a minha vida, a mim, aos meus amigos, aos meus amores, e todas as pontes que nos ligavam que eu queimei e derrubei, na ilha em que me tornei depois de alienar tudo e todos aqueles que não estiveram á altura daquilo que esperava deles, e em como dou por mim sozinho e todas as vossas caras me assombram e os vossos nomes entoam no fundo dentro de mim.

Depois pensei em tudo aquilo que tinha acontecido, em todas as situações estupidas que nos trouxeram aqui, e fez de nós o nada que hoje somos uns para outros. É depois de por em perspectiva tudo o que aconteceu, e as consequencias que tiveram as escolhas que então fizemos que temos noção daquilo que ganharam em me perder, do que eu ganhei em vos perder a voces.

Querem-me ouvir dizer que estava eu errado? Pois bem, eu digo... estava errado! Não é de mim que a musica fala, é de voces que perderam bem mais que eu, a troco de bem menos, ou pior que isso, a troco de nada, e é esse "nada" em que tenho pensado.

Aquilo que eu quero saber é se o que ganharam compensou de alguma forma aquilo que perderam? É que se compensou, então tudo está bem quando acaba bem, e se o saldo é positivo, não perderam, antes trocaram e sairam a ganhar.

Mas nem chega a isso pois não, aquilo que mais me entristece é pensar na pouca estima em que me deviam ter para me trocarem pelo nada por que trocaram. Pensem no que foi que aconteceu que nos trouxe até aqui e dinamitou a ponte que nos unia, a razão que levou a que deixámos de ser amigos, de ser amores e respondam ...

Valeu a pena?

Desesperadamente Procurando Joana

José Risques, prominent jornalist and writer, died last night from complications of losing his soul mate and his girlfriend. He was 26 years old. Soft-spoken and obsessive, Risques never looked the part of a hopeless romantic. But, in the final days of his life, he revealed an unknown side of his psyche. This hidden quasi-Jungian persona surfaced during the Agatha Christie-like pursuit of his long reputed soul mate, a woman whom he only spent a few precious minutes with. Sadly, the protracted search ended late Friday night in complete and utter failure. Yet even in certain defeat, the courageous Risques secretly clung to the belief that life is not merely a series of meaningless accidents or coincidences. Uh-uh. But rather, its a tapestry of events that culminate in an exquisite, sublime plan. Asked about the loss of his dear friend, Dean Kansky, the Pulitzer Prize-winning author and executive editor of the New York Times, described José as a changed man in the last days of his life. "Things were clearer for him," Kansky noted. Ultimately José concluded that if we are to live life in harmony with the universe, we must all possess a powerful faith in what the ancients used to call "fatum", what we currently refer to as... destiny.
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