Just In Time

Acha-se tão pontual, mas deixou-me 30 anos à espera. (,

Ignore Everybody & 39 Other Keys to Creativity

1 - Ignore everybody. 2 - The idea doesn’t have to be big. It just has to change the world. 3 - Put the hours in. 4 - If your biz plan depends on you suddenly being “discovered” by some big shot, your plan will probably fail. 5 - You are responsible for your own experience. 6 - Everyone is born creative; everyone is given a box of crayons in kindergarten. 7 - Keep your day job. 8 - Companies that squelch creativity can no longer compete with companies that champion creativity. 9 - Everybody has their own private Mount Everest they were put on this earth to climb. 10 - The more talented somebody is, the less they need the props. 11 - Don’t try to stand out from the crowd; avoid crowds altogether. 12 - If you accept the pain, it cannot hurt you. 13 - Never compare your inside with somebody else’s outside. 14 - Dying young is overrated. 15 - The most important thing a creative person can learn professionally is where to draw the red line that separates what you are willing to do, and what you are not. 16 - The world is changing. 17 - Merit can be bought. Passion can’t. 18 - Avoid the Water-cooler Gang. 19 - Sing in your own voice. 20 - The choice of media is irrelevant. 21 - Selling out is harder than it looks. 22 - Nobody cares. Do it for yourself. 23 - Worrying about “Commercial vs. Artistic” is a complete waste of time. 24 - Don’t worry about finding inspiration. It comes eventually. 25 - You have to find your own schtick. 26 - Write from the heart. 27 - The best way to get approval is not to need it. 28 - Power is never given. Power is taken. 29 - Whatever choice you make, The Devil gets his due eventually. 30 - The hardest part of being creative is getting used to it. 31 - Remain frugal. 32 - Allow your work to age with you. 33 - Being Poor Sucks. 34 - Beware of turning hobbies into jobs. 35 - Savor obscurity while it lasts. 36 - Start blogging. 37 - Meaning Scales, People Don’t. 38 - When your dreams become reality, they are no longer your dreams.

Hugh MacLeod

An Abundance of Katherines (Part III)

Acreditam que nunca tinha reparado na relação entre os nomes delas até os escrever?

Penso imenso na Catarina sabem? Acho que quanto pior estamos mais pensamos nas pessoas que nos queriam bem, e ela queria-me bem. Não só queria como me fez bem, numa altura em que eu desesperadamente precisava de alguém. Quando tudo parecia perdido e eu perdido também, quando eu achava que ninguem me queria, ela pegou-me pela mão e disse "eu fico contigo", e tomou conta de mim, e eu estava demasiado cego na altura para compreender, mais que compreender... para dár valor... ao que fez ela por mim. Salvou-me a vida!

Nunca gostei verdadeiramente dela. Nunca foi amor. Foi desejo, paixão, luxúria, capricho, qualquer coisa muito mais superficial que nunca ia ter raízes profundas o suficiente para nos manter juntos no tempo, e no entanto, aqui estou eu, dois anos depois a escrever sobre ela. Não foi amor então, não é amor agora, é outra coisa, algo muito mais eterno. É a estima que lhe ficou, o reconhecimento fora de tempo e o sentimento de culpa que isso trás. Devo-lhe mais que aquilo lhe dei, quando ela me deu tanto e eu retribui com tão pouco. É o peso de consciencia que fica por não ter retribuido o amor que me teve, não com amor, porque não tinha amor para lhe dar, mas com a atenção que ela mercia, o carinho, quando ela o fea por merecer tão mais que por quem a troquei. Fui injusto, e para alguém que tenta ser tão correcto quanto possível com todos, esse é um sentimento que não desaparece facilmente. Quem nos quis bem, fica-nos no coração, quer queiramos quer não!

Sei que a Catarina namora, e imagino-a feliz, mais por a querer imaginar feliz que por a saber feliz. Não sei, mas imaginando-a feliz, o meu sentimento de culpa é atenuado por saber que apesar de tudo ela encontrou a felicidade que merecia. Sei que ela não pensa em mim, e é aqui que a Catarina e a Catherine se tocam para lá do nome e a razão para as explicações dos episódios anteriores. Sei que a Catarina não pensa em mim porque eu não penso na Catherine. E não penso na Catherine porque uma consciencia tranquila é a melhor almofada do mundo, e eu sei que fiz o melhor que pude, tratei-a tão bem quanto sabia e fui tão atencioso com ela quanto possível. A ingratidão com que recebeu o meu afecto, são contas para ela ajustar com a consciência dela e tirar as conclusões que entender. Quem nos quis bem, fica-nos no coração, quer queiramos quer não, quem não nos quis, não.

O meu erro mais grosseiro é achar que o resto do mundo é como eu, e que os meus principios são universais e comuns a toda a gente, e não são. Tenho quase a certeza que a Catherine não perde horas do dia ou noites de sono a pensar no quão injusta foi nas coisas que me disse ou naquilo que fez, e não faz mal. O tempo tem todo o tempo do mundo. O sol não brilha todos os dias e da maneira que o universo está programado, quanto pior estamos mais pensamos nas pessoas que nos queriam bem e a quem retribuimos por tratar mal, e se o resto do mundo for alguma coisa como eu, esse é um sentimento que depois de nos agarrar, não larga mais.

An Abundance of Katherines (Part II)

Antes de deixar o Indiana, gravei um video a agradecer a todos os que fizeram do meu tempo lá inesquecivél. Provavelmente já sabiam isso, o que se calhar não sabem é que havia uma ordem gradual de importância nos nomes que disse, uma espécie de hierarquia sentimental do que significaram para mim. O penúltimo nome dessa lista foi o da Mia, e essa também é uma história que ainda está por contar, mas vamos começar pelo último nome de todos.

Foi no primeiro sábado de dezembro. O grupo de comédia do Kevin ia dár um ultimo espectaculo na Union, e eu que já tinha faltado aos outros todos, prometi-lhe que ia e combinei com o Jason mandar-lhe uma mensagem para saber onde ele estava assim que estivesse despachado.

Ele estava no Crazy Horse, um bar no cruzamento da Kirkwood com a College onde os MBA's se costumam juntar, e na ponta oposta da mesma mesa corrida, ela e as amigas. Sem conhecer uns nem outros, eu, sozinho a meio da mesa ia fazendo por ignorar a conversa pretensiosa dos MBA's e os avanços inuteis de uma miuda estranhissima amiga do Jason que guardava o telemóvel no decote (??). Estava muito mais atento á conversa dela com as amigas à espera de algo que pudesse usar para me intrometer. Falavam de homens, relações, maquilhagem enquanto empurravam as palavras com um Manahattan e ela me olhava pelo canto do olho à espera que eu dissesse qualquer coisa. Uns olhares encorajadores depois, eu disse.
- "Desculpem, a mesa não é longa o suficiente para não ouvir a vossa conversa, e falarem de rapazes, namoros e maquilhagem enquanto bebem Manhattans, faz-me sentir num episódio do Sexo e a Cidade."
Ela disse que ia entender como um elogio, e eu que foi como elogio que o disse e juntei-me ao debate a advogar para o lado dos rapazes.

O Jason que não perdia uma oportunidade de fazer de "wingman" sentou-se ao lado da amiga dela assim que me viu falar com elas e ficámos os quatro a na conversa até o bar fechar e correrem connosco de volta p´rá neve. Ficamos cá fora a falar e despedimo-nos sem trocar nomes nem números, mas antes de irmos embora o meu fiel wingman diz:
- "Não podemos deixar a noite acabar assim! Porque é que não trocamos de telefones e continuamos outro dia?".

Mulher muito emancipada, pegou no meu telefone, guardou o nome e o numero e devolveu-me como uma raquete a bater a bola de ténis para o lado de lá da rede.
- Your move! (,
Levámos-as ao carro e seguimos para casa entre sorriso rasgados e high-fives! No domingo mandei-lhe uma mensagem que começava com "Estou há meia-hora à luta com esta mensagem e só quero dizer que adorei a noite de ontem. Se tiveres tempo, podiamos almoçar esta semana.". Assinei primeiro e último nome, na esperança que ela me adicionasse no Facebook. Ela respondeu que tb tinha gostado, e que ia estar ocupada até 5ª feira, mas que se eu não tivesse outros planos, podia ficar já marcado para 5ª, e ficou.

Ela era bibliotecária (hotness!) a tirar um mestrado em manuscritos e livros raros, achei que um manuscrito de Da Vinci encontrado numa biblioteca em França era a desculpa ideal para lhe dizer "bom dia" na segunda-feira. Continuamos a trocar mensagens e disse-me que à noite ia estudar para a biblioteca que quando quisesse fazer uma pausa no estudo, podiamo-nos encontrar na PourHouse para um café, e assim foi. A pausa para o café ditou o ponto final ao estudo. Levou-me a casa, e beijámo-nos.

Morávamos na mesma rua, e trabalhávamos em edificios opostos da Showalter Fountain, ela na Biblioteca da Lilly e eu no Instituto de Artes e Telecomunicação e desse dia em diante iamos juntos para o trabalho de braços entrelaçados a lutar contra o frio e jantávamos juntos no regresso a casa. Foi o mais perto que eu tive duma relação enquanto lá estive, daí o nome dela ser o último da lista.

Fui sempre super atencioso com ela, super querido, um cavalheiro, isto num país onde o expoente máximo do cavalheirismo é lembrarem-se do nome delas na manhã seguinte. Fui o "date" dela para o jantar de natal da biblioteca essa sexta-feira e fui buscá-la com flores e o Livro do Desassossego em inglês que mandei vir do Ebay a correr para lhe oferecer. No sábado, foi ela o meu date para uma "house party" na casa da Sarah.

Ela voltava para casa em Annapolis em Maryland na quarta-feira e queriamos aproveitar o tempo que restava. Tivemos juntos no domingo, e na segunda encomendámos pizzas e vimos O Sitio das Coisas Selvagens sentados no sofá. Eu na terça tive um jantar de despedida do pessoal da Kelley e mandei-lhe uma mensagem quando me despachei a saber se ela queria que eu lá passasse. Ela não respondeu, achei que ela já devia estar a dormir, mas mandei outra mensagem a dizer que gostava de a ver antes de ela ir embora, nem que fosse ás 7 da manhã.

Ela respondeu na manhã seguinte, 15 minutos antes das 7, dizia que sim "já estava a dormir, desculpa não ter visto a mensagem". Eu perguntei se se estava a despachar para se ir embora e ela respondeu,
- Não, já fui.
Engoli em seco e desejei-lhe boa viagem, à noite mandei-lhe uma mensagem a perguntar se tinha chegado bem e a dizer que tinha sido uma falta de consideração ter fugido da cidade a meio da noite como um fora-da-lei sem sequer um adeus. Ela respondeu a dizer coisas horriveis de mim. Uma versão distorcida de tudo o que tinha acontecido entre nós desde a noite no bar e onde a ofensa e a acusação faziam de argumentos para justificar o que ela tinha feito. Pintou-me o pior tipo do mundo e frisava o erro que tinha sido ter-se deixado enganar pelo meu plano para a usar.

Gravei o video depois disso, agradeci-lhe por último e disse que tive sempre orgulho de estar ao seu lado. Carreguei o video no Facebook e marquei nele todas as pessoas que mencionei. Não a consegui marcar a ela, e quando fui ver porque, era por já não sermos amigos. Mandei-lhe uma mensagem com o link e acrescentei, "Quão irónico é descobrir que não somos amigos, ao tentar marcar-te num video onde falo do orgulho que senti do teu lado? Quanto é que isso te diz de mim? Quanto é que isso me diz de ti? Adoro as tuas verdadeiras cores." Ela não respondeu, eu não lhe disse mais nada. Foi a última vez que falei com a Catherine.

An Abundance of Katherines (Part I)

Tenho quase a certeza que já nos tinhamos visto antes, porque eu lembro-me de já ter sentido o que senti quando nos apresentaram, a assinatura que alguém que mexe connosco deixa em nós. Faz por estes dias dois anos.

Ela namorava, mas eu não queria saber. Olhava-a mais fixamente e por mais tempo que aquele que devia, e se era apanhado, sorria-lhe antes de desviar o olhar, e aquele bocadinho em que ficamos a olhar um para o outro parecia durar uma eternidade. O namorado não dava por nada, não dava por mim, não dava por ela, não dava pelos olhares, e como a maior parte dos namorados que não sabe a sorte que tem, não lhe dava valor, nem mesmo quando um "O Zé é tão simpático" dizia mais que aquilo que ela queria dizer.

Uma tarde de praia levámos a mota de água connosco e os braços dela à minha volta faziam-me querer rapta-la para meio do mar. Empurrar o acelerador até trancar e arrancar direcção a Marrocos, perdermos a costa de vista, puxá-la à minha volta para o lugar da frente e fazermos amor ali mesmo embalados nas ondas. Uma vontade tão grande e um bikini tão pequeno. Era tão fácil, não fosse eu demasiado cobarde para me atrever para lá dos olhares. E desde essa tarde de Agosto que fiquei a pensar no que podia ter sido.

O verão acabou. Ela voltou para Coimbra e eu para Washington e pouco mais falámos durante um ano. Conheci a Lacey e comecei a namorar eu também, para vos dizer a verdade, pouco mais pensei nela. Voltei para Portugal no fim do ano e no inicio do próximo o meu namoro acabou, e começou, e acabou outra vez continuamos nisto até Abril, altura em que o dela acabava também.

Chegou Junho e com ele a visita de 3 amigos para conhecer Portugal. Os 4 corremos o pais juntos, Porto, Algarve, Beja, Évora, Sintra, Lisboa, vimos tudo o que havia para ver. Carreguei as fotos da nossa "Volta a Portugal em 13 dias" para o Facebook e todo esse tempo depois, no album um comentário dela "Faltou Coimbra!", eu respondi que pior que Coimbra, faltou ela e prometi ir vê-la.

Muito mais dedicada que o que eu era capaz, apressou-se a comprar um cartão de telefone da minha rede para trocarmos mensangens, ligava a meio do dia para dizer que estava a pensar em mim e a contar os dias para me ver, e eu de auto-estima na lama e coração partido pela ex-namorada, rendido a tanto carinho, tanta atenção.

Na semana seguinte, reservei um quarto em Sta. Cristina e fui ter com ela. Encontrámo-nos na pousada e passámos a tarde à beira da piscina a por o ano que passou em dia. Jantámos em Coimbra e ao voltármos os dois para a pousada demos descanso àquela tarde de Agosto.

Na manhã seguinte, a ela inventou uma desculpa qualquer para voltar comigo para Lisboa, entregar uns curriculos ou coisa que o valha. Dei-lhe boleia para baixo e ao fim do dia seguinte fui deixá-la à estação para voltar para cima de comboio. Perguntou-me como é que ficávamos e eu menti-lhe. Menti-lhe por não ter coragem de a magoar com a verdade. Disse-lhe que ia voltar para os Estados Unidos num par de meses e não fazia sentido ficarmos juntos. A verdade é que não era para os Estados Unidos que eu queria voltar mas para a Lacey. Eu tinha um plano (queres fazer rir Deus? Conta-lhe os teus planos!), e ela não fazia parte dele.

Parti-lhe o coração e o silêncio que ficou entre os dois foi só interrompido pelo barulho destorcido dos altifalantes da Gare do Oriente, ao anunciarem que "o comboio a dar entrada na linha número 3 é o Alfa-Pendular com destino a Porto-Campanhã com paragens em Coimbra-B, Aveiro e Vila Nova da Gaia. Despedimo-nos com um beijo com sabor a adeus. Foi a última vez que vi a Catarina.

Gone Baby, Gone!

The stars will wheel forth from their daytime hiding places; and one of those lights, slightly brighter than the rest, will be my wingtip passing over.

Prato do Dia!

Mouse de estroinices ; Trutas à Deves Pensar; Pudim de Manga com Muita Lata; Sonhos com Calda de Manha; Migas com Tudo o Que Me Estava Entalado; Lagosta de Amanhã Também é Dia; Creme de Isso Agora Só Amanhã; Javali do Monte com Tempo; Pargo Indomável no Forno; Frango à Quem Se Despede Sou Eu; Salmonetes à Setubalense com Molho Arriscado; Ovos moles com posturas firmes; Tarte de Confiança; Alheiras com Saida de Reuniões Espontaneas; Carapaus à Não te Estiques; Empadas de Convicção da Guarda; Sopa de Nabiças com Golpes de Génio; Tamboril à Deves Ter a Mania; Trouxa de Ideias Parvas; Jaquizinhos à A Mim Ninguem Me Come as Papas; Bavaroise de Café nas Calmas; Maranhos da Sertâ à Ideias Fixas; Salada de Já Me Tinhas Dito; Bife à Bravo; Crepes Chineses à Não Temos Paciencia Para Isso; Barrigas de Freira com Sermões Esquecidos; Ensopado de Frutos do Mar com Desejos de Grandeza; Cocktail de Verdades Que Tem De Ser Ditas; Bifes À Não Tarda Nada Levas Uma Arrochada; Encharcado de Nozes à Faz Tu; Cogumelos Salteados com Dias de folga; Alcantra à Minha Moda; Bolo de Farpas Merecidas; Miudos com Molho de Tangas; Baba de Camelo Ignorado; Mouse de Carreira e o Autocarro; Costeletas de Porco Preto com Arroz de Não Te Chateies Com Isso; Toucinho do Céu com Cabeça nas Nuvens; Crepes de Gargalhada Geral; Broas de Mel à Não Vaciles; Biscoitos à Não Me Pises os Calos; Pudim de Podia Ser Pior; Ananás ás Rodelas com Calda de Firmeza; Brigadeiros à Escusas de Gritar Que Não Me Metes Medo; Doce da Casa à Não Te Tornes Mobilia.

Up In The Air

How much does your life weigh? Imagine for a second that you're carrying a backpack. I want you to pack it with all the stuff that you have in your life... you start with the little things. The shelves, the drawers, the knickknacks, then you start adding larger stuff. Clothes, tabletop appliances, lamps, your TV... the backpack should be getting pretty heavy now. You go bigger. Your couch, your car, your home... I want you to stuff it all into that backpack. Now I want you to fill it with people. Start with casual acquaintances, friends of friends, folks around the office... and then you move into the people you trust with your most intimate secrets. Your brothers, your sisters, your children, your parents and finally your husband, your wife, your boyfriend, your girlfriend. You get them into that backpack, feel the weight of that bag. Make no mistake your relationships are the heaviest components in your life. All those negotiations and arguments and secrets, the compromises. The slower we move the faster we die. Make no mistake, moving is living. Some animals were meant to carry each other to live symbiotically over a lifetime. Star crossed lovers, monogamous swans. We are not swans. We are sharks.
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