"Always Hoping That You'll End This Reign,















But it's my destiny to be the king of pain."

But it Is!

When you fall in love, it is a temporary madness. It erupts like an earthquake, and then it subsides. And when it subsides, you have to make a decision. You have to work out whether your roots are become so entwined together that it is inconceivable that you should ever part. Because this is what love is. Love is not breathlessness, it is not excitement, it is not the desire to mate every second of the day. It is not lying awake at night imagining that he is kissing every part of your body. No... don't blush. I am telling you some truths. For that is just being in love; which any of us can convince ourselves we are. Love itself is what is left over, when being in love has burned away. Doesn't sound very exciting, does it? But it is!

Episode III - Revenge of the Sith

"A melhor maneira de atrair novas desgraças, é insistir em falar das antigas", já não me lembro onde é que ouvi isso, mas ficou comigo desde então. Daqui a 3 meses este blog faz 8 anos, e é isso não é? Que outra coisa é este blog senão uma colecção de desgraças que se têm perpetuado desde que ele começou? O meu namoro mais longo acabou um mês depois deste blog começar, e desde então mais nenhum outro durou. Não pode ser só uma coincidência, pode?

Se calhar é esse o padrão, a constante. Sempre achei que a razão para a sua longevidade, era a infelicidade da minha vida ter desventuras e desilusões de sobra para o manter, e se calhar é ao contrário, não é tanto o ter desgraças que o sustentem como ser ele o causador de toda a desgraça que mais tarde ou mais cedo, dá lugar a mais um post sobre outra rapariga qualquer que me partiu o coração. Para meu mal (e bem do blog), elas não param de surpreender e encontram sempre maneiras novas e imaginativas de o fazer, assegurando-se que causam o maior estrago possível no processo, tornando este blog interessante (espero eu).

Devia fechá-lo de vez e quebrar a maldição, este ciclo de desgraças que duram há mais tempo que aquilo que por norma gosto de admitir, mas sem blog então nada de bom resulta do mal a que, palavra de honra, já me vou habituando, e, muito à custa das lições que vão ficando a cada post e cada história que ele conta, vou aprendo qualquer coisa. Acho que o que de mais triste se pode dizer deste blog, é que tudo nele é verdade. Tentei acabar com ele por duas vezes, é obvio que não consegui (estão aqui não estão?). Estes desabafos fazem já demasiado parte do processo que é ultrapassar seja o que for que aconteceu desta vez para conseguir ficar sem eles.

A última vez que o tentei apagar foi há uns meses atrás, fruto de mais uma história que não desiludiu, com tanto de trágico como fascinante e inacreditável. A primeira vez que acabei com o blog foi há 7 anos, em Dezembro de 2004, um ano depois de ele ter começado. Tive-o fechado durante 4 meses, e tal como Julho deste ano, também Maio de 2005 só teve um post publicado chamado One Last Lesson onde falava de duas raparigas que na altura acreditava serem os amores da minha vida. As raparigas de que esse post fala são a Carolina e a Ana Linda, as mesmas dos dois episódios anteriores e contextualização para este.

Lembro-me que quando o escrevi, esse era dos textos de que mais me orgulhava, tinha 23 anos na altura e falava de como não devíamos deixar escapar a oportunidade que a vida nos dava com as pessoas de quem gostamos, de que deviamos lutar por elas e dar-lhes o nosso melhor, e que o peso de consciência de não o fazer, mais tarde ou mais cedo vinha ajustar contas connosco; mas mais que isso, tentava explicar que quando somos novos achamos que "ao longo da longa vida que temos pela frente hão-de certamente aparecer miúdas mais giras ...". e não é bem isso, na altura não sabia, mas agora sei, não é "aparecer miúdas mais giras", é só "aparecer mais miúdas!", porque não aparecem, ou aparecem, mas não daquelas que importam, daquelas que contam, das que vão fazer a diferença.

Passado dois anos revi a lição inicial num outro post, nessa altura gostava de uma rapariga chamada Sofia, que à sua maneira, invariavelmente criativa, me mostrou que não gostava assim tanto de mim, mas não sem antes se divertir o suficiente à custa dos meus sentimentos que eu tinha por ela. Típico, mas o que guardei da 2ª lição, ou aquilo que gostava que guardassem é que os supostos amores da nossa vida "aparecem sem avisar em lugares e pessoas onde nunca as pensaste encontrar".

Acho imensa piada à arrogância dos meus 23 anos. Achamos que sabemos tudo e estamos convendissimos que a vida já não nos reserva grandes surpresas, e que sabemos como tudo vai acabar. Tenho 30 agora, e mais que perceber que não fazia ideia daquilo que estava a falar, percebo que o pouco mais que sei agora só me mostrou o quanto desconhecia de tudo e o quanto ainda me falta saber.

Isto vai-vos soar bué piroso, mas cada vez mais vejo a idade como uma montanha que vamos escalando, que quanto mais velhos ficamos, mais alto subimos e não só compreendemos melhor aquilo que ficou para trás, como temos uma melhor noção do que (quem) está à nossa volta. E se calhar é isto que aprendi, aquilo que quero que guardem desta vez, Do alto dos meus 30 anos vejo melhor que dos 23, e consigo-vos dizer que de entre a imensidão de raparigas sobre quem escrevi nestes 8 anos, desta infindável lista de nomes que povoam estas paginas, de entre todas as aventuras e desventuras e desilusões amorosas sobre raparigas que me deixaram o coração em cacos, depois da poeira acentar sobre elas, olhando para trás as raparigas de que gostei, consigo dizer-vos que de entre todas elas houve uma, vá, duas, com quem acredito que podia ter sido genuinamente feliz, e vejo agora que não era nenhuma daquelas que na altura achei que ia ser, uma delas nem nunca chegou a ser minha namorada ("pessoas onde nunca as pensaste encontrar" lembram-se?) mas que eu sei! Sabem? Porque estas coisas sabem-se!

Escrevi o primeiro post para a Carolina e para a Ana, que achava então serem os amores da minha vida. Escrevi o segundo para a Sofia. Já não falo com ela, com nenhuma delas, e não faz mal... não eram elas, nenhuma delas.

Episode II - Attack Of The Clones

Conheço a Ana desde que lembro e desde sempre a nossa relação foi um genero de namoro intermitente que durou toda a puberdade, com as interrupções a que os nossos namoros oficiais obrigavam. Por mais que tentássemos, não conseguiamos ser só amigos e se os dois solteiros calhávamos a cruzár-nos no polivalente, trocavamos um beijo só porque sim. Sempre gostei tanto dela que a escolhi para mãe imaginária das minhas filhas imaginárias. Obvio que todas as minhas namoradas a odiavam, ou odiavam o facto de eu a adorar.

Um dia a Ana mudou-se para Braga, e antes de ir embora perguntou-me como é que as coisas ficavam entre nós. Eu tinha acabado há pouco tempo um namoro com uma rapariga do Porto, a Marta, e disse-lhe que não era capaz de começar outra relação à distância com semanas afastados e viagens de comboio interminaveis em fins-de-semana que acabavam demasiado depressa. Nunca me perdoei por não lhe ter dito que a seguia para o fim do mundo se fosse preciso, ela merecia mais de mim e eu, por comodismo, não dei. Em minha defesa, era novo e parvo e não sabia a asneira que estava a fazer. Aprendi, para variar, da maneira mais dificil, sentindo a falta dela durante os anos que se seguiram ao apercebermo-nos que afinal não é assim tão facil encontrar alguem com quem pudesse ter a relação que tinha com ela, ou preenchesse o vazio que ela deixou. A Ana era insubstituvél, e como sempre, só vi isso depois de a perder.

Vimo-nos mais uma ou outra vez por acaso quando ela calhava a vir passar um fim-de-semana ao Barreiro. Nunca fez questão de me dizer com antecedência que ia cá estar, suponho que também nunca me perdoou não ter ficado com ela, e eu não a censuro, como podia ela perdoar-me quando nem eu me perdoo a mim? Acho que é mais um daqueles casos de "quem nos quer bem, fica-nos no coração, quem não nos quer, não." Ela queria-me bem, e eu não a quis, como tal, ela ficou-me no coração, eu não.

Depois de uns anos em Braga mudou-se para o Recife e por mais estranho que pareça, toda essa distância aproximou-nos outra vez. De alguma maneira, o meu relogio biologico estava mais sintonizado com o fuso horario brasileiro que com o português, e entre o meu deitar tarde e tarde erguer, voltamos a falar mais. Depois fui eu para fora e toda aquela aproximação fez mais sentido. Percebi que quanto mais longe estamos de casa mais nos agarramos ás pessoas que deixámos para trás, e o que a Ana via em mim, não era o que ainda podia haver entre nós, mas o que já tinha havido que ela precisava para matar saudades de casa.

Combinámos passar a passagem de ano em Nova Iorque e uma semana antes, ela diz-me que não ia conseguir ir, um estudo qualquer dum ensaio em que ela estava a trabalhar que ela não podia deixar, e deixou-me sozinho em Nova Iorque. Passado umas semanas, carregou fotos duma viagem a Roma com outro rapaz pela altura em que devia estar em comigo do outro lado do mundo, e uns dias depois marcaram-numa fotos de passagem de ano em Portugal.

Todas as raparigas que entraram na minha vida ultimamente, certificaram-se que me magoaram tanto quanto possivel antes de irem embora e por norma despediram-se do amor que lhes tive com uma facada nas costas. Por muito que custe admiti-lo, a verdade é que de certo modo habituei a isso e não espero muito de ninguém. Esperava dela que fez parte da minha vida, a vida toda, e ainda que nunca o tenha dito em voz alta, foi ao ver essas fotos que toda a estima que eu tinha pela Ana morreu e eu pude arrumá-la de vez. Eu falhei-lhe a ele e ela falhou-me a mim, levou 10 anos, mas estávamos finalmente quites.
Já muito recentemente, num destes dias mais tristes, escrevi um post sobre a Alice e a Amélia, as minhas filhas imaginárias, e colei um link para o texto no perfil de Facebook da mãe delas, a Ana, com algo que dizia "Há dias em que sinto muito mais que aquilo que seria normal, a falta das filhas que não temos." Passado umas horas, ela apagou-o, e eu... apaguei-a a ela.

Episode I - The Phantom Menace

Chamava-se Carolina, e pela altura que o mundo mudava de milénio, era o alvo da atenção de metade dos rapazes do Barreiro, e da minha também. Felizmente para mim, ela era tanto o alvo da minha atenção, como eu era da dela.

Lembro-me como se fosse ontem da noite em que começámos a namorar, no "Escondidinho", um restaurante arrumado no cantinho mais distante do antigo Forum Barreiro. O empregado que nos atendia perguntou-me o que é que a minha namorada ia tomar. Eu ri para ela, e ela riu de volta e o empregado perguntou se não era namorada... a Carolina disse que era, e nesse instante, passou a ser.

Suponho que a razão de cada outro rapaz no Barreiro gostar dela era por não haver muito nela para não gostar, ela era irresistivél. Durante imenso tempo foi a miúda dos meus sonhos, não havia nada que eu não gostasse nela, o tom da pele, o cabelo muito comprido, as meias de liga de vidro que ela não usava com o vestido verde, porque a electricidade estática atraia o forro e vinca-lhe a pena. Tudo nela era delicioso. Imaginem namorar com a miuda dos vossos sonhos!

Tinha-a num pedestal e esforçava-me imenso para a merecer, queria que ela achasse que eu era digno de namorar com ela. Que parvoice não é? Eu sei, ou sei agora, melhor que o sabia então. Se o filme que eu escolhia para irmos ver era uma porcaria, sentia-me pessimamente por isso. Se me perdia a caminho do restaurante achava que ela ia perceber a fraude que eu era e acabar comigo.

Acabei por seu eu a acabar com ela, Achei que a pressão era mais que aquela que eu conseguia aguentar. Arrependo-me imenso disso, não por achar que ainda podiamos estar juntos hoje (não podiamos), mas pelas implicações que teve na minha vida. Namorámos tão pouco tempo, que nem chegamos à parte dos problemas, á parte feia e menos boa de estar com alguém, a fase que acaba por fazer vingar ou quebrar todas as relações, e quando todas as relações, muito mais sérias que vieram depois da Carolina chegavam a essa parte e acabavam, aquilo de que eu me lembrava era de que com a Carolina nunca houve problemas, mais por não ter tido tempo para isso que por outra coisa qualquer, mas como em todas as outra coisas que lhe diziam respeito, o meu julgamento sempre esteve um bocadinho toldado. Namorámos pouquissimo tempo, levei para sempre a esquecê-la.

Pouco falámos depois de acabarmos. Ela mudou-se para Lisboa e pouco tempo deois juntou-se com  o namorado, um tpo mais velho (tipico da Carolina) chamado Gil. Eu aproveitava o aniversário para lhe ligar e ou o Natal para lhe mandar uma mensagem e durante anos foi todo o contacto que tivemos um com outro, até uma noite de Dezembro de 2006 em que ela me deixou um comentário aqui no blog.

Liguei uns dias antes da passagem de ano e combinamos ir lanchar dia 2. Encontramo-nos à porta da biblioteca e eu sentia-me um miúdo na vespera de Natal. Fomos lanchar ao miradouro de Almada, e ficamos a por a conversa em dia até há hora de jantar. Tentámos o Amarra-O-Tejo, que por ser o 2º dia do ano estava fechado. Tentámos a Praia do Rosarinho, e estava fechado também, e acabamos por jantar no Afreudite da Expo. Depois fomos ao FoxTrot e como nem ás 3 da manhã queriamos que a noite acabasse, fomos para a  Merendeira da 24 de Julho a comer pães com chouriço e caldo verde até ser quase dia.

Começamos a sair mais vezes depois disso. Eu ia almoçar à faculdade dela, e conhecer as amigas dela, ela vinha almoçar à minha e conhecer os meus, e passaram-se uma semanas assim e a cada saida eu percebia melhor o porque da nossa re-aproximação. Ela tinha ido de ferias com as amigas, e quando voltou o descobriu que o namorado a tinha traido com a secretária, e ela, demasiado agarrada à vida que tinha com ele, sem coragem para bater com a porta, deixar Lisboa e voltar para a casa da mãe no Barreiro e reconhecer que tinha sido tudo um erro... mais que isso, a miuda que uns há uns anos atrás reunia a atenção de metade dos rapazes do Barreiro, via-se a viver o cliché do "maridinho" a ter traido com a secretária, e precisava de alguem que a fizesse lembrar dos seu tempos auros de Santo Graal do Barreiro e ajudasse a sentir isso tudo outra vez... e quem melhor que eu?

Mas a massagem que lhe dei ao ego não bastou. Qual é a dificuldade em conquistar alguem que sempre morreu de amores por nós? Ela precisava dum brinquedo novo, alguém que ela pudesse conquistar de raiz, e provar a ela mesmo que era ainda tão irresistivel como dantes. O alvo foi o meu melhor amigo da faculdade que (e eu não o censuro) se deixou levar por exactamente as mesmas coisas que eu me deixei levar 6 anos antes. Nunca mais falei com ele.

Namoramos um mês, e pensei nela os seis anos que se seguiram, anos em que foi assombrando todas as relaçõe que eu tive entretanto e no fim, foi só preciso outro mês para eu a ver por aquilo que ela era, tão distante da imagem imaculada que eu guardava dela. Nunca mais falei com ela, e ela, não me assombrou mais vez nenhuma.

Letters to Juliet

Dear Claire, "What" and "If" are two words as non-threatening as words can be. But put them together side-by-side and they have the power to haunt you for the rest of your life: What if? What if? What if? I don't know how your story ended but if what you felt then was true love, then it's never too late. If it was true then, why wouldn't it be true now? You need only the courage to follow your heart. I don't know what a love like Juliet's feels like - love to leave loved ones for, love to cross oceans for but I'd like to believe if I ever were to feel it, that I will have the courage to seize it. And, Claire, if you didn't, I hope one day that you will.

All my love,
Juliet

How I Met Your Mother

Ted: I'm going to say something out loud that I've been doing a pretty good job of not saying out loud lately. What you and Tony have, what I thought for a second you and I had, what I know that Marshall and Lily have, I want that. I do. I keep waiting for it to happen. I'm waiting for it to happen. I guess I'm just tired of waiting. And that is all I'm going to say on that subject.
Stella: I know that you're tired of waiting. And you might have to wait a little while more but, she's on her way, Ted. And she's getting here as fast as she can.
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