The Outer Limits

There is nothing wrong with your television set. Do not attempt to adjust the picture. We are controlling transmission. If we wish to make it louder, we will bring up the volume. If we wish to make it softer, we will tune it to a whisper. We can reduce the focus to a soft blur, or sharpen it to crystal clarity. We will control the horizontal. We will control the vertical. For the next hour, sit quietly and we will control all that you see and hear. You are about to experience the awe and mystery which reaches from the inner mind to... The Outer Limits.

Klaatu Barada Niktu

I am leaving soon, and you will forgive me if I speak bluntly. The universe grows smaller every day, and the threat of aggression by any group, anywhere, can no longer be tolerated. There must be security for all, or no one is secure. Now, this does not mean giving up any freedom, except the freedom to act irresponsibly. Your ancestors knew this when they made laws to govern themselves and hired policemen to enforce them. We, of the other planets, have long accepted this principle. We have an organization for the mutual protection of all planets and for the complete elimination of aggression. The test of any such higher authority is, of course, the police force that supports it. For our policemen, we created a race of robots. Their function is to patrol the planets in spaceships like this one and preserve the peace. In matters of aggression, we have given them absolute power over us. This power cannot be revoked. At the first sign of violence, they act automatically against the aggressor. The penalty for provoking their action is too terrible to risk. The result is, we live in peace, without arms or armies, secure in the knowledge that we are free from aggression and war. Free to pursue more... profitable enterprises. Now, we do not pretend to have achieved perfection, but we do have a system, and it works. I came here to give you these facts. It is no concern of ours how you run your own planet, but if you threaten to extend your violence, this Earth of yours will be reduced to a burned-out cinder. Your choice is simple: join us and live in peace, or pursue your present course and face obliteration. We shall be waiting for your answer. The decision rests with you.

in The Day the Earth Stood Still

Wake up, you might be dreaming!

Alguma vez tentaram explicar algo que não conseguem perceber e acharam que só há-de fazer sentido pós outros quando fizer sentido em nós? ... e quando não faz? Como é que se explica o que não se percebe?

Todo este brainstorming veio depois de uma conversa contigo bem para lá das 4 da manhã, em algo que acredito bem mais natural se nos guiarmos pelo teu fuso horario, em que te dizia que aquilo de que eu tinha mesmo medo, era não saber como é que ia olhar para ti daqui a 20 anos. Gostava de acreditar que numa tarde de Sabado num dia de primavera nos iamos cruzar na avenida em frente ao parque, eu ia estar com ela que não eras tu, tu ias estar com ele, que não era eu, ás minhas cavalitas o meu Afonso, que não era teu, no carrinho que empurravas o teu Afonso, que não era o meu.

Gostava de ter a certeza de que depois de pormos 20 anos em dia numa conversa de 5 minutos, seguiamos o nosso caminho, felizes por ter tropeçado um no outro, e que á medida que nos afastavamos, olhava para trás ainda a tempo de te ver virar a cara e pensavamos em uníssono "ali vai ele, o amor da minha adolescência", e é esse o meu problema, o não saber se é assim que a coisas vão acabar. É saber que há sonhos que entram em nós e que em nós ficam o resto da vida, é o saber que há sonhos dos quais nunca se acorda que me faz ter medo do fim alternativo que tudo isto possa ter. O ver-te ir embora com ele, que não sou eu, e querer ser, tu veres-me ir embora com ela, que não és tu, e desejar que fosses, e pensar para mim, que não é só o meu amor de adolescente que ali vái com outro alguem pela mão, mas o meu amor ainda, o amor duma vida, de uma outra que não esta, de uma que esteve tão perto de acontecer não fosse vencida por outra que se foi infiltrando em nós por entre a passividade dos dias sem que dessemos conta, e sem nada fazer-mos até ser tarde de mais.

Hermínio Monteiro dizia "Precisávamos de ter várias vidas, não é? Para acertar com uma. Esta é muito pequena. Mesmo que a tenha vivido intensamente." … Há anos que adoro essa frase de tão verdade que a vejo, desta vez fez-me pensar em quão certa pode ser uma vida ao lado da pessoa errada? Que maior que o medo de que o tempo mude tudo, é o de que não mude nada. O medo das coisas em que o tempo não toca e que através dele permanecem imutáveis. Olhar para trás para ti enquanto sobes a avenida, e achar que fiz a escolha errada, numa vida demasiado curta para voltar atrás a tempo de fazer a certa, ou qui ça uma menos errada para nós os dois.

Não consegui parar de pensar nisso, em como o pouco tempo que temos deixa tão pouca margem para erros, torna tudo tão eterno, tão para sempre, tão irremediável, tão cheio de consequências que ficam para lá do que lhes deu origem acabar, tão cheio de repercurssões que se ramificam por areas da nossa vida que nunca teriamos imaginado, e em como o medo de arriscar num salto de fé e dár um tiro no escuro não nos impede de acertar em cheio naquilo que queriamos sem saber.

De uma maneira um tanto ou quanto redutora, é como não aceitar para trabalho de Verão, algo que não seria capaz de fazer resto da vida, ainda que com a consciência de que acaba com o Outono, e como não há nada que me veja a fazer o resto da vida, não faço nada, ciente de que podia fazer qualquer coisa entretanto, enquanto o resto da vida não chega. Simplesmente não consigo ver propósito em começar algo que podia até fazer sentido por algum tempo quando não o consigo extrapolar para o resto da vida.

E é assim que acontece com as relações, para que funcione tenho de acreditar que vái durar para sempre, que vái ser a minha última namorada e a mulher com quem vou casar, penar nas bodas de prata e de outro e no "Até que a morte nos separe", a mãe dos meus filhos, quem que vái estar do meu lado e ao lado de quem vou acordar de então em diante até ao fim dos meus dias, tantos quantos me restam. Vejo todas as minhas namoradas como a última, tenho de ver para que funcione, sempre, desde a primeira e nenhuma delas o foi, com nenhuma funcionou, houve sempre mais alguem.

Curiosamente isso nem é aquilo que mais me incomoda, aquilo que mais me incomoda, é pensar em todas aquelas que não foram somente aquilo que podiam ter sido, por ter tentado fazer delas aquilo que elas não eram suposto ser... e de que modo não tivesse eu não tentado fazer delas aquilo que elas não eram, não tinham elas acabado por se revelar aquilo que eu queria que elas fossem?

A consequência da eternidade que imprimo a tudo, é que enquanto não sou feliz para sempre com alguem, não consigo ser feliz entretanto com ninguem, sem nunca saber se não pode um entretanto durar uma vida inteira.

... e era isto que vos queria dizer!
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