... and I did!

"Go after her. Fuck, don't sit there and wait for her to call, go after her because that's what you should do if you love someone, don't wait for them to give you a sign cause it might never come, don't let people happen to you, don't let me happen to you, or her, she's not a fucking television show or tornado. There are people I might have loved had they gotten on the airplane or run down the street after me or called me up drunk at four in the morning because they need to tell me right now and because they cannot regret this and I always thought I'd be the only one doing crazy things for people who would never give enough of a fuck to do it back or to act like idiots or be entirely vulnerable and honest and making someone fall in love with you is easy and flying 3000 miles on four days notice because you can't just sit there and do nothing and breathe into telephones is not everyone's idea of love but it is the way I can recognize it because that is what I do. Go scream it and be with her in meaningful ways because that is beautiful and that is generous and that is what loving someone is, that is raw and that is unguarded, and that is all that is worth anything, really."

As Noites de Swing!

Acho que foi a Jaquelyn Kennedy que disse era "uma optimista realista" e é assim que eu me sinto em relação a isto, à ideia de morrer e do que vem depois. A parte optimista de mim quer acreditar que há garantidamente um céu e um inferno, e que eu fiz mais que o suficiente para ir directamente para o primeiro, sem passar pela casa partida ou receber dois contos, a parte realista, acha a metafísica da coisa demasiado rebuscada para ser provável, e posso até nem acreditar no céu ou no inferno, mas acredita nas noites do Swing.

Estava a ler um estudo da Universidade George Washington, que acompanhou doentes terminais monitorizando-lhes a sua actividade cerebral, e era frequente um registar-se um aumento na actividade nas ondas cerebrais dos dos pacientes instantes destes falecerem. Provavelmente há explicação científica para isto, que resulta daqueles experiências próximas de morte, em que juramos ver a vida inteira passar-nos diante dos olhos, mas eu quero acreditar em mais qualquer coisa.

Se calhar é isso que acontece, ou aquilo a que a minha parte optimista quer acreditar e se gosta de agarrar. Provas documentadas, estudos realizados e milhões de testemunhos desde o início dos tempo de que antes de morrermos a vida inteira no passa diante dos olhos. Se calhar é esse o pico, o cérebro a tatuar-nos na mente tudo aquilo que a nossa vida foi, todas as recordações recalcadas, o acumular de experiências, momentos situações que nos fomos esquecendo mas que ficaram arquivados em seja qual for a percentagem do cérebro que não usamos, se calhar nunca foi suposto ser usada, quem sabe não é para isso mesmo que ela serve, uma arrecadação enorme onde nunca nada é deitado fora.

Sabem quando tentamos mudar de canal, carregamos no botão do telecomando e a televisão diz que o telecomando não tem pilhas? É mais ou menos isso, pelos vistos tem pilhas que chegue para fazer a mensagem chegar à televisão, só não tem pilhas que chegue para fazer a televisão mudar de canal, e é o que eu quero acreditar que acontece, é assim que eu imagino o meu céu e ao mesmo tempo, o meu inferno. Não temos mais pilhas para fazer nada nem criar nada de novo, resta apenas a energia suficiente, para rebobinar até onde quisermos, saltar anos como se fossem capítulos, deixar em loop a noite em que perdemos a virgindade, ou que juntamos a coragem para beijar a miúda gira do preparatório, coisas parvas que olhando em retrospectiva depois e ela acabar foram os momentos mais felizes da nossa vida.

É esse o contra, desculpem, odeio ser o portador de más notícias, mas levamos só aquilo que trazemos dentro de nós. Se nunca meteste o pé no mar das Caraíbas, não vais lá poder ir no teu céu, não há uma recordação para a qual saltar. Se nunca viste as pirâmides de Gize a mesma coisa. As boas notícias é que se estão a ler isto, não é tarde de mais para criar os momentos que vão querer reviver mais logo. Se em por outro lado tiveres sido uma má pessoa, infeliz e toda a tua vida se resumir a experiências desagradáveis, é com isso que tens de lidar para a eternidade, sem nenhuma recordação boa à qual te agarrares, e isso soa-me a uma muito fidedigna definição de "Inferno".

Tenho alguns infernos com que vou ter de lidar, algumas noites de choro e o coração destroçado mais vezes que me consigo lembrar agora, mas que vou certamente recordar-me mais tarde. Sei também qual é o meu céu, os capítulos do filme que foi a minha vida, nos quais vou ficar até o disco riscar. A primeira vez que dei à chave do meu carro novo e o guiei para fora do stand, a primeira vez que fiz amor com todas as minhas ex-namoradas, e os primeiros beijos, os meses do nosso apartamento em D.C., a noite de fados com a Fernanda e o Rui Veloso, a noite nos baloiços com a Regan debaixo do céu estrelado do Indiana, a ultima vez que vi a avó Custódia, todos os almoços com a avó Nita, o Avó Risques a refilar connosco do canto dele no sofá da sala da casa de Benfica ou ouvir-nos roubar rebuçados do móvel da entrada, os figos da casa de Vendas Novas, os verões na casa do Algarve...

... o “Swing”, tive dias a tentar lembrar-me do nome, já passaram por certo uns 10 anos desde que fechou, ficava no fundo da Miguel Pais, do lado direito, mesmo antes de chegar à igreja. Fechava às duas para toda a gente, um bocadinho mais tarde para nós, que esperávamos encostados ao carro a galar as miúdas giras que saiam do Camarro quando ele fechava. Daí seguíamos para o Swing já fechado, batíamos, e a dona cujo nome já não me consegui lembrar, vinha-nos abrir a porta. Já ao balcão perguntava-me se para mim era o "habitual" e eu dizia sempre que sim, ás vezes apetecia-me outra coisa, mas mesmo que soubessem melhor, nada me soava tão bem como "o habitual?" e acabava por comer sempre o mesmo. Ficávamos no Swing horas a fio pela noite dentro todos na conversa, eu, o Fatty, o Kappa, o BB, os outros todos, já não sei ou não me dou com metade deles, mas vão estar lá todos, todas as noites, no Swing, o meu céu, comigo a comer o habitual, mesmo que eu não queira, mas não tenho recordações de outra coisa.

Para o Fatty, o meu melhor amigo, que não tem tantos posts dedicados a ele quanto aqueles que ele merecia.

Adeus, Sr. do Adeus!



Até sempre Sr. João, o Restelo e o Saldanha não vão voltar a ser os mesmos e a nossa Lisboa fica tão mais triste sem si.

Para João Manuel Serra, o Sr. do Adeus.

Love Is a Great Thing

Love is a great thing,
yea,
a great and thorough good,
By itself it makes that is heavy light;
And it bears evenly all that is uneven.

It carries a burden which is no burden;
it will not be kept back by anything low and mean;
it desires to be free from all worldly affections,
and not to be entangled by any outward prosperity,
or by any adversity subdued.

Love feels no burden,
thinks nothing of trouble,
attempts what is above its strength,
pleads no excuse of impossibility.
It is therefore able to undertake all things,
and it completes many things,
and warrants them to take effect,
where he who does not love would faint and lie down.

Though weary,
it is not tired;
though pressed it is not straitened;
though alarmed,
it is not confounded;
but as a living flame it forces itself upwards and securely passes through all.

Love is active and sincere,
courageous,
patient,
faithful,
prudent and manly.

Thomas à Kempis
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