Shadenfreude

n.

A malicious satisfaction obtained from the misfortunes of others.

Once in a while...

"You know how when you were a little kid and you believed in fairy tales, that fantasy of what your life would be, white dress, prince charming who would carry you away to a castle on a hill. You would lie in bed at night and close your eyes and you had complete and utter faith. Santa Claus, the Tooth Fairy, Prince Charming, they were so close you could taste them, but eventually you grow up, one day you open your eyes and the fairy tale disappears. Most people turn to the things and people they can trust. But the thing is its hard to let go of that fairy tale entirely cause almost everyone has that smallest bit of hope, of faith, that one day they will open their eyes and it will come true... At the end of the day faith is a funny thing. It turns up when you don't really expect it. Its like one day you realize that the fairy tale may be slightly different than you dreamed. The castle, well, it may not be a castle. And its not so important happy ever after, just that its happy right now. See once in a while, once in a blue moon, people will surprise you, and once in a while people may even take your breath away."

Enquanto o nosso amor durar.

Que se diga e escreva e se invente aquilo que quiserem sobre amor, aquilo que ele é e não é, e tudo o que ele deixar de ser, como nos deixa ou aquilo que nos faz, a dor que causa, o sofrimento que trás. Nada disso importa, nada faz diferença, que se criem blogs e escrevam livros, que se componham musicas e façam poemas, por muito que o tentem complicar, o amor é a coisa mais simples do mundo!

O amor é! Não tem nuances nem meio-termo, não tem explicação, não pede desculpa, não diz "com licença", ser, é toda a condição que o amor precisa. Pouco lhe importa com o que sonhámos ou os planos que traçamos, quão determinados decidimos como tudo ia ser desta vez. O "juro" e o "jamais", o "para sempre", o "nunca mais", vem o amor e vira-nos a vida do avesso, e não faz mal, não importa, esquecemos o que a custo aprendemos antes, os erros que não íamos cometer outra vez, tudo aquilo que não voltávamos a fazer, como as coisas não iam ser, e são, e cometemos, e fazemos, e repetimos os mesmos erros de sempre as vezes que o amor mandar, não há nada a fazer, é mais forte que nós.

Quando o amor não é, surgem problemas e hesitações, teorias ridículas e explicações absurdas de todas as razões pelas quais não ia funcionar, que não é a pessoa certa, ou chegou no momento errado, porque é muito alto ou demasiado baixo, porque o castanho dos olhos dela não é o castanho com que eu tinha sonhado.

Quando o amor é, ama-se, sem alento ou esperança, sem saber onde vamos parar ou como vai acabar, por mais longe, por mais difícil, por mais complicado ou impossível que seja, por mais que doa, nada disso importa, nada faz diferença, deixamo-nos ir para onde o amor nos quiser levar, e com ele ficamos enquanto ele deixar, enquanto o nosso amor durar.

O amor é, ou não é, e quando não é, é outra coisa, mas não é amor.

Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…”

Florbela Espanca

Meet Joe Black

Love is passion, obsession, someone you can't live without. If you don't start with that, what are you going to end up with? Fall head over heels. I say find someone you can love like crazy and who'll love you the same way back. And how do you find him? Forget your head and listen to your heart. I'm not hearing any heart. Run the risk, if you get hurt, you'll come back. Because, the truth is there is no sense living your life without this. To make the journey and not fall deeply in love - well, you haven't lived a life at all. You have to try. Because if you haven't tried, you haven't lived.

Ainda ai estão?

Não leiam, a sério, não vai valer a pena, verdade, tenho mil e uma coisas a boiar-me na mente e nem sei por onde começar, não sei onde uma acaba ou onde seguinte começa, se calhar são todas a mesma, se bem que é possível que não tenham nada a ver umas com as outras, não faço ideia, estou demasiado confuso para que tudo isto faça sentido, até porque em dois meses já nada disto faz sentido. Ainda aí estão? Muito bem, não foi por falta de aviso!

Mal posso esperar para ser velho, se calhar não é isto que eu quero dizer, ou é, mais ou menos, o que eu quero é saber tudo, e o pouco que aprendi ensinou-me que o que falta vem com o tempo, mas não quero perder tempo, quero saber já como isto vai acabar, quero perceber tudo aquilo que não entendo, até porque quando acho que o entendo, descubro qualquer coisa nova que mostra o quanto estava enganado.

Cada nova descoberta é uma conquista, como se fosse a peça do puzzle que me faltava para que todas as outras caíssem no lugar, como se de então em diante tudo fosse fazer sentido, mas não faz, e ao inicio fico confuso e não percebo o que é que me está a faltar, agora que já sei tudo, dou-lhe um tempo na esperança que tudo encaixe, e não encaixa, e é ai que percebo que me falta outra peça qualquer, e começo tudo outra vez.

A dada altura conclui que as relações que acabam com mortos e feridos e gritos e tiros, são muito melhores que aquelas que chegam ao fim numa mensagem de telemóvel. A quantidade de explosivos precisos para dinamitar uma relação é directamente proporcional à importância que a mesma teve para nós, e com isso acredito que nos podemos guiar através de relações futuras, pelo mapa das marcas que ficam no corpo e na vida, resultado das explosões das relações que acabaram, e cujo fim nos ensinou qualquer coisa.

Depois percebi, que nem sequer era preciso começar e acabar para nos ensinar qualquer coisa, basta acabar, um fim, mesmo que sem um começo. Às vezes sabemos como tudo iria acabar mesmo antes do começo, conseguimos ver o fim desde a linha de partida e sabemos desde logo o tempo que demorávamos a lá chegar. A maneira como diz os essês, ou a música que ouve no carro, a camisola laranja que odiamos e o enrolar do dedo no cabelo, e todas as outras mil merdices pelas quais nunca ia funcionar.

Mas há mais, aprendi mais qualquer coisa, eu que julgava já saber tudo, depois das que começam e das que acabam, e daquelas que só acabam, percebi que há aquelas que só tem de começar. Até que faz sentido agora que penso nisso, porque será que nunca pensei nisso antes? Aquilo que percebi agora, ou que julgo perceber, é de que uma relação sem qualquer futuro é capaz de arruinar a mais promissora das histórias de amor.

Podemos não ter nada a ver, ser incapaz de me ver contigo tanto quanto incapaz és de te ver comigo, queres um rapaz e eu uma menina, gostas de Afonso, e eu de Margarida, tu determinada, eu inflexível, esta incompatibilidade que não muda nada, e saber que não te tendo, a vontade que tenho de ti, vai arruinar todas a relações que vierem, com alguém que goste de Margarida e queira ser minha.

É isso, acho que, mentira, sei lá eu, não sei nada, e daqui a dois meses estou a dizer que tudo isto é mentira, mas hoje, acredito que o sentimento de incerteza de tudo o que podia ter sido com alguém que não podíamos ter, vai envenenar o mais perfeito dos amores que possa vir a acontecer, e a única maneira de nos livrarmos de algo que sabemos á partida que não vale a pena ter, é tendo-a, e não pensar mais nisso.

Ainda aí estão? Muito bem, não foi por falta de aviso.
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