A Very Charlie Brown Christmas

"And there were in the same country shepherds abiding in the field, keeping watch over their flock by night. And lo, the angel of the Lord came upon them, and the glory of the Lord shone round about them: and they were sore afraid. And the angel said unto them, 'Fear not: for behold, I bring unto you good tidings of great joy, which shall be to all people. For unto you is born this day in the City of David a Savior, which is Christ the Lord. And this shall be a sign unto you; Ye shall find the babe wrapped in swaddling clothes, lying in a manger.' And suddenly there was with the angel a multitude of the heavenly host, praising God, and saying, 'Glory to God in the highest, and on earth peace, good will toward men.'"

New York, I Love You

You know, when Dostoevsky was writing "The Gambler", he signed a contract with his publisher saying that he would finish it in twenty-six days, and he did it, but he had the help of this young stenographer. This girl, she... she stayed with him and she helped him. And... afterwards they actually got married. Ha, isn't that cool? That's how he met his wife. Anyway I found this story in the preface for Crime and Punishment so I was thinking that... and, this would have to be between you and me, but... I was thinking that I could read the books and tell you what's going on and that way you could just focus on your music. But only if you're comfortable with this, and if you're not then you can just forget it, and you can quit, but if you are...

Statu Quo

As piores perguntas que me podem fazer, são as que sou o único que as pode responder. O meu filme preferido? Sei lá! Escolho um que vi e adorei, ou aquele vejo do principio ao fim por mais vezes que passe na televisão? Música favorita, pior ainda! Se de filmes tenho de escolher de entre mil, musicas tenho de escolher de entre um milhão! É o "Let's Get It On" do Marvin Gaye! Não não não, o "Fast Car" da Tracy Chapman... mas a versão acustica! "Both Sides Now" da Joni Mitchel é a minha resposta final! Não é nada,  lembrei-me agora do "Crazy Love" do Van Morrison, e agora do "Sitting On a Dock of a Bay" to Otis Redding, e o "Send In The Clowns" do Frank!... Percebem o que eu quero dizer? Banda predilecta? Melhor concerto? Não há pesquisa de Google que responda ao que é suposto sabermos de nós. E a pior de todas as perguntas, aquela a que não nos perdoávamos se não soubessemos responder foi a de sexta-feira. De quantas raparigas já gostaste? A Resposta? Três! Uma para cada decada.

A primeira rapariga que gostei, o amor antes dos vinte! Conhecemo-nos no verão de 2001. Começámos a namorar 6 meses depois e estivemos juntos 3 anos, foi o meu namoro mais longo até à data, e desde há uns tempos para cá que tudo isto se tornou claro para mim. Familia, amigos, ainda hoje me dizem que achavam que iamos ficar juntos, que era a miúda certa para mim. Já passei a fase da negação e de fazer questão de os contrariar por orgulho. Eles tinham razão, era a miúda certa para mim, como provavelmente eu era o miúdo certo para ela, não fosse por esse pequeno senão, o de sermos miúdos. Via-me a passar o resto da vida com ela e foi assutador. A ideia de que ela ia ser a ultima miuda com quem eu estava era mais que aquilo que estava preparado para lidar, numa idade em que estava desejoso de descobrir o que o mundo tinha para oferecer.

Claro que em cima desse houve uma série de outros problemas e asneiras tipicas da idade e do feitio de cada um que eventualmente levaram ao fim do namoro, mas mesmo depois disso, mesmo que chegassemos a estar afastados por longos periodos de tempo, periodos em que andei e gostei (ou achei que gostei) de outras raparigas, ela arranjava sempre maneira de voltar a infiltrar-se na minha vida, e eu maneira de deixar, porque a verdade é que havia entre nós aquilo que toda a gente via, e que agora vejo eu também, mas conhecemo-nos cedo demais, eramos os dois demasiado novos, e pela altura em que tinhamos idade para fazer a coisa certa, já demasiada água tinha corrido debaixo da nossa ponte para ficarmos juntos. On and off, esteve presente na minha vida até eu ir para Washington e conhecer um  novo amor. É giro como as coisas funcionam. Sempre acreditei que era tê-la a rondar-me a vida que impedia outro amor de aparecer, e foi ao contrario. No dia em que a segunda apareceu, deixou de haver lugar para a primeira. (O teu passado fica para trás à velocidade que andas com a tua vida para a frente?)

A segunda rapariga que gostei, o amor dos vinte. Li há pouco tempo que quem nada te acrescenta, nenhuma falta te faz, e sei agora, melhor até que aquilo que sabia então, que nenhuma outra rapariga, me acrescentava como ela. Tínhamos tanto para aprender um com o outro, o suficiente para durar duas vidas. Acordava todos os dias ao lado dela, e sentia que um dia ia acordar com um filho a dormir entre nós, e que tinham passado quarenta anos sem darmos por eles, a diferença para o rapaz de 19 anos que tinha sido era a ideia já não me assustar e eu estar preparado para isso, até queria. Éramos a receita perfeita para um desastre, não podíamos ser mais diferentes e ainda assim tinhamos dado certo não fosse termo-nos conhecido numa altura super conturbada das nossas vidas. Aturou-me as birras todas e ficou comigo. Mais tarde tentei eu aturar-lhe as birras todas e ficar com ela, não resultou.

Com os anos vamos tendo uma melhor noção das relações e do que vai acontecendo nelas, suponho que seja algo que chegue com as lições que vão ficando das mazelas e dos corações partidos, mais até que dos corações partidos, do recobro! O tempo que levamos a esquecer alguém é um óptimo indicador do amor que lhe tivemos. O amor é muito mais aquilo que não sabes, mas sentes, que aquilo que julgavas saber. Há uma razão por detrás de cada perdão, de cada desculpa depois de uma discussão ou a quantidade de coisas imperdoáveis que perdoámos. É a vontade ficarmos juntos, a noção de quão precioso é o que se tem, e o desejo de não o perder. O tamanho de um amor é medido nas barreiras do que ele ultrapassa. Quis voltar para ela por saber desde logo o que tinhamos perdido os dois, mas faltou-lhe aquilo que aos 23, o tempo ainda não teve tempo de ensinar, e perdemo-nos um do outro. Nos entretanto houve outras raparigas, raparigas extraordinárias (o amor é tão arbitrário), que nunca fazeram sombra ao amor que lhe tive. Custou-me imenso e durante imenso tempo e continuou a custar até ao dia em que apareceu alguém que fez à segunda, o que ela fez à primeira. Fiz as pazes com o fim, no minuto em que conheci a terceira. O amor depois dos vinte, dos trinta, a ultima rapariga que gostei, e prometo que vos falo dela no dia em que a quarta lhe roubar o lugar.

21 Sugestões Para o Sucesso*

  1. Casa com a pessoa certa. Esta decisão irá determinar 90% da tua felicidade/miséria.

... e outras 20 sugestões* que não me pareceram importantes. (,

Chorar em Público

«Quando sair este jornal, a Maria João e eu estaremos a caminho do IPO de Lisboa, à porta do qual compraremos o PÚBLICO de hoje. Hoje ela será internada e hoje à noite, desde o mês de Setembro do ano passado, será a primeira vez que dormiremos sem ser juntos.

O meu plano é que, quando me expulsarem do IPO, ela se lembre de ir ler o PÚBLICO e leia esta crónica a dizer que já estou cheio de saudades dela. É a melhor maneira que tenho de estar perto dela, quando não me deixam estar. Mesmo ficando num hotel a 30 passos dela, dói-me de muito mais longe.

O IPO consegue ser uma segunda casa. Nenhum outro hospital consegue ser isso. Podem ser hospitais muito bons. Mas não são como uma casa. O IPO é. Há uma alegria, um humor, uma dedicação e uma solidariedade, bem-educada e generosa, que não poderiam ser mais diferentes da nossa atitude e maneira de ser – resignada, fatalista e piegas – que são o default institucional da nacionalidade portuguesa. É graxa? Para que tratem bem a Maria João? Talvez seja. Mas é merecida. Até porque toda a gente que os três IPO de Portugal tratam é tratada como se tivesse direito a todas as regalias. Há muitos elogios que, não obstante serem feitos para nos beneficiarem, não deixam de ser absolutamente justos e justificados.

Este é um deles. Eu estou aqui ao pé de ti. Como tu estás ao pé de mim. Chorar em público é como pedir que nada de mau nos aconteça. É uma sorte. É o contrário do luto. Volta para mim.»

Miguel Esteves Cardoso, 28.11.2011, in Público

Pretérito, Muito-Mais-Que-Perfeito.

"Há uma óbvia correlação entre a velocidade a que andamos com a nossa vida para a frente, e a que deixamos o passado para trás." Andei uma semana a pensar em como escrever esta frase e isto foi o melhor que arranjei. Não diz nada do que eu queria dizer. Se calhar aquilo em que ando a pensar segue mais ao longo das linhas de "O passado fica para trás à velocidade a que andamos com a nossa vida para a frente", que pode até querer dizer a mesma coisa, se calhar diz, mas para lá de soar melhor, ainda não é isso. De vez em quando acontece-me isto, a impressão de tropeçar numa pagina solta caída do manual de instrucções do Universo, como uma cábula que me é passada debaixo da carteira pelo Arquitecto de Todas as Coisas, desesperado com a minha incapacidade de percepção do óbvio e ver nos meus erros o que insisto em fazer mal. É sempre algo tão obvio que não compreendo como é que não o percebi antes, e explica este ou aquele capítulo da minha vida*. Essa simplicidade torna ainda mais frustrante a incapacidade de arranjar uma frase que lhe faça justiça.

Comecei por imaginar dois pontos que se vão afastando dum eixo imaginário em sentidos opostos onde a velocidade a que um se movia para trás, era influenciado por aquela a que o outro se movia para a frente. Depois percebi que era mais que "influenciar", era ditar! Que o passado fica para trás à mesmíssima velocidade (ou falta dela) a que movíamos a nossa vida para a frente, e o que isto queria dizer é que se não andarmos com a nossa vida para a frente, o passado não fica para trás, e isso, não só faz mais sentido como explicava muito mais coisas. Foi por essa altura que dei conta que o passado não se move, não fica para trás, não ajuda, não colabora, não nos facilita a vida um bocadinho e nem cede um milímetro que seja para nos ajudar a seguir em frente. Havemos sempre de saber onde ele está, por norma exactamente onde o deixámos, e a única coisa que podemos fazer, é avançar, correr, puxar, arrastar se for preciso, a nossa vida para diante, e aproveitar-mo-nos da sua solidez de rocha para lhe ganhar distância.

Mas há mais que isso, é preciso um esforço genuíno, o passado não se deixa enganar facilmente e consegue perceber quando as tentativas de seguir com a nossa vida para frente, são feitas em círculos à sua volta. Atravessar meio mundo, e acabar a 40km's de onde morava a minha ex-namorada sob o pretexto de a tentar esquecer, não engana ninguém*. Continuar a trocar e-mails, mensagens e telefonemas, porque "queremos ficar amigos" a mesma coisa. Irmo-nos dando a quem aparece para matar saudades de quem não temos, também não vai funcionar, com a agravante de irmos magoando quem nunca nos magoou de volta nem teve culpa de ser apanhado no fogo cruzado. Talvez alguém que até gostava de nós de verdade e queria ajudar, na esperança que depois de deixar-mos o passado para trás, houvesse lugar para ela no que viesse depois.

Tem pouco mérito, sair do buraco onde estamos, passando por cima, empurrando para baixo quem nos puxou para fora dele, ou em avançar com a nossa vida, deixando para trás alguém que, por nos ajudar no presente a deixar para trás um passado de que não teve culpa, merecia um lugar no nosso futuro.

Californication

Dear Karen,

If you're reading this, it means I actually worked up the courage to mail it, so good for me. You don't know me very well, but if you get me started, I have the tendency to go on and on about how hard the writing is for me. But this, this is the hardest thing I've ever had to write. There's no easy way to say this, so I'll just say it: I met someone. It was an accident. I wasn't looking for it. I wasn't on the make. It was a perfect storm. She said one thing, I said another. Next thing I knew, I wanted to spend the rest of my life in the middle of that conversation. Now there's this feeling in my gut that she might be the one. She's completely nuts in a way that makes me smile. Highly neurotic, a great deal of maintenance required. She is you, Karen. That's the good news. The bad is that I don't know how to be with you right now. That scares the shit out of me, because if I'm not with you right now I have this feeling we'll get lost out there. It's a big, bad world full of twists and turns and people have a way of blinking and missing the moment. A moment that could have changed everything. I don't know what's going on with us and I can't tell you why you should waste a leap of faith on the likes of me. But damn, you smell good, like home, and you make excellent coffee. That's got to count for something, right? Call me.

Unfaithfully yours,

Hank Moody

The Love Letter

Dearest, Do you know how much in love with you I am? Did I trip? Did I stumble - lose my balance, graze my knee, graze my heart? I know I'm in love when I see you. I know when I long to see you, I'm on fire. Not a muscle has moved. Leaves hang unruffled by any breeze. The air is still. I have fallen in love without taking a step. You are all wrong for me and I know it, but I can no longer care for my thoughts unless they are thoughts of you. When I am close to you, I feel your hair brush my cheek when it does not. I look away from you sometimes, then I look back. When I tie my shoes, when I peel an orange, when I drive my car, when I lie down each night without you, I remain yours.

Crónica de Praia Escrita no Telemóvel

Sou mais um tipo de pernas, mas o rabo da miuda deitada de barriga para baixo e pés para mim no toldo à frente está a dar-me a volta a cabeça. Vai-se levantando em intervalos mais ou menos regulares para retocar o protector e a velocidade a que as curvas lhe voltam ao sitio a cada passagem, vai-me dando pistas da firmeza daqueles contornos.

É feia, ou não é feia, só não é muito gira, ou não tão gira como uma outra rapariga, duas filas à frente e tres toldos para a direita, que para lá de mais gira, tem um rabo perfeitinho e peito a condizer. Há ainda uma outra e a amiga dela, cabelo e bikini preto deitada à frente da linha dos toldos que de entre as três era a que levava para casa. O nadador salvador deve pensar como eu, e foi mesmo agora meter-se com ela. Ouvi-a falar... é espanhola... o banheiro que fique com ela.

É esta a consequência de não se estar apaixonado durante o verão, a de nos apaixonarmos pelo verão em si, e pelas miudas que desfilam pela praia em bikinis mais curtinhos que o do dia anterior. Não que o tenha visto, mas as linhas de brozeado a contornar-lhe a coxa e o decote, asseguram-me que o de hoje é mais pequeno que o de ontem e me fazem esperar anciosamente pelo de amanhã, a mostrar mais que aquilo que o de hoje deixa ver.

Todas esta miudas juntas e semi-nuas, criam um efeito "Cheerleaders" passando a ilusão de que todas elas são fora de série, com rabos desenhados a compasso e peitos habilmente esculpidos, mas eu culpo o bronze por isso. Tenho a certeza que não olhava duas vezes para nenhuma delas se vestidas, calhassem a cruzar-se comigo na rua, e ainda assim, aqui deitado, não consigo tirar os olhos do rabo da miuda estendida na areia ao meu lado e da hipnotizante cicatriz qual Harry Potter que ela tem na nádega esquerda.

Acho que vou à  água, preciso de me abstrair disto, arrefecer o corpo e esfriar as ideias, que não sei por quanto tempo mais consigo resistir à tentação de estender a minha toalha ao lado da dela, sacudir-lhe a medalhão de areia que o bronzeador lhe colou na coxa e digo "aposto que essa cicatriz tem uma história... ".



Toldo nº4, Praia dos Pescadores, Armação de Pêra, 10 de Agosto de 2011

Dear Sophie

The Wonder Years

Once upon a time there was a girl I knew that lived across the street. Brown hair, brown eyes. When she smiled, I smiled. When she cried, I cried. Every single thing that happened to me that mattered, in some way, had to do with her. That day Winnie and I promised each other that no matter what, we'd always be together. It was a promise full of passion and truth and wisdom. It was the kind of promise that could only come from the hearts of the very young.

Quid Pro Quo

Sou um bom neto, mas não tive avôs. Sou um bom filho, mas os meus pais separaram-se. Sou um bom irmão, e a minha irmã mudou-se para longe. Sou um bom amigo, mas os meus amigos nunca foram bons para mim. Não lhes cobicei as namoradas, mas eles sempre combiçaram as minhas. Sou um bom namorado, sem namorada. Sou honesto, e mentem-me. Nunca traí, mas já fui traido. Atravesso meio mundo, por quem não me quer ver. Sou fiel, e encontro-a na cama com outro. Sou dedicado, a quem tem outras prioridades. Nunca roubei, mas já fui assaltado. Sou boa pessoa, e as unicas pessoas que veêm isso, são ás más, para se aproveitarem de mim. Sou justo, e injustiçado. Dou mais que aquilo que recebo, e tenho, garantidamente, muito menos que aquilo que mereço.

Quase

Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo ... e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se enlaçou mas não voou...
Momentos de alma que, desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...


Mário de Sá-Carneiro

Checklist

This is your life. Find a passion and pursue it. Fall in love. Dream BIG. Drink wine, eat great food and spend quality time with good friends. Laugh every day. Believe in magic. Tell stories. Reminisce about the good old days but look with optimism to the future. Travel often. Learn more. Be creative. Spend time with people you admire. Seize opportunities when they reveal themselves. Love with all your heart. Never give up. Do what you love. Be true to who you are. Make time to enjoy the simple things in life. Spend time with family. Forgive even when it’s hard. Smile often. Be grateful. Be the change you wish to see in the world. Follow your dreams. Try new things. Work hard. Don’t count the minutes count the laughs. Embrace change. Trust in yourself. Be thankful. Be nice to everyone. Be happy. Live for today. And above all... make every moment count.

You Can't Win For Losing

... still, you have to admire my consistency.

Unsent*

Dear Matthews I like you a lot I realize you're in a relationship with someone right now and I respect that I would like you to know that if you're ever single in the future And you want to come visit me in california I would be open to spending time with you  And finding out how old you were when you wrote your first song.

Dear Eric I liked you too much I used to be attracted to boys who would lie to me And think solely about themselves and you were plenty self-destructive for my taste at the time I used to say the more tragic the better the truth is whenever I think of the early 90's your face  Comes up with a vengeance like it was yesterday.

Dear Terry I love you muchly you've been nothing but open hearted and emotionally available And supportive and nurturing and consummately there for me I kept drawing you in And pushing you away I remember how beautiful it was to fall asleep on your couch And cry in front of you for the first time you were the best platform from which to jump Beyond myself what was wrong with me.

Dear Marc you rocked my world you had a charismatic way about you with the women And you got me seriously thinking about spirituality and you wouldn't let me get away With kicking my own ass but I could never really feel relaxed and looked out for around You though and that stopped us from going any further than we did and it's kinda too bad Because we could've had much more fun.

Dear Terrance you were an adventure besides being a few decades older than I was You used to write the most poetic loveletters and I still have them you were in And out of several marriages and you liked them young and naive so you could have The power and the dramas to feel fear I wonder what your wife thought of all of this.

Dear Christian we learned so much I realize we won't be able to talk for some time And I understand that as I do you the long distance thing was the hardest and we did As well as we could we were together during a very tumultuous time in our lives I will always Have your back and be curious about you about your career about your whereabouts.

Dear Taylor I missed you a lot there was a period of time when I was too mad to even bring up Your name and it killed me to hear you discount the time we spent together I knew all along That we had different tastes in moderations and we couldn't hang out forever and while it lasted It was hilarious.


Alanis Morissette

iSad

"Here’s to the crazy ones. The misfits. The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently. They’re not fond of rules. And they have no respect for the status quo. You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them. About the only thing you can’t do is ignore them. Because they change things. They push the human race forward. While some may see them as the crazy ones, we see genius. Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do."

Think Different - Apple Inc.

"Always Hoping That You'll End This Reign,















But it's my destiny to be the king of pain."

But it Is!

When you fall in love, it is a temporary madness. It erupts like an earthquake, and then it subsides. And when it subsides, you have to make a decision. You have to work out whether your roots are become so entwined together that it is inconceivable that you should ever part. Because this is what love is. Love is not breathlessness, it is not excitement, it is not the desire to mate every second of the day. It is not lying awake at night imagining that he is kissing every part of your body. No... don't blush. I am telling you some truths. For that is just being in love; which any of us can convince ourselves we are. Love itself is what is left over, when being in love has burned away. Doesn't sound very exciting, does it? But it is!

Episode III - Revenge of the Sith

"A melhor maneira de atrair novas desgraças, é insistir em falar das antigas", já não me lembro onde é que ouvi isso, mas ficou comigo desde então. Daqui a 3 meses este blog faz 8 anos, e é isso não é? Que outra coisa é este blog senão uma colecção de desgraças que se têm perpetuado desde que ele começou? O meu namoro mais longo acabou um mês depois deste blog começar, e desde então mais nenhum outro durou. Não pode ser só uma coincidência, pode?

Se calhar é esse o padrão, a constante. Sempre achei que a razão para a sua longevidade, era a infelicidade da minha vida ter desventuras e desilusões de sobra para o manter, e se calhar é ao contrário, não é tanto o ter desgraças que o sustentem como ser ele o causador de toda a desgraça que mais tarde ou mais cedo, dá lugar a mais um post sobre outra rapariga qualquer que me partiu o coração. Para meu mal (e bem do blog), elas não param de surpreender e encontram sempre maneiras novas e imaginativas de o fazer, assegurando-se que causam o maior estrago possível no processo, tornando este blog interessante (espero eu).

Devia fechá-lo de vez e quebrar a maldição, este ciclo de desgraças que duram há mais tempo que aquilo que por norma gosto de admitir, mas sem blog então nada de bom resulta do mal a que, palavra de honra, já me vou habituando, e, muito à custa das lições que vão ficando a cada post e cada história que ele conta, vou aprendo qualquer coisa. Acho que o que de mais triste se pode dizer deste blog, é que tudo nele é verdade. Tentei acabar com ele por duas vezes, é obvio que não consegui (estão aqui não estão?). Estes desabafos fazem já demasiado parte do processo que é ultrapassar seja o que for que aconteceu desta vez para conseguir ficar sem eles.

A última vez que o tentei apagar foi há uns meses atrás, fruto de mais uma história que não desiludiu, com tanto de trágico como fascinante e inacreditável. A primeira vez que acabei com o blog foi há 7 anos, em Dezembro de 2004, um ano depois de ele ter começado. Tive-o fechado durante 4 meses, e tal como Julho deste ano, também Maio de 2005 só teve um post publicado chamado One Last Lesson onde falava de duas raparigas que na altura acreditava serem os amores da minha vida. As raparigas de que esse post fala são a Carolina e a Ana Linda, as mesmas dos dois episódios anteriores e contextualização para este.

Lembro-me que quando o escrevi, esse era dos textos de que mais me orgulhava, tinha 23 anos na altura e falava de como não devíamos deixar escapar a oportunidade que a vida nos dava com as pessoas de quem gostamos, de que deviamos lutar por elas e dar-lhes o nosso melhor, e que o peso de consciência de não o fazer, mais tarde ou mais cedo vinha ajustar contas connosco; mas mais que isso, tentava explicar que quando somos novos achamos que "ao longo da longa vida que temos pela frente hão-de certamente aparecer miúdas mais giras ...". e não é bem isso, na altura não sabia, mas agora sei, não é "aparecer miúdas mais giras", é só "aparecer mais miúdas!", porque não aparecem, ou aparecem, mas não daquelas que importam, daquelas que contam, das que vão fazer a diferença.

Passado dois anos revi a lição inicial num outro post, nessa altura gostava de uma rapariga chamada Sofia, que à sua maneira, invariavelmente criativa, me mostrou que não gostava assim tanto de mim, mas não sem antes se divertir o suficiente à custa dos meus sentimentos que eu tinha por ela. Típico, mas o que guardei da 2ª lição, ou aquilo que gostava que guardassem é que os supostos amores da nossa vida "aparecem sem avisar em lugares e pessoas onde nunca as pensaste encontrar".

Acho imensa piada à arrogância dos meus 23 anos. Achamos que sabemos tudo e estamos convendissimos que a vida já não nos reserva grandes surpresas, e que sabemos como tudo vai acabar. Tenho 30 agora, e mais que perceber que não fazia ideia daquilo que estava a falar, percebo que o pouco mais que sei agora só me mostrou o quanto desconhecia de tudo e o quanto ainda me falta saber.

Isto vai-vos soar bué piroso, mas cada vez mais vejo a idade como uma montanha que vamos escalando, que quanto mais velhos ficamos, mais alto subimos e não só compreendemos melhor aquilo que ficou para trás, como temos uma melhor noção do que (quem) está à nossa volta. E se calhar é isto que aprendi, aquilo que quero que guardem desta vez, Do alto dos meus 30 anos vejo melhor que dos 23, e consigo-vos dizer que de entre a imensidão de raparigas sobre quem escrevi nestes 8 anos, desta infindável lista de nomes que povoam estas paginas, de entre todas as aventuras e desventuras e desilusões amorosas sobre raparigas que me deixaram o coração em cacos, depois da poeira acentar sobre elas, olhando para trás as raparigas de que gostei, consigo dizer-vos que de entre todas elas houve uma, vá, duas, com quem acredito que podia ter sido genuinamente feliz, e vejo agora que não era nenhuma daquelas que na altura achei que ia ser, uma delas nem nunca chegou a ser minha namorada ("pessoas onde nunca as pensaste encontrar" lembram-se?) mas que eu sei! Sabem? Porque estas coisas sabem-se!

Escrevi o primeiro post para a Carolina e para a Ana, que achava então serem os amores da minha vida. Escrevi o segundo para a Sofia. Já não falo com ela, com nenhuma delas, e não faz mal... não eram elas, nenhuma delas.

Episode II - Attack Of The Clones

Conheço a Ana desde que lembro e desde sempre a nossa relação foi um genero de namoro intermitente que durou toda a puberdade, com as interrupções a que os nossos namoros oficiais obrigavam. Por mais que tentássemos, não conseguiamos ser só amigos e se os dois solteiros calhávamos a cruzár-nos no polivalente, trocavamos um beijo só porque sim. Sempre gostei tanto dela que a escolhi para mãe imaginária das minhas filhas imaginárias. Obvio que todas as minhas namoradas a odiavam, ou odiavam o facto de eu a adorar.

Um dia a Ana mudou-se para Braga, e antes de ir embora perguntou-me como é que as coisas ficavam entre nós. Eu tinha acabado há pouco tempo um namoro com uma rapariga do Porto, a Marta, e disse-lhe que não era capaz de começar outra relação à distância com semanas afastados e viagens de comboio interminaveis em fins-de-semana que acabavam demasiado depressa. Nunca me perdoei por não lhe ter dito que a seguia para o fim do mundo se fosse preciso, ela merecia mais de mim e eu, por comodismo, não dei. Em minha defesa, era novo e parvo e não sabia a asneira que estava a fazer. Aprendi, para variar, da maneira mais dificil, sentindo a falta dela durante os anos que se seguiram ao apercebermo-nos que afinal não é assim tão facil encontrar alguem com quem pudesse ter a relação que tinha com ela, ou preenchesse o vazio que ela deixou. A Ana era insubstituvél, e como sempre, só vi isso depois de a perder.

Vimo-nos mais uma ou outra vez por acaso quando ela calhava a vir passar um fim-de-semana ao Barreiro. Nunca fez questão de me dizer com antecedência que ia cá estar, suponho que também nunca me perdoou não ter ficado com ela, e eu não a censuro, como podia ela perdoar-me quando nem eu me perdoo a mim? Acho que é mais um daqueles casos de "quem nos quer bem, fica-nos no coração, quem não nos quer, não." Ela queria-me bem, e eu não a quis, como tal, ela ficou-me no coração, eu não.

Depois de uns anos em Braga mudou-se para o Recife e por mais estranho que pareça, toda essa distância aproximou-nos outra vez. De alguma maneira, o meu relogio biologico estava mais sintonizado com o fuso horario brasileiro que com o português, e entre o meu deitar tarde e tarde erguer, voltamos a falar mais. Depois fui eu para fora e toda aquela aproximação fez mais sentido. Percebi que quanto mais longe estamos de casa mais nos agarramos ás pessoas que deixámos para trás, e o que a Ana via em mim, não era o que ainda podia haver entre nós, mas o que já tinha havido que ela precisava para matar saudades de casa.

Combinámos passar a passagem de ano em Nova Iorque e uma semana antes, ela diz-me que não ia conseguir ir, um estudo qualquer dum ensaio em que ela estava a trabalhar que ela não podia deixar, e deixou-me sozinho em Nova Iorque. Passado umas semanas, carregou fotos duma viagem a Roma com outro rapaz pela altura em que devia estar em comigo do outro lado do mundo, e uns dias depois marcaram-numa fotos de passagem de ano em Portugal.

Todas as raparigas que entraram na minha vida ultimamente, certificaram-se que me magoaram tanto quanto possivel antes de irem embora e por norma despediram-se do amor que lhes tive com uma facada nas costas. Por muito que custe admiti-lo, a verdade é que de certo modo habituei a isso e não espero muito de ninguém. Esperava dela que fez parte da minha vida, a vida toda, e ainda que nunca o tenha dito em voz alta, foi ao ver essas fotos que toda a estima que eu tinha pela Ana morreu e eu pude arrumá-la de vez. Eu falhei-lhe a ele e ela falhou-me a mim, levou 10 anos, mas estávamos finalmente quites.
Já muito recentemente, num destes dias mais tristes, escrevi um post sobre a Alice e a Amélia, as minhas filhas imaginárias, e colei um link para o texto no perfil de Facebook da mãe delas, a Ana, com algo que dizia "Há dias em que sinto muito mais que aquilo que seria normal, a falta das filhas que não temos." Passado umas horas, ela apagou-o, e eu... apaguei-a a ela.

Episode I - The Phantom Menace

Chamava-se Carolina, e pela altura que o mundo mudava de milénio, era o alvo da atenção de metade dos rapazes do Barreiro, e da minha também. Felizmente para mim, ela era tanto o alvo da minha atenção, como eu era da dela.

Lembro-me como se fosse ontem da noite em que começámos a namorar, no "Escondidinho", um restaurante arrumado no cantinho mais distante do antigo Forum Barreiro. O empregado que nos atendia perguntou-me o que é que a minha namorada ia tomar. Eu ri para ela, e ela riu de volta e o empregado perguntou se não era namorada... a Carolina disse que era, e nesse instante, passou a ser.

Suponho que a razão de cada outro rapaz no Barreiro gostar dela era por não haver muito nela para não gostar, ela era irresistivél. Durante imenso tempo foi a miúda dos meus sonhos, não havia nada que eu não gostasse nela, o tom da pele, o cabelo muito comprido, as meias de liga de vidro que ela não usava com o vestido verde, porque a electricidade estática atraia o forro e vinca-lhe a pena. Tudo nela era delicioso. Imaginem namorar com a miuda dos vossos sonhos!

Tinha-a num pedestal e esforçava-me imenso para a merecer, queria que ela achasse que eu era digno de namorar com ela. Que parvoice não é? Eu sei, ou sei agora, melhor que o sabia então. Se o filme que eu escolhia para irmos ver era uma porcaria, sentia-me pessimamente por isso. Se me perdia a caminho do restaurante achava que ela ia perceber a fraude que eu era e acabar comigo.

Acabei por seu eu a acabar com ela, Achei que a pressão era mais que aquela que eu conseguia aguentar. Arrependo-me imenso disso, não por achar que ainda podiamos estar juntos hoje (não podiamos), mas pelas implicações que teve na minha vida. Namorámos tão pouco tempo, que nem chegamos à parte dos problemas, á parte feia e menos boa de estar com alguém, a fase que acaba por fazer vingar ou quebrar todas as relações, e quando todas as relações, muito mais sérias que vieram depois da Carolina chegavam a essa parte e acabavam, aquilo de que eu me lembrava era de que com a Carolina nunca houve problemas, mais por não ter tido tempo para isso que por outra coisa qualquer, mas como em todas as outra coisas que lhe diziam respeito, o meu julgamento sempre esteve um bocadinho toldado. Namorámos pouquissimo tempo, levei para sempre a esquecê-la.

Pouco falámos depois de acabarmos. Ela mudou-se para Lisboa e pouco tempo deois juntou-se com  o namorado, um tpo mais velho (tipico da Carolina) chamado Gil. Eu aproveitava o aniversário para lhe ligar e ou o Natal para lhe mandar uma mensagem e durante anos foi todo o contacto que tivemos um com outro, até uma noite de Dezembro de 2006 em que ela me deixou um comentário aqui no blog.

Liguei uns dias antes da passagem de ano e combinamos ir lanchar dia 2. Encontramo-nos à porta da biblioteca e eu sentia-me um miúdo na vespera de Natal. Fomos lanchar ao miradouro de Almada, e ficamos a por a conversa em dia até há hora de jantar. Tentámos o Amarra-O-Tejo, que por ser o 2º dia do ano estava fechado. Tentámos a Praia do Rosarinho, e estava fechado também, e acabamos por jantar no Afreudite da Expo. Depois fomos ao FoxTrot e como nem ás 3 da manhã queriamos que a noite acabasse, fomos para a  Merendeira da 24 de Julho a comer pães com chouriço e caldo verde até ser quase dia.

Começamos a sair mais vezes depois disso. Eu ia almoçar à faculdade dela, e conhecer as amigas dela, ela vinha almoçar à minha e conhecer os meus, e passaram-se uma semanas assim e a cada saida eu percebia melhor o porque da nossa re-aproximação. Ela tinha ido de ferias com as amigas, e quando voltou o descobriu que o namorado a tinha traido com a secretária, e ela, demasiado agarrada à vida que tinha com ele, sem coragem para bater com a porta, deixar Lisboa e voltar para a casa da mãe no Barreiro e reconhecer que tinha sido tudo um erro... mais que isso, a miuda que uns há uns anos atrás reunia a atenção de metade dos rapazes do Barreiro, via-se a viver o cliché do "maridinho" a ter traido com a secretária, e precisava de alguem que a fizesse lembrar dos seu tempos auros de Santo Graal do Barreiro e ajudasse a sentir isso tudo outra vez... e quem melhor que eu?

Mas a massagem que lhe dei ao ego não bastou. Qual é a dificuldade em conquistar alguem que sempre morreu de amores por nós? Ela precisava dum brinquedo novo, alguém que ela pudesse conquistar de raiz, e provar a ela mesmo que era ainda tão irresistivel como dantes. O alvo foi o meu melhor amigo da faculdade que (e eu não o censuro) se deixou levar por exactamente as mesmas coisas que eu me deixei levar 6 anos antes. Nunca mais falei com ele.

Namoramos um mês, e pensei nela os seis anos que se seguiram, anos em que foi assombrando todas as relaçõe que eu tive entretanto e no fim, foi só preciso outro mês para eu a ver por aquilo que ela era, tão distante da imagem imaculada que eu guardava dela. Nunca mais falei com ela, e ela, não me assombrou mais vez nenhuma.

Letters to Juliet

Dear Claire, "What" and "If" are two words as non-threatening as words can be. But put them together side-by-side and they have the power to haunt you for the rest of your life: What if? What if? What if? I don't know how your story ended but if what you felt then was true love, then it's never too late. If it was true then, why wouldn't it be true now? You need only the courage to follow your heart. I don't know what a love like Juliet's feels like - love to leave loved ones for, love to cross oceans for but I'd like to believe if I ever were to feel it, that I will have the courage to seize it. And, Claire, if you didn't, I hope one day that you will.

All my love,
Juliet

How I Met Your Mother

Ted: I'm going to say something out loud that I've been doing a pretty good job of not saying out loud lately. What you and Tony have, what I thought for a second you and I had, what I know that Marshall and Lily have, I want that. I do. I keep waiting for it to happen. I'm waiting for it to happen. I guess I'm just tired of waiting. And that is all I'm going to say on that subject.
Stella: I know that you're tired of waiting. And you might have to wait a little while more but, she's on her way, Ted. And she's getting here as fast as she can.

Just In Time

Acha-se tão pontual, mas deixou-me 30 anos à espera. (,

Ignore Everybody & 39 Other Keys to Creativity

1 - Ignore everybody. 2 - The idea doesn’t have to be big. It just has to change the world. 3 - Put the hours in. 4 - If your biz plan depends on you suddenly being “discovered” by some big shot, your plan will probably fail. 5 - You are responsible for your own experience. 6 - Everyone is born creative; everyone is given a box of crayons in kindergarten. 7 - Keep your day job. 8 - Companies that squelch creativity can no longer compete with companies that champion creativity. 9 - Everybody has their own private Mount Everest they were put on this earth to climb. 10 - The more talented somebody is, the less they need the props. 11 - Don’t try to stand out from the crowd; avoid crowds altogether. 12 - If you accept the pain, it cannot hurt you. 13 - Never compare your inside with somebody else’s outside. 14 - Dying young is overrated. 15 - The most important thing a creative person can learn professionally is where to draw the red line that separates what you are willing to do, and what you are not. 16 - The world is changing. 17 - Merit can be bought. Passion can’t. 18 - Avoid the Water-cooler Gang. 19 - Sing in your own voice. 20 - The choice of media is irrelevant. 21 - Selling out is harder than it looks. 22 - Nobody cares. Do it for yourself. 23 - Worrying about “Commercial vs. Artistic” is a complete waste of time. 24 - Don’t worry about finding inspiration. It comes eventually. 25 - You have to find your own schtick. 26 - Write from the heart. 27 - The best way to get approval is not to need it. 28 - Power is never given. Power is taken. 29 - Whatever choice you make, The Devil gets his due eventually. 30 - The hardest part of being creative is getting used to it. 31 - Remain frugal. 32 - Allow your work to age with you. 33 - Being Poor Sucks. 34 - Beware of turning hobbies into jobs. 35 - Savor obscurity while it lasts. 36 - Start blogging. 37 - Meaning Scales, People Don’t. 38 - When your dreams become reality, they are no longer your dreams.

Hugh MacLeod

An Abundance of Katherines (Part III)

Acreditam que nunca tinha reparado na relação entre os nomes delas até os escrever?

Penso imenso na Catarina sabem? Acho que quanto pior estamos mais pensamos nas pessoas que nos queriam bem, e ela queria-me bem. Não só queria como me fez bem, numa altura em que eu desesperadamente precisava de alguém. Quando tudo parecia perdido e eu perdido também, quando eu achava que ninguem me queria, ela pegou-me pela mão e disse "eu fico contigo", e tomou conta de mim, e eu estava demasiado cego na altura para compreender, mais que compreender... para dár valor... ao que fez ela por mim. Salvou-me a vida!

Nunca gostei verdadeiramente dela. Nunca foi amor. Foi desejo, paixão, luxúria, capricho, qualquer coisa muito mais superficial que nunca ia ter raízes profundas o suficiente para nos manter juntos no tempo, e no entanto, aqui estou eu, dois anos depois a escrever sobre ela. Não foi amor então, não é amor agora, é outra coisa, algo muito mais eterno. É a estima que lhe ficou, o reconhecimento fora de tempo e o sentimento de culpa que isso trás. Devo-lhe mais que aquilo lhe dei, quando ela me deu tanto e eu retribui com tão pouco. É o peso de consciencia que fica por não ter retribuido o amor que me teve, não com amor, porque não tinha amor para lhe dar, mas com a atenção que ela mercia, o carinho, quando ela o fea por merecer tão mais que por quem a troquei. Fui injusto, e para alguém que tenta ser tão correcto quanto possível com todos, esse é um sentimento que não desaparece facilmente. Quem nos quis bem, fica-nos no coração, quer queiramos quer não!

Sei que a Catarina namora, e imagino-a feliz, mais por a querer imaginar feliz que por a saber feliz. Não sei, mas imaginando-a feliz, o meu sentimento de culpa é atenuado por saber que apesar de tudo ela encontrou a felicidade que merecia. Sei que ela não pensa em mim, e é aqui que a Catarina e a Catherine se tocam para lá do nome e a razão para as explicações dos episódios anteriores. Sei que a Catarina não pensa em mim porque eu não penso na Catherine. E não penso na Catherine porque uma consciencia tranquila é a melhor almofada do mundo, e eu sei que fiz o melhor que pude, tratei-a tão bem quanto sabia e fui tão atencioso com ela quanto possível. A ingratidão com que recebeu o meu afecto, são contas para ela ajustar com a consciência dela e tirar as conclusões que entender. Quem nos quis bem, fica-nos no coração, quer queiramos quer não, quem não nos quis, não.

O meu erro mais grosseiro é achar que o resto do mundo é como eu, e que os meus principios são universais e comuns a toda a gente, e não são. Tenho quase a certeza que a Catherine não perde horas do dia ou noites de sono a pensar no quão injusta foi nas coisas que me disse ou naquilo que fez, e não faz mal. O tempo tem todo o tempo do mundo. O sol não brilha todos os dias e da maneira que o universo está programado, quanto pior estamos mais pensamos nas pessoas que nos queriam bem e a quem retribuimos por tratar mal, e se o resto do mundo for alguma coisa como eu, esse é um sentimento que depois de nos agarrar, não larga mais.

An Abundance of Katherines (Part II)

Antes de deixar o Indiana, gravei um video a agradecer a todos os que fizeram do meu tempo lá inesquecivél. Provavelmente já sabiam isso, o que se calhar não sabem é que havia uma ordem gradual de importância nos nomes que disse, uma espécie de hierarquia sentimental do que significaram para mim. O penúltimo nome dessa lista foi o da Mia, e essa também é uma história que ainda está por contar, mas vamos começar pelo último nome de todos.

Foi no primeiro sábado de dezembro. O grupo de comédia do Kevin ia dár um ultimo espectaculo na Union, e eu que já tinha faltado aos outros todos, prometi-lhe que ia e combinei com o Jason mandar-lhe uma mensagem para saber onde ele estava assim que estivesse despachado.

Ele estava no Crazy Horse, um bar no cruzamento da Kirkwood com a College onde os MBA's se costumam juntar, e na ponta oposta da mesma mesa corrida, ela e as amigas. Sem conhecer uns nem outros, eu, sozinho a meio da mesa ia fazendo por ignorar a conversa pretensiosa dos MBA's e os avanços inuteis de uma miuda estranhissima amiga do Jason que guardava o telemóvel no decote (??). Estava muito mais atento á conversa dela com as amigas à espera de algo que pudesse usar para me intrometer. Falavam de homens, relações, maquilhagem enquanto empurravam as palavras com um Manahattan e ela me olhava pelo canto do olho à espera que eu dissesse qualquer coisa. Uns olhares encorajadores depois, eu disse.
- "Desculpem, a mesa não é longa o suficiente para não ouvir a vossa conversa, e falarem de rapazes, namoros e maquilhagem enquanto bebem Manhattans, faz-me sentir num episódio do Sexo e a Cidade."
Ela disse que ia entender como um elogio, e eu que foi como elogio que o disse e juntei-me ao debate a advogar para o lado dos rapazes.

O Jason que não perdia uma oportunidade de fazer de "wingman" sentou-se ao lado da amiga dela assim que me viu falar com elas e ficámos os quatro a na conversa até o bar fechar e correrem connosco de volta p´rá neve. Ficamos cá fora a falar e despedimo-nos sem trocar nomes nem números, mas antes de irmos embora o meu fiel wingman diz:
- "Não podemos deixar a noite acabar assim! Porque é que não trocamos de telefones e continuamos outro dia?".

Mulher muito emancipada, pegou no meu telefone, guardou o nome e o numero e devolveu-me como uma raquete a bater a bola de ténis para o lado de lá da rede.
- Your move! (,
Levámos-as ao carro e seguimos para casa entre sorriso rasgados e high-fives! No domingo mandei-lhe uma mensagem que começava com "Estou há meia-hora à luta com esta mensagem e só quero dizer que adorei a noite de ontem. Se tiveres tempo, podiamos almoçar esta semana.". Assinei primeiro e último nome, na esperança que ela me adicionasse no Facebook. Ela respondeu que tb tinha gostado, e que ia estar ocupada até 5ª feira, mas que se eu não tivesse outros planos, podia ficar já marcado para 5ª, e ficou.

Ela era bibliotecária (hotness!) a tirar um mestrado em manuscritos e livros raros, achei que um manuscrito de Da Vinci encontrado numa biblioteca em França era a desculpa ideal para lhe dizer "bom dia" na segunda-feira. Continuamos a trocar mensagens e disse-me que à noite ia estudar para a biblioteca que quando quisesse fazer uma pausa no estudo, podiamo-nos encontrar na PourHouse para um café, e assim foi. A pausa para o café ditou o ponto final ao estudo. Levou-me a casa, e beijámo-nos.

Morávamos na mesma rua, e trabalhávamos em edificios opostos da Showalter Fountain, ela na Biblioteca da Lilly e eu no Instituto de Artes e Telecomunicação e desse dia em diante iamos juntos para o trabalho de braços entrelaçados a lutar contra o frio e jantávamos juntos no regresso a casa. Foi o mais perto que eu tive duma relação enquanto lá estive, daí o nome dela ser o último da lista.

Fui sempre super atencioso com ela, super querido, um cavalheiro, isto num país onde o expoente máximo do cavalheirismo é lembrarem-se do nome delas na manhã seguinte. Fui o "date" dela para o jantar de natal da biblioteca essa sexta-feira e fui buscá-la com flores e o Livro do Desassossego em inglês que mandei vir do Ebay a correr para lhe oferecer. No sábado, foi ela o meu date para uma "house party" na casa da Sarah.

Ela voltava para casa em Annapolis em Maryland na quarta-feira e queriamos aproveitar o tempo que restava. Tivemos juntos no domingo, e na segunda encomendámos pizzas e vimos O Sitio das Coisas Selvagens sentados no sofá. Eu na terça tive um jantar de despedida do pessoal da Kelley e mandei-lhe uma mensagem quando me despachei a saber se ela queria que eu lá passasse. Ela não respondeu, achei que ela já devia estar a dormir, mas mandei outra mensagem a dizer que gostava de a ver antes de ela ir embora, nem que fosse ás 7 da manhã.

Ela respondeu na manhã seguinte, 15 minutos antes das 7, dizia que sim "já estava a dormir, desculpa não ter visto a mensagem". Eu perguntei se se estava a despachar para se ir embora e ela respondeu,
- Não, já fui.
Engoli em seco e desejei-lhe boa viagem, à noite mandei-lhe uma mensagem a perguntar se tinha chegado bem e a dizer que tinha sido uma falta de consideração ter fugido da cidade a meio da noite como um fora-da-lei sem sequer um adeus. Ela respondeu a dizer coisas horriveis de mim. Uma versão distorcida de tudo o que tinha acontecido entre nós desde a noite no bar e onde a ofensa e a acusação faziam de argumentos para justificar o que ela tinha feito. Pintou-me o pior tipo do mundo e frisava o erro que tinha sido ter-se deixado enganar pelo meu plano para a usar.

Gravei o video depois disso, agradeci-lhe por último e disse que tive sempre orgulho de estar ao seu lado. Carreguei o video no Facebook e marquei nele todas as pessoas que mencionei. Não a consegui marcar a ela, e quando fui ver porque, era por já não sermos amigos. Mandei-lhe uma mensagem com o link e acrescentei, "Quão irónico é descobrir que não somos amigos, ao tentar marcar-te num video onde falo do orgulho que senti do teu lado? Quanto é que isso te diz de mim? Quanto é que isso me diz de ti? Adoro as tuas verdadeiras cores." Ela não respondeu, eu não lhe disse mais nada. Foi a última vez que falei com a Catherine.

An Abundance of Katherines (Part I)

Tenho quase a certeza que já nos tinhamos visto antes, porque eu lembro-me de já ter sentido o que senti quando nos apresentaram, a assinatura que alguém que mexe connosco deixa em nós. Faz por estes dias dois anos.

Ela namorava, mas eu não queria saber. Olhava-a mais fixamente e por mais tempo que aquele que devia, e se era apanhado, sorria-lhe antes de desviar o olhar, e aquele bocadinho em que ficamos a olhar um para o outro parecia durar uma eternidade. O namorado não dava por nada, não dava por mim, não dava por ela, não dava pelos olhares, e como a maior parte dos namorados que não sabe a sorte que tem, não lhe dava valor, nem mesmo quando um "O Zé é tão simpático" dizia mais que aquilo que ela queria dizer.

Uma tarde de praia levámos a mota de água connosco e os braços dela à minha volta faziam-me querer rapta-la para meio do mar. Empurrar o acelerador até trancar e arrancar direcção a Marrocos, perdermos a costa de vista, puxá-la à minha volta para o lugar da frente e fazermos amor ali mesmo embalados nas ondas. Uma vontade tão grande e um bikini tão pequeno. Era tão fácil, não fosse eu demasiado cobarde para me atrever para lá dos olhares. E desde essa tarde de Agosto que fiquei a pensar no que podia ter sido.

O verão acabou. Ela voltou para Coimbra e eu para Washington e pouco mais falámos durante um ano. Conheci a Lacey e comecei a namorar eu também, para vos dizer a verdade, pouco mais pensei nela. Voltei para Portugal no fim do ano e no inicio do próximo o meu namoro acabou, e começou, e acabou outra vez continuamos nisto até Abril, altura em que o dela acabava também.

Chegou Junho e com ele a visita de 3 amigos para conhecer Portugal. Os 4 corremos o pais juntos, Porto, Algarve, Beja, Évora, Sintra, Lisboa, vimos tudo o que havia para ver. Carreguei as fotos da nossa "Volta a Portugal em 13 dias" para o Facebook e todo esse tempo depois, no album um comentário dela "Faltou Coimbra!", eu respondi que pior que Coimbra, faltou ela e prometi ir vê-la.

Muito mais dedicada que o que eu era capaz, apressou-se a comprar um cartão de telefone da minha rede para trocarmos mensangens, ligava a meio do dia para dizer que estava a pensar em mim e a contar os dias para me ver, e eu de auto-estima na lama e coração partido pela ex-namorada, rendido a tanto carinho, tanta atenção.

Na semana seguinte, reservei um quarto em Sta. Cristina e fui ter com ela. Encontrámo-nos na pousada e passámos a tarde à beira da piscina a por o ano que passou em dia. Jantámos em Coimbra e ao voltármos os dois para a pousada demos descanso àquela tarde de Agosto.

Na manhã seguinte, a ela inventou uma desculpa qualquer para voltar comigo para Lisboa, entregar uns curriculos ou coisa que o valha. Dei-lhe boleia para baixo e ao fim do dia seguinte fui deixá-la à estação para voltar para cima de comboio. Perguntou-me como é que ficávamos e eu menti-lhe. Menti-lhe por não ter coragem de a magoar com a verdade. Disse-lhe que ia voltar para os Estados Unidos num par de meses e não fazia sentido ficarmos juntos. A verdade é que não era para os Estados Unidos que eu queria voltar mas para a Lacey. Eu tinha um plano (queres fazer rir Deus? Conta-lhe os teus planos!), e ela não fazia parte dele.

Parti-lhe o coração e o silêncio que ficou entre os dois foi só interrompido pelo barulho destorcido dos altifalantes da Gare do Oriente, ao anunciarem que "o comboio a dar entrada na linha número 3 é o Alfa-Pendular com destino a Porto-Campanhã com paragens em Coimbra-B, Aveiro e Vila Nova da Gaia. Despedimo-nos com um beijo com sabor a adeus. Foi a última vez que vi a Catarina.

Gone Baby, Gone!

The stars will wheel forth from their daytime hiding places; and one of those lights, slightly brighter than the rest, will be my wingtip passing over.

Prato do Dia!

Mouse de estroinices ; Trutas à Deves Pensar; Pudim de Manga com Muita Lata; Sonhos com Calda de Manha; Migas com Tudo o Que Me Estava Entalado; Lagosta de Amanhã Também é Dia; Creme de Isso Agora Só Amanhã; Javali do Monte com Tempo; Pargo Indomável no Forno; Frango à Quem Se Despede Sou Eu; Salmonetes à Setubalense com Molho Arriscado; Ovos moles com posturas firmes; Tarte de Confiança; Alheiras com Saida de Reuniões Espontaneas; Carapaus à Não te Estiques; Empadas de Convicção da Guarda; Sopa de Nabiças com Golpes de Génio; Tamboril à Deves Ter a Mania; Trouxa de Ideias Parvas; Jaquizinhos à A Mim Ninguem Me Come as Papas; Bavaroise de Café nas Calmas; Maranhos da Sertâ à Ideias Fixas; Salada de Já Me Tinhas Dito; Bife à Bravo; Crepes Chineses à Não Temos Paciencia Para Isso; Barrigas de Freira com Sermões Esquecidos; Ensopado de Frutos do Mar com Desejos de Grandeza; Cocktail de Verdades Que Tem De Ser Ditas; Bifes À Não Tarda Nada Levas Uma Arrochada; Encharcado de Nozes à Faz Tu; Cogumelos Salteados com Dias de folga; Alcantra à Minha Moda; Bolo de Farpas Merecidas; Miudos com Molho de Tangas; Baba de Camelo Ignorado; Mouse de Carreira e o Autocarro; Costeletas de Porco Preto com Arroz de Não Te Chateies Com Isso; Toucinho do Céu com Cabeça nas Nuvens; Crepes de Gargalhada Geral; Broas de Mel à Não Vaciles; Biscoitos à Não Me Pises os Calos; Pudim de Podia Ser Pior; Ananás ás Rodelas com Calda de Firmeza; Brigadeiros à Escusas de Gritar Que Não Me Metes Medo; Doce da Casa à Não Te Tornes Mobilia.

Up In The Air

How much does your life weigh? Imagine for a second that you're carrying a backpack. I want you to pack it with all the stuff that you have in your life... you start with the little things. The shelves, the drawers, the knickknacks, then you start adding larger stuff. Clothes, tabletop appliances, lamps, your TV... the backpack should be getting pretty heavy now. You go bigger. Your couch, your car, your home... I want you to stuff it all into that backpack. Now I want you to fill it with people. Start with casual acquaintances, friends of friends, folks around the office... and then you move into the people you trust with your most intimate secrets. Your brothers, your sisters, your children, your parents and finally your husband, your wife, your boyfriend, your girlfriend. You get them into that backpack, feel the weight of that bag. Make no mistake your relationships are the heaviest components in your life. All those negotiations and arguments and secrets, the compromises. The slower we move the faster we die. Make no mistake, moving is living. Some animals were meant to carry each other to live symbiotically over a lifetime. Star crossed lovers, monogamous swans. We are not swans. We are sharks.

If the phone doesn't ring, it's me!

Se te queria ouvir, ligava, se te queria ver, aparecia, se te queria dizer, escrevia, e sabias sempre o que eu queria por aquilo que fazia quando podia. Não deixei de querer, só de poder, mas fica a saber que sempre que eu não apareça, sempre que não escreva, sempre que o teu telefone não toque, sou eu do outro lado ainda a querer e não poder.

Don't Die Wondering

Há uns tempos ouvi uma história de um homem de 42 anos que assaltou um banco. Foi apanhado, preso, e condenado a 18 anos de cadeia. Já com 60 anos, 18 anos depois, um mês antes de sair em liberdade, foi-lhe agravada a pena em 12 anos por ter saltado o muro usando num trampolim de elasticos cosidos a uma caixa de madeira que tinha construido na horas de carpintaria. Quando lhe perguntaram porquê tentar fugir um mês antes de completar a pena ele respondeu:

- "Desde que lá entrei que penso em fugir. Fui juntando elásticos, coleccionando-os. Tirava os que encontrava na biblioteca, de volta de papeis soltos, de vez em quando este ou aquele recluso arranjavam-me mais um, as visitas conseguiam contrabandear uma mão cheia deles de cada vez, subornei um parceiro de cela que usava aparelho para me dar todos os que ele tinha. Todos os dias juntei elásticos e sonhei com um trampolim, imaginei-me a saltar por cima daquele muro. Construir a caixa na oficina foi fácil, mas juntar todos aqueles elásticos ... levei 18 anos até ter elásticos suficientes, ias-os cosendo uns aos outros e um dia tinha uma manta de elásticos para juntar àquela caixa de madeira para o meu trampolim. Acabei um mês antes de sair em liberdade. "Porque?", foi o mesmo que eu me perguntei! Faltava um mês para estar livre "que diferença faz?!", "Esquece isso!" dizia para mim, e esqueci, e ao esquecer, uma parte de mim morreu! 18 anos a planear algo, sem nunca saber se ia conseguir, se ia funcionar. Quando saí nessa noite disse para mim "vou só ver, não tenho mesmo de saltar o muro, só ver!" e cada vez saltava mais alto, como se estivesse a voar, parecia que tinha asas! Não podia ficar sem saber, eu tinha de tentar! Pular para o outro lado! Eu sabia que era estupido, mas durante 18 anos sonhei com aquele momento e quando dei por mim, estava do outro lado do muro. Cai redondo do lado de lá da vedação e lá fiquei estendido, pensei que tinha partido todos os ossos do meu corpo, mas nunca me senti tão livre quanto naquele instante, e se tiver de morrer na prisão por isso, que seja, mas eu tinha de tentar, eu tinha de saber."

*

Quem Não Dava a Vida Por Um Amor?

O essencial é amar os outros. Pelo amor a uma só pessoa pode amar-se toda a humanidade. Vive-se bem sem trabalhar, sem dormir, sem comer. Passa-se bem sem amigos, sem transportes, sem cafés. É horrível, mas uma pessoa vai andando.

Apresentam-se e arranjam-se sempre alternativas. É fácil. Mas sem amor e sem amar, o homem deixa-se desproteger e a vida acaba por matar. Philip Larkin era um poeta pessimista. Disse que a única coisa que ia sobreviver a nós era o amor. O amor. Vive-se sem paixão, sem correspondência, sem resposta. Passa-se sem uma amante, sem uma casa, sem uma cama. É verdade, sim senhores.

Sem um amor não vive ninguém. Pode ser um amor sem razão, sem morada, sem nome sequer. Mas tem de ser um amor. Não tem de ser lindo, impossível, inaugural. Apenas tem de ser verdadeiro.

O amor é um abandono porque abdicamos, de quem vamos atrás. Saímos com ele. Atiramo-nos. Retraímo-nos. Mas não há nada a fazer: deixamo-lo ir. Mai tarde ou mais cedo, passamos para lá do dia a dia, para longe de onde estávamos. Para consolar, mandar vir, tentar perceber, voltar atrás.

O amor é que fica quando o coração está cansado. Quando o pensamento está exausto e os sentidos se deixam adormecer, o amor acorda para se apanhar. O amor é uma coisa que vai contra nós. É uma armadilha. No meio do sono, acorda. No meio do trabalho, lembra-se de se espreguiçar. O amor é uma das nossas almas. É a nossa ligação aos outros. Não se pode exterminar. Quem não dava a vida por um amor? Quem não tem um amor inseguro e incerto, lindo de morrer: de quem queira, até ao fim da vida, cuidar e fugir, fugir e cuidar?

Miguel Esteves Cardoso in Ultimo Volume

An Awesome Book of Thanks!



By Dallas Clayton

4:53 AM

Vou-me deitar, e se me esquecer de te dizer quando acordar... sonhei contigo!

I Know

So be it, I'm your crowbar
If that's what I am so far
Until you get out of this mess
And I will pretend
That I don't know of your sins
Until you are ready to confess
But all the time, all the time
I'll know, I'll know
And you can use my skin
To bury secrets in
And I will settle you down
And at my own suggestion,
I will ask no questions
While I do my thing in the background
But all the time, all the time
I'll know, I'll know
Baby-I can't help you out, while she's still around
So for the time being, I'm being patient
And amidst this bitterness
If you'll just consider this
even if it don't make sense
All the time, give it time
And when the crowd becomes your burden
And you've early closed your curtains,
I'll wait by the backstage door
While you try to find
the lines to speak your mind
And pray it open, hoping for an encore
And if it gets too late, for me to wait
For you to find you love me, and tell me so
It's ok... don't need to say it.

Fiona Apple

NO EXTRADITION!

Quando a Lacey acabou comigo eu achei que a minha vida ia acabar. Ela era única, e sabia que aquilo que estava a perder ao perde-la era algo que nunca ia conseguir recuperar com mais ninguem que eu conhecesse. E ela era de facto única, ou única na minha vida, e é fácil perceber porquê. Era americana, e a maior parte das raparigas que eu conheço são portuguesas. Nasceu e sempre viveu na terrinha de Logansport, no condado de Cass County no estado do Indiana, a maioria das minha amigas moram em Lisboa. O primeiro trabalho dela, foi a ganhar $5 à hora a ajudar o avô a ordenhar vacas na quinta dele. Foi a rainha do baile de finalistas dum liceu onde está decretado o dia "Guiar o teu tractor para a escola". Ganhou uma bolsa de estudo para a faculdade. Andava em DePauw, pertencia à irmandade "Alpha Phi", era portanto uma "Phi Bear" e comprimentava as "irmãs" que passavam por ela no campus com "A.O.E.", e era contra as regras da "sorority" ela dizer-me o que significava, mas eu sabia ser "Alethea, Ereno, Oeteron", ou "Truth Has a Friend In Heaven", e a ficarmos juntos, metade da minha vida passaria pelos Estados Unidos, a viver no Mid-West numa casa de cerca branca e filhos chamados Jack e Frances.

Fiquei destroçado, as coisas que eu ia perder, que não ia conseguir recuperar com mais ninguem, e a certeza que depois de as ter tido, ia ser incapaz de viver sem elas, e tudo o que ela levava com ela ao ir embora. Mas era mais que quem ela era, era também o que ela fazia, tão natural entre raparigas como ela, mas tão novidade para mim. A primeira palavra que me pediu para lhe explicar o que significava foi "tá" e eu não fazia ideia do que ela queria dizer, que essa palavra não existia e que eu não dizia isso de certeza! Ela assegurava que eu a usava umas 50 vezes no fim de cada conversa, "tá tá tá, tá tá tá tá tá tá" dizia ela, e eu continuava sem perceber. Pedi para me chamar a atenção a proxima vez eu estivesse a falar no skype com a minha mãe, e no dia seguinte assim foi. Depois de 20 minutos de conversa a contar-lhe do meu dia, e de todas as recomedações de uma mãe a um filho que está longe como "come bem", "deita-te cedo", "agasalha-te!", "não gastes muito dinheiro", eu comecei a responder, já saturado, "Está bem mãe. Está bem, sim, tá! Tá, tá, tá, tá!" e ao quarto "tá", dei conta do que estava a dizer e olhei para ela sentada ao meu lado, que me olhava com ar mais condescendente do mundo. Hilariante!

Ela era hilariante. A primeira frase que quis aprender em português foi "Quem é que tem dois polegares aqui e é um génio? Esta miúda!" enquanto os usava para apontar para ela! Quis aprender a dizer "Doghouse" para me mandar ir dormir na casota sempre que nos chateavamos, e então passou a vida a dizer "Zé?! Casa di cão!?" na pronuncia mais divertida que podem imaginar, e sempre que eu gozava com qualquer coisa dela, ela respondia num português muito rudimentar "Não divertido!" ao que eu respondia com "Muito divertido" e ela rematava com "Mintira!" mesmo que ás vezes fosse "Verdad!". Quando a minha mãe e a Inês me foram visitar e iamos os quatro no metro, ela pediu-me em segredo para lhe ensinar uma frase complicada de dizer para causar boa impressão à sogra, eu ensinei-lhe a primeira coisa que me veio à cabeça, e à medida que saiamos da carruagem ela olha para elas com o ar mais empertigado do mundo e diz "Três tristes tigresa" como quem tinha acabado de decifrar o genoma humano. Gostava do som de "minha querida" e respondia com "Zézinho Fofinho" que era a unica rima que ela conseguia fazer. Pediu-me para lhe traduzir o nome, e eu disse que não havia nada que o traduzisse, mas que "Lace" era renda, e que Lacey seria "rendado" ou "rendinha" e ela respondeu "tua rendinha!" dizendo-me que era minha, e ficou "Rendinha" daí em diante. O mais dificil para ela, era saber quando usar "Bom", "Boa" ou "Bem", uma vez perguntei-lhe como é que estava o jantar e ela respondeu "muito boa" eu disse-lhe que não era "boa" e ela empinou o nariz e respondeu "A comida!", eu a riu e digo "És muito esperta não és?" e ela respode "Génio!". De entre as frases preferidas dela estavam ainda "Eu nãn seiiiiii" acompanhado sempre por um virar das palmas das mãos para cima e um "Muito cannnsada!" dito num suspiro! Era já fluente em, boa tarde, boa noite, bom dia, olá, tudo bem? Muito bem? E contigo? Obrigado e beijinhos! Beijinhos! Adorava dizer "beijinhos", chegou mesmo a transformá-lo num verbo e praticavamos "beijinhos" no roupeiro.

Na altura soube, como sei agora, que tinha perdido tudo isso quando a perdi a ela, que nenhuma outra namorada me ia falar naquele português remendado, com aquela pronuncia esforçada, dizer as coisas que ela dizia da maneira que ela as dizia, e que sem ela, a minha vida nunca mais ia ser a mesma, que nunca ia ser capaz de a esquecer ou de viver sem ela, que nada ia voltar a ficar bem outra vez, ou de eu ser feliz, ela tinha-me estragado para sempre e nada ia voltar a ser o mesmo. Havia outra coisa que ela dizia de lábios semi-cerrados com a pior imitação de uma pronuncia fancesa que conseguia espremer e de olhos entreabertos murmurava "NO EXTRADION" era hilariante. Acabámos há pouco mais de um ano, achei que nunca ia esquecer nada disto, e pela vida em mim, não me lembro de onde é que isso veio.

Para o nosso primeiro "date" fomos beber frozen margaritas ao Lauriol Plaza em Dupont Circle, para o segundo, sei que fomos beber caipirinhas, mas já não me lembro onde, algures perto de chinatown. Uma noite no nosso apartamento, ela pediu-me para lhe arranjar o Ipod. Não consegui, mas para os anos dela o ano passado, comprei-lhe um novo em cor-de-rosa e mandei gravar na parte da trás "For Lacey, my rendinha", carreguei a discografia das bandas preferidas dela e mandei-o pelo correio para lhe ser entregue como prenda de anos. Já tinhamos acabado então e ela não fez questão de agradecer mas a guia dos correios diz-me que o recebeu ás 13.05 no dia de anos dela, 11 de Junho do ano passado. E foi isso que me apercebi hoje, que a miúda que eu tinha certeza que nunca ia esquecer fez anos há 3 dias, e eu, juro por Deus, esqueci-me.

O Meu É Teu!

O meu é teu. O teu é meu
e o nosso é nosso quando posso
dizer que um dente nos cresceu
roendo o mal até ao osso.
O teu é nosso. O nosso é teu.
O nosso é meu. O meu é nosso,
e tudo o mais que aconteceu
é uma amêndoa sem caroço.

Dizem que sou. Dizem que faço,
que tenho braços e pescoco
- que é da cabeça que desfaço,
que é dos poemas que eu não ouço?
O meu é teu. O teu é meu,
e o nosso, nosso quando posso
olhar de frente para o céu
e sem o ver galgar o fosso.

Mas tu és tu e eu sou eu
não vejo o fundo ao nosso poço,
o meu é meu dá-me o que é teu
depois veremos o que é nosso.


Amália

Kübler-Ross

1. Denial

2. Anger

3. Bargaining

4. Depression

5. Acceptance

Le Tigre Y La Nieve

"Al-Giumeili bello, trovami la glicerina. Se non me la trovi, quella muore. Se muore lei, per me questa messa in scena del mondo che gira... Possono smontare tutto, arrotolare il cielo e caricarlo su un camion, possono spegnere la luce del sole che mi piace tanto, e sai perché? Perché mi piace lei illuminata dalla luce del sole. Possono portare via tutto, questi tappeti, i palazzi, la sabbia, il vento, le rane, i cocomeri maturi, la grandine, le 7 di sera, maggio, giugno, luglio, il basilico, le api, il mare, le zucchine... Le zucchine! Al-Giumeil, trovami questa glicerina!"

Um História de Amor, Mais ou Menos.

Parecia ter começado ontem, mas há meio ano que aquele romance existia em segredo. As amigas dela sabiam, os amigos dele também, mas os amigos dos dois estavam longe de imaginar, e para manter as aparências, no fim de cada noite, ele era sempre o último a voluntariar-se para a levar ao carro não fosse alguém desconfiar.

Este teatro custava-lhe a vida. Era a miúda dos sonhos dele, mas a miúda dos sonhos dele, tinha sonhos só dela, sonhos em que ele não entravam. Ele só pensava nela, ela, pensava em outras coisas, mas ele gostava demasiado dela para se importar, agarrava cada bocadinho que conseguisse agarrar, aquele que ela estivesse diposta a dar, e ia ser o tipo com quem ela se deita, as vezes que fossem precisas até se tornar no tipo com que ela acorda.

Esse fim de noite não foi diferente, depois das despedida, outro alguém a levou ao carro e ele meteu-se no dele, seguiu tão vagarosamente quanto possivel para a ponta oposta de Lisboa onde morava na esperança que ela se livrasse da boleia e ligasse para ele, dissesse para ir ter com ela, lhe pedisse para a ir deitar, o convidasse para passar a noite. Ainda não estava longe quando o telefone tocou.

Abriu o pisca mesmo antes de atender e voltou para trás na 2ª circular na 1ª saida que encontrou. "Estou perdida, vou ficar sem gasolina, é tarde e eu tenho medo!" disse ela assustada. Ele reconfortou-a com um "Vai correr tudo bem, não tenhas medo" e de fundo ouvia-se as rotações do carro dele a subir, à medida que ele acelerava para a ir salvar. "Acho que já sei é que estou, mas vou ficar sem gasolina." dizia ela "Não vais nada, vai degavarinho." dizia ele já à procura do carro dela. "Sim, já estou a chegar à IC19" respondia ela "Eu estou aqui, não te precupes" dizia-lhe ele.

E assim foram o resto do caminho, com ele a fazer-lhe companhia pelo telefone assegurando-lhe que ela não estava sozinho, que ele estava ali com ela e que não deixava que nada de mal lhe acontecesse. Depois da sair da IC19, ela disse-lhe pelo telefone que tinha encontrado uma bomba, tinha medo de parar por causa da hora, ele disse-lhe para ficar descansada, que tomava conta dela. Ela respondeu "Ohh, como? Não estás aqui!" ... ele respondeu "Eu estou sempre aqui para ti!", deu dois toques nos máximos, e as luzes do carro de trás piscaram.


Para a Dani

Prefácio

«Nascemos todos com vontade de amar. Ser amado é secundário. Prejudica o amor que muitas vezes o antecede. Um amor não pode pertencer a duas pessoas, por muito que o queiramos. Cada um tem o amor que tem, fora dele. É esse afastamento que nos magoa, que nos põe doidos, sempre à procura do eco que não vem. Os que vêm são bem-vindos, às vezes, mas não são os que queremos. Quando somos honestos, ou estamos apaixonados, é apenas um que se pretende.

Tenho a certeza que não se pode ter o que se ama. Ser amado não corresponde jamais ao amor que temos, porque não nos pertence. Por isso escrevemos romances — porque ninguém acredita neles, excepto quem os escreve.

Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa de ser o que é. Só na solidão permanece. […]

Tenho o meu amor, como toda a gente, mas não o usei. Tenho também a minha história, mas não a contei. O romance que escrevi, escrevi-o para quem não quer saber dos amores ou das histórias de ninguém. Não contei nem inventei nada. Não usei nem pessoas nem personagens. Fugi. Quis mostrar que pertencia ao mundo onde o amor, como as histórias e os romances, existem só por si. Como se me dirigisse a alguém. Outra vez.

É sempre arrogante e pretensioso escrever sobre uma coisa que se escreveu. Apenas posso falar do que foi a minha vontade: escrever sobre o amor, sem traí-lo, defini-lo ou magoá-lo; deixando-o como era, antes da primeira palavra que escrevi. Seria inadmissível pôr-me aqui a cismar se consegui ou não fazer o que eu queria. Como seria dizer que não sei. Sei. Sei que não consegui. Só espero não tê-lo conseguido bem.»

Miguel Esteves Cardoso sobre "O Amor É Fodido"

A Man Falls Into a Hole

Um tipo está a descer a rua e cai dentro de um buraco com paredes tão ingremes que ele não consegue sair. Nisto passa um médico e o tipo diz, “Hey doutor! Estou aqui preso, podia ajudar-me?” O médico passa-lhe uma receita, atira-a para dentro do buraco e vai à sua vida. Um pouco depois passa um Padre, e ele volta a gritar, “Snr. Padre, estou preso neste buraco. Será que me podia ajudar?” O padre escreve uma oração num papel, atira-lha para o buraco onde está, e vai-se embora. Nisto passa um amigo, e ele grita “Ohhh Zé! Opah estou aqui preso neste buraco, ajuda-me lá a sair daqui!” e antes que ele conseguisse acabar a frase, o amigo salta para dentro do buraco também, e o nosso tipo diz, “Mas tu és estúpido? Agora estamos os dois aqui presos!” e o amigo responde, “Eu sei, mas eu já aqui estive em baixo, e sei tirar-nos daqui.”

em Os Homens do Presidente

Waiting On The World To Change!

Esclarecimento da Ex-DGV:

Tendo em conta as disposições aplicáveis do Código da Estrada, na redacção que lhe foi conferida pelo Decreto-Lei nº 44/2005, de 23 de Fevereiro, constantes dos artºs 13º, nº 1; 14º, nºs 1 a 3; 15º, nº 1; 16º, nº 1; 21º; 25º; 31º, nº 1, c) e 43º e as definições referidas no artº 1º do mesmo Código, na circulação em rotundas os condutores devem adoptar o seguinte comportamento:

1- O condutor que pretende tomar a primeira saída da rotunda deve:

Ocupar, dentro da rotunda, a via da direita, sinalizando antecipadamente quando pretende sair.

2 - Se pretender tomar qualquer das outras saídas deve:

Ocupar, dentro da rotunda, a via de trânsito mais adequada em função da saída que vai utilizar (2ª saída = 2ª via; 3ª saída= 3ª via);

Aproximar-se progressivamente da via da direita;

Fazer sinal para a direita depois de passar a saída imediatamente anterior à que pretende uitilizar;

Mudar para a via de trânsito da direita antes da saída, sinalizando antecipadamente quando for sair.~

.... e só levou dois anos e meio

Smile... It Confuses People

"So you failed. Alright you really failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You failed. You think I care about that? I do understand. You wanna be really great? Then have the courage to fail big and stick around. Make them wonder why you're still smiling!"

in Elizabethtown

"Quase gosto da vida que tenho...

...Não foi fácil habituar-me a mim. Tive de me desfazer das coisas mais preciosas, entre elas de ti. Sim, meu amor, tive de escolher um caminho mais fácil. O dinheiro também tem a sua poesia. E tenho tido sorte.

Deixei para trás a obrigação de mudar de mundo. Já cometi corrupção. Só ainda sinto dificuldades em mentir, mas também aqui vejo melhoras. Trata-se só de deformar ligeiramente o que vai acontecendo, não de inventar tudo de novo. Tenho mais alguns anos diante de mim e depois quero acabar de repente. Não sei se valeu a pena mas também me pergunto se valeu a pena. Há muitas coisas assim.

Não é desistir, é só não dar demasiada importância a coisas que não a têm. A vida é uma delas. Ganha um valor particular quando deixamos de a encarar como o centro de tudo. É só por acaso que gostamos das flores e do mar. E, claro, que é um bom acaso. Mas mais do que isso não.

Quase gosto da vida que tenho. Quando a quis toda não gostava de mim. Agora há dias em que aceito que o tempo passe por mim e me leve para onde só ele sabe. Não entendo como nunca houve uma religião que adorasse o tempo. Será possível imaginar algo mais elementar e poderoso? Que com ele não se possa falar não me parece um defeito. Há coisa que, de qualquer modo, não se pode falar.

Vivo sozinho. Passam pessoas, mas nunca ficam por muito tempo. A partir de certa altura intrometem-se tédios por entre as frases e não sabemos continuar. Não insisto. Há muitas pessoas. Não vale ter medo. Há muito que o amor mostrou ser um fracasso. No dia seguinte, no escritório, esperam-me problemas por resolver e decisões que valem dinheiro. Não posso sofrer.

Claro que por vezes me sinto triste como toda a gente. Mas é uma tristeza doce, como um descanso. E como não espero nada, não faço nada. De uma maneira ou de outra também acabarei por adormecer esta noite. Tenho um filho que cresce longe de mim e que ainda não sabe quem sou. Quis que fosse assim e não me arrependo. Não me julgo bom exemplo. Tenho um seguro de vida por morte violenta em seu favor que me poupa uma inquietação e lhe lega uma fortuna. Do resto não sou responsável. A biologia é uma ciência quase exacta e a natureza tem a sua inteligência das pedras.

Estudei durante muitos anos sem qualquer interesse prático. Os livros pareciam-me mais interessantes do que qualquer viagem. Escolhia-os ao acaso. Mas o que se fica a saber não nos torna mais lúcidos. Agora quase preferia não os ter lido. O saber transforma as coisas em nada, ou, pelo menos, arruma-as numa gaveta escura e triste da memória que é sempre uma deusa nostálgica.

Durante algum tempo tentei distrair-me. Cometi crimes contra a moral. Abusei do meu corpo sem qualquer respeito. Não fui feliz nem fiquei satisfeito. As raparigas de que gostei não queriam de mim o que eu queria delas e há mal-entendidos que não convém alimentar. Foi assim que fiquei sozinho. A sério que tentei. Talvez da maneira errada. Agora, mesmo que quisesse recomeçar não tinha tempo. O tempo não mostra qualquer compaixão. E houve alegrias que bastassem. É justo assim.

Quase gosto da vida que tenho. Sou conhecido nalguns restaurantes, o que não significa que me sirvam melhor, mas é sempre bom ser reconhecido. Raramente saio à noite, mas quando o faço acabo sempre por encontrar alguém que ainda se lembra de mim e quando volto a casa tenho comprimidos que fazem dormir. Por vezes durmo com uma rapariga e faço o que se deve fazer e o prazer vem e passa como um alívio. Não espero encontrar ninguém, a minha melancolia é-me suficientemente querida. Não tenho saudades de pessoas, só de sítios e de coisas. Em particular há um frigorifico que guardo zelosamente na memória. Ainda subsiste algures porque a matéria é a única coisa que resiste.

De que gosto? De literatura, whisky escocês e de adormecer logo. O trabalho é um rentável entretém que me ocupa as horas mortas. Vejo os filmes em casa, de todas as séries. Incomodam-me os barulhos das pessoas sentadas ao meu lado e gosto de rever as cenas mais macabras. Por isso vivo sozinho. Quando preciso, conheço um massagista que é negro e silencioso como a noite. E de Inverno nado. A minha mulher-a-dias vem todos os dias quer esteja ou não constipado. Se fosse mais bonita e menos surda casava com ela sem qualquer preconceito. Já julguei ser um génio. Agora acho-me um mero mortal desencontrado. Vivo, é já o bastante. Não vou a nenhum lado, mas isso tu já sabias.

Sim, meu amor, é esta a vida que levo. E raramente penso em ti como agora. Não te arrependas de nada. Por hoje já bebi o bastante. À tua saúde."

Pedro Paixão


Para a Margarida, a quem "roubei" isto.

Os Limites da Felicidade

"Há-de por certo haver alguém que eu reconheça por entre a multidão sem hesitar!" ... e se ela não me reconhecer a mim?

Uma amiga minha contou-me no outro dia que ia a chegar a casa, quando o tipo do carro de trás começa a dizer-lhe adeus, mandar beijinhos, fazer sinais de luzes. "Depois da terceira curva que ele fez atrás de mim comecei a ficar assustada, mas lá o consegui despistar." E se fosse ele? O tal?

Imaginem que eu vou na Auto-Estrada do Sul a caminho de Lisboa, e passo por ela, pela Tal, e "reconheço-a sem hesitar!" O que é que eu faço, sabendo que se não lhe disser qualquer coisa ali, a volto a perder? Sigo-a? Faço adeus ou mando beijinhos, peço-lhe para encostar? Sabemos todos que isso não funciona. Aponto a matricula do carro e dou 20 voltas ao mundo para a tentar encontrar? Já tentei, não resultou., ou melhor, resultou, encontrei-a, mas conseguir encontrar alguém pela matricula do carro (ou pelo talão do multibanco) é só tido como assustador, e nada romântico.

Vamos tornar as coisas mais fáceis, vamos imaginar que me cruzo com ela na rua, e posso até ir falar com ela, o que é que eu lhe digo? "Desculpa, eu sei que não nos conhecemos nem nada, mas se tiveres 5 minutos podíamos sentar-nos no primeiro café que encontrássemos e mudar isso. Eu chamo-me Zé." ... estão mesmo a ver isso funcionar? As raparigas que acham que sim, digam-me lá quantas vezes estiveram receptivas a uma abordagem dessas, ou casaram com o tipo "prestável" que veio só corrigir-vos a postura no ginásio? E os rapazes que as imaginam dizer que sim, os meus parabéns, são muito mais giros e têm muito mais jogo do que eu.

A verdade é que tudo aquilo que não acontece de uma forma natural, é forçado, por maior que seja a naturalidade com que o fazemos. Por melhores que sejam as nossas intenções, mesmo que nunca tenhamos feito algo assim por ninguém antes, ela não sabe isso, e aquilo a que a sociedade nos habituou, é que quem tem o descaramento de o fazer uma vez, provavelmente já o fez uma centena antes desta, e aposto que todas elas começaram com "Desculpa, eu nunca fiz isto antes mas...".

E até é fácil conhecer alguém naturalmente, quando entrei para a escola fiz 30 amigos novos logo ali! Quando passei para o preparatório e mudei de turma, outros 30, mais uns 300 das outras turmas. Quando cheguei ao secundário, conheci mais uns 40 e os 400 que vieram por acréscimo de todos os outros turnos da tarde. Cheguei à faculdade e foram mais 40, e quando comecei a trabalhar outros tantos. O problema é que se depois dessas etapas em que a vida nos presenteia com uma remessa nova de amigos, as coisas começam-se a complicar.

Pior para mim, leal seguidor da igreja do amor à primeira vista. Ou aconteceu quando a conheci, ou não aconteceu, e se não aconteceu, muito dificilmente vai acontecer depois. Tenho a ideia de que é extremamente difícil apaixonarmo-nos à primeira vista por alguém que conhecemos há 10 anos, mas posso ser só eu.

E é aqui que o verdadeiro problema começa. Se depois de todo este tempo, depois todas essas pessoas que eu conheci naturalmente, por força das circunstâncias, escola, trabalho, amigos, ainda estamos sozinhos, há apenas duas maneiras de abordar a situação. Ou abdicamos da nossa ideia romântica de como tudo ia acontecer, e arriscamos com alguém que ainda que não tenha começado como quem nós queríamos que fosse, e fazemos figas para que isso mude com o tempo. Ou continuamos à espera, mas cientes que não basta encontrá-la na rua, cruzarmos-nos no trânsito, é preciso que se conheçam com a mesma naturalidade como quem esteve sentado na carteira de trás nos nossos tempos de escola, e como é que se fazemos isso?

Não fazemos, tem de ser os amigos a fazer por nós. Um jantar na casa do Pedro em que a prima de Castelo Branco também foi, o aniversário do Luís, com as colegas do curso de enfermagem. Ir sair à noite com a Ana, mais as amigas dela. Passa sempre por eles. Pelos amigos. Se não conhecemos por nós, vamos ter de a conhecer por eles, porque muito dificilmente conseguimos conhecer quem não conhecemos duma maneira casual, sem dar um ar de engate. Não podemos ser felizes com qualquer pessoa do mundo, com quem seja que for que passe por nós na rua, tem de haver uma ligação, uma razão para ela entrar na nossa vida sem a puxármos, o que quer dizer que o universo de pessoas com quem eu posso ser feliz, baixou do mundo inteiro, para o meu numero de amigos e os amigos que eles teem, são esses os limites da nossa felicidade.

Mas nunca há nada tão mau, que não possa ficar pior. Quantas vezes vão mudar de casa e fazer amizade com a nova vizinha do outro lado do Hall? De trabalho? Garanto-vos que a maioria das pessoas que vão conhecer na vida, já as conhecem agora, e que o numero de pessoas que vão conhecer daqui em diante, é muito inferior ao daquelas que já conhecem. A probablidade está contra nós. Se ela não estava entre as 10.000 pessoas que conheço, a probabilidade de estar entra as 1000 que ainda vou conhecer é 10% das que tive nas 10.000 e nem com essas todas funcionou.

Quantos amigos fizeram hoje? Ontem? Esta semana? Este mês? Pessoas com quem mantiveram contacto? Com quem continuaram a falar? Marcaram um café? Comigo não foram assim tantas. Quantas dessas vos despertaram a atenção? Por quantas se apaixonaram à primeira vista? Esta é a parte em que eu tento introduzir uma nota mais optimista, a ideia de que não é tão mau assim, ou de que tudo vai acabar bem, mas não tenho nada de inspirador para partilhar, e o pensamento que guardo, é o de que não é só o estar sozinho, é o estar cada vez mais sozinho.
Free counter and web stats