Post Scriptum

Faz por estes dias um ano desde aquela tarde em que tudo aconteceu, desde então, de uma maneira ou de outra acabei por te dizer tudo quanto queria que soubesses, ficou só a faltar tudo aquilo que devia ter dito, tudo o quanto precisavas de ouvir e que nunca te disse, desculpa. Desculpa-me se achei que os fins justificam os meios ou por acreditar em amores impossiveis que partem de situações improváveis, que senão começar assim, com o que é que vamos acabar? Desculpa se a minha determinação intimida ou por ter aparecido na tua vida sem pedir licença e querer fazer parte dela, se quis ser teu e que fosses minha também, desculpa-me se incomodei, desculpa o meu problema de expressão quando te quero dizer o que sinto, desculpa se sinto, ou se o sinto à flor da pele e não racionalizo o que sinto, desculpa o meu entusiasmo ameaçador, estava demasiado inebriado na emoção de te ter encontrado para pensar em como tudo isto ia parecer, assustador, eu sei, agora sei, desculpa se te assutei, nunca foi essa a ideia, desculpa se foi tudo demasiado estranho para ser de verdade ou se aconteceu depressa demais para que te sentisses à vontade, desculpa-me, por não ter sido convincente o suficiente, por não te ter conseguido fazer ver que era só amor.
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