21 Sugestões Para o Sucesso*

  1. Casa com a pessoa certa. Esta decisão irá determinar 90% da tua felicidade/miséria.

... e outras 20 sugestões* que não me pareceram importantes. (,

Chorar em Público

«Quando sair este jornal, a Maria João e eu estaremos a caminho do IPO de Lisboa, à porta do qual compraremos o PÚBLICO de hoje. Hoje ela será internada e hoje à noite, desde o mês de Setembro do ano passado, será a primeira vez que dormiremos sem ser juntos.

O meu plano é que, quando me expulsarem do IPO, ela se lembre de ir ler o PÚBLICO e leia esta crónica a dizer que já estou cheio de saudades dela. É a melhor maneira que tenho de estar perto dela, quando não me deixam estar. Mesmo ficando num hotel a 30 passos dela, dói-me de muito mais longe.

O IPO consegue ser uma segunda casa. Nenhum outro hospital consegue ser isso. Podem ser hospitais muito bons. Mas não são como uma casa. O IPO é. Há uma alegria, um humor, uma dedicação e uma solidariedade, bem-educada e generosa, que não poderiam ser mais diferentes da nossa atitude e maneira de ser – resignada, fatalista e piegas – que são o default institucional da nacionalidade portuguesa. É graxa? Para que tratem bem a Maria João? Talvez seja. Mas é merecida. Até porque toda a gente que os três IPO de Portugal tratam é tratada como se tivesse direito a todas as regalias. Há muitos elogios que, não obstante serem feitos para nos beneficiarem, não deixam de ser absolutamente justos e justificados.

Este é um deles. Eu estou aqui ao pé de ti. Como tu estás ao pé de mim. Chorar em público é como pedir que nada de mau nos aconteça. É uma sorte. É o contrário do luto. Volta para mim.»

Miguel Esteves Cardoso, 28.11.2011, in Público

Pretérito, Muito-Mais-Que-Perfeito.

"Há uma óbvia correlação entre a velocidade a que andamos com a nossa vida para a frente, e a que deixamos o passado para trás." Andei uma semana a pensar em como escrever esta frase e isto foi o melhor que arranjei. Não diz nada do que eu queria dizer. Se calhar aquilo em que ando a pensar segue mais ao longo das linhas de "O passado fica para trás à velocidade a que andamos com a nossa vida para a frente", que pode até querer dizer a mesma coisa, se calhar diz, mas para lá de soar melhor, ainda não é isso. De vez em quando acontece-me isto, a impressão de tropeçar numa pagina solta caída do manual de instrucções do Universo, como uma cábula que me é passada debaixo da carteira pelo Arquitecto de Todas as Coisas, desesperado com a minha incapacidade de percepção do óbvio e ver nos meus erros o que insisto em fazer mal. É sempre algo tão obvio que não compreendo como é que não o percebi antes, e explica este ou aquele capítulo da minha vida*. Essa simplicidade torna ainda mais frustrante a incapacidade de arranjar uma frase que lhe faça justiça.

Comecei por imaginar dois pontos que se vão afastando dum eixo imaginário em sentidos opostos onde a velocidade a que um se movia para trás, era influenciado por aquela a que o outro se movia para a frente. Depois percebi que era mais que "influenciar", era ditar! Que o passado fica para trás à mesmíssima velocidade (ou falta dela) a que movíamos a nossa vida para a frente, e o que isto queria dizer é que se não andarmos com a nossa vida para a frente, o passado não fica para trás, e isso, não só faz mais sentido como explicava muito mais coisas. Foi por essa altura que dei conta que o passado não se move, não fica para trás, não ajuda, não colabora, não nos facilita a vida um bocadinho e nem cede um milímetro que seja para nos ajudar a seguir em frente. Havemos sempre de saber onde ele está, por norma exactamente onde o deixámos, e a única coisa que podemos fazer, é avançar, correr, puxar, arrastar se for preciso, a nossa vida para diante, e aproveitar-mo-nos da sua solidez de rocha para lhe ganhar distância.

Mas há mais que isso, é preciso um esforço genuíno, o passado não se deixa enganar facilmente e consegue perceber quando as tentativas de seguir com a nossa vida para frente, são feitas em círculos à sua volta. Atravessar meio mundo, e acabar a 40km's de onde morava a minha ex-namorada sob o pretexto de a tentar esquecer, não engana ninguém*. Continuar a trocar e-mails, mensagens e telefonemas, porque "queremos ficar amigos" a mesma coisa. Irmo-nos dando a quem aparece para matar saudades de quem não temos, também não vai funcionar, com a agravante de irmos magoando quem nunca nos magoou de volta nem teve culpa de ser apanhado no fogo cruzado. Talvez alguém que até gostava de nós de verdade e queria ajudar, na esperança que depois de deixar-mos o passado para trás, houvesse lugar para ela no que viesse depois.

Tem pouco mérito, sair do buraco onde estamos, passando por cima, empurrando para baixo quem nos puxou para fora dele, ou em avançar com a nossa vida, deixando para trás alguém que, por nos ajudar no presente a deixar para trás um passado de que não teve culpa, merecia um lugar no nosso futuro.

Californication

Dear Karen,

If you're reading this, it means I actually worked up the courage to mail it, so good for me. You don't know me very well, but if you get me started, I have the tendency to go on and on about how hard the writing is for me. But this, this is the hardest thing I've ever had to write. There's no easy way to say this, so I'll just say it: I met someone. It was an accident. I wasn't looking for it. I wasn't on the make. It was a perfect storm. She said one thing, I said another. Next thing I knew, I wanted to spend the rest of my life in the middle of that conversation. Now there's this feeling in my gut that she might be the one. She's completely nuts in a way that makes me smile. Highly neurotic, a great deal of maintenance required. She is you, Karen. That's the good news. The bad is that I don't know how to be with you right now. That scares the shit out of me, because if I'm not with you right now I have this feeling we'll get lost out there. It's a big, bad world full of twists and turns and people have a way of blinking and missing the moment. A moment that could have changed everything. I don't know what's going on with us and I can't tell you why you should waste a leap of faith on the likes of me. But damn, you smell good, like home, and you make excellent coffee. That's got to count for something, right? Call me.

Unfaithfully yours,

Hank Moody

The Love Letter

Dearest, Do you know how much in love with you I am? Did I trip? Did I stumble - lose my balance, graze my knee, graze my heart? I know I'm in love when I see you. I know when I long to see you, I'm on fire. Not a muscle has moved. Leaves hang unruffled by any breeze. The air is still. I have fallen in love without taking a step. You are all wrong for me and I know it, but I can no longer care for my thoughts unless they are thoughts of you. When I am close to you, I feel your hair brush my cheek when it does not. I look away from you sometimes, then I look back. When I tie my shoes, when I peel an orange, when I drive my car, when I lie down each night without you, I remain yours.

Crónica de Praia Escrita no Telemóvel

Sou mais um tipo de pernas, mas o rabo da miuda deitada de barriga para baixo e pés para mim no toldo à frente está a dar-me a volta a cabeça. Vai-se levantando em intervalos mais ou menos regulares para retocar o protector e a velocidade a que as curvas lhe voltam ao sitio a cada passagem, vai-me dando pistas da firmeza daqueles contornos.

É feia, ou não é feia, só não é muito gira, ou não tão gira como uma outra rapariga, duas filas à frente e tres toldos para a direita, que para lá de mais gira, tem um rabo perfeitinho e peito a condizer. Há ainda uma outra e a amiga dela, cabelo e bikini preto deitada à frente da linha dos toldos que de entre as três era a que levava para casa. O nadador salvador deve pensar como eu, e foi mesmo agora meter-se com ela. Ouvi-a falar... é espanhola... o banheiro que fique com ela.

É esta a consequência de não se estar apaixonado durante o verão, a de nos apaixonarmos pelo verão em si, e pelas miudas que desfilam pela praia em bikinis mais curtinhos que o do dia anterior. Não que o tenha visto, mas as linhas de brozeado a contornar-lhe a coxa e o decote, asseguram-me que o de hoje é mais pequeno que o de ontem e me fazem esperar anciosamente pelo de amanhã, a mostrar mais que aquilo que o de hoje deixa ver.

Todas esta miudas juntas e semi-nuas, criam um efeito "Cheerleaders" passando a ilusão de que todas elas são fora de série, com rabos desenhados a compasso e peitos habilmente esculpidos, mas eu culpo o bronze por isso. Tenho a certeza que não olhava duas vezes para nenhuma delas se vestidas, calhassem a cruzar-se comigo na rua, e ainda assim, aqui deitado, não consigo tirar os olhos do rabo da miuda estendida na areia ao meu lado e da hipnotizante cicatriz qual Harry Potter que ela tem na nádega esquerda.

Acho que vou à  água, preciso de me abstrair disto, arrefecer o corpo e esfriar as ideias, que não sei por quanto tempo mais consigo resistir à tentação de estender a minha toalha ao lado da dela, sacudir-lhe a medalhão de areia que o bronzeador lhe colou na coxa e digo "aposto que essa cicatriz tem uma história... ".



Toldo nº4, Praia dos Pescadores, Armação de Pêra, 10 de Agosto de 2011

Dear Sophie

The Wonder Years

Once upon a time there was a girl I knew that lived across the street. Brown hair, brown eyes. When she smiled, I smiled. When she cried, I cried. Every single thing that happened to me that mattered, in some way, had to do with her. That day Winnie and I promised each other that no matter what, we'd always be together. It was a promise full of passion and truth and wisdom. It was the kind of promise that could only come from the hearts of the very young.

Quid Pro Quo

Sou um bom neto, mas não tive avôs. Sou um bom filho, mas os meus pais separaram-se. Sou um bom irmão, e a minha irmã mudou-se para longe. Sou um bom amigo, mas os meus amigos nunca foram bons para mim. Não lhes cobicei as namoradas, mas eles sempre combiçaram as minhas. Sou um bom namorado, sem namorada. Sou honesto, e mentem-me. Nunca traí, mas já fui traido. Atravesso meio mundo, por quem não me quer ver. Sou fiel, e encontro-a na cama com outro. Sou dedicado, a quem tem outras prioridades. Nunca roubei, mas já fui assaltado. Sou boa pessoa, e as unicas pessoas que veêm isso, são ás más, para se aproveitarem de mim. Sou justo, e injustiçado. Dou mais que aquilo que recebo, e tenho, garantidamente, muito menos que aquilo que mereço.

Quase

Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo ... e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se enlaçou mas não voou...
Momentos de alma que, desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...


Mário de Sá-Carneiro

Checklist

This is your life. Find a passion and pursue it. Fall in love. Dream BIG. Drink wine, eat great food and spend quality time with good friends. Laugh every day. Believe in magic. Tell stories. Reminisce about the good old days but look with optimism to the future. Travel often. Learn more. Be creative. Spend time with people you admire. Seize opportunities when they reveal themselves. Love with all your heart. Never give up. Do what you love. Be true to who you are. Make time to enjoy the simple things in life. Spend time with family. Forgive even when it’s hard. Smile often. Be grateful. Be the change you wish to see in the world. Follow your dreams. Try new things. Work hard. Don’t count the minutes count the laughs. Embrace change. Trust in yourself. Be thankful. Be nice to everyone. Be happy. Live for today. And above all... make every moment count.
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